Revista Online Conexao Afro

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Fundação Palmares vai premiar iniciativas culturais que deem destaque à cultura afro-brasileira

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Setembro 30, 2011 at 1:42 pm

N°o1- 30 de setembro-Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

CEAO – Centro de Estudos Afro-Orientais

Os projetos podem ser ou não inéditos, mas precisam ter sido concretizados ou reapresentados ao longo de 2011.

Da Redação, com Agência Brasil

Rio de Janeiro – Atores, dançarinos e artistas plásticos que dão destaque à cultura afro-brasileira em suas produções podem começar a se preparar para concorrer ao Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras deste ano. A segunda edição da iniciativa, criada no ano passado, será lançada hoje (28) no Rio de Janeiro, pela Fundação Cultural Palmares.
As premiações deste ano somam R$ 1,1 milhão, valor que será divido entre os 20 projetos ganhadores em três categorias (artes visuais, dança e teatro). Os organizadores determinaram que, entre os vencedores, seja respeitada a divisão de quatro contemplados em cada região brasileira. Segundo Martvs das Chagas, diretor de fomento da Fundação Cultural Palmares, a distribuição garante que as manifestações aconteçam em todo o país.
“O subproduto do prêmio é talvez mais importante que o prêmio, que é fazer com que a cultura negra se movimente e crie condições de se afirmar cada vez mais no cenário nacional. Os artistas negros, no Brasil, ainda têm dificuldade de projetar e demonstrar os seus trabalhos apesar de a cultura negra ser a mais forte na criação da identidade do país”, avaliou Martvs.
Diferentemente da primeira edição, este ano apenas pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos, poderão participar. Os projetos podem ser ou não inéditos, mas precisam ter sido concretizados ou reapresentados ao longo de 2011.
“São aqueles projetos que valorizem a contribuição histórica da cultura negra, no país, o que não quer dizer que não possam ter não negros participando. Pode ser de uma apresentação de congado, feita de forma inovadora e inusitada, a um artista plástico que retrata algumas passagens da história do negro no país”, explicou o diretor.
Martvs explicou que os interessados poderão se inscrever a partir do próximo dia 10 de outubro. Com o encerramento das inscrições, em 28 de novembro, terá início a seleção dos melhores trabalhos por uma comissão formada por seis pessoas, entre artistas e autoridades culturais. Os vencedores só serão anunciados no final de março do ano que vem.
No ano passado, a Fundação Palmares recebeu mais de mil inscrições. Foram selecionados 111 projetos de teatro, 118 de dança e 181 de artes visuais. O estado que mais inscreveu projetos foi São Paulo (143), seguido por Rio de Janeiro (133), Bahia (84) e Minas Gerais (80). “Esse prêmio cria oportunidades, dá visibilidade e permite que outros criem condições de apresentarem seus trabalhos”, disse Martvs das Chagas

Marcos Vinícius Santos Dias Coelho
Doutorando em História Social da África
Universidade Estadual de Campinas
Campinas – SP – Brasil
marvindico@hotmail.com

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Jardim das Folhas Sagradas

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Setembro 29, 2011 at 9:40 am

N°o1-  29  de setembro-Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO


caracoles
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Edital de Seleção de Autores

In negritude on Setembro 28, 2011 at 1:43 pm
 

N°o1-  28   de setembro-Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

MLG


Edital de Seleção de Autores
até 15 de outubro
para o
III ciclo do projeto
Negro Olhar – Ciclo de Leitura Dramatizada com Autores e Artistas Negros
O projeto acontece na cidade do Rio desde 2007 trazendo à cena nomes consagrados e novos talentos nas áreas de direção, interpretação e dramaturgia.
O projeto conta com a participação de nomes como Ruth de Souza, Milton Gonçalves e Haroldo Costa, entre outros.

O III ciclo será realizado no Centro Cultural dos Correios em Janeiro de 2012.

Caso não visualize a imagem, com as informações, por gentileza,
fazer contato com
Tatiana Tiburcio –

 

www.leliagonzalez.org.br
Blogs – Ações Afirmativas / Informa / Continente África

2011

Negro Olhar

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ONU realiza Encontro Ibero-Americano de Afrodescendentes em Salvador

In negritude on Setembro 27, 2011 at 1:01 pm

N°o1-  27   de setembro-Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

Depois da Cumbre, em dezembro de 2008, Salvador prepara-se para outro grande evento internacional. A ONU vai encerrar na capital baiana a programação do Ano Internacional dos Afrodescendentes realizando de 17 a 19 de novembro o Encontro Ibero-Americano do Ano Internacional dos Afrodescendentes. O ponto culminante será dia 19, no Palácio Rio Branco (Praça Municipal), quando a presidenta Dilma e o secretário-geral da ONU, o coreano Ban Ki-moon, se reunirão com outros 15 chefes de Estado para carimbar decisões conjuntas deliberadas no encontro sobre temas como infância e juventude negra, preservação da vida e continuidade cultural. Salvador, por ser a cidade mais negra do Brasil, pegou a ponta do evento. Dois baianos trabalham com afinco na realização do evento, em parceria com o Itamaraty: o secretário Fernando Schmidt (Relações Internacionais) e Juca Ferreira, ex-ministro da Cultura, agora embaixador especial da Secretaria Geral Ibero-Americana, em Madri. Aliás, Juca agora mora lá, na Espanha. (Com informações da Tempo Presente/ A Tarde)

 

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Ano Internacional afrodescendente

Culturas nacionais: Anotações sobre a morte e o esquecimento

In negritude on Setembro 26, 2011 at 10:16 am

 N°o1- 26 de setembro-Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

Troy Davis recusou a última refeição, recusou o tranqüilizante. Mas falou.  Disse a mesma coisa que repetiu dia a dia durante seus últimos 22 anos: “sou inocente”. De nada adiantou: a Suprema Corte dos EUA se negou a suspender a sentença de morte, apesar dos erros estridentes que coalharam todo o processo. Enquanto isso, no Brasil, era aprovada uma “Comissão da Verdade”. Até a última hora, o governo foi obrigado a conceder e conceder. É como se em meu país, olhar de lado, não mexer no passado, ficar distante e dissimular fizesse parte da cultura nacional. Faz? O artigo é de Eric Nepomuceno.

