Revista Online Conexao Afro

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O Ylê Axé Ossanhe Agué em Santa Maria Agora Tem Identidade Juridica

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Julho 30, 2011 at 12:52 am

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N°o1- 30 de  julho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

 

Este final de semana foi muito especial para o O Ylê Axé Ossanhe Agué,   que está localizado na cidade de Santa Maria. A comunidade de terreiro com 20 anos de atividades  Pai ricardo de Ossanhareligiosas e política, no sábado (30)  ás 15 hs fez a assembléia de fundação , isto é adquir a existência formal perante a lei (que chamamos de personalidade jurídica), o registro de seu estatuto social e de sua ata de fundação no Cartório de Títulos e Documentos de Pessoas Jurídicas. A partir do registro, a associação passa a possuir plena capacidade de direito, ou seja, ela possui personalidade jurídica e, portanto, a capacidade de  tornando-se um ator social que estará sujeito a direitos e obrigações. O trabalho social do Ilê com a comunidade do entorno, já possuia uma função social relevante e agora com toda a certeza com a documentação legitima ainda mais as ações, além de  ser mais uma bandeira que será erguida para elevar o nome da religião no municipio e no estado. A Revista Conexão Afro, Associação Conexão Comunitára  Assobecaty, parabeniza  a iniciativa de Pai Ricardo de Ossanha Aguê e Pai Nei de Ogum  AXÈ de Mãe Carmen de Oxalá !!

 

 

 

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Dia da Mulher Afro-Latina e Caribenha Programação È Comemorado na sede do Africaxé, na Morada do Vale I – Gravatai

In Comunidade Tradicional de Terreiros, Conexão Afro, negritude on Julho 29, 2011 at 11:34 pm

 

N°o1- 29 de  julho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTACONEXÃO AFRO

 Mãe Fatima Aconteceu no domingo (24/07), comemoração ao Dia da Mulher Afro Latina e Caribenha. A programação ocorreu na sede da Africaxé, na rua Dario Totta, Morada do Vale I, das 10h às 18h. A iniciativa é da Prefeitura, através das Assessorias de Políticas Públicas Para a Mulher (APPM), o Idoso (APPI), a Juventude (APPJ), o Negro (APPN), Pessoas com Deficiência (APPPD) e do Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor (Procon), em parceria com diversas entidades da sociedade civil.

Conforme a assessora da APPM, Vera Quintana, a data é lembrada mundialmente na segunda-feira (25/07). “Em Gravataí faremos no domingo para possibilitar que um número maior de pessoas possam participar das atividades”, explicou. Vera conta que este dia foi criado em 1992, durante o primeiro Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, em Santo Domingo, na República Dominicana. “Estipulou-se que este dia seria um dia de luta e de resistência da mulher negra”, salientou.

Segundo a presidente do Africaxé, Maria de Fátima Rodrigues, o objetivo de comemorar a data no Município é ampliar e fortalecer as organizações de mulheres negras e construir estratégias para a inserção de temáticas voltadas para o enfrentamento do racismo. “Também será dia de lutar contra o sexismo, discriminação, preconceito e demais desigualdades raciais e sociais, ampliar parcerias, dar visibilidade à luta, as ações, promovendo e valorizando o debate sobre a identidade da mulher negra brasileira”, ressaltou.

Programação
Estão programadas várias oficinas: culturais de capoeira com a Liga Gravataiense de Capoeira; de Beleza Afro-Maquiagem e Penteados de Tranças com o Grupo Africaxé; de Máscaras com Balões pela Associação de Artistas Visuais (AGIR); Feira de Gastronomia Afro; oficina de porta-estandarte e passistas da Escola de Samba Acadêmicos de Gravataí; além de apresentações musicais. No encerramento haverá uma homenagem ao aniversário do Africaxé.

A atividade tem parceria com: Grupo Africaxé, Escola de Samba Acadêmicos de Gravataí, Escola de Samba Cativos, Escola de Samba Unidos do Vale, AGIR, Associação Beneficente Seis de Maio, Liga Gravataiense de Capoeira, Associação Labirinto e Federação Brasileira das Religiões Afros e Umbanda (Concaugra).

