Revista Online Conexao Afro

Archive for the ‘Polítca’ Category

Por falta de opções, Dilma pode manter ministra da SEPPIR

In Conexão Afro, Polítca on Fevereiro 16, 2012 at 11:30 am

N°o1- 16 de fevereiro – Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

Brasília – Apesar da gestão considerada apagada, a ministra da Igualdade Racial, Luiza Bairros, poderá permanecer no cargo, porque a presidente Dilma Rousseff estaria encontrando dificuldades para identificar nomes que se encaixem no perfil que deseja na SEPPIR, e que aceitem assumir o cargo.

A maior evidência de que a ministra poderá ficar são as exonerações de Anhamona de Brito e Ivonete Carvalho, as titulares das duas principais Secretarias – a Secretaria de Políticas para Comunidades Tradicionais (SECOMT) e a Secretaria de Políticas de Ações Afirmativas (SPAA).

As duas foram substituídas, respectivamente, por Ângela Maria Lima do Nascimento, de Pernambuco, e Silvany Euclênio Silva, que já ocupava o cargo de Diretora de Programa da SEPPIR – ambas do grupo político de ONGs que dá sustentação e apoio à Luiza Bairros.

Exonerações

Os pedidos de exoneração de Ivonete e Anhamona haviam sido encaminhados à Casa Civil da Presidência no início do mês, porém, só no final da semana passada foram publicados no Diário Oficial da União. A demora foi atribuída ao fato de que o Planalto estaria cogitando da troca de todo o comando da SEPPIR e, nesse caso, não faria sentido mudar apenas peças do segundo escalão.

Com a saída de Ivonete, que pertence ao Conselho Político do mandato do senador Paulo Paim, e era indicação do Partido dos Trabalhadores (PT), a ministra optou por fechar-se em torno do seu grupo de apoio, ao invés de se abrir ao diálogo com outros segmentos do Movimento Negro, insatisfeitos com a sua gestão e que a acusam de ser avessa ao diálogo.

No caso de Anhamona, que é do PT da Bahia, ela já estava demissionária desde outubro, alegando razões de ordem pessoal. Em dezembro, voltou a colocar o cargo à disposição e, em fevereiro, depois de circularem rumores de que teria sido exonerada por telefone, anunciou que sairia de férias, a partir do dia 02. Não foi o que aconteceu:foi exonerada logo em seguida.

Nomes

O descontentamento com a gestão de Luiza Bairros ficou explícita na Esplanada quando o ex-presidente Lula sugeriu publicamente a Dilma a ida do senador Paulo Paim para o ministério da Igualdade Racial.

Paim, porém, mostrou-se reticente, e teria sido desaconselhado pelo seu grupo político. Com isso, Lula fez sondagens ao rapper MV Bill e a Celso Atayde, da Central Única das Favelas (Cufa), do Rio. Chegou a fazer uma reunião com ambos em S. Paulo, no Instituto da Cidadania e convidar Bill, interessado na visibilidade do rapper, que é ator do seriado Malhação, da Rede Globo de Televisão.

Nem Bill, nem Atayde, porém, demonstraram entusiasmo, entre outras coisas, porque a Cufa é parceira de projetos com o Governo Federal e a ida de um dos seus dirigentes, provocaria o cancelamento de convênios e a perda de recursos.

Com a sinalização negativa de Paim e Bill, passaram a ganhar força os nomes dos deputado federal Vicente Paulo da Silva, Vicentinho (foto), do PT de S. Paulo, e da sambista-deputada estadual Leci Brandão.

Leci

O nome de Leci, porém, foi descartado por pertencer a um Partido da base do Governo – o PC do B -, que tem uma representação parlamentar pequena e a cota de apenas um ministério, no caso, o dos Esportes. A escolha dela acabaria por desequilibrar o jogo de forças na Esplanada e causaria descontentamento nos demais partidos da base, com bancadas maiores.

No caso do deputado Vicentinho, embora tenha se mostrado inicialmente disposto, em contatos nesse fim de semana nas comemorações de pelo aniversário de 32 anos do PT, em Brasília, pessoas próximas a ele, lembraram a pequena estrutura e orçamento da SEPPIR, o que não permitiria a acomodação nem de sua assessoria direta. 

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Fórum Social Temático 2012 terá Gilberto Gil, Manu Chao, Boaventura, Ramonet e presidentes

In Polítca on Dezembro 30, 2011 at 12:49 am

N°o1- 30 de dezembro – Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

A assessoria de comunicação do Fórum Social Temático 2012, que será realizado em Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo, de 24 a 29 de janeiro, divulgou alguns números e informações sobre atividades confirmadas para o evento. Já há mais de 400 atividades autogestionárias inscritas e estão confirmadas a presença de 300 convidados nacionais e internacionais, entre intelectuais, líderes de movimentos sociais, ativistas das causas ambientais, trabalhistas, indígenas e de direitos humanos.

Estão confirmados, por exemplo, nomes como Boaventura de Sousa Santos, Ignacio Ramonet, José Graziano e João Pedro Stédile, entre outros. No dia 25 de janeiro, o Fórum Social Temático 2012 abrigará uma mesa de cúpula reunindo os presidentes de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Paralelamente a essas atividades, ocorrerão vários outros eventos, entre eles o Fórum Mundial de Educação e Fórum Mundial da Saúde e Seguridade Social. Os quatro municípios que recebem o encontro terão eventos culturais, feiras de economia solidária e praças de alimentação. Em Porto Alegre, o Acampamento Intercontinental da Juventude instalará suas barracas mais uma vez, no Parque Harmonia. Na programação cultural, estão confirmados shows de Gilberto Gil, Manu Chao, Fito Paez, Leci Brandão, Martnália, entre outros. Além desses shows, estão programadas mostras de cinema, espetáculos de teatro de rua e apresentações circenses.

O tema central de debates do FST 2012 será a crise capitalista e os caminhos para a justiça social e ambiental. Além disso, o Fórum pretende ser um espaço para a formulação de propostas para a Cúpula dos Povos, que ocorrerá em junho de 2012 no Rio de Janeiro, paralelamente à reunião de cúpula das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Maiores informações sobre como participar, credenciamentos (de imprensa, inclusive) e sobre a programação podem ser acessadas na página do encontro (www.fstematico2012.org.br).

A QUEM INTERESSA A QUEDA DA MINISTRA LUIZA BAIRROS?

In Polítca on Outubro 17, 2011 at 9:51 am

N°o1- 17   de outubro -Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

Assunto: A QUEM INTERESSA A QUEDA DA MINISTRA LUIZA BAIRROS?

Com certeza não interessa ao povo negro brasileiro, nem ao movimento negro autônomo, comprometido e protagonista, que luta por políticas públicas efetivas de combate o racismo e à discriminação racial, e que se pauta pelo compromisso indelével com a população negra, que, apesar dos propalados avanços da última década, ainda enfrenta a violência racial em sua vida cotidiana.

No momento em que circulam fortes rumores na ESPLANADA, de que o PLANALTO pretende “esvaziar” os ministérios voltados para a defesa de direitos (SDH, SPM, SNJ e SEPPIR), que seriam substituídos por um único GRANDE MINISTÉRIO, jogando mulheres, negros, juventude, torturados da ditadura, entre outros, mais uma vez, numa vala comum, no famoso CALDEIRÃO DA DIVERSIDADE, o que tem um grande apelo no imaginário racista brasileiro, que insiste em nos negar identidade, história, cultura e especificidades, não é de se estranhar, que o ‘jornal a Folha de São Paulo’, cumprindo o seu papel histórico, inicie o processo de desgaste de três ministras, exatamente de três das pastas “INDESEJADAS”.

O que nos surpreende é ver determinados segmentos do Movimento Negro cerrando fileira com esta reação conservadora, dando um verdadeiro tiro no pé. Entendemos o descontentamento desses setores, acostumados a uma relação de compadrio, de balcão, sem editais ou chamada pública, e que agora se sentem "desprestigiados", “não apoiados”, na gestão da ministra Luiza Bairros. A Função da SEPPIR não é, e não pode ser, a de atender às demandas individuais e individualistas, de uma ou outra pessoa, de uma ou outra Entidade. Um ministério de promoção da igualdade racial só se justifica se for capaz de pensar e traçar políticas públicas para a maioria desta nação, formada por nós, negros e negras.

PORQUE CONFIAMOS NA GESTÃO LUIZA BAIRROS

Primeiro, por ser a ministra Luiza Bairros uma mulher negra, fruto genuíno das lutas e contradições da nossa história, e da luta do Movimento Negro; e também por que a mesma se cercou de militantes que aliam capacidade técnica e compromisso com a luta pela igualdade racial.

Aos que criticam uma suposta deficiência e falta de habilidade política, afirmo que estão confundindo politicagem com o fazer político, no seu sentido maior da busca do bem comum. Graças à articulação desta gestão da SEPPIR, a expressão “enfrentamento ao racismo”, entrou no PPA, pela primeira vez, subvertendo a histórica negativa do Estado Brasileiro em reconhecer a existência do racismo como elemento estruturante da desigualdade brasileira. E assim, também pela primeira vez, os povos tradicionais de matriz africana, os chamados povos de terreiro, sustentáculos da nossa sobrevivência simbólica e física no país, entraram no PPA, o documento que “determina” para onde e para quem será destinado o orçamento do país nos próximos 4 anos.

Ministra Luiza Bairros, espero que a SEPPIR continue nessa trajetória de construção de políticas públicas para o povo negro, e que não ceda à pressão das vaidades de pessoas e “grupinhos”, sem compromisso real com o nosso povo e com a nossa cultura.

Àṣẹ Púpù Gbogbo wá[1].

Ribeirão Preto, outubro de 2011.

PAULO CÉSAR PEREIRA DE OLIVEIRA

SACERDOTE DA TRADIÇÃO YORÙBÁ


[1] Muito axé pra todos nós.


"Enquanto os leões não tiverem os seus contadores de histórias, as histórias das caçadas glorificarão os caçadores" Provérbio Yorubano

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A SEPPIR está jogando no time de Ganga Zumba.

In Polítca on Outubro 15, 2011 at 9:23 am

N°o1- 15 de outubro -Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

14/10/2

Por Gilberto Batista Campos e Joselício Júnior*

Os atuais mandatários da Seppir – Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial – entraram para valer em campo em defesa dos interesses da FIFA, das empreiteiras e do aparato militar-repressivo que volta suas garras afiadas contra a população civil, de maioria negra. Salvador e Rio de Janeiro foram as cidades escolhidas para, em 03 e 04 de outubro, respectivamente, sediarem o Seminário “Promoção da Igualdade Racial no Contexto dos Grandes Eventos”[1]

Ainda de acordo com a matéria do portal da Seppir, durante o Seminário “os estados da Bahia e do Rio de Janeiro assinam um protocolo de intenções com a União, através da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir/PR), visando a implementação de ações conjuntas que assegurem a inclusão da população negra nas atividades decorrentes dos grandes eventos esportivos mundiais”.

Mais ainda, o evento contou com uma tabelinha entre o governo brasileiro e o norte-americano. A ex-prefeita, Shirley Franklin – que na organização dos jogos de Atlanta de 1996 – foi convidada para falar da “exitosa” experiência da cidade americana, apresentada como “modelo de inclusão racial” durante os jogos Olímpicos. Se o modelo americano de “inclusão racial” deu certo em Atlanta, o certo é que não foram poucos os africanos-americanos que aderiram ao movimento No Games Chicago, contra a candidatura de Chicago para sediar as Olimpíadas de 2016[2].