Eric Nepomuceno

1.
Aconteceu nos Estados Unidos, em Jackson, capital da Geórgia, um estado
sulista, por volta das sete da tarde, hora local, da quarta-feira, dia 21. Aconteceu com Troy Davis, negro, 42 anos de idade.
Todo condenado à morte, é tradição, tem direito a dizer suas últimas palavras. E também de pedir sua última refeição. E, diz a lei que nos Estados Unidos autoriza assassinatos legais, tem direito a tomar um tranqüilizante poderoso antes de ser conduzido para a execução.
Troy Davis recusou a última refeição, recusou o tranqüilizante. Mas falou. Disse a mesma coisa que repetiu dia a dia durante seus últimos 22 anos: “sou inocente”. De nada adiantou: a Suprema Corte dos Estados Unidos se negou a suspender a sentença de morte, apesar dos erros estridentes que coalharam todo o processo. Jamais foi encontrada a arma do crime – ele foi acusado de ter assassinado um policial branco chamado Mark McPhail –, e sete das nove testemunhas que depuseram contra ele depois admitiram ter mentido. ‘Não fui eu’, disse Troy em sua derradeira fala. ‘Eu não tinha nenhuma arma, sou inocente’.
Foi condenado por um júri branco num tribunal branco, e branco era o juiz que deu a sentença. Troy Davis esperou durante 22 anos que alguém se convencesse de sua inocência. Em vão.
Faltavam dez para a meia noite da terça-feira quando deram em Troy Davis a injeção fatal, um coquetel de tranqüilizantes. Um dos ingredientes do coquetel deve ser – diz a lei – um anestésico, para diminuir um pouco a dor causada. No líquido que injetaram em Troy Davis havia um anestésico veterinário. É que na hora fatal descobriu-se que não havia nenhum produto destinado aos humanos. A morte levou quinze minutos para se instalar de vez em seu corpo. Apenas suas pálpebras de contraíram com força quando a injeção começou a fazer seu lento efeito. As pálpebras se contraíram uma e outra vez, rapidamente, seguidamente, até que sossegaram de vez.
Jamais surgiu uma única prova contundente, um único indício concreto de que Troy Davis tenha matado Mark McPhail. Mais de um terço dos norte-americanos disseram acreditar na sua inocência. Ninguém acatou pedidos do Papa, do ex-presidente Jimmy Carter, nem mesmo do ex-diretor do FBI, William Sessions. Carter também foi governador da Geórgia. Depois da morte de Troy Davis, desabafou: “Espero que esta tragédia nos empurre, como nação, para uma rejeição total da pena de morte”.
A pena de morte existe em 34 dos 52 estados norte-americanos. Há 3.251 pessoas esperando a vez de serem executadas. Na Califórnia, a lista é de 721 condenados. Na Flórida, 398. No Texas, 321.
O governador do Texas se chama Rick Perry, do Partido Republicano. Assinou 234 dessas sentenças. Quer dizer: dos 321 presos que esperam ser executados em seu estado, 234 tiveram suas mortes confirmadas por ele. Rick Perry diz que sua mão estava serena em cada uma dessas 234 vezes, e que não perdeu um único minuto de sono por causa dessas vidas.
Rick Perry é um homem religioso, e diz defender os valores tradicionais dos cidadãos dos Estados Unidos da América. Diz também que quer ser presidente do seu país. Ao contrário de Jimmy Carter, Rick Perry acredita veementemente nas bondades da pena de morte.
Na manhã da quinta-feira, 22 de setembro de 2011, o corpo morto de Troy Davis foi entregue à sua família. Seus compatriotas continuam apoiando a pena de morte. Em seu país, ela faz parte da cultura nacional.
2.
Aconteceu no Brasil, em Brasília, capital do país. Na noite da quarta-feira, dia 21 de setembro de 2011, por volta das oito e meia da noite, hora local, começou a ser negociado na Câmara de Deputados o acerto final sobre a instalação de uma ‘Comissão da Verdade’. A missão dessa Comissão será investigar crimes praticados pelo terrorismo de Estado implantado no Brasil pela ditadura militar que durou de 1964 a 1985. Essa, a missão verdadeira. Mas ninguém lerá isso no projeto aprovado. Lá, está dito que o objeto da investigação será a violência praticada por funcionários do Estado entre 1946 e 1988.
Até a última hora, o governo foi obrigado a conceder e conceder. A pressão final veio do deputado Antonio Carlos Magalhães Neto, do DEM da Bahia. Seu avô foi um dos notórios beneficiados da ditadura.
A Comissão terá dois anos para esclarecer um sem-fim de casos. Ninguém será punido: a anistia concedida pelos militares em 1979 está assegurada. E assegurada está a impunidade de torturadores, seqüestradores e assassinos. Assegurada está sua impunidade.
Pensando na presidente Dilma Rousseff, lembrei uma antiga canção do uruguaio Alfredo Zitarrosa: “Quiso querer, pero no pudo poder”. Assim entendo o que acontece: ela quis querer, mas não pôde poder.
É como se em meu país, olhar de lado, não mexer no passado, ficar distante e dissimular fizesse parte da cultura nacional. Faz?

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CEAO lança site que reúne textos em jornais do século XX

In Conexão Afro, negritude on Setembro 25, 2011 at 10:19 am

N°o1- 25 de setembro-Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

CEAO – Centro de Estudos Afro-Orientais

Já está no ar a mais nova produção do Centro de Estudos Afro-Orientais. Trata-se do site "O negro na imprensa baiana do século XX”. Nele estão catalogadas mais de 1.400 matérias de 13 jornais da primeira década do século passado (Jornal de Notícias, Correio de Notícias, A Bahia, A Coisa, Diário de Notícias, A Ordem, Foia dos Roceros, O Estímulo, Correio do Brasil, Gazeta do Povo, Correio da Tarde, Correio de Alagoinhas e O Serrinhense). As notícias expressam aspectos da vida social da população afro-brasileira, das manifestações culturais às entidades políticas.

"O negro na imprensa baiana do século XX” é mais uma fonte de consulta para os pesquisadores e o público em geral. De modo organizado, podem encontrar informações, retratadas por jornais da época, que contribuam para as produções dos estudos afro-brasileiros. A pesquisa contou com o apoio do CADCT (Fapesb) e do CNPq e teve a coordenação do professor do Departamento de Antropologia da UFBA Jocélio Teles dos Santos.