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Tributo a mulheres negras traz Benedita da Silva, Antonio Pitanga e Neusa Borges à Bahia

In Comunidade Tradicional de Terreiros, Conexão Afro on Julho 28, 2011 at 6:21 pm

N°o1- 28  de  julho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTACONEXÃO AFRO

A Rede de Mulheres de Terreiro de Pernambuco realizou nos últimos dias 20 21 e 22 de julho o 5º Encontro das Mulheres de Terreiro de Pernambuco e o 1º Encontro Nordestino das Mulheres de Terreiro. Um dos grandes momentos do encontro foi a homenagem realizada pela rede para as mulheres de grande importância na manutenção dos saberes religiosos e tradicionais de nosso estado, nossa Mãe Dada de Oxalá foi a primeira a ser homenagiada pela rede representando a ética ancestral das Iyalorixás.

É a força de Orixalá que através de Mãe Dada vem mostrando a sua importância.

Confira a postagem com todos os detalhes em nosso Blog!!!

www.oxalatalaby.blogspot.com

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Roda de conversa "E tu vais fazer o que?" – Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha.

In Comunidade Tradicional de Terreiros, Conexão Afro, negritude on Julho 27, 2011 at 4:35 pm
 

N°o1- 27  de  julho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTACONEXÃO AFRO

Um intenso debate sobre a mulher negra na sociedade brasileria se instalou no IAP na tarde do dia 25 de julho de 2011.
O Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha foi criado em 25 de julho de 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, em Santo Domingos, República Dominicana. Estipulou-se que este dia seria o marco internacional da luta e da resistência da mulher negra. Desde então, sociedade civil e governo têm atuado para consolidar e dar visibilidade a esta data, tendo em conta a condição de opressão de gênero e racial/étnica em que vivem estas mulheres, explícita em muitas situações cotidianas.
O objetivo da comemoração de 25 de julho é ampliar e fortalecer às organizações de mulheres negras do estado do Pará, construir estratégias para a inserção de temáticas voltadas para o enfrentamento ao racismo, sexismo, discriminação, preconceito e demais desigualdades raciais e sociais. É um dia para ampliar parcerias, dar visibilidade à luta, às ações, promoção, valorização e debate sobre a identidade da mulher negra brasileira.
…temos o direito a ser iguais quando a nossa diferença nos inferioriza; e temos o direito a ser diferentes quando a nossa igualdade nos descaracteriza. Daí a necessidade de uma igualdade que reconheça as diferenças e de uma diferença que não produza, alimente ou reproduza as desigualdades". Boaventura de Souza Santos.
Realização: ACIYOMI, GRENI, Instituto Nangetu, Grupo de Mulheres Felipa Aranha, CEDENPA, IMUNE, Rede Fulanas, AMNB, FMAP/ AMB, NÓS MULHERES, CMNN (Belém), e quem mais chegar.
Apoio: Rede de Cineclubes em Terreiros da Zona Metropolitana de Belém. A Rede de Cineclubes em Terreiros da Zona Metropolitana de Belém é uma articulação criada por poroposição do GT de Comunidades Tradicionais de Terreiros da Federação Paraense de Cineclubes – PARACINE, em parceria com a Diretoria Regional Norte do Conselho Nancional de Cineclubes – CNC. Fazem parte da Rede: Cineclube Nangetu, Cineclube ti Bamburucema, Cineclube ACIYOMI, Cineclube ACAOÃ, Cineclube Maristrela (AFAIA), Cineclube Estrela Guia Aldeia de Tupynambá, Cineclube do Turco Jaguarema, Cineclube da ARCAXA.
Acompanhe nos vídeos abaixo os discursos das lideranças femininas paraenses que marcaram esta data comemorativa no estado do Pará. E também veja as fotos aqui.

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Pai de Santo/ Mãe de Santo é oficio, trabalho ou profissão?

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Julho 27, 2011 at 3:57 am

N°1- 27 de agosto do ano 2011 -Guaíba- RS -Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

Por Hédio Silva Jr.

Esta semana falamos no Quadro "Tô Legal!" do programa Ori sobre este texto do Dr. Hédio da Silva que é, na minha opinião, a maior autoridade do país para falar sobre os direitos e deveres da Religiões Afro-brasileiras. Foi com ele que aprendi o que sei. Segue o texto na íntegra.