Porque a SEPPIR silencia quando o assunto é a política prisional do Império contra os africano-americanos (segundo o sociólogo Loic Wacquant, nos Estados Unidos, nos dias atuais, para 8 negros presos, há 1 branco)[3], a manutenção de presos políticos (Múmia Abu Jamal, o líder indígena Leonard Peltier e os cinco presos cubanos, René Gonzalez – solto recentemente – Antônio Guerreiro, Gerardo Hernandéz, Ramón Labañino e Fernando Gonzalez), a violência praticada por rebeldes e forças da OTAN contra civis afrodescendentes pretensamente ligados à Kadaffi, na Líbia, ou ainda, sobre o fechamento do campo de concentração de Guantánamo (uma das promessas de campanha de Barack Obama)? É possível separar a política de agressão do Império contra nossos irmãos africano-americanos e seus reiterados atentados à soberania dos povos das políticas de aproximação com o governo brasileiro e suas reiteradas tentativas em transformá-lo em correia de transmissão da política do imperialismo para a América Latina?

Os Seminários sobre “Igualdade Racial no Contexto dos Grandes Eventos” foram realizados através de parceria entre o Ministério do Esporte, os governos da Bahia e do Rio de Janeiro, do Consulado Geral Norte-Americano no Rio de Janeiro e a Federação das Indústrias do Estado do Rio. Os seminários integram, ainda, o Plano de Ação Conjunto entre o Governo Brasileiro e o Governo dos Estados Unidos da América para a Eliminação da Discriminação Étnico-Racial e a Promoção da Igualdade e que a Seppir, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o Departamento de Estado (EUA) coordenam.

A geopolítica da Seppir privilegia o “núcleo duro’ das políticas do Império, o Departamento de Estado dos Estados Unidos, em detrimento do diálogo e da cooperação com países como Bolívia, Venezuela, Equador e Colômbia – que já desenvolvem e discutem – a implementação de políticas públicas voltadas a afros e indígenas. Estes não foram convidados a participar destas iniciativas “benfajezas”, patrocinadas pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. Para nós, não é mera coincidência que as políticas de “lei e ordem” e “tolerância zero” que se expressam na Política Nacional Anti-Drogas para a América Latina, tem justamente como seus principais entusiastas o Pentágono e o Departamento de Estado Norte-americano e que elas, hoje, sejam fundamentais para justificar ideologicamente as ações terroristas do estado brasileiro contra a população civil negra nas favelas e periferias do país.

Trocando em miúdos, os Seminários são uma cortina de fumaça às políticas de faxina étnica implementadas pelo estado brasileiro – despejos, remoções e extermínio da população civil negra – com o objetivo de segregar os territórios urbanos, das grandes cidades, para atender aos interesses de empreiteras, do capital imobilitário e de empresários [4]. Estas empreiteiras e empresários que ganham rios de dinheiro com a especulação imobiliária – com a tranferência de polpudos recursos do poder público – apoiam entusiasticamete a política de repressão violenta ao tráfico de drogas com a expulsão e controle da população civil, seja através da remoção ou do extermínio puro e simples.

O espaço urbano como fonte de negócio e lucro desenfrado precisa disciplinar seus inquilinos “indesejáveis” – afro-descendentes, indígenas, pobres – que reclamam cidadania e direitos sociais. A lógica é da formação de territórios segregados, apartados de condições mínimas de cidadania e inclusão social. A ocupação militar dos morros, favelas, suburbios e periferias e a política repressiva e de “tolerância zero” contra negros e pobres é o aprofundamento de um verdadeiro apartheid social que joga contra os avanços democráticos que o movimento negro, em trinta anos de luta, conquistou. Portanto, o que assistimos hoje é todo um conjunto de políticas – políticas de faxina étnica – que através de violentas intervenções urbanas em nome dos Mega Eventos (Olimpíadas e Copa do Mundo) vem atender os interesses de empresários privados, políticos corruptos, cartolas e mandatários das entidades esportivas.

Os representantes da população negra no poder, em particular as instâncias de Promoção da Igualdade Racial, em todo território brasileiro, parecem tender a serem absorvidos pelo branqueamento institucional e assimilam uma visão eurocêntrica, elitista e individualista inscrita, por mais de quinhentos anos de dominação, nas estruturas do estado neocolonial burguês.

Como dizia Malcom X em relação aos líderes negros integracionistas, nos Estados Unidos, a forma como se deu a institucionalização do movimento negro no Brasil – seja pela ocupação de cargos nos governos ou, por outro lado, através das Organizações Não-Governamentais – cumpre o papel de “tranqüilizar” a elite branca e afastar qualquer perigo de que uma rebelião negra tome de assalto os palácios do poder (Autobiografia de Malcom X).

Desta maneira, a Seppir faz o jogo da elite burguesa ao expor a falsa imagem de inclusão de homens e mulheres negras na mídia mundial, através dos empregos temporários oferecidos durante os mega eventos (Copa de Mundo e Olimpíadas), quando, na realidade, as condições de acesso à saúde, educação, moradia e direitos sociais entre negros e brancos continuam desiguais. A SEPPIR silencia diante da violência racista contra a população civil negra – pratica de forma indiscriminada em nome da guerra ao tráfico – as políticas de remoção, despejos e as Unidades de Polícia Pacificadoras. Afinal, para um setor do movimento negro a formação de uma elite negra é o meio mais eficaz de lutar contra o racismo e facilitar a “integração” do nosso povo à ordem burguesa. Para nós, apenas uma luta contra o racismo se inscreve na formação de uma nova ordem social pós-classista e pós-racial capaz de incluir todos os negros e negras.

No Congresso Nacional, algumas vozes se levantam contra os absurdos contidos na Lei da Copa. É o caso do Senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) que foi a tribuna denunciar os absurdos da Lei da Copa, outorgada ao FIFA ao estado brasileiro, ferindo nossa soberania nacional[5]. Para termos ideia, a proibição da venda de bebidas alcoólicas nos estádios (proibida pela Lei do Torcedor) será suspensa a pedido da marca de bebidas patrocinadora da Copa do Mundo. Outro absurdo é o fim da meia entrada aos estudantes. Outro parlamentar que vem se destacando a frente desta luta contra os desmandos da FIFA, na Câmara Federal, é Romário Faria (PSB-RJ)[6].

A SEPPIR vê na Copa e nas Olimpíadas a possibilidade de incluir afrodescendentes, capacitando-os para as oportunidades de emprego e renda que surgirão. Também preocupa a SEPPIR que os reiterados casos de racismo, na Europa, se reproduzam no Brasil, e para isso, contam com o apoio da toda poderosa FIFA.

Em primeiro lugar, dada a desproporção do que empreiteros e empresários embolsarão com estes eventos – para o qual o governo brasileiro e os governos estaduais, de forma pouco transparente, darão polpudas contrapartidas com dinheiro de nossos impostos – e os benefícios gerados para o conjunto da população negra nos grandes centros urbanos, chega a ser risível as intenções da SEPPIR. Segundo a Secretaria de Comunicação da Presidência da República são R$ 25 bilhões o valor desembolsado pelos cofres públicos[7]. Este valor deve aumentar dado que a iniciativa privada exige por parte do poder público maiores e maiores contrapartidas – entenda-se “garantias” para seus investimentos [8].

O povo pagará – como aconteceu com o Pan-americano no Rio, em 2007, mais um vez esta conta? E o custo social? Quantos jovens negros serão mortos ou alvo de abordagens policiais violentas em nome da segurança necessária para garantir a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas? Será que já nos esquecemos da ação poicial, as vésperas do XV Jogos Panamericanos, no Rio, que resultou  no massacre do Complexo do Alemão em operação da PM do Rio com apoio da Força Nacional de Segurança do Governo Lula?[9]

Em segundo lugar, o racismo no futebol não é algo específico dos gramados europeus. No Brasil, quem acompanha as quatro linhas e freqüenta os estádios pode acompanhar de perto manifestações hostis contra jogadores afro-descendentes ou, ainda, xingamentos racistas contra as torcidas do Flamengo e Corintians. Alguns casos chegaram a ganhar publicidade como o caso do jogador Antônio Carlos, do Palmeiras, que chamou Jeovânio, do Grêmio, de “macaco”. Em nenhum momento a SEPPIR procurou a CBF e o seu déspota Ricardo Teixeira cobrando ações afetivas contra este tipo de manifestação racista nas quatro linhas. Excetuando-se o caso do jogador Grafite, este casos são levados a sério ao ponto de chegar ao Congresso Nacional, ao poder público, e merecer algum tipo de ação. Em suma, o que quer a SEPPIR é “fazer média” com a toda-poderosa FIFA e o capo Ricardo Teixeira.

A atual gestão da SEPPIR optou por jogar no time de Ganga-Zumba. Para os mandatários da SEPPIR promover a igualdade racial é privilegiar poucos em detrimento de muitos. Esta é uma versão neoliberal das políticas de ação afirmativa tão necessária à democracia brasileira. No entanto, ou temos democracial real, com participação de todos, em que as políticas de ação afirmativa visam contribuir para acelerar a integração da comunidade negra, ou faremos o jogo de Ganga-Zumba, de conciliação com esta ordem social racista e excludente. Nós somos do time de Zumbi: queremos liberdade para todos! Fraternidade com igualdade, liberdade com justiça! Estamos ainda no começo do primeiro tempo, o povo negro merece respeito e vai virar o jogo contra os sehores da ordem neocolonial, enfrentando, nas ruas, a faxina étnica e o racismo!

Gilberto Batista Campos é historiador, Coordenador Geral do Círculo Palmarino e militante do movimento negro do Espírito Santos. Joselício Júnior – Juninho é jornalista, Coordenador Nacional de Finanças do Círculo Palmarino e coordenador do Ponto de Cultura “De periferia para periferia- valorizando a cultura afro-brasileira” em Embu das Artes, SP.

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Sacerdote pede saída de Luiza Bairros

In Conexão Afro, Polítca on Outubro 14, 2011 at 3:35 am

N°o1- 14 de outubro -Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

14/10/2011 por Da Redação

Walmir Damasceno

Por: Redação – Fonte: Afropress – 11/10/2011

Líder da FENATRAB pede saída de Luiza Bairros

Itapecerica/SP – O jornalista, sacerdote do Candomblé de tradição Angola/Congo, presidente da Federação Nacional da Tradição e Cultura Afro-Brasileira (FENATRAB) e do Conselho de Ministros do Instituto Latino-Americano de Tradições Afro-Bantu (ILABANTU), Walmir Damasceno, defendeu publicamente ontem (10/10) a substituição da ministra chefe da SEPPIR, socióloga Luiza Bairros, pois considera sua gestão “ineficiente e voltada apenas para o grupinho político que a cerca”.

“Lamentavelmente, a SEPPIR não funciona e não vem contemplando o atendimento das reivindicações da população negra brasileira e está a serviço de um grupinho aqui, um grupinho ali. Ora, não foi prá isso que ela foi constituida pelo Governo do Presidente Lula, atendendo a uma reivindicação do movimento negro brasileiro”, afirmou.

O jornalista e sacerdote, que mantém as tradições do candomblé Angola-Kongo no Brasil, disse que, antes mesmo de tomar conhecimento da matéria de Afropress e do Jornal Folha de S. Paulo de que a presidente Dilma pretende trocar a ministra na reforma ministerial prevista para fevereiro do próximo ano, já cogitava enviar ao líder da bancada do PT, deputado Paulo Teixeira, um documento expressando a posição.

“A SEPPIR tem que, na prática, funcionar. Mas ela está apagada. Se a ministra é apagada, a SEPPIR está afundando e isso é visível”, acrescentou.

Damasceno disse que, nessa gestão teve um único contato com a SEPPIR e o resultado foi o pior possível. “Ficamos esperando apoio e a presença efetiva no II Seminário de Comunidades Tradicionais de Terreiro Bantu, que realizamos tradicionalmente em junho, e não tivemos apoio nenhum. O fato é que a atual gestão da SEPPIR não está contemplando o povo negro, e virou apenas um cabide de empregos para grupos”, finalizou. 