Acesse e divulgue: www.negronaimprensa.ceao.ufba.br

CEAO – Centro de Estudos Afro-Orientais
Pç. Inocêncio Galvão, 42, Largo Dois de Julho – CEP 40025-010. Salvador – Bahia – Brasil
Tel (0xx71) 3322-6742 / Fax (0xx71) 3322-8070 – E-mail:
ceao@ufba.br – Site: www.ceao.ufba.br

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KWAME NKRUMAH

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Setembro 24, 2011 at 1:06 am

N°o1-  24  de setembro-Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

Prezada

Hoje na História, 1909, nascia Kwame Nkrumah

Kwame Nkrumah
Publicado em Quarta, 21 Setembro 2011 16:00
Acessos: 129

Kwame Nkrumah 06Kwame Nkrumah (Nkroful , 21 de Setembro de 1909 — Bucareste , 27 de Abril de 1972 ) foi um líder político africano , um dos fundadores do Pan-Africanismo . Foi primeiro-ministro (1957-1960) e presidente de Gana (1960-1966).

Nascido Francis Nwia-Kofi Ngonloma, estudou em escolas católicas no Gana e posteriormente em universidades Norte Americanas .

Em 1945 , ajudou a organizar o sexto Congresso Pan-Africano em Manchester , Inglaterra . Depois disso, começou a trabalhar para a descolonização da África .

Quando a independência de Gana ocorreu em 1957 , Nkrumah foi declarado o Osagyefo (líder vitorioso) e foi empossado como primeiro-ministro procurou ajuda no bloco comunista. Em 1962 foi-lhe atribuído o Prêmio Lênin da Paz .

Em 1964 , depois de turbulências econômicas e políticas, Nkrumah declarou-se presidente vitalício de Gana. Em 1966 , Gana sofreu um golpe de estado militar que foi apoiado pelo Reino Unido , enquanto estava em Hanoi , no Vietnam do Norte .

Nkrumah nunca voltou a Gana, tendo se exilado na Guiné . Morreu em 1972 e foi enterrado na vila onde nasceu…


O nome de Kwame Nkrumah está no coração do pensamento Pan-Africano. Ele sozinho levou a Costa do Ouro sua independência e veio a fazer de Gana o primeiro país Africano a ser libertado da dominação colonial. Sua visão foi além dos interesses de seu país e ele trabalhou toda a sua vida para a Unidade Africana. Sua morte ocorrida em meio a uma campanha de desqualificação orquestrada pelos bastiões reacionários da falência colonialista, não impediu que o seu pensamento pan-Africano o sobrevivesse

Nos nossos dias atuais, quando a cúpula da União Africana se reúne em Maputo,Moçambique, constatamos que o pan-africanismo não é apenas um ideal, mas a base de trabalho para a efetivação de uma África unida em conformidade como ideal tão sonhado por Kwame Nkrumah, o pai da independência de Gana. Em 6 de março de 1957 a Costa do Ouro tornou-se o primeiro país Africano a se libertar do jugo e da presença colonial britânica passou a se chamar de Gana, em homenagem a um dos reinos que compunham o antigo Império Ashanti. Logo as idéias emancipacionistas de Nkrumah ultrapassaram as fronteiras.

Em 1945 ele viajou para Londres para ingressar em uma faculdade de direito. A situação de política no seu país, fala mais alto ao seu coração. Juntou-se à União dos Estudantes da África Ocidental e organiza a V Conferência PanAfricano, acontecida em Manchester. Ele trabalha com os políticos Africanos que se tornarão os principais instigadores da independência nos seus países, incluindo Jomo Kenyatta, futuro presidente do Quênia. Seus artigos incendiários, publicado no jornal "The New African" em defesa de uma Unidade Africana e contribuíram para transformar o nome de Nkrumah em sinônimo de radicalismo na visão administração colonial na Costa do Ouro.

Em 1947, seu retorno foi triunfante, e promete uma ascensão meteórica. Ele imediatamente dirigiu-se para o novo Partido para a Independência da Costa do Ouro que realiza convenções em todo o país, enquanto o poder colonial suprime os impulsos emancipacionistas que ganham o povo. Em 1948, Nkrumah foi preso por agitação política, durante uma manifestação contra o governo: ele se torna um mártir político, um papel que ele aceita e cultiva. A pressão é grande a administração colonial é obrigada a fazer concessões. Em 1952, Nkrumah tornou-se Primeiro-Ministro da Costa do Ouro e seu novo partido, o PPC (Partido da Convenção Popular) venceu todas as eleições realizadas pelos britânicos para testar as preferências políticas das pessoas. Em 6 de março de 1957, a batalha da primeira revolução chega ao fim: a Costa do Ouro tornou-se independente e foi rebatizado Ghana.

À frente do primeiro Estado Independente Africano, onde se tornou presidente em 1960, Nkrumah em função da euforia da vitória, pensa grande. Ele está ativo na libertação dos países ainda sob dominação colonial. Assim, ele fornece 25 milhões de dólares de apoio à Guiné em seguida a declaração da independência em 1958. No mesmo ano, a reunião de chefes de Estado Africano, realizada em Accra, sob os auspícios do Gana, que afirma a necessidade para a África "de desenvolver a sua própria comunidade e personalidade", e seu não-alinhamento em relação aos dois blocos.

A política externa de Nkrumah é inteiramente dedicada à construção da Unidade Africana. Ele a pensa como uma fusão orgânica de Estados Independentes e não como mera cooperação. Pretende-se promover a sua doutrina original denominada de "Conciencismo" às vezes chamado hoje de "Nkrumanismo ", que compreende impressões de um marxismo heterodoxo associados ao conceito tradicional Africano do coletivismo, que é "a ressurreição dos valores humanitários e igualitários da África tradicional, num ambiente moderno." Em 1963, Nkrumah e vai ser um dos fundadores da Organização da União Africana, no entanto, logo as idéias começaram a suscitar temores de um "radicalismo exacerbado".

Em 1960, meses depois de assumir o mais alto cargo de Presidente da República, e ser chamado "Osagyefo", (o Redentor), escreve: "o nacionalismo Africano não se limita apenas a Costa do Ouro, hoje Ghana. Agora ele deve ser um nacionalismo PanAfricano e deve ser a ideologia de uma consciência política entre os africanos, na busca da sua emancipação, espalhados por todo o continente".

Logo, o sonho de uma África unida Nkrumah colide com idéias dos novos líderes de países independentes que não estão dispostos a desistir de suas soberanias recém-conquistadas. A Unidade Africana para o mundo começa a ser vista como o sonho de um "egocêntrico ambicioso que, na verdade, esconde planos expansionistas…". Durante a Guerra Fria, ele é visto como um líder "manobrista, que deseja atrelar toda a África ao comunismo". O presidente de Gana foi anulado do cenário político Africano e internacional. As antigas potências coloniais correram a injetar momento na campanha de demonização do líder de Gana. Uma das armas usadas na tentativa de amordaçar a voz discordante do radical Africano era comprometê-lo com o Leninismo.

