Revista Online Conexao Afro

Tecidos amarrados em árvores pedem paz e fim da violência contra terreiros

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Novembro 18, 2017 at 11:19 am

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Mil metros de tecido foram utilizados no Dique do Tororó, Campo Grande, Corredor da Vitória e Pelourinho

A cidade de Salvador amanheceu coberta de branco após a Alvorada dos Ojás, atividade promovida pelo Coletivo de Entidades Negras (CEN), entidade nacional do movimento negro, que amarra tecidos brancos utilizados durante as obrigações do candomblé, os Ojás, em árvores. Cerca de mil metros de tecido foram utilizados nas árvores do Dique do Tororó, Campo Grande, Corredor da Vitória e Pelourinho na noite desta sexta-feira (17).

A ação, que conta com apoio da Comissão dos Terreiros Tombados, dos terreiros de Lauro de Freitas, de Camaçari e da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado da Bahia (Sepromi), é realizada pelo décimo primeiro ano consecutivo e neste ano traz a campanha “não toquem em nossos terreiros”, contra a intolerância praticada contra religiões de matrizes africanas.

"Com a Alvorada dos Ojás, nós queremos trazer uma reflexão sobre como a cidade pode amanhecer mais bonita. É um pedido de paz, respeito e solidariedade entre nós. Nós utilizamos as árvores porque elas já estão aqui há mais tempo que a gente e permanecerão depois da nossa presença física. Ela é sagrada. Nós queremos que as pessoas olhem para a árvore e reflitam sobre a importância de amar as pessoas, amar a cidade e respeitar os direitos de cada um”, afirmou Marcos Rezende, coordenador nacional do CEN.

Dique do Tororó é um dos locais que recebeu os tecidos brancos
Foto: Júlia Vigné/CORREIO

Antes de serem amarrados nas árvores, os tecidos, pintados pelo artista plástico e diretor do bloco Cortejo Afro, Alberto Pitta, foram sacralizados no Terreiro Tumba Junsara, uma das casas tradicionais de candomblé no Brasil, tombada como patrimônio histórico do Estado da Bahia.

“Nós vemos sofrendo uma série de intolerâncias religiosas e de desrespeito. Apesar de nos ofertarem pedras, em vez de construirmos muros, nós construirmos estradas para que todos possam caminhar. Apesar de violência, da depredação de templos e da negação do direito religioso que nos é feito muitas vezes, nós estamos dizendo: nós te amamos! Porque é isso que os orixás pregam”, disse Rezende.

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O coordenador nacional ainda destaca que os tecidos permanecerão amarrados na árvore. A ideia é que as pessoas que tenham o desejo de tirar, retirem. “Nós deixamos para quem desejar tirar. Hoje de manhã uma pessoa tirou para fazer roupa de santo. Outra nos perguntou se poderia retirar um pedaço do tecido para utilizar como cobertor. O nosso objetivo é esse”, explicou.

Pedido de paz
O CORREIO esteve presente no Dique do Tororó para questionar os transeuntes se eles sabiam do significado dos tecidos brancos que estão dispostos por todo o local, amarrados nas árvores. Uma sensação foi compreendida por todos: o pedido de paz. Teve quem achasse que o ato fosse da igreja, como quatro idosas que estavam distribuindo revistas religiosas. Uma delas, Maria Ferreira, que prefere ser chamada de Gracinha, de 58 anos, afirmou que acreditava que era uma manifestação de religiosos da igreja pedindo paz para o mundo.

Já Otonei Silva Santos, de 60 anos, que vende artigos de educação física no local, afirmou já ter visto a ação em outros anos. “Acho que é um pedido de paz. É feito por pessoas adeptas do candomblé todo ano. De noite eles saem amarrando esses panos aqui no Dique e em outros bairros da cidade”, disse.

Teve quem achasse, também, que era só para enfeitar, “para deixar mais bonito”. “Quem coloca isso deve trabalhar para o bem, e não para o mal. Colocou para enfeitar as árvores, deve ter relação com orixás também”, afirmou Ângela Dias, de 38 anos. Após saber do real significado do ato pela reportagem, a cozinheira ficou feliz de saber do ato. “É bom ter esperança e crer em paz, né?”, disse.

O funcionário público Emanuel Gomes, de 64 anos, já sabia um pouco mais sobre a ação: ele tinha conhecimento que era um ato realizado por pessoas adeptas ao candomblé e que as ações no Dique do Tororó são feitas antes mesmo do asfaltamento do local. “Desde quando aqui não tinha nem estrada eles fazem essas homenagens aos Orixás. Se é branco, então tem a ver com a paz”, afirmou.

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Grupo de percussão Iyalodê Idunn, encerra atividade do Novembro Negro foi ovacionado e motivou muita dança no pé

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Novembro 5, 2017 at 8:48 pm

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O grupo de percussão do Quilombo do Sopapo, Iyalodê Idunn , fez um final de tarde agitado, sábado ( 4 ), sendo a última atração da Programação do Novembro Negro, iniciativa do Ponto de Cultura Ilê Axé Cultural – Assobecaty ocorrido na Casa de Cultura Mario Quintana,  Os (as) percussionistas cantoras(os) foram aplaudidas, e também muita dança no pé.IMG_4139

Durante 40 minutos, sob o comando do comandado por Mestre Edu Nascimento, cantaram músicas em diversos sendo algumas de autoria própria.IMG_4185

Mãe Carmen de Oxalá, que comanda ASSOBECATY,  parabenizou o grupo pela belíssima apresentação. “A Iya afirmou: “Parabéns!  Estes são parceiros confirmados, sempre abrilhantam nossas atividades”.

Confira mais fotos: 

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Grupo Infantil de Dança Afro da Associação Oxum Panda Mirê, chegando na CCMQ

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Novembro 4, 2017 at 10:25 pm

1/11 em Casa De Cultura Mario Quintana

Logo Conexão Afro ano 2017.png  contatoEles encantaram com suas graciosidades, uma experiência maravilhosa que se revelou, a dança do grupo infantil muito importante por elevar auto estima, incentivar as crianças, e também eles aprendem a valorizar e defender a cultura afro.IMG_4050IMG_4052IMG_4053IMG_4054IMG_4055