   De: Sacerdote pede saída de Luiza Bairros portalafricas@hotmail.com

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Nota da SEPPIR sobre a matéria “Reforma ameaça ministras mulheres

In Conexão Afro, Polítca on Outubro 13, 2011 at 9:13 am

N°o1- 13 de outubro -Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

Nota da SEPPIR sobre a matéria “Reforma ameaça ministras mulheres”

10/10/2011 por Da Redação

Presidência da República

Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

Comunicação Social

Nota sobre a matéria “Reforma ameaça ministras mulheres”

Ao contrário do que especula a reportagem da Folha de S. Paulo (edição de 09-10-2011, pg A10), a ministra Luiza Bairros, que não foi ouvida pela repórter Ana Flor, nunca manifestou desejo de deixar a Seppir e já expressou publicamente suas críticas a uma visão simplista que limita as complexidades relacionadas à promoção da igualdade racial ao volume de recursos orçamentários disponíveis. Acrescente-se ainda que, como a ministra escreveu no artigo “O Estatuto é pra Valer”, amplamente divulgado em julho deste ano, o PPA 2012-2015 conferiu nova feição aos planos de governo ao incorporar o programa de Enfrentamento ao Racismo e Promoção da Igualdade Racial.

Brasília, Distrito Federal, Brasil

Comunicação Social

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Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – Seppir/PR

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CARTA PARA VOCÊ RELIGIOSO AFRO-BRASILEIRO

In Comunidade Tradicional de Terreiros, Polítca on Julho 3, 2011 at 12:00 am
N°1- 3  de junho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

“Nossa religião terá o futuro determinado no que fazemos hoje, pois o que temos é o que fizeram no passado. O que você quer?”

“Coloquei que sou Umbandista na ficha de emprego, logo depois a responsável do RH me ligou e pediu para eu mudar esta informação nas fichas, pois a empregadora não me aceitou por conta desta informação”

Saudações irmãos na fé aos Orixás!

Venho entrar em contato contigo para um assunto de grande importância para nossa comunidade, contamos contigo.

Por favor leia até o final.

Começou dia 27/06 a primeira aula do curso on-line “Direitos e Deveres das Religiões Afro Brasileiras”.

Este tema é ou deveria ser de profundo interesse de todos nós, uma vez que nos deparamos constantemente com todo tipo de opressão, intolerância, discriminação, agressão enfim por conta de nossa crença e não pelo o que somos. Geralmente a grande maioria de nós respondemos com omissão, pois não fazemos idéia de como agir ou se é possível agir.

Sem informação não há ação!

Devido a grande importância do curso para todo nós é que estamos prorrogando a participação de novos matriculados até o dia 07/07 (quinta-feira). As aulas já disponibilizadas e seus materiais ficam disponíveis até o fim do curso.

Para ter uma idéia da qualidade e mais informações do curso é que disponibilizamos no YouTube a

INTRODUÇÃO DA AULA 01

LINK – http://www.youtube.com/watch?v=-Zk9ERhewTE

COMENTÁRIO DE ALUNOS:

” Deixo aqui registrada minha satisfação com a primeira aula do Curso sobre Direitos e Deveres das Religiões Afro Brasileira. A exposição é absolutamente clara e de fácil entendimento.” – Ivani, Guarulhos-SP –

” Boa noite Rodrigo , amando a aula , Drº Hedio é mesmo um expert no que faz.” – Rosângela, São Paulo –

MATRICULE-SE: http://www.ica.org.br/Curso/Direitos-E-Deveres

Quero dizer que é de suma importância a sua participação, mais importante ainda é que pedimos à você que divulgue entre seus contatos, no templo, terreiro, ilê ou tenda que você frequenta, pois quanto mais irmãos puderem ter contato com as informações que este curso traz, melhor será para nossa religião neste momento presente e futuro.

Eu fiz este curso no modelo presencial, posso dizer que no virtual está até melhor. Mas o mais importante é o quanto me beneficiei ao ter contato com estas instruções, de pronto somos invadidos por um grande estímulo em assumir o que somos e o que temos a oferecer, aumenta nossa auto-estima religiosa e nos abre a mente para muitas possibilidades de atuação “terreiro – sociedade”.

Por exemplo, você sabia que caso queira, você tem total liberdade em fazer uma oferenda, uma manifestação, uma gira em praça pública, numa encruzilhada ou qualquer logradouro público? Sem que ninguém lhe importune desde que você esteja seguindo alguns preceitos? Se positivo, você sabe em que lei e quais os recursos à sua disposição caso seja importunado, agredido ou mesmo impedido? Sabia que qualquer sacerdote tem o direito de acessar hospitais, presídios, internatos sem nenhum tipo de objeção? Você sabia que o terreiro que você frequenta pode pleitear uma série de isenções tributárias? Pode também inscrever-se em órgãos públicos e conselhos para receber verbas e suportes diversos para projetos culturais, sociais, educacionais etc?

Acaso você já imaginou o seu terreiro sendo reconhecido como instituição de utilidade pública?

Pois então, estes e muitos outros assuntos são abordados e orientados neste curso. Não é técnico, não é para advogados ou para quem exerce cargos específicos de um templo. É aberto a todos e de fácil assimilação.

Por favor, continue lendo…

É frequente a reclamação, o desabafo de irmãos Brasil a fora sobre as repressões que sofremos, as injustiças, a intolerância, o preconceito e tantas adversidades. Eu tenho tido oportunidade de estar próximo de irmãos de muitos lugares e é sempre as mesmas tristezas e quando pergunto o que estão fazendo para mudar esta realidade a resposta é sempre a mesma, ou silêncio ou um cortante “não faço nada”.

Hoje eu entendo porque muitos entre nós ficam de mãos atadas, pois não sabem por onde começar, não tem a menor idéias dos recursos disponíveis.

Se queremos reconhecimento político, se desejamos respeito social, se almejamos dias melhores para nossa comunidade religiosa, então não há melhor caminho para a mudança, senão por meio do conhecimento. É preciso saber para agir.

Quando o Dr. Hédio aceitou o convite de trazer este renomado curso para nossa plataforma Umbanda EAD, ficamos extremamente felizes, realizados por poder compartilhar sem fronteiras destas informações preciosas com nossos irmãos. Primeiramente Dr. Hédio é militante, professor e advogado de primeiro escalão, isso já nos é uma honra, tê-lo em nossa equipe de Tutores Ministrantes. Por isso você não pode ficar de fora desta oportunidade.

Para tanto, contamos com a sua participação e sua impagável divulgação em sua rede de relacionamentos.

É chegado o momento de todos nós concretizarmos benefícios coletivos pela via do esclarecimento.

Abaixo seguem informações específicas sobre o curso, leia com atenção e caso reste alguma dúvida, estou à disposição no e-mail: rodrigo@ica.org.br.

Do mais, muito obrigado pela atenção e nos encontramos no curso. Você que já é aluno do UMBANDA EAD tem desconto, saiba como abaixo.

Oxalá nos abençoe e Pai Xangô nos guie!

Grande abraço,

Rodrigo Queiroz

Coordenador Umbanda EAD

SOBRE O CURSO

“Direitos & Deveres das Religiões Afro-Brasileiras”

Este curso não tem pré-requisito e é destinado à todos interessados sobre informações acerca dos direitos, deveres e orientações burocráticas para as religiões diante a sociedade e mesmo ao judiciário e fisco.

Profo. Dr. Hédio Silva Jr. é a maior referência nacional nesta temática, profundo conhecedor, defensor e militante da causa afro e das religiões afro descendente.

Abaixo segue o programa do curso e um breve currículo do Tutor Ministrante:

Aula 01

– Direitos e Deveres das Religiões: processo histório e conceituação;

Aula 02

Organização Religiosa: Estatuto, Atas, CNPJ, Fisco, Certificados de Utilidade Pública;

Aula 03

O Templo Religioso: Reconhecimento Judicial, Casamento com Efeito Civil, Liberdade de Culto em Logradouros Públicos, Isenções e Obrigações;

Aula 04

Direitos dos Sacerdotes: Previdência Social, Livre Acesso à Hospitais, presídios e locais de internações coletivas, benefícios e isenções.

Profo. Dr. Hédio Silva Jr., Advogado, Mestre em Direito Processual Penal, Dr. em Direito Constitucional (PUC-SP), é Coordenador do curso de direito da Universidade Zumbi dos Palmares, Diretor Executivo do CEERT – Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdade e ex-Secretário de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania (2005-2006).

INÍCIO: 27/06

Duração: 01 mês

COLABORAÇÃO: 50,00 (taxa única)

MATRICULE-SE: http://www.ica.org.br/Curso/Direitos-E-Deveres

CARTA PARA VOCÊ RELIGIOSO AFRO-BRASILEIRO

“Nossa religião terá o futuro determinado no que fazemos hoje, pois o que temos é o que fizeram no passado. O que você quer?”

“Coloquei que sou Umbandista na ficha de emprego, logo depois a responsável do RH me ligou e pediu para eu mudar esta informação nas fichas, pois a empregadora não me aceitou por conta desta informação”

Saudações irmãos na fé aos Orixás!

Venho entrar em contato contigo para um assunto de grande importância para nossa comunidade, contamos contigo.

Por favor leia até o final.

Começou dia 27/06 a primeira aula do curso on-line “Direitos e Deveres das Religiões Afro Brasileiras”.

Este tema é ou deveria ser de profundo interesse de todos nós, uma vez que nos deparamos constantemente com todo tipo de opressão, intolerância, discriminação, agressão enfim por conta de nossa crença e não pelo o que somos. Geralmente a grande maioria de nós respondemos com omissão, pois não fazemos idéia de como agir ou se é possível agir.

Sem informação não há ação!

Devido a grande importância do curso para todo nós é que estamos prorrogando a participação de novos matriculados até o dia 07/07 (quinta-feira). As aulas já disponibilizadas e seus materiais ficam disponíveis até o fim do curso.

Para ter uma idéia da qualidade e mais informações do curso é que disponibilizamos no YouTube a

INTRODUÇÃO DA AULA 01

LINK – http://www.youtube.com/watch?v=-Zk9ERhewTE

COMENTÁRIO DE ALUNOS:

” Deixo aqui registrada minha satisfação com a primeira aula do Curso sobre Direitos e Deveres das Religiões Afro Brasileira. A exposição é absolutamente clara e de fácil entendimento.” – Ivani, Guarulhos-SP –

” Boa noite Rodrigo , amando a aula , Drº Hedio é mesmo um expert no que faz.” – Rosângela, São Paulo –

MATRICULE-SE: http://www.ica.org.br/Curso/Direitos-E-Deveres

Quero dizer que é de suma importância a sua participação, mais importante ainda é que pedimos à você que divulgue entre seus contatos, no templo, terreiro, ilê ou tenda que você frequenta, pois quanto mais irmãos puderem ter contato com as informações que este curso traz, melhor será para nossa religião neste momento presente e futuro.

Eu fiz este curso no modelo presencial, posso dizer que no virtual está até melhor. Mas o mais importante é o quanto me beneficiei ao ter contato com estas instruções, de pronto somos invadidos por um grande estímulo em assumir o que somos e o que temos a oferecer, aumenta nossa auto-estima religiosa e nos abre a mente para muitas possibilidades de atuação “terreiro – sociedade”.

Por exemplo, você sabia que caso queira, você tem total liberdade em fazer uma oferenda, uma manifestação, uma gira em praça pública, numa encruzilhada ou qualquer logradouro público? Sem que ninguém lhe importune desde que você esteja seguindo alguns preceitos? Se positivo, você sabe em que lei e quais os recursos à sua disposição caso seja importunado, agredido ou mesmo impedido? Sabia que qualquer sacerdote tem o direito de acessar hospitais, presídios, internatos sem nenhum tipo de objeção? Você sabia que o terreiro que você frequenta pode pleitear uma série de isenções tributárias? Pode também inscrever-se em órgãos públicos e conselhos para receber verbas e suportes diversos para projetos culturais, sociais, educacionais etc?