Em Ghana, a política econômica da "segunda revolução" de Nkrumah é um fracasso. Os gastos domésticos arruinavam o país e quando as pessoas saíram às ruas para expressar sua insatisfação, a repressão se fazia a custa de sangue. Em 1962 e 1964, Nkrumah foi vítima de duas tentativas de assassinato. Chocado, ele se entrega a excessos de megalomania e toma medidas drásticas para se proteger. Ele aprisiona sem julgamento ministros de seu próprio gabinete caso ele suspeita de cumplicidade e se cerca por um exército de guarda-costas. Ele então se declarou presidente vitalício da República do Gana e estabelece o partido único. Em fevereiro de 1966, durante uma viagem a China, um golpe militar derrubou Nkrumah. Era o fim do um sonho Africano tão caro a Kwame Nkrumah. A raiva acumulada do povo ressurgiu e manifestações espontâneas irromperam no país para celebrar a sua queda. Encurralado, ele não retornar para Ghana e foi para o exílio na Guiné. Ele morreu de câncer em 1972 em um hospital de Bucareste.

Em cinco anos, Nkrumah passou de mito a desencanto. No entanto, vemos hoje o alcance de sua visão e de suas ambições PanAfricanas. Sem dúvidas, o pensamento de Kwame Nkrumah foi o dispar despertador de uma consciência Africana, que transcende as fronteiras geográficas do Continente Negro para promover a construção de um destino humano, político e econômico de alcance avassalador que vem a constituiro cerne do pensamento PanAfricano contemporâneo.

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SPM–CONVIDA

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Setembro 23, 2011 at 10:18 am

N°o1-  23  de setembro-Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

Prezadas Senhoras e Prezados Senhores,

É com imensa satisfação que Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres do RS, encaminha a Programação da I Conferência para mulheres Yás de Terreiro Tradicionais-RS e  IV Alujá na Pedra de Xangô de Guaíba – RS.
A atividade acontecerá nos dias 24 e 25 de setembro, na Praia da Alegria, municipio de Guaíba, RS Brasil.

Programação

I Conferência Temática de Políticas para as Mulheres YÁS de Terreiros Tradicionais – RS Programação


Dia 24 de Setembro de 2011- Sábado


9h – Abertura (Mística)

10h – Mesa de Abertura com Autoridades (Prefeito Municipal, COMDIM, SPM, SEPPIR, ASSOBECATY, e uma representação das Yás mais velhas).

11h – Painel: O resgate da História das religiões de Matrizes Africanas.

Painelistas: Uma Historiadora e uma Yá mais velha – a confirmar

11h40min. – Debates


12h – Almoço

14h- Painel: Os Rituais e o Meio Ambiente.

Painelistas: Representante da Secretaria Est. Meio ambiente (a confirmar) e Mãe Élida – Associação Cultural do Povo Bantu.

14h40min. – Debates

15h20min. – Painel: A Sustentabilidade dos Terreiros.

Painelistas: Ivonete – SEPPIR- Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e Mãe Carmem – ASSOBECATY

16h- Debates

16h20min. – Painel: Como romper o Preconceito.

Painelistas: Eliane – SEDUC/RS e Mãe Rose de Alvorada

17h – Debates


Dia 25 de Setembro de 2011:

9h30min. – Construção da síntese dos Debates e encaminhamentos finais.

12h – Almoço

15h – IV Alujá na Pedra do Xangô de Guaíba.

18h- Encerramento com XIRÊ.

Realização: COmissão Estadual – Movimento 13 de maio abolição não conclusa para as mulheres negras, ASSOBECATY- Associação Beneficente Cultural Africana Templo de Yemanjá, Associação Cultural Povo Bantu – RS, AAFOT- Associação Amigos da Festa de Oxum de Tapes, CMP- Central de Movimentos Populares, Revista Conexão Afro, Sindicato dos Servidores Públicos da CUT/RS.

Comissão Municipal ;Assobecaty,

APOIO: SPM- Secretaria de Politicas Públicas para Mulheres – RS, Prefeitura Municipal de Guaíba – RS, SEDUC-Secretaria de Estado da Educação – RS, SEDAC- Secretaria de Estado da Cultura – RS, SMPM – Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres – São Leopoldo, SEPPIR- Secretaria Especial de Politicas de Promoção de Igualdade Racial – PR, SDH- Secretaria Especial de Direitos Humanos – PR, COMDIM – Conselho Municipal dos Direitos da Mulher – Guaíba.

 

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o convite. Filme "O veneno está na mesa"

In Saúde da População Negra on Setembro 23, 2011 at 9:50 am

N°o1-  23  de setembro-Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

o convite. Filme "O veneno está na mesa", de Silvio Tendler, dia 10 de outubro – segunda-feira, 21 horas no Cine Belas Artes, rua Gonçalves Dias, 1581, com a presença do autor para debate.

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Campanha

Projetos de Cultura Bantu para Osasco

In ROUXINOL: Coluna de Egbomi Concceição Reis de Ogum on Setembro 23, 2011 at 9:34 am

N°o1-  23  de setembro-Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

EgbomyIvan Poli

Boa Noite caros mestres da USP.
Fui aluno ou mestre de todos voces e foram quem me orientaram e ajudaram em meu trabalho e meu livro Antropologia dos Orixas que lancei na Biblioteca de Osasco em 7 de maio deste ano.
Participei desde ano passado e no inicio deste ano do ciclo de cultura afro-brasileira em Osasco com 6 cursos e a tematica dos Yorubas como ja sabem.
Contudo deste semestre em diante os proximos temas do ciclo serao a cultura Bantu e as outras culturas sudanesas nao yorubas ( para variar um pouco e buscar uma visao mais ampla )
A partir do ciclo desenvolvi cursos e textos que resultaram no meu livro e graças a ele e a voces fui aprovado no processo de mestrado da FEUSP para continuar desenvolvendo meu tema.
Tive o Apoio da Marili Alexandre que é Responsavel pelo Nucleo de Cultura e Extensao da Biblioteca de Osasco e da minha colega Sabrina Bresio que eh aluna de Historia na FFLCH , que foi quem me levou para Osasco.
Boa Noite caros mestres da USP. Fui aluno ou...Gostaria de lhes apresenta-las e pedir caso voces mesmos ou alunos ou orietandos que se interessem em desenvolver projetos em Osasco como os cursos e oficinas que ministrei ( neste caso sobre cultura bantu ou de outros povos sudaneses que nao sejam os yorubás ) , indico fortemente que façam a parceria com a Biblioteca de Osasco e procurem a Marili ou falem com a Sabrina.
Recomendo fortemente pois para mim foi uma experiencia super valida que enriqueceu fortemente meu Currículo Academico com práticas direcionadas para meu objetivo e que esta me permitindo desenvolver meus projetos pois tive todo o apoio da Sabrina, da Marili e da Secretaria de Cultura de Osasco nas gestoes de ambos secretarios.
Não deixem de avisar seus orientandos e alunos,pois o pessoal la de Osasco eh de fazer mesmo, e a Marili eh realmente excelente e a Sabrina nem se fala, pois graças ao blog dela o africalogoaqui , que tem tudo pra receber apoio de todos nós, pude divulgar meu trabalho para meus mais de 300 alunos que tive em Osasco em 6 cursos ( inclusive alunos da USP e a maior parte educadores e universitarios que vinham de toda grande São Paulo pros meus cursos em Osasco graças a excelente divulgaçao que tiveram por parte da Marili, Sabrina e da Secretaria de Cultura de Osasco) .
o e-mail da Marili Alexandre e mahxandre@gmail.com
Grande abraço a todos e agradeço a todos mais uma vez.
Temos que valorizar quem quer realmente realizar… sempre…
Cordialmente
Ivan Poli ( Osunfemi )