Por Hédio Silva Jr.

A Organização das Nações Unidas (ONU) prevê que toda confissão religiosa tem o direito de selecionar, eleger e nomear seus sacerdotes de acordo com seus dogmas e tradições.

Na Constituição Federal encontramos duas regras importantíssimas:

1. é livre a organização religiosa, a liturgia, o culto e a crença;

2. é livre o exercício de qualquer ofício, trabalho ou profissão, havendo casos em que a lei exige certos requisitos.

Qual a diferença entre ofício, trabalho e profissão?

  • Ofício é uma ocupação permanente (intelectual ou manual) que geralmente não exige formação técnica ou escolaridade. O conhecimento em que se baseia o ofício pode ser específico de um determinado grupo ou segmento. Por vezes ele resulta de um dom, um pendor natural; por isso a lei não estabelece nenhuma exigência para o seu exercício;

  • Profissão indica uma atividade ou ocupação técnica, exigindo, em muitos casos, escolaridade, treinamento e habilitação técnica;

  • Trabalho é todo esforço físico ou mental (intelectual) remunerado, dirigido a uma finalidade econômica.

Vemos assim que sacerdócio não é profissão, tampouco trabalho.

Não é profissão porque em muitos casos tem muito mais a ver com dons naturais do que com técnicas.

Não é trabalho primeiro porque não se dirige a uma finalidade econômica – e sim espiritual; segundo porque não pode ser remunerado: sacerdote não recebe salário, não é empregado. Mas pode ter sua subsistência mantida pela organização religiosa.

Há vários casos em que pastores e padres foram ao Poder Judiciário reivindicar vínculo de emprego com igrejas: em todos eles os tribunais concluíram que o ministério religioso é ofício e não trabalho ou profissão.

Isto quer dizer que a organização religiosa pode e deve garantir o sustento do sacerdote/sacerdotisa – o que é diferente de remuneração, de salário.

Há um outro aspecto que merece atenção: para tornar-se Advogado, além de concluir a faculdade de Direito, o indivíduo precisa ser aprovado em um exame organizado pela OAB – Ordem dos Advogados do Brasil.

Seria possível a exigência de um exame de seleção para que alguém seja considerado Sacerdote ou Sacerdotisa de qualquer religião?

A resposta é não, definitivamente não!

Cada Religião tem o direito de decidir sobre a escolha, preparação e indicação dos seus sacerdotes.

A Constituição brasileira proíbe o Estado de impor qualquer exigência, inclusive escolaridade, para que alguém seja considerado Ministro Religioso.

O Brasil não possui religião oficial (estado laico), de modo que todas as religiões são iguais perante a lei. Do ponto de vista jurídico, um Rabino é ministro religioso tanto quanto um Sheik, uma Iyalorixá, um Dirigente Umbandista, um Pastor ou um Padre.

Como fazer, então, para que alguém seja considerado legalmente Ministro Religioso (termo utilizado pela legislação)?

A resposta está na "Declaração para a Eliminação de Todas as Formas de Intolerância e de Discriminação Baseada em Religião ou Crença", adotada pela ONU em 1982.

O art. 6º desta norma internacional determina que toda Religião tem o direito de "treinar, apontar, eleger ou designar por sucessão líderes apropriados de acordo com as exigências e padrões de cada religião ou crença".

NA PRÁTICA ISTO SIGNIFICA QUE:

  • O estatuto da organização religiosa deve prever que aquela comunidade, além dos dirigentes civis (Presidente, Tesoureiro, etc.) possui um(a) dirigente espiritual, que a lei chama de autoridade ou ministro religioso;

  • A indicação, nomeação ou eleição do(a) Ministro(a) Religioso(a) deve constar em ata, do mesmo modo como se faz com os dirigentes civis.

Não importa a forma pela qual cada comunidade indica o(a) Ministro(a) Religioso(a). O importante é que seja feita uma ata da nomeação/indicação e posse.

Uma vez que estatuto e ata estejam registrados em cartório, aquele(a) dirigente espiritual passa a ser considerado legalmente Ministro Religioso. E mais: nenhuma pessoa, seja funcionário público, Juiz, Prefeito, Governador ou Presidente da República poderá dizer que aquela pessoa não