Acaso você já imaginou o seu terreiro sendo reconhecido como instituição de utilidade pública?

Pois então, estes e muitos outros assuntos são abordados e orientados neste curso. Não é técnico, não é para advogados ou para quem exerce cargos específicos de um templo. É aberto a todos e de fácil assimilação.

Por favor, continue lendo…

É frequente a reclamação, o desabafo de irmãos Brasil a fora sobre as repressões que sofremos, as injustiças, a intolerância, o preconceito e tantas adversidades. Eu tenho tido oportunidade de estar próximo de irmãos de muitos lugares e é sempre as mesmas tristezas e quando pergunto o que estão fazendo para mudar esta realidade a resposta é sempre a mesma, ou silêncio ou um cortante “não faço nada”.

Hoje eu entendo porque muitos entre nós ficam de mãos atadas, pois não sabem por onde começar, não tem a menor idéias dos recursos disponíveis.

Se queremos reconhecimento político, se desejamos respeito social, se almejamos dias melhores para nossa comunidade religiosa, então não há melhor caminho para a mudança, senão por meio do conhecimento. É preciso saber para agir.

Quando o Dr. Hédio aceitou o convite de trazer este renomado curso para nossa plataforma Umbanda EAD, ficamos extremamente felizes, realizados por poder compartilhar sem fronteiras destas informações preciosas com nossos irmãos. Primeiramente Dr. Hédio é militante, professor e advogado de primeiro escalão, isso já nos é uma honra, tê-lo em nossa equipe de Tutores Ministrantes. Por isso você não pode ficar de fora desta oportunidade.

Para tanto, contamos com a sua participação e sua impagável divulgação em sua rede de relacionamentos.

É chegado o momento de todos nós concretizarmos benefícios coletivos pela via do esclarecimento.

Abaixo seguem informações específicas sobre o curso, leia com atenção e caso reste alguma dúvida, estou à disposição no e-mail: rodrigo@ica.org.br.

Do mais, muito obrigado pela atenção e nos encontramos no curso. Você que já é aluno do UMBANDA EAD tem desconto, saiba como abaixo.

Oxalá nos abençoe e Pai Xangô nos guie!

Grande abraço,

Rodrigo Queiroz

Coordenador Umbanda EAD

SOBRE O CURSO

“Direitos & Deveres das Religiões Afro-Brasileiras”

Este curso não tem pré-requisito e é destinado à todos interessados sobre informações acerca dos direitos, deveres e orientações burocráticas para as religiões diante a sociedade e mesmo ao judiciário e fisco.

Profo. Dr. Hédio Silva Jr. é a maior referência nacional nesta temática, profundo conhecedor, defensor e militante da causa afro e das religiões afro descendente.

Abaixo segue o programa do curso e um breve currículo do Tutor Ministrante:

Aula 01

– Direitos e Deveres das Religiões: processo histório e conceituação;

Aula 02

Organização Religiosa: Estatuto, Atas, CNPJ, Fisco, Certificados de Utilidade Pública;

Aula 03

O Templo Religioso: Reconhecimento Judicial, Casamento com Efeito Civil, Liberdade de Culto em Logradouros Públicos, Isenções e Obrigações;

Aula 04

Direitos dos Sacerdotes: Previdência Social, Livre Acesso à Hospitais, presídios e locais de internações coletivas, benefícios e isenções.

Profo. Dr. Hédio Silva Jr., Advogado, Mestre em Direito Processual Penal, Dr. em Direito Constitucional (PUC-SP), é Coordenador do curso de direito da Universidade Zumbi dos Palmares, Diretor Executivo do CEERT – Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdade e ex-Secretário de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania (2005-2006).

INÍCIO: 27/06

Duração: 01 mês

COLABORAÇÃO: 50,00 (taxa única)

MATRICULE-SE: http://www.ica.org.br/Curso/Direitos-E-Deveres

CARTA PARA VOCÊ RELIGIOSO AFRO-BRASILEIRO

“Nossa religião terá o futuro determinado no que fazemos hoje, pois o que temos é o que fizeram no passado. O que você quer?”

“Coloquei que sou Umbandista na ficha de emprego, logo depois a responsável do RH me ligou e pediu para eu mudar esta informação nas fichas, pois a empregadora não me aceitou por conta desta informação”

Saudações irmãos na fé aos Orixás!

Venho entrar em contato contigo para um assunto de grande importância para nossa comunidade, contamos contigo.

Por favor leia até o final.

Começou dia 27/06 a primeira aula do curso on-line “Direitos e Deveres das Religiões Afro Brasileiras”.

Este tema é ou deveria ser de profundo interesse de todos nós, uma vez que nos deparamos constantemente com todo tipo de opressão, intolerância, discriminação, agressão enfim por conta de nossa crença e não pelo o que somos. Geralmente a grande maioria de nós respondemos com omissão, pois não fazemos idéia de como agir ou se é possível agir.

Sem informação não há ação!

Devido a grande importância do curso para todo nós é que estamos prorrogando a participação de novos matriculados até o dia 07/07 (quinta-feira). As aulas já disponibilizadas e seus materiais ficam disponíveis até o fim do curso.

Para ter uma idéia da qualidade e mais informações do curso é que disponibilizamos no YouTube a

INTRODUÇÃO DA AULA 01

LINK – http://www.youtube.com/watch?v=-Zk9ERhewTE

COMENTÁRIO DE ALUNOS:

” Deixo aqui registrada minha satisfação com a primeira aula do Curso sobre Direitos e Deveres das Religiões Afro Brasileira. A exposição é absolutamente clara e de fácil entendimento.” – Ivani, Guarulhos-SP –

” Boa noite Rodrigo , amando a aula , Drº Hedio é mesmo um expert no que faz.” – Rosângela, São Paulo –

MATRICULE-SE: http://www.ica.org.br/Curso/Direitos-E-Deveres

Quero dizer que é de suma importância a sua participação, mais importante ainda é que pedimos à você que divulgue entre seus contatos, no templo, terreiro, ilê ou tenda que você frequenta, pois quanto mais irmãos puderem ter contato com as informações que este curso traz, melhor será para nossa religião neste momento presente e futuro.

Eu fiz este curso no modelo presencial, posso dizer que no virtual está até melhor. Mas o mais importante é o quanto me beneficiei ao ter contato com estas instruções, de pronto somos invadidos por um grande estímulo em assumir o que somos e o que temos a oferecer, aumenta nossa auto-estima religiosa e nos abre a mente para muitas possibilidades de atuação “terreiro – sociedade”.

Por exemplo, você sabia que caso queira, você tem total liberdade em fazer uma oferenda, uma manifestação, uma gira em praça pública, numa encruzilhada ou qualquer logradouro público? Sem que ninguém lhe importune desde que você esteja seguindo alguns preceitos? Se positivo, você sabe em que lei e quais os recursos à sua disposição caso seja importunado, agredido ou mesmo impedido? Sabia que qualquer sacerdote tem o direito de acessar hospitais, presídios, internatos sem nenhum tipo de objeção? Você sabia que o terreiro que você frequenta pode pleitear uma série de isenções tributárias? Pode também inscrever-se em órgãos públicos e conselhos para receber verbas e suportes diversos para projetos culturais, sociais, educacionais etc?

Acaso você já imaginou o seu terreiro sendo reconhecido como instituição de utilidade pública?

Pois então, estes e muitos outros assuntos são abordados e orientados neste curso. Não é técnico, não é para advogados ou para quem exerce cargos específicos de um templo. É aberto a todos e de fácil assimilação.

Por favor, continue lendo…

É frequente a reclamação, o desabafo de irmãos Brasil a fora sobre as repressões que sofremos, as injustiças, a intolerância, o preconceito e tantas adversidades. Eu tenho tido oportunidade de estar próximo de irmãos de muitos lugares e é sempre as mesmas tristezas e quando pergunto o que estão fazendo para mudar esta realidade a resposta é sempre a mesma, ou silêncio ou um cortante “não faço nada”.

Hoje eu entendo porque muitos entre nós ficam de mãos atadas, pois não sabem por onde começar, não tem a menor idéias dos recursos disponíveis.

Se queremos reconhecimento político, se desejamos respeito social, se almejamos dias melhores para nossa comunidade religiosa, então não há melhor caminho para a mudança, senão por meio do conhecimento. É preciso saber para agir.

Quando o Dr. Hédio aceitou o convite de trazer este renomado curso para nossa plataforma Umbanda EAD, ficamos extremamente felizes, realizados por poder compartilhar sem fronteiras destas informações preciosas com nossos irmãos. Primeiramente Dr. Hédio é militante, professor e advogado de primeiro escalão, isso já nos é uma honra, tê-lo em nossa equipe de Tutores Ministrantes. Por isso você não pode ficar de fora desta oportunidade.

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Do mais, muito obrigado pela atenção e nos encontramos no curso. Você que já é aluno do UMBANDA EAD tem desconto, saiba como abaixo.

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Rodrigo Queiroz

Coordenador Umbanda EAD

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Este curso não tem pré-requisito e é destinado à todos interessados sobre informações acerca dos direitos, deveres e orientações burocráticas para as religiões diante a sociedade e mesmo ao judiciário e fisco.

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– Direitos e Deveres das Religiões: processo histório e conceituação;

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Profo. Dr. Hédio Silva Jr., Advogado, Mestre em Direito Processual Penal, Dr. em Direito Constitucional (PUC-SP), é Coordenador do curso de direito da Universidade Zumbi dos Palmares, Diretor Executivo do CEERT – Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdade e ex-Secretário de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania (2005-2006).

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Fone: (51) 97010303 e 84945770

maecarmendeoxala@hotmail.com

CampanhaAno Internacional afrodescendente

Seminário sobre Estado Laico e liberdade religiosa: uma aula

In Comunidade Tradicional de Terreiros, Conexão Afro, Polítca on Junho 26, 2011 at 8:18 pm

N°1- 26 de junho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

jun 21st, 2011 by Pedro.

No dia 16 de junho, foi realizado o Seminário Internacional sobre o Estado Laico e a Liberdade Religiosa, organizado pelo Conselho Nacional de Justiça com a iniciativa do Ministro Ives Gandra Filho, conselheiro de justiça e ministro do Tribunal Superior do Trabalho. O seminário mereceu notas na imprensa, na Record e noJornal Nacional.

Não me consta que algo semelhante tenha sido feito no Brasil. Não raro a laicidade do Estado é debatido em lugares como universidades, porém, até onde sei, é a primeira vez que um órgão da magistratura nacional dedica um seminário público e gratuito a respeito, com a presença de ministros de estado, autoridades do Judiciário e juristas de peso, como o professor Jorge Miranda, constitucionalista renomado, catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e Magistrado jubilado da Corte Constitucional Portuguesa, equivalente ao STF brasileiro. Aliás, foi homenageado e referenciado como “pai” da atual constituição portuguesa.

Entre as autoridades presentes na abertura, estavam o Ministro Presidente do Supremo Tribunal Federal, César Peluso, e a Ministra Irini Lopes, da Secretaria Especial de Política para as Mulheres.

Diferença entre laicidade e laicismo é consenso

Foi do prof. Jorge Miranda, inclusive, a exposição mais didática, abrangente e aprofundada sobre o que é o Estado laico, explanada em seu painel sobre religião e poder político.

Para começar, Miranda classificou em três grupos as relações entre Estado e religião: 1) quando ambos se identificam e confundem, com formato deteocracia ou cesaropapismo; 2) quando se relacionam separadamente, seja em parcial união — com clericalismo ou regalismo – seja em separação total — com o Estado laico; e 3) quando há oposição entre ambos, nas formas doEstado laicista e do Estado ateu, com perseguição aberta ou velada à religião.