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Yalorixás realizam Conferência Temática neste final de semana

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Setembro 23, 2011 at 8:41 am

N°o1- 23 de setembro-Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

Yalorixás reúnem-se nesse fim de semana em Conferência TemáticaYalorixás reúnem-se nesse fim de semana em Conferência Temática

No próximo final de semana, dias 24 e 25 de setembro, as Yás – sacerdotes femininas de Casas de Religião de Matriz negro-africana – realizam sua primeira Conferência Estadual, como etapa preparatória para a IV Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres – Enid Backe.

O encontro refletirá sobre a relação entre as Religiões Afro-brasileras, as políticas públicas para as mulheres, a sociedade e a saúde das mulheres. Outro aspecto a ser abordado na ocasião será o enfrentamento aos preconceitos sofridos pelas mulheres adeptas a cosmologia africana.

A abertura da 1ª Conferência Temática Estadual de Yás de Casas de Tradição ocorrerá a partir das 10 horas do dia 24 de setembro, na Praia da Alegria, em Guaíba. A programação se estende até domingo, quando ocorre o IV Alujá na Pedra do Xangô de Guaíba. Todos os encaminhamentos serão levados à IV Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres.

O evento é organizado pelo Movimento 13 de Maio – Abolição não conclusa para as Mulheres Negras, Associação Beneficente Cultural Africana Templo de Yemanjá – ASSOBECATY, Associação Amigos da Festa de Oxum de Tapes – AAFOT, Central de Movimentos Populares – CMP, Revista Conexão Afro e Sindicato dos Servidores Públicos da CUT/RS. Conta ainda com o apoio da Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM/RS, Secretaria de Educação – SEDUC/RS, Secretaria da Cultura – SEDAC/RS, Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – SEPPIR/PR, Secretaria Especial de Direitos Humanos – SEDH/PR, Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres de São Leopoldo, Conselho Municipal de Direitos da Mulher e Prefeitura de Guaíba.

Programação Completa:

Dia 24 de Setembro de 2011- Sábado

10h – Mesa de Abertura com Autoridades (Prefeito Municipal, COMDIM, SPM, SEPPIR, ASSOBECATY, e representação das Yás).

11h – Painel: O resgate da História das religiões de Matrizes Africanas.

11h40min. – Debates

14h- Painel: Os Rituais e o Meio Ambiente.
Painelistas: Representante da Secretaria Est. Meio ambiente (a confirmar Jussara Cony) e Mãe Élida – Associação Cultural do Povo Bantu-RS

14h40min. – Debates

15h20min. – Painel: A Sustentabilidade dos Terreiros.
Painelistas: Ivonete Carvalho  – SEPPIR- Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e Mãe Carmem – ASSOBECATY

16h – Debates

16h20min. – Painel: Saúde da Mulher
Painelistas: Representante da Secretaria Est. de Saúde e Mãe Claudete (a confirmar)

17h – Debates

Dia 25 de Setembro de 2011 – Domingo:

10h – Painel: Como romper o Preconceito.
Painelistas: Eliane – SEDUC/RS e Mãe Rose de Alvorada – SPM/RS

10h40min. – Debates

11h15min. – Apresentação da síntese dos Debates.

12h – Almoço

15h – IV Alujá na Pedra do Xangô de Guaíba – RS

18h – Encerramento

caracoles

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CampanhaAno Internacional afrodescendente

Reconhecer a diversidade para mudar a sociedade. Entrevista especial com Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva

In negritude on Setembro 22, 2011 at 9:39 am

N°o1-  22   de setembro-Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO

Com o objetivo de falar sobre o rosto africano, esteve na Unisinos na última semana a professora Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, da Universidade Federal de São Carlos. Na ocasião, ela concedeu pessoalmente a entrevista a seguir para a IHU On-Line, quando afirmou que “existem dificuldades de relação entre os grupos étnico-raciais decorrentes de uma visão segundo a qual a nossa sociedade seria monocultural ou preferencialmente de raiz europeia, quando nossa sociedade é notadamente de raiz indígena, dos povos originários e também africana”.