Podemos tratar dos os detalhes sobre esses termos em outra ocasião. O ponto principal de Miranda, entretanto, foi distinguir o Estado laico do Estado laicista. Enquanto o primeiro é uma separação total entre a instituição Estado e os credos e instituições religiosas, preservando o direito de expressão pública da fé, o segundo é uma restrição, pelo Estado, da liberdade religiosa do cidadão apenas ao âmbito privado, vedando sua expressão no espaço público, seja ele político, físico ou ideológico.

Essa diferenciação foi repetida praticamente por todos os expositores (mesmo que ocasionalmente com terminologia distinta), inclusive pelo prof. Daniel Sarmento, Procurador Regional da República e autor da ação contra a decisão da CNJ em manter os crucifixos nos tribunais. Também não é uma posição muito diferente da que temos comentado neste blog.

Razão pública e relativismo

O prof. Kent Greenawalt, da Columbia Law School, e o prof. Daniel Sarmento trataram, de uma forma ou de outra, sobre o papel da religiosidade na política, tanto de maneira difusa (proteção ao sentimento religioso e à laicidade do Estado) quanto particular (na ação dos agentes públicos, principalmente governantes e juízes, em respeito às suas próprias crenças religiosas).

O consenso tendeu para um ponto: a religião só pode influenciar nas decisões políticas se ela invocar alguma razão pública, que mobilize o interesse político na direção de algo entendido como benéfico para a sociedade. Isso não é excluir a religião do debate, mas uma tentativa de evitar a vitória de posições personalistas ou de grupos pequenos com base na religião, cujos pressupostos nem todos os membros da sociedade aceitam.

Sarmento vai além: ele diz que as religiões devem “traduzir” seu posicionamento em algo inteligível para quem não compartilha da fé. Doutrinas religiosas a serem levadas ao jogo político devem ser apresentadas em termos de bem comum, princípios éticos, plataformas e regras com forma argumentativa, passíveis de discussão e refutação, e não como doutrinas e dogmas. Isso é imprescindível para o funcionamento da democracia argumentativa, na qual todas as opiniões devem ser consideradas válidas e confrontadas por meio do debate, de forma a diminuir as distorções causadas pela representatividade (sobre ou subrepresentação).

Esse foco na razão pública e na “tradução” do pensamento religioso tem, para mim, um resultado dúbio. Por um lado, acho imprescindível que os credos se expressem em termos lógicos para tornarem seus posicionamentos inteligíveis aos não-crentes. Mais do que isso: é exatamente por uma noção de razão pública, pelo senso de bem maior para a comunidade, que os grupos religiosos defendem agendas politicamente, e não para “evangelizar” ou “converter”. Um religioso não defende, por exemplo, o casamento somente entre um homem e a mulher porque está escrito na Bíblia (embora haja quem embaraçosamente diga isso em público, ajudando a reforçar estereótipos), mas porque acredita que a família natural deve ser preservada pela sociedade para seu próprio bem futuro.

Por outro lado, a “tradução” pode facilitar a relativização de posições religiosas, normalmente morais, como se fossem passíveis de um meio-termo. E não acredito que a moral, em si, permita um meio-termo, ou simplesmente não é moral. Isso enfraquece o discurso religioso.

Outras exposições, sobre a concordata entre Brasil e Santa Sé, o histórico da laicidade do Estado na visão da Igreja e o ensino religioso, foram verdadeiras aulas de relações internacionais, história e eclesiologia. Tratarei desses assuntos em posts separados.

Apanhado geral

O seminário foi importantíssimo para tornar terminantemente clara a definição dos conceitos de laicidade, e pelo no imperativo à neutralidade e à democracia envolvendo todos, religiosos ou não. E alcançou isso trazendo consenso entre pessoas esclarecidas com opiniões opostas, um feito talvez inédito.

Houve quem reclamasse (em particular, claro) que o seminário não passou de autopromoção da Igreja Católica. Isso é um total contrassenso. No Brasil, a Igreja Católica é a instituição mais atacada pelo o argumento da laicidade do Estado nos mais diversos temas. Como ator mais exposto, é o que mais deveria ser ouvido no debate sobre laicidade do Estado. Porém, quem não gosta da Igreja vai abusar da laicidade do Estado sempre contra ela: para vetá-la da expressão pública e para impedi-la de argumentar contra o veto. Se laicidade é neutralidade, o que essas pessoas invocam não é laicidade.

Por isso, senti falta da participação de entes como, por exemplo, as Católicas pelo Direito de Decidir e a ABGLT (citadas aqui e aqui neste blog) que costumam usar da laicidade do Estado para impedir a expressão política da Igreja Católica ou de qualquer credo nas questões que lhes interessam. Gostaria de ver o que teriam a dizer sobre suas posições, uma vez que revelaram-se claramente opostas aos conceitos de laicidade e democracia que foram debatidos no seminário.

FONTE:http://contosdoatrio.com.br

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Agenda Cultural : África no Brasil‏

In Comunidade Tradicional de Terreiros, Educação, Polítca on Junho 26, 2011 at 11:22 am

N°1- 26 de junho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

Agenda Cultural : África no Brasil‏

É com imensa satisfação que compartilho agenda cultural ; África no Brasil com que o autor Prof. Dr. Sidnei Barreto Nogueira veio ao estado fazer o lançamento do Livro de coisas do Povo do Santo que sem dúvida nenhuma,  já  entrou para galeria dos grandes acontecimentos culturais da temporada, daqueles prá se guardar na memória para sempre. 

Os  atraso

1º de Julho POA

Atrasos ocorridos na quarta-feira ( 01/06), provocou  efeito cascata na malha aérea  em todo país. O horário previsto para chegar  o autor do Livro Coisas do Povo do Santo,  era  ás 18 horas, houve um atraso de  duas horas. Consequentemente , os convidados que estavão aguardando na churrascaria  não conseguiram aguardar mais, devido ao adiantado da hora.

Enquanto retiravam as malas do carro, no sagão do Eko Residence Hotel, fui suprendida pelo  Prof. Dr. Sidnei, ao me ofertar um presente.

PORTO ALEGRE – O1 de Junho – JANTAR

Haviamos programado levá-lo a uma churrascaria  que remete aos  nossos hábitos  tradicionais dos  galpões dos CTGs, o restaurante  escolhido possui fogo de chão, uma  variedade de artigos gauchesco, chimarrão, shows tradicionalista. Neste espaço  foi oportunizado aos convidados,  saborear a culinária campezina e as variedade de carnes assadas do típico churrasco gaúcho.

O professor não aparece nas fotos, por fazer questão, de  fazer os registro fotográfico , para mostrar para os amigos e alunos.

Até aqui , não haviamos  comentado ele não veio sozinho, ele trouxe uma comitiva,  Yá Joesia de Oxosse,  sua Mãe biológica, acompanhada com três filhos de santo.

GUAIBA – 2 de Junho 
Palestra e lançamento da 1ª edição do livro COISAS DO POVO DO SANTO 
Na  manhã do dia 2  de  julho  ás 9 horas  , o Prof. Dr .Sidnei Barreto Nogueira, ,  foi recebido pela Secretária de Educação Lucia Polanskizi, deu boas vindas ao mestre que proferiu uma palestra  para professores  das redes públicas e privadas na 22ª edição da Feira do Livro em Guaíba.

Secretária Municipal de Educação Lúcia Polanski ,  recebeu o Professor, na ocasião  reafirmou a filosofia da  sua gestão “ falar em educação é falar mais em sementes que frutos; mais em plantios que colheitas; é traçar um rumo e investir na caminhada. A secretária assistiu toda a palestra realizada pela manhã.

Palestra para professores das redes públicas e privadas

Antes de sairmos para o almoço tiramos esta foto, que registra nossa contribuição para a implementação da Lei 10.639, e as transformações que a Assobecaty , vem provocando no campo da politicas públicas em âmbito, municipal, estadual e  nacional.

GUAIBA – 2 de Junho- Almoço

O escritor almoçou com a Secretária Municipal de Turismo e Cultura, Sra Claudia Mara Borges e a representante da  Secretaria Municipal de Educação, a  sra Janaína Rodrigues Macedo.

Este é uma parte do centro da   cidade de Guaíba, recebe o nome do rio que lhe banha. Observem a paisagem…

Assessora Técnica de Língua Portuguesa da SME Janína Rodrigues Macedo, convidou o palestrante para ver o sol na beira  do Rio Guaíba.

"Realmente é muito bonito” essas palavras são do Prof. Sidnei ao elogiar o centro da cidade.

GUAIBA – 2 de Junho Tarde


A tarde a rede escolar, também foi contemplada com a formação
GUAIBA – 2 de Junho- Final de Tarde

Coquetel de LANÇAMENTO DO LIVRO COISAS DO POVO DO SANTO

Nesta quinta-feira, dia 02/junho, ás 18:30  foi realizado o coquetel de lançamento do 1º livro Coisas do Povo de Santo  do Prof. Dr. Sidnei Barreto Nogeira. O título foi publicado pela Editora Manole, e atraiu mais de trezentas pessoas, num evento regado a refrigerante , canapés e muito burburinho.

Religiosos de matriz afro , professores , políticos, advogados, universitários, estavam na fila para conseguir o autógrafo do autor na 22ª Feira do Livro. O discurso da Secretária de Turismo e Cultura, fez uma menção honrrosa aos 77 anos de resistência e 23 anos de conotação juridica da Assobecaty. A Comissão Permanente e Impulsora da Semana Municipal da Umbanda e daas Religiões de Matriz Afro, foram representada por Pai Roni de  Ogum, Mãe Geni de Iemanjá e Pai Ricardo de Oxum.  

A 22ª Feira do Livro , no municipio de Guaíba este ano teve uma pauta inclusiva, a questão da lei 10639, associada com a cultura das coisas do Povo do santo.

A Secretária e Turismo e Cultura, Claudia Mara Borges, falou em nome das entidades que promovem a Feira do Livro. Ela apresentou as homenagens a Associação Beneficente Cultural Africana Templo de Yemanja, pela passagem de 77 anos e 23 de Conotação jurídica.

GUAIBA – 2 de Junho – Noite

A palestra da noite  lotou, quem chegou mais tarde teve que ficar assistindo de pé

Mãe Bere,                                           Mãe Geni, Mãe Mariazinha de Yemanjá da cidade de Alvorada 
Esta não estava no script,  no final da palestra, aconteceu novamente o momento de autógrafos,

Os representantes do município de  Alvorada,  vieram na cidade de Guaíba prestigiar a palestra do professor através da coordenadora da Diversidade Professora Maria Dolores e Mãe Mariazinha de Yemanjá .
ALVORADA  –  3  de Junho 

Secretária Jussara Conceição Véras de Bitencourt abriu a atividade  

A Diretora Geral do Espaço da Diversidade, professora Maria de Lourdes Santos da Silva, salientou a importância deste momento,   


PORTO ALEGRE – HORÁRIO DO MEIO DIA – 3  de Junho   Programa Estação Cultura , na TVE
ALVORADA  –  3  de Junho 



ESTEIO – 3 de Junho 
À solenidade de Lançamento do Livro coisas do Povo do Santo,  na cidade de Esteio aconteceu na  Casa de Cultura Lufredina Araújo Gaya, contou com a presença dos anfitriões que deram  boas vindas aos convidados.
 
Prefeito Gilmar Rinaldi  e   Jauri Machado Coordenador da casa de Cultura deram as boas vindas. Com todo o frio , a casa estava com ambientação temática, quadros afros encheram os olhos dos convidados, com o mesmo cuidado, foi ofertado um coquetel com  comidas típicas afro gaúchas.
Mãe Dolores da cidade de São Leopoldo veio pretigiar a obra literárias. 