Para ela, “o país, como um todo, quer se ver única ou preferencialmente de raiz europeia. Esse é o problema central. Somos uma sociedade pluricultural, diversa e que cria um mito de que viveríamos todos tão harmonicamente que teríamos nos esquecido de nossas raízes. E esse mito funciona na medida em que as pessoas se convertem a um modo de ser que não é o seu próprio, sendo que essa conversão anula sua raiz básica”. E completa: “as pessoas costumavam dizer que o racismo no Rio Grande do Sul devia ser maior porque havia muita influência europeia, e eu, como eu sou gaúcha de Porto Alegre, sempre disse que é difícil medir isso. Mas desde as últimas manifestações que temos visto, começo a crer que quem vê de fora parece que vê melhor”.
Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva possui graduação em Português e Francês, mestrado em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutorado em Ciências Humanas – Educação pela mesma universidade. Cursou especialização em Planejamento e Administração da Educação no Instituto Internacional de Planejamento da Unesco, em Paris. Realizou estágio de pós-doutorado em Teoria da Educação, na University of South Africa, em Pretoria, África do Sul. Por indicação do Movimento Negro, foi conselheira da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, mandato 2002-2006. Nesta condição foi relatora do Parecer CNE/CP 3/2004 que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afrobrasileira e Africana e participou da relatoria do Parecer CNE/CP 3/2005 relativo às Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de Pedagogia. Atualmente, é professora na Universidade Federal de São Carlos, em São Paulo.
Confira a entrevista.
IHU On-Line – Como a senhora descreve o rosto africano aqui no Brasil? O que o caracteriza?
Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva – A cor da pele, que todo mundo vê, de saída; a ancestralidade; a cultura e a história enraizada na África; o modo de ser e viver; e a religiosidade. É isso que caracteriza o rosto africano no Brasil e na América Latina.
IHU On-Line – Como a questão étnico-racial aparece na educação brasileira hoje?
Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva – Não sei se temos uma questão étnico-racial. Existem dificuldades de relação entre os grupos étnico-raciais decorrentes de uma visão segundo a qual a nossa sociedade seria monocultural ou preferencialmente de raiz europeia, quando nossa sociedade é notadamente de raiz indígena, dos povos originários e também africana. A metade da população brasileira, segundo mostra o Censo, é formada por pretos e pardos, ou seja, por pessoas majoritariamente de raiz africana. O país, como um todo, quer se ver única ou preferencialmente de raiz europeia. Esse é o problema central. Somos uma sociedade pluricultural, diversa e que cria um mito de que viveríamos todos tão harmonicamente que teríamos nos esquecido de nossas raízes. E esse mito funciona na medida em que as pessoas se convertem a um modo de ser que não é o seu próprio, sendo que essa conversão anula sua raiz básica. Nós, negros, temos uma raiz africana. Evidentemente, ela foi sendo recriada no Brasil, até nas condições de escravismo. Fomos um povo tratado não como pessoas, mas como objetos. Mesmo nessa situação, esse povo recriou suas raízes. O importante é que nesse contato, que infelizmente não foi nada cordial, muito pelo contrário, houve uma recriação, o que permitiu que fossem aprendendo uns com os outros. Mas isso não significa que deixamos de ser quem somos; a base, a raiz, não morre.
IHU On-Line – Qual a importância do Parecer que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana?
Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva – Diante dessa dificuldade de relações igualitárias entre negros e não negros era preciso que houvesse uma determinação legal. As leis são feitas justamente para corrigir distorções. Nesse sentido, é bastante significativo o início deste século. Durante todo o século XX o Movimento Negro brasileiro mostrou a importância de se conhecer a história e a cultura dos afro-brasileiros para que eles sejam respeitados como construtores dessa nação. Quando a lei10.639 [1] é aprovada, esse foi um ganho do Movimento Negro, e não uma concessão como alguns pensam. Em 2008, a lei 11.645 acrescenta a importância de se conhecer a história e a cultura dos povos indígenas. Quando se começou a formular este parecer no Conselho Nacional de Educação (eu era conselheira indicada pelo Movimento Negro), nós pensávamos na educação das relações étnico-raciais e sabíamos que chegaríamos à história e à cultura porque havia múltiplas experiências que deram condições para que se formulassem as diretrizes nos termos em que foram formuladas.

O Movimento Negro mostrava, ao longo do século XX, que, para que as pessoas convivam respeitosamente, elas devem conhecer umas às outras e devem conhecer a história e a cultura. Não podem conhecer somente a de um povo como sendo suas raízes. Uma das principais dificuldades de fazer tudo isso é porque conhecer essa história traz à tona muitas dores e talvez até muita culpa. Se para os filhos dos antigos negros escravizados é doloroso, também não deve ser fácil para os descendentes dos escravizadores ou traficantes. No entanto, as pessoas não devem se sentir culpadas pelo que seus antepassados fizeram, mas elas têm uma responsabilidade, que é a de corrigir o que foi feito. E, para isso, é preciso conhecer, respeitar e valorizar a história de cada um.
IHU On-Line – Como a lei está sendo implementada e qual a especificidade da região sul nesse cenário?
Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva – A dificuldade da implementação talvez advenha deste aspecto da dor e da culpa, da qual acabei de falar, ou pode vir da crença que alguns têm de que são superiores a outros. Isso exige outra mentalidade, outra maneira de as pessoas se relacionarem. Ao afirmar que é preciso estudar a história e a cultura afrobrasileira e africana, o Parecer e o fato de haver até uma lei sobre isso, significam o reconhecimento de que este é o povo menos valorizado nesse país. É uma política pública de reconhecimento da maior importância.

Sobre a especificidade na região, não tenho muitos dados. Mas o que temos visto é que, aqui na região sul, ocorrem manifestações explícitas de racismo mais cruéis do que em outras regiões. As pessoas costumavam dizer que o racismo no Rio Grande do Sul devia ser maior porque havia muita influência europeia, e eu, como eu sou gaúcha de Porto Alegre, sempre disse que é difícil medir isso. Mas desde as últimas manifestações que temos visto, começo a crer que quem vê de fora parece que vê melhor.
IHU On-Line – Quem é a mulher negra brasileira hoje? Quais suas marcas?
Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva – O que marca a mulher negra é a garra e a luta pela sobrevivência do seu povo. Ela mantém a raiz do período da escravidão e orgulho do pós-abolição.
IHU On-Line – Como a academia pode contribuir para o debate sobre a diversidade étnico-racial e o que a senhora pensa sobre as cotas para os negros nas universidades?
Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva – A academia deve, antes de mais nada, reconhecer que a sociedade é plural. A política de cotas e outras de ações afirmativas, quando são implantadas, mostram que a universidade adota uma política institucional. Pela primeira vez as universidades começam a adotar políticas que visam a uma equidade social. Elas se dão conta de que fazem parte da sociedade; não são algo separado ou um lugar em que algumas pessoas se isolariam para iluminar a sociedade. Não é isso. A própria universidade deve ser iluminada pela sociedade. A universidade não pode estar a serviço de um grupo.
IHU On-Line – Qual a contribuição da literatura brasileira para a construção da imagem em torno do negro no Brasil hoje?
Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva – Depende de quem escreve. Teve um debate interessante, porém doloroso, a partir do parecer do Conselho Nacional de Educação, que deu resposta a um pai, que fez uma denúncia do estudo que seu filho fazia do livro Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, na escola, e que tem palavras pejorativas e agressivas contra a personagem Tia Anastácia. Por que chamam as crianças negras de “negrinho-carvão”? As crianças leem Monteiro Lobato, que é autoridade por ser um grande escritor, então acham que podem chamar seu colega desta forma.
IHU On-Line – E Casa Grande & Senzala, de Gilberto Freyre?
Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva – Esse é mais do que simplesmente um livro muito bem escrito. Ele serve de base para justificar o mito da democracia racial, de que vivemos todos harmoniosamente, somos felizes e nos amamos, quando não é isso, a tal ponto que nos esquecemos até quais são nossas raízes. Por isso a cultura europeia é a predominante. É essa luta por reconhecimento da diversidade que esperamos que mude a sociedade, que as pessoas vivam bem e não tenham que brigar pelo que lhes é de direito.
Nota:
[1] A lei n. 10.639, de 9 de janeiro de 2003, altera a lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional para incluir no currículo oficial das redes de ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira", e dá outras providências.