Encontrei Pai Joel de Oxalá da cidade de Novo Hamburgo, conversando nos reconhecemos como irmãos de santo, lá da casa do Pai Romário de Oxalá, que familia grande ele deixou, para quem não sabe foi um dos expoentes que disseminou a Nação dos Orixás Cabinda, no estado do Sul.

GUAIBA –  Sabado 2 de Junho manhã  ASSOBECATY- Oficina da Lingua e Cultura Yorubá

O frio não impediu das pessoas participarem da oficina, fica evidente que  essa comunidade pulsa o desejo de mantermos a África  Viva.

Pai Flavio da cidade de Alvorada, foi o primeiro a chegar, Pai Flávio foi aluno do 1º Curso da lingua Yorubá, na Universidade Ulbra Canoas, quanto trabalhavamos  neste espaço de formação e construção de conhecimento   propomos e gestamos o Curso de extensão da cultura e língua Yorubá.

“Eu sou a Palavra que sai da minha boca” 
Foi a primeira frase que o professor Sidnei abriu a oficina  da Lingua e Cultura Yorubá,  na sede da Casa tradicional – ASSOBECATY- Associação Beneficente Cultural Afriicana Tempo de Yemanjá, na manhã de sabado dia 04 de Junho de 2011.
Estava muito frio, mesmo assim tivemos um público considerado bom para a realização da oficina.

GUAIBA – 2 de Junho Tarde

Mãe Geni de Iemanjá, para nós, na sua nação Geni Muxi , não pode participar da Oficina da Cultura e Lingua Iorubá por ter atividades no seu barracão, mas tirou um tempo para se despedir do mestre Sdnei, nesta foto estão Mestre Sidnei e Makota Geni Muxi acompanhados de seus filhos de santo.


O professor mostra que o saber coletivo  é capaz de produzir, entre outras coisas, um grande instrumento de qualificação do exercício da religiião afro  Brasil e do relacionamento com a sociedade.  

Agradeço aos filhos e netos do Ilê que puderam estar juntos neste dia.

Pai Flávio, Mãe Ana , Mãe  Cristiane de Oxum, Lisiane e esposo nos encontramos por um ideal.

Está instalado o Núcleo de Estudos da Cultura e da Língua Yorubá – Assobecaty- Guaiba/RS 
PORTO ALEGRE – 2 de Junho noite


CASA DE CULTURA

A Casa de Cultura Mario Quintana é uma instituição ligada à Secretaria de Estado da Cultura / Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Os espaços estão voltados para o cinema, a música, as artes visuais, a dança, o teatro  a literatura,realização de oficinas e eventos ligados à cultura. Eles homenageiam grandes nomes da cultura do Estado do Rio Grande do Sul.

É nela que acontceu  o ato de lançamento  do Livro Coisas do Povo de Santo,  aconteceu neste sabado  dia (04) de Junho de 2011, ás 20 horas com resultados positivos.

Ao mesmo tempo em que houve o Lançamento do Livro Coisas do Povo do Santo, encerrou a agenda do Prof . Dr , Sidnei Barreto Nogueira no estado. Mesmo sendo estilo  Roda de Conversa,  o cerimônial ficou sob  orientação da Professora  Denise Flores, da diretoria da ASSOBECATY.

Esse evento é fruto do protagonismo da casa tradicional Assobecaty, que no ano afrodescendente está provocando o debate, ao mesmo tempo que   acreditamos que nunca a casa de cultura tenha abrigado uma manifestação social, cultural  semelhante,  intenção de contribuir  na construção  da visão inclusiva pluricultural na agenda  cultura do estado.
A noite fria, não impediu que os apaixonados pela leitura fossem apreciar o último dia de lançamento , que  se estendeu em  quatro dias, muitas pessoas foram atriaídos pela proposta de  lançamento do livro,  oficinas para professores  10.639  e a Oficina da Cultura e Língua Yorubá: Eu sou a Palavra que sai da minha boca,  onde a comunidade em geral foi agraciada e a estrela maior foi aprendermos  ver a África no Brasil com outro olhar. 

O Professor Sidnei Barreto Nogueira encantou o  público, por sua autenticidade,  como linguísta se  expressa de uma forma original. Nós da Assobecaty- Associação Beneficente Cultural africana Templo de Yemanjá , no ano em que completamos 77 anos, como proponente do evento, temos o sentimento de dever cumprido, que  só foi possível por termos encontrado parceiros que fizeram adesão a esta  Agenda Cultural : África no Brasil 

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Clóves Silva    Coordenador do Gabinete de Politicas Públicas para o Povo Negro, Mãe Carmen de Oxalá – Assobecaty e Marcelo Azevedo diretor de Cidadania Cultural da Secretaria Estadual do Rio Grande do Sul


Professor Sidnei Barreto e Clóvis da Silva, Coordenador do Gabinete de Politicas Públicas para o Povo Negro


Professor Sidnei e o  coordenador da Política de Pontos de Cultura, João Ponte e sua companheira.


O Abraço  de Marcelo Azevedo é diretor de Cidadania Cultural da Secretaria Estadual do Rio Grande do Sul, encerra o evento
O compartilhamento da agenda foi discutido  e dividido com todos com toda atenção e cuidado, com precisão para dar tudo certo. o que consolida o sucesso da parceria com a Secretária Municipal de Educação e Turismo e Cultura, de Guaíba, Secretaria de Educação de Alvorada  a Coordenadora da Diversidade ,Secretaria de Cultura de Esteio, Secretaria de Cultura do Estado do Rio Grande do Sul, Casa de Cultura Mario Quintana, TVE, que nos receberam  e aprovaram este formato.

È muito raro juntarmos os dois adjetivos para o mesmo evento, sucesso de publico e elogios não faltaram durante os 4 dias de atividade, e só foi possível com os  parceirios que deram condições de  beneficiar  muitas pessoas.

O carísma do autor é impressionante  é  muito raro um palestrante ter ótima  aceitação por parte de todos os públicos. Agradecemos os parceiros  que se engajaram na realização deste evento e que se empenharam para a realização.

Parafraseando o poeta “ sonho, só é um sonho, mas quando sonhamos junto é por isso que contruimos esse momento de realidade".

Lançamento deste porte, sem dúvida nenhuma,  já  entrou para galeria dos grandes acontecimentos culturais da temporada, daqueles prá se guardar na memória para sempre.

É muito raro encontrarmos  dois adjetivos para o mesmo evento, sucesso de publico e elogios, só pode ser Coisas do Povo de Santo.

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NGUZU!!!

In Comunidade Tradicional de Terreiros, Educação, Polítca, Saúde da População Negra on Junho 17, 2011 at 6:16 am

N°1- 17 de junho   ano 2011 – Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

Por volta dos anos 40 saímos do conceito seita para religião de matriz africana,de uns anos para cá somos Comunidades Tradicionais de terreiros.

existem no Brasil um debate proveitoso e consistente sobre o fato de nos assumirmos como COMUNIDADES TRADICIONAIS, sabemos que religião não leva ninguém a manter tradições e a cultuar sua ancestralidade, nosso espaço é o terreiro, a terra, o fogo, a água o ar, etc.

Vivemos em dialogo e reverencia com as energias da natureza,isso não e religião e sua uma cultura que veio de ÁFrica, cultura milenar, ancestral.

Precisamos ultrapassar as fronteiras das religiões, das comunidades e nos assumirmos como Povos Tradicionais de Matriz Africana.

As coisas vêm mudando rapidamente neste mundo, politicamente também, se não garantirmos nossas tradições nossa ancestralidade, não vamos ter a reparação das tradições esfaceladas pelo racismo e por mais de 500 anos de negação da nossa existência e ancestralidade.

Aqui nesta terra estavam os POVOS TRADICIONAIS INDIGENAS,quando os POVOS TRADICIONAIS de África aqui chegaram escravizados.  

   OLÁ MAKOTA,SUA BENÇÃO!!! SIM ,SOMOS COMUNIDADES TRADICIONAIS,INCLUSIVE O PLANO NACIONAL DAS RELIGIÕES  DE MATRIZ AFRICANA E A SUB-SECRETARIA DE COMUNIDADES TRADICIONAIS DE SEPPIR ASSIM  NOS CONSIDERA.

              O CONCEITO DE SEITA FOI NOS DADO PELA DITADURA ELITISTA BRANCA E DOMINANTE,O QUAL NUNCA ACEITAMOS,TENDO EM VISTA QUE DETEMOS EM NOSSA LITURGIA TUDO O QUE É NECESSÁRIO PARA SERMOS RELIGIÃO:BATISMO,RITO,SACRAMENTO E ORDENAÇÃO. LOGICAMENTE COM NOMES DIFERENTES DE ACORDO COM CADA NAÇÃO ,MAS COM PROPRIEDADES IDENTICAS A DE OUTRAS RELIGIÕES.FOMOS INCLUSIVE RECONHECIDOS LEGALMENTE COMO RELIGIÃO O QUE AINDA NÃO ACONTECEU COM OUTRAS ONDE FALTAM ALGUM DESSES REQUISITOS EM SUA LITURGIA…EX:QUEM ORDENOU EDIR MACEDO PADRE CONÊGO E BISPO DE SUA IGREJA?

         SOMOS POVOS CULTURALMENTE TRADICIONAIS E DEVEMOS SIM COBRAR A REPARAÇÃO DE NOSSAS TRADIÇÕES,EXISTENCIA E ANCESTRALIDADE, MACULADAS PELO RACISMO …SEM NO ENTANTO ABRIRMOS MÃO DE QUE SOMOS RELIGIÃO, SENDO INCLUSIVE DETENTORES DE RITOS E LITURGIAS DE UM CULTO QUE REMONTA A PRÉ-HISTÓRIA,COM ORALIDADE TEXTUAL QUE DATA DE MAIS DE 40.000 ANOS A.C….O QUE NOS COLOCA HISTORICAMENTE  NO  PATAMAR DE RELIGIÃO MAIS ANTIGA DO MUNDO!

     SOMOS COMUNIDADES DE TERREIRO, COMUNIDADES TRADICIONAIS,POVOS TRADICIONAIS AFRICANOS MAS ACIMA DE TUDO SOMOS RELIGIÃO POIS NOSSOS NOSSOS BABALORÍSÀS,YIÁLORISÀS,TATETUS,MAMETUS,DOTÉS,DONÉS,ETC,SÃO SACERDOTES E SACERDOTISAS QUE DURANTE O PERÍODO DA ESCRAVIDÃO FORAM VERDADEIROS BASTIÕES DE RESISTENCIA!!!

        SE ACEITARMOS SOMENTE O ASPECTO CULTURAL E TRADICIONAL  ESTAREMOS NOS SUJEITANDO A PERDA DE NOSSO SACERDÓCIO, O QUE MUITO INTERESSA À RELIGIÃO EUROPÉIA DOMINANTE E SEUS ADEPTOS QUE SEMPRE TENTARAM NOS  DEMONIZAR,DESVALORIZANDO NOSSA RELIGIÃO,NOSSA LITURGIA,FAZENDO COM QUE DURANTE ANOS( E  POR VEZES) AINDA HOJE FOSSEMOS VISTOS COMO ABOMINAÇÃO, NÃO RESPEITANDO  ASSIM NOSSO SAGRADO.

      QUE A DISCUSSÃO SIGA SEMPRE ESSE CAMINHO, PARA NÃO PROFANARMOS O NOSSO SAGRADO E NEM DEIXARMOS QUE FAÇAM CONOSCO O QUE SEMPRE QUISERAM :REDUZIR NOS A UMA MASSA SUBACULTURADA,QUE APENAS TOCA TAMBOR E DANÇA , INDIGNA DE SER CHAMADA DE RELIGIOSOS…!!!!!!!!