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Campanha

UMBIGADA- PROMOÇÃO DE SAÚDE NOS TERREIROS

In Saúde da População Negra on Setembro 21, 2011 at 9:44 am

N°o1-  21  de setembro-Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO  AFRO

PREVENÇÃO *  CANCER DE MAMA
                        * CANCER DE COLO DE ÚTERO
                        * VACINAÇÃO
                        * PRESERVATIVOS
                        * PALESTRAS
SEXTA-FEIRA – 23/SETEMBRO/2011 – 09:00 às 17:00 h
TERREIRO DA UMBIGADA – GUADALUPE – OLINDA – PE
INF.
bethdeoxum@gmail.com
         3439.6475 /  8859.6705
Realização – Coordenação da política de atenção a saúde da população  negra de Olinda
Secretaria de Saúde de Olinda
Apoio – Terreiro Ilê Axé Oxum Karê / Ponto de Cultura Coco de Umbigada
Mãe Beth de Oxum
Gestora do Ponto de Cultura Coco de Umbigada
(81) 3439-6475 -  9189-7112
http://sambadadecoco.blogspot.com


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Campanha

CONVITE LANÇAMENTO OFICIAL DAS AGUAS DE SAO PAULO

In ROUXINOL: Coluna de Egbomi Concceição Reis de Ogum on Setembro 19, 2011 at 4:51 pm

N°o1-  19   de setembro-Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO

 

Egbomy

Temos o prazer de convidá-lo para a cerimônia oficial de lançamento d’As Águas de São Paulo 2011, na Câmara Municipal de São Paulo.
Estarão presentes, o nosso presidente, Babalorisá Beto de Logun (Ofaniré); o nosso vice-presidente, João Capricho Neto; Iyá Lúcia de Oxum; Iyá Valéria de Exu e demais membros ilustres da nossa diretoria, que apresentarão a edição deste ano com homenagens e ações comemorativas.
O Vereador Wadih Mutran, responsável pela lei 14.342/07 (“Dia das Tradições das Raízes Africanas e Nações do Candomblé, Umbanda e seus Segmentos” – 30/09), também estará presente, assim como o Deputado José Cândido e outras autoridades.
Quando
21 de setembro, quarta-feira, às 19h.
Onde
Câmara Municipal de São Paulo
Viaduto Jacareí, 100 – Bela Vista / SP
Auditório Prestes Maia
Por favor, confirme sua presença respondendo a este e-mail.
Atenciosamente,
Imprensa – As Águas de São Paulo
Felipe Brito e Tathiane Cavalcante
(11) 7197.4756 / 8698.1310
imprensa@aguasdesaopaulo.com.br
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ASSOBECATY– CONVIDA 4° Alujá na Pedra do Pai Xango e a I Conferência de Yás de Casas de Tradição

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Setembro 18, 2011 at 5:36 pm

N°o1- 18 de setembro-Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO

Guaiba, 18 de setmbro de 2011.    
            
        Ao cumprimentá-lo(a), vimos por meio deste convidá-lo(a) para as atividades relativas ao 4° Alujá na Pedra do Pai Xango e a I Conferência de Yás de Casas de Tradição na Praia da Alegria – Município de Guaíba., no dia 24  e 25 de setembro do corrente mês a partir das 9 horas da manhã.
    Pelo quarto ano consecutivo, o Alujá na Pedra se consagra como referência para os religiosos de Umbanda e Matriz Africana de Guaiba e a conferência de Yás responde ao apelo DE mobilização de mulheres gaúchas em conferências organizadas por segmentos de representatividade.
    A unificação das duas datas atende ao princípio de economicidade de recursos, tempo e demandas aos setores públicos e demais apoiadores. 

Sem mais para o momento, cordiais saudações.

Mãe Carmen de Oxalá

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ASSOBECATY- CONVIDA CONFERENCIA ESTADUAL DE YAS E ALUJA NA PEDRA DE XANGO

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Setembro 17, 2011 at 6:54 pm

N°o1-  17  de setembro-Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

ASSOBECATY- Associação Beneficente Cultural Africana Templo de Yemanjá , tem a satisfação de convidar para a 1 ª Conferencia Estadual de Yás e o 4º Alujá na Pedra de Xango,  que acontecerá nos dias 24 e 25 de setembro, na Praia da Alegria, municipio de Guaíba,RS Brasil. Divulguem e Participe!

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PROJETO PLANTANDO E COLHENDO VIDA NA CIDADE

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Setembro 16, 2011 at 4:47 pm

N°o1-  16  de setembro-Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

convite aroeira

 

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Seminário sobre Diversidade Religiosa e Direitos Humanos

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Setembro 15, 2011 at 4:36 pm

N°o1-  15  de setembro-Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO 

Prezados Senhores, Prezadas Senhoras!

A Ministra de Estado da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário Nunes, entendendo a importância da religião no contexto cultural e político brasileiro e no cenário mundial e os desafios da diversidade religiosa para as políticas públicas de garantia de direitos humanos, decidiu criar uma nova área de atuação da SDH/PR. Trata-se da Coordenação Geral da Diversidade Religiosa/CGDR.

Essa Coordenação tem promovido encontros, seminários, fóruns, visitas e diálogos com representantes do setor público e da sociedade civil para refletir e dar encaminhamentos sobre a implementação de uma política mais efetiva em relação às garantias da liberdade religiosa asseguradas na Constituição Federal (Art. 5º.). A diversidade religiosa apresenta, ao mesmo tempo, desafios suficientemente consistentes no que diz respeito ao respeito à liberdade religiosa e à laicidade do Estado e às demandas referentes à crescente intolerância religiosa no atual cenário brasileiro.

Neste sentido, viemos convidá-los para a participação no Seminário sobre Diversidade Religiosa e Direitos Humanosa realizar-se no próximo dia 21 de setembro – Dia Mundial da Paz, em São Leopoldo/RS, das 14 às 17:00h, no campus da Faculdades EST (Rua Amadeo Rossi, 467 – (51) 2111.1411).