  BEIJOS…MOTUMBÁ!!!!  NGUZU!!!!FONTE: monabantuculturamg@googlegroups.com

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Brasil cria quotas mínimas para negros no acesso à função pública

In Conexão Afro, negritude, Polítca on Junho 11, 2011 at 4:59 pm

N°1- 11  de junho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO
Outros estados devem seguir exemplo do Rio de Janeiro

imageO governo brasileiro e movimentos negros acreditam que outros estados do país devem seguir exemplo do Rio de Janeiro que acaba de implantar a reserva de quotas para negros e índios nos concursos públicos.  O decreto, que começa a valer no dia 6 de Julho, reserva 20% das vagas nos processos de seleção para órgãos do Poder Executivo e da administração do Estado.

Para a ministra brasileira da Igualdade Racial, Luíza Helena Bairros, foi dado o pontapé inicial para que agentes políticos se mobilizem  para que o sistema de cotas seja adotado em setores públicos e privado do Brasil inteiro.

O líder de movimento negro, representante do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas, CEAP, Ivanir dos Santos, avalia que a medida foi um passo corajoso e ousado que vem começar a resolver erros da época da abolição da escravatura no país.

“Se o Brasil tivesse feito a Reforma Agrária, dado educação para a população escrava, hoje não estaríamos precisando das cotas. Agora, é preciso tomar medidas corajosas para enfrentar esse problema. Não adianta o país ter uma economia moderna em crescimento e manter a maioria da população fora dessa conquista,” afirma.

Ivanir dos Santos lembra que o sistema de quotas já chega atrasado para compensar um histórico de dívidas com os afrodescendentes.   “Nas décadas de 50 e 60 diziam que os negros não tinham instrução. Então, a partir dos anos 70, com universalização do ensino fundamental, o negro passou a ter acesso à escola pública. Aí, nós começamos a observar que o problema não era instrução, era a cor da pele. Depois, disseram que não existia espaço no mercado de trabalho porque faltavam negros capacitados, engenheiros, médicos, arquitetos. Com a medida de cotas nas universidades públicas, desde 2001, obviamente já temos negros preparados, mas ainda com dificuldade de entrar no mercado. Temos que encarar que há racismo no mercado de trabalho e essa medida vai alavancar as discussões. As cotas nesse momento são necessárias.”

O representante do CEAP acha que a experiência do Rio de Janeiro vai ser seguida por outros estados. “A Bahia já está interessada. Mais de 80% da população da Bahia são de negros, mas nos cargos públicos mais importantes, do judiciário e legislativo, não se vê a presença deles.

Em Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e outros estados é a mesma história,”critica Santos. “Se você colocar como ponto para licitação as empresas que fazem diversidade racial, não tenho dúvida de que a iniciativa privada também será empurrada a fazer algo de concreto. Já temos algumas empresas que fazem isso, mas são as estrangeiras, as brasileiras resistem.”

Fonte:http://www.voanews.com

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Sobre os PPPs estão em reforma e formulação

In Conexão Afro, negritude, Polítca on Junho 2, 2011 at 12:16 am
N°1- 02 de junho  ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

Sobre os PPPs estão em reforma e formulação

Grato pelo envio, Fórum Goiás,
aproveito a oportunidade para lembrar aos fóruns que muitos estados, municípios e o DF estão fazendo revisões dos PPPs ou de Planos Municipais/Estaduais de Educação, sendo excelente oportunidade para lembrar os gestores, Gerencias, Escolas e Coordenações a necessidade de se contemplar nestes documentos as DCNs da ERER, bem como o Plano Nacional de Implementação. É, pois, momento oportuno para produção de documentos propositivos, de subsidio, informativo e acompanhamento dos trabalhos de elaboração dos textos pelos componentes dos Fóruns nas SEMEDS, Escolas, SEDUCs, Conselhos, COPIRs.
Minha sugestão é verificar junto ao sistema local se existe essa discussão em curso, cronogramas, etc e, caso positivo, estabelecer , equipes ou pessoas que possam fazer trabalhar nestas redações, envio e acompanhamento de resultados.
A informação sobre a reforma ou formulação de PPPs e Planos Estaduais pode ser conseguida junto às Secretarias de Educação.
Att.
John Carth

Bom dia a t@dos!

Em atendimento a solicitação de audiência do Fórum Permanente Educação e Diversidade Etnicorracial de Goiás à Secretária Municipal de Educação de Goiânia, na última sexta -feira, dia 27 de maio, representantes do Fórum se reuniram com o DIretor do Departamento Pedagógico da SME – Padre Prim para diálogo quanto ações para Implementação das DIretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.

Na oportunidade foi relatado a demanda apresentada pelos(as) professores(as) da Rede Municipal em Seminário realizado em Agosto de 2010. Segue abaixo encaminhamentos da reunião para conhecimento dos(as) demais integrnates deste fórum:

– Revisão do Plano de Trabalho da Rede Municipal de Educação para 2012 e inserção da Implemetação do Artigo 26-A da LDBN;

-Acompanhamento das discussões Plano Municipal de Educação para os próximos 3 anos e inserção da Implementação da Lei em seus objetivos, com metas definidas;

-Possibilidade de criação de um departamento específico em ERER no quadro da SME, com recursos humanos e orçamentários;

-Formulação e Execução de Curso de Formação continuada para Trabalhadores(as) em Educação da Rede Municipal de Educação;

-Inserção da discussão em ERER na Jornada Pedagógica promovida pela rede municipal de educação de Goiânia;

-Possibilidade de aquisição de recursos pedagógicos para Implementação da Lei na rede;

Estaremos em diálogo constante com a Rede Municipal de Educação, por meio de sua representante no Fórum , Professora Marcilene,  acompanhando as propostas encaminhadas na reunião supracitada e assessorando no que for necessário.

Sem mais para o momento,

Roseane Ramos – Coordenadora do Fórum Goiás

Participe das reuniões do fórum de sua localidade.
Conheça o Regimento Interno.
Ajude na implementação da Política de Educação para as Relações Étnico-Raciais.

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Missa Afro faz homenagem a Abdias do Nascimento

In Comunidade Tradicional de Terreiros, negritude, Polítca, ROUXINOL: Coluna de Egbomi Concceição Reis de Ogum on Maio 28, 2011 at 11:06 pm

N°1- 28 de maio  ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

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A Coordenadoria dos Assuntos da População Negra (CONE), da Secretaria de Participação e Parceria (SMPP), junto com a Pastoral Afro realizam uma missa afro em memória de Abdias do Nascimento. A celebração acontece nesta sexta-feira, 3, na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos a partir das 19 horas.

Ativista do movimento negro, Abdias do Nascimento faleceu de insuficiência cardíaca em 23 de maio de 2011. Com uma carreira toda voltada as questões da população negra, Abdias foi deputado, secretário estadual e senador pelo Rio de Janeiro, e também foi pintor autodidata, escritor, jornalista, poeta e ator.

Natural de Franca, interior de São Paulo, Abdias do Nascimento, foi o primeiro deputado federal do país a se dedicar à defesa dos direitos dos afro-brasileiros. Entre as conquistas do ativista está a fundação do Teatro Experimental do Negro, em 1994.

Ao longo da vida, Abdias recebeu honrarias de vários países como Estados Unidos, México e Nigéria, além de condecorações na Unesco e ONU. No Brasil, recebeu a Ordem do Rio Branco, no grau de Comendador, a honraria mais alta outorgada pelo governo brasileiro.

Serviço:

Missa Afro em homenagem a Abdias do Nascimento

Quando: 03/06
Horário: 19 horas
Onde: Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos – Largo Paissandú, Centro de São Paulo

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Despedida do Abdias Nascimento

In Comunidade Tradicional de Terreiros, Conexão Afro, negritude, Polítca on Maio 27, 2011 at 9:32 am

N°1- 27   de maio  ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

Depois de fechar meu lounge, ontem à noite, no Fashion Business, fui ao velório do amigo tão estimado Abdias Nascimento, despedir-me dele, dar meu abraço à viúva,Elisa Larkin, e a seu filho, também meu amigo, Osiris Nascimento, um jovem e talentoso cineasta. Já eram mais de nove horas e a Câmara de Vereadores estava cheia de amigos, com o batuque negro fazendo seu lamento desde a escadaria. Verdadeira multidão de admiradores (até Lula foi!) da luta e da obra deixada por Abdias, tendo, sempre ao lado, solidária na militância, sua mulher americana, Elisa. Numa homenagem ao marido, ela vestiu uma roupa branca e preta de estampa afro. E também o corpo de Abdias, no caixão meio coberto pelas bandeiras do Estado do Rio de Janeiro e do Brasil, vestia um traje africano, até com aquele chapéu típico. E um detalhe inusitado: Abdias usava óculos. Achei interessante, pois nunca antes havia visto assim num velório. Depois, soube que o pessoal da funerária reagiu contra, mas foi o filho do líder negro, Osiris, quem insistiu que seu pai se despedisse dessa forma, de óculos, como todos o conheciam. E, diante de Abdias, exatamente aquele que conheci, com seu par de óculos de aro fino, rezei por ele as orações de minha religião católica. Pedindo que, lá do Céu, onde ele certamente está, continue a inspirar homens e mulheres bravos, como ele foi, a levantarem a bandeira contra o preconceito racial, buscando evidenciar e valorizar as qualidades e os talentos do povo negro, força do trabalho e das tantas realizações magníficas deste nosso imenso Brasil…

Abdias partiu como sempre foi: por inteiro, um homem íntegro! Esta a simbologia, para mim, daquele par de óculos do qual Osiris não quis abrir mão…

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Abdias Nascimento, com seu inseparável par de óculos de aro fino, ao lado de sua companheira solidária nas lutas contra o preconceito racial e pela inclusão do negro no Brasil, Elisa, recebe em Brasília homenagem de Lula, quando este ainda era.

FONTE:  Hildegard Angel

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DESPEDIDA »Lula vai a velório de Abdias Nascimento e diz que preconceito racial é doença de difícil cura

In Comunidade Tradicional de Terreiros, Conexão Afro, negritude, Polítca on Maio 27, 2011 at 9:24 am

N°1- 27   de maio  ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

Vladimir Platonow

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva compareceu hoje (26) ao velório do ex-senador e líder negro Abdias Nascimento e comparou o preconceito racial a uma doença de difícil cura. Lula chegou acompanhado do governador do Rio, Sérgio Cabral, e ficou por cerca de 30 minutos na cerimônia, realizada na Câmara Municipal do Rio.
"Acho que os negros já conquistaram muito espaço desde a Constituição de 1988, mas ainda falta muito. O preconceito é uma doença que não tem cura fácil. O remédio para combater o preconceito leva anos, mas eu penso que estamos avançando", disse Lula.
O ex-presidente ressaltou o papel de Abdias Nascimento na história brasileira e lembrou que conheceu o líder negro nos anos 1980, quando iniciava sua trajetória na política nacional. "Eu acho que o Brasil perde uma das figuras mais extraordinárias na luta contra a desigualdade racial, na luta pela redemocratização, na luta pelos direitos do povo negro. Eu convivi com Abdias desde os anos 80. Ele morreu, mas as ideias dele vão permanecer."
Lula citou como avanço da inserção dos negros na sociedade brasileira o acesso ao ensino superior, por meio do sistema de cotas e pela concessão de bolsas de estudo do Programa Universidade para Todos (ProUni), criado em seu governo. "As cotas nas universidades são uma realidade. O ProUni, colocando 40% de jovens negros nas universidades, é uma revolução e o Abdias faz parte de todas essas conquistas."
O governador Sérgio Cabral acompanhou Lula e destacou a intelectualidade do líder negro, morto na última segunda-feira (23), aos 97 anos de idade. "Ele era um intelectual, um artista plástico, uma pessoa com uma elegância cultural que dava a ele um peso muito significativo na luta pela igualdade racial e pelo respeito religioso. Um brasileiro que marcou a história do país."
O corpo de Abdias Nascimento permanecerá sendo velado até amanhã (27), às 11h, quando será levado para o crematório da Santa Casa de Misericórdia. As cinzas do líder negro serão levadas para a Serra da Barriga, em Alagoas, local do maior centro da resistência negra no Brasil, o Quilombo dos Palmares.

FONTE: oimparcial.com.br

Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-brasileiro tem novo diretor

In Comunidade Tradicional de Terreiros, Conexão Afro, negritude, Polítca on Maio 27, 2011 at 12:31 am

N°o 1- 27  de  Maio ano 2011 -Guaíba- RS -Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

Joceline Gomes

Foto: Daiane Souza / FCP

AlexandroAlexandro da Anunciação Reis, novo diretor do Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-Brasileiro

Por Joceline Gomes

Nomeado oficialmente no dia 06 de maio, Alexandro da Anunciação Reis é o novo diretor do Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-brasileiro (DPA) da Fundação Cultural Palmares. Membro da Coordenação Nacional de Combate ao Racismo do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Reis é militante do movimento negro, das comunidades quilombolas e de terreiro e defensor da educação pública, gratuita e de qualidade.

Nascido no Terreiro Bate Folhinha, localizado no bairro Campinas de Pirajá, na capital baiana, cursou Ciências Econômicas na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Administração e Gestão de Negócios na Faculdade Visconde Cairu.

MILITÂNCIA – Militando contra o racismo, filiou-se à União de Negros pela Igualdade (UNEGRO), participou da Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN) e do movimento contra a intolerância religiosa, além de ter sido membro do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional da Bahia.

Coordenou diversos eventos, entre eles, o III Seminário Racismo e Relação de Gênero na Sala de Aula, realizado em 2003 na Faculdade de Educação da UFBA; o I, II, III e IV Seminário Exu em Debate – “Da compreensão à superação da ignorância”; e o Seminário Feira de São Joaquim.

Também organizou a publicação “Exu em Debate – da Compreensão à Superação da Ignorância”, e ainda o material que balizou o pedido de reconhecimento da Feira de São Joaquim como bem cultural de natureza imaterial junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

BRASIL QUILOMBOLA – Antes de chegar à Palmares, Alexandro Reis foi secretário de Políticas de Ações Afirmativas e de Políticas para as Comunidades Tradicionais da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR/PR). No último cargo, coordenou o Programa Brasil Quilombola, que visava à implementação de políticas de promoção da melhoria da qualidade de vida das comunidades quilombolas.

Entusiasmado com o início das atividades na Fundação, Reis parabeniza o trabalho da Palmares e se coloca à disposição para aprimorar o que já vem sendo feito:

“A Palmares cumpriu a tarefa histórica de vencer a invisibilidade das questões da população negra na administração federal, agora tem o desafio de contribuir decisivamente para o avanço e consolidação de políticas culturais articuladas com desenvolvimento econômico e social para os afro-brasileiros. Participar desse desafio, tendo em vista a efetiva proteção e promoção de políticas culturais para as comunidades quilombolas e de terreiro, é a diretriz do nosso trabalho à frente do DPA.”

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Africa Conflito e Transformação Politica: Egito , Libia e Costa do Marfim

In Conexão Afro, negritude, Polítca on Maio 23, 2011 at 8:31 am

N°o 1- 23   de  Maio ano 2011 -Guaíba- RS -Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

 


http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/

Nossos convidados para esta atividade:

Maged El Gebaly (tratará do Egito): graduado em Língua Espanhola – Universidade de Ain Shams (1999), mestre em Linguistica pelo Instituto Caro y Cuervo (2005) e doutor em Linguistica – Universidade de Ain Shams (2011). Atualmente desenvolve outro doutoramento em Estudos Comparados em Literaturas de Língua Portuguesa na Universidade de São Paulo. Trabalhou no jornal “Al Karama” com Dr. Abdel Halim Qandil, coordenador do Movimento Egípcio pela Mudança Democrática (Kefaya), e integrante do serviço árabe da agência EFE como analista de assuntos latinoamericanos para jornais árabes. Professor de estudos latinoamericanos na Universidade 6 de Outubro. Militante voluntário na Campanha Pro-El Baradei. Esteve no Egito entre o dia 25 de janeiro e 6 de março, participando das manifestações e de diversas atividades políticas.

Robert Badou Koffi (tratará da Costa do Marfim): Mestre em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa pela Faculdade de Filosofia Letras e Ciência Humanas (FFLCH/USP) e em Estudos ibéricos et latino-américanos pela UNIVERSITÉ DE COCODY/ABIDJAN (2006). Aluno de Pós-graduação em Marketing Político e Propaganda Eleitoral na Escola de Comunicação e Artes (ECA/USP).

Ali  El-Khatib (tratará da Líbia): Economista, sociólogo, desde 2006 coordena o Núcleo de Estudos e Pesquisas Árabes da Facamp. Desde 1981 atua junto às embaixadas árabes no Brasil. Foi diretor cultural da Embaixada da Palestina no Brasil. É superintendente do Ponto de Cultura Árabe – Instituto Jerusalém do Brasil e diretor cultural da Federação de Entidades Árabes do Brasil – FEARAB-SP. Membro do Compromisso Campinas pela Educação.

Mediação: Acácio Almeida : Professor do Departamento de Antropologia da PUC/SP, também leciona Relações Internacionais na FACAMP. É vice-coordenador da Casa das Áfricas  (casadasafricas.org.br ) e Coordenador da UNIAFRO IV – São Paulo.

Apresentação: André Muller de Mello

Danielle Almeida

Núcleo de Apoio Pedagógico – Casa das Áfricas

Tutora do UNIAFRO IV – SP

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Opinião : atividade do 13 de maio abolição não conclusa para as mulheres negras

In Conexão Afro, negritude, Polítca on Maio 20, 2011 at 9:23 pm

N°o1- 20  de  Maio ano 2011 -Guaíba- RS -Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

“…Liberdade, essa palavra

que o sonho humano alimenta

que não há ninguém que explique

e ninguém que não entenda…”

                                                                                                                                                   Cecília Meireles

É  notório a  importância vital do trabalho das mulheres . Aliás, podemos mesmo dizer que sem a sua força produtiva, o nosso país não seria o que é. A iniciativa da casa que herdei de minha mãe  Assobecaty – Associação Beneficente Cultural Africana Templo de Yemanj[a ,  foi onde desenvolvi toda a minha base ideológica, acrescido quando obtive  inspiração  nos  estudos dos artigos dos  movimentos femininos do princípio do século XX.

O nosso desejo de realizarmos uma Roda de Conversa ganha força, quando ocorrem adesão das organizações que apoiaram este evento como Grupo de Trabalho Angola Janga, Projeto Mocambo, CMP (Central dos Movimentos Populares), Associação Conexão Comunitária, Associação Cultural Sawabona Shikoba, Bibilhoteca Comunitária João Cândido, Coordenadoria de Igualdade Racial de Canoas, Associação Socioeducativa Ambiental – ONG Uriel, Grupo de Capoeira Guarda Negra .

É curioso notar que apesar dos escassos estudos sobre movimentos de mulheres negras, empoderamento, participação política, podemos concluir que existem  muito poucas  organizações femininas gauchas que trabalham com a temática, da mesma forma que temos o entendimento .que existem muitas mulheres que não aderiram essas propostas, o movimento surge para  ocupar este vácuo.

O movimento  surge fundamentalmente no contexto da luta contra as distorções bem contraditórias, por exemplo as mulheres começaram a tomar consciência cívica do seu papel produtivo na sociedade, a ver que têm poder e força , a proposta  é mostrar a importância de se manterem unidas.
A situação da mulher negra não vai ser alterada, se não tivermos um engajamento muito grande e só, engajamento não vai resolver, o que precisamos é criar consciências e isto demanda muito  esforço.

No evento 13 de maio abolição não conclusa para as mulheres negras, reuniu na  sexta-feira 13 na Assembléia Legislativa, se reuniram  mulheres negras com histórico de lutas em inúmeros segmentos diferentes da sociedade brasileira, tinhamos ativistas da habitação, do lar, metalurgica, educadora , segurança alimentar, segurança privada, agentes politicos, gestoras, comunicadoras  populares, militante do movimento negro, griõs , religiosa de matriz africana, capoeirista  e por fim ,o momento sensível ocorreu quando uma das participantes que se  apresentou como escrava do lar,  que tenta e  não consegui se libertar, muito menos consegui lutar para deixar de ser.
Como consequência, nasce  um novo movimento ideológico de mulheres no estado do Rio Grande do Sul, um grupo que entra em ação na  luta contra as contradições existentes, pela falta de espaço político, estímulo, empoderamento, existe uma falta do feminino negro nos espaços de poder.. Em nenhum momento tivemos a pretensão de realizar um seminário, queríamos conversar com as mulheres negras, ouví-las receber seus sentimentos , durante a roda  vieram a tona sentimentos diversos. A prosa foi tão boa, que optamos em não finalizá-la estaremos dando continuidade nas seguintes datas no dia 8 de junho estaremos em Canoas, 15 do mesmo mês é a vez da Alvorada, em 25 de julho Dia da Mulher Afro-Latino -Americana e Caribenha, onde estaremos  realizando o I º Seminário 13 de Maio Abolição Não Conclusa para as Mulheres Negras.

Axé

Mãe Carmen de Oxalá

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caracolesFALAR com Mãe Carmen de Oxalá

Fone: (51) 30556655 / 97010303 e 84945770

maecarmendeoxala@hotmail.com

CampanhaAno Internacional afrodescendente

IMPERADORES DO SAMBA CONVIDA

In Conexão Afro, negritude, Polítca on Maio 13, 2011 at 5:28 pm
N°1- 13  de  Maio  ano 2011 – Guaíba- RS –Brasil
REVISTACONEXÃO AFRO

Chá em Homenagem ao dia das Mães, contamos com a presença de todas.

Centro de Integração Paulo Paim – CIPP

Dia: 14 de Maio de 2010.

Endereço: Av. Padre Cacique, 1567 – Porto Alegre

Horário: 15 hs

Confirmar a presença – Fone:  99483023 Rose.

Entrada: Franca

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CampanhaAno Internacional afrodescendente

Debate 13 de maio abolição não conclusa para as mulheres negras na TV Assembléia

In Comunidade Tradicional de Terreiros, Conexão Afro, Polítca on Maio 11, 2011 at 9:15 am

N°o1- 11  de  Maio ano 2011 -Guaíba- RS -Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

O Programa Democracia na Tv da  Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul , oportuniza  o debate  sexta – feira ( 6 ) de maio, sobre as mulheres negras , a iniciativa da casa tradicional de religião de Matriz Africana ASSOBECATY,  que aderiu  o  apelo da Organização das Nações Unidas que institui oME-060511-1514-0014 ano de 2011,  Ano Internacional dos Afro descendentes. Vem contribuíndo com o debate, chamando a atenção da sociedade civil, órgãos públicos para as especificidades desta população.

Jornalista Batista Filho , Prof. Dra. Lucia Regina Brito Pereira  historiadora e coordenadora técnica da organização de mulheres negras  Maria Mulher, Assessora Politica Comunitária Angelica Mirinhã e Mãe Carmen de Oxalá  da Assobecaty, as duas últME-060511-1514-0006imas pertencem a área da psicologia. A discriminação da mulher negra, a falta desta mulher em espaços de decisão, a carência de estímulo para o empoderamento, e a  questão politica, mas que estão intimamente vinculado à  questão racial aliado a desigualdade de gênero , esses aspectos que  deram o tom do debate, durante 60 min.

O programa é uma chamada para a atividade que irá ocorrer no dia 13 de maio:

DATA: 13 /05/2011, 6ª feira

HORÁRIO : 13:30 Horas

LOCAL: Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, Sala Mauricio Cardoso 4º andar

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