Neste seminário gostaríamos de apresentar a proposta de trabalho da Coordenação Geral da Diversidade Religiosa e discutir alguns desafios da liberdade e da diversidade religiosa, da intolerância religiosa, da laicidade do Estado e da proposta da criação de um Conselho Nacional de Respeito e Promoção da Diversidade Religiosa.

Favor confirmar presença pelo e-mail abaixo até dia 19 de setembro.

Atenciosamente,

Marga J. Ströher

Coordenadora-Geral da Diversidade Religiosa

Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República

(61)2025.9463 – marga.stroher@sdh.gov.br

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SOS Acarajé: Eduardo Paes libera o tabuleiro das baianas nas ruas do Rio

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Setembro 14, 2011 at 10:09 am

N°o1-  14  de setembro-Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

Posted: 14 Sep 2011 08:29 AM PDT

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, realizou ontem à tarde, em seu gabinete, uma reunião com tempero inesquecível. A seu lado, um grupo de 25 integrantes da Associação de Baianas de Acarajé e Mingau do Rio de Janeiro (ABAM). Em clima de festa, o prefeito cantou o clássico "No tabuleiro da baiana", vaiou sua própria Secretaria Especial de Ordem Pública (Seop) e se fartou de quitutes.

Paes revelou que publicará hoje um decreto autorizando as baianas a vender livremente acarajé e abará, entre outras iguarias típicas, como a categoria reivindicou na reportagem "SOS Acarajé", publicada domingo.

Entre uma cocada e um bolinho, o prefeito destacou que as baianas fazem parte do cenário carioca, são patrimônio cultural imaterial do Brasil e precisam ser tratadas de forma especial:

— Se alguém tocar em uma baiana vai tem problema comigo — brincou Paes.

Debochado, o prefeito puxou um coro de vaias contra a Seop. E fez uma declaração de amor à Bahia. Para o prefeito, Salvador é a única cidade que tem um povo alegre como o carioca:

— Sou filho de baiano, meu pai é de Amargosa, onde tem o melhor São João que já se viu. Eu adoro a Bahia e as baianas já fazem parte do cenário do Rio.

A trilha sonora da conversa foi o próprio prefeito que puxou. A música escolhida foi a clássica composição de Bala e Manuel Rosa, samba enredo do Salgueiro, de 1969, que Paes sabia de cor: "Bahia, os meus olhos tão brilhando, meu coração palpitando de tanta felicidade. És a rainha da beleza universal. Muito antes do Império, foste a primeira capital. Nega baiana, tabuleiro de quindim, todo dia ela está na igreja do Bonfim, oi, na ladeira tem, tem capoeira. Zum, zum, zum, capoeira mata um !"

Lista de pedidos

A associação aproveitou o bom humor do prefeito para sacar da bolsa uma lista de reivindicações: queriam saber como ficaria a situação das baianas de outras cidades, pediram que na caminhada pela intolerância religiosa haja uma baiana na concentração e dispersão; solicitaram ao prefeito a lavagem do busto de Zumbi, e que o prefeito conceda licenças apenas para as baianas associadas à entidade. Todos os pedidos foram prontamente atendidos por Eduardo Paes, que ganhou a bênção das baianas.

Novas regras para a venda deve sair em 15 dias

O decreto publicado pelo prefeito Eduardo Paes estabelecerá que as doceiras denominadas baianas poderão preparar no local autorizado para comercialização, acarajé e abará, entre outros quitutes. Segundo o secretário especial de Ordem Pública, Alex Costa, o objetivo nesse primeiro momento é conceder a licença e facilitar a vida das baianas. Segundo ele, num prazo máximo de 15 dias, deve sair uma regulamentação com a normas básicas que deverão ser seguidas por quem for vender comida baiana nas ruas.

As baianas consideram o documento uma conquista, já que, há mais de 20 anos, trabalham clandestinamente:

—É um sonho que estamos realizando — comemorou, emocionada, a presidente da Associação Analys de Oyá, mais conhecida como Nega do Acarajé.

Normas de higiene

Hoje, um grupo de 20 baianas começa o curso PAS (Programa Alimento Seguro), do Senac, que já treinou cerca de mil quituteiras em Salvador. Segundo a gestora do Programa, Fabiane Alheira, a ideia é repetir o sucesso do projeto no Rio:

— O Senac vai dar o primeiro passo, mas precisamos que os governantes se sensibilizem e sejam parceiros para que possamos capacitar novas baianas que venham se associar à Abam.

A associação se preocupa em manter a tradição. Segundo Analys de Oyá, a verdadeira baiana de acarajé tem que estar caracterizada com bata, balangandã, torço (turbante) e tabuleiro:

— Todo esse contexto é que configura o patrimônio imaterial. O acarajé é um quitute sagrado, por isso é obrigatório seguir um ritual.

A associação das baianas funciona na Rua Adalgisa Aleixo 397, em Bento Ribeiro.

Mais informações através dos telefones 3038-0853 ou 2450-2305.

Fonte:

http://extra.globo.com/noticias/rio/sos-acaraje-eduardo-paes-libera-tabuleiro-das-baianas-nas-ruas-do-rio-2617768.html

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Pedra de Xango e Gruta de Oxum é pauta na Universidade

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Setembro 13, 2011 at 10:55 am

N°o1-  13  de setembro-Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

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A Pedra de Xangô e Gruta de Oxum da Praia da Alegria , são espaços que sugerem a reflexão  acadêmica  por sua riqueza de detalhes ,impulsionado pelo  sentimento profundo de pertencimento os religiosos de comunidades tradicionais de terreiros guaibenses, vem demonstrando necessidade de respostas.

Os conceitos são limitrofes gerando dúvidas por essas razões  as contribuições  acadêmicas serão bem vindas. A  dúvida perpassa sobre : É  área de preservação histórica?  pInteresse Cultural ?patrimônio, imaterial,  cultural? ,   sitio histórico? ou território  afro?.  Desse modo, ressaltamos que este protagonismo esta sendo capitaniado pela casa tradicional  Assobecaty – Associação Benficente Cultural Africana Templo de Yemanjá que vem buscando atenção dos gestores municipais, estaduais e federais.

A representante legal da Associação participou  da reunião sobre a questão  na ULBRA- Canoas, Universidade Luterana do Brasil, reunindo os técnicos do IPAHE- Instituto Patrimônio Histórtico Estadual, Robson e Mateus Della Rosa foram recebidos pelo Coordenador do Curso de História o Prof. Roberto Santos. Aguardem esse assunto  continua dando o que falar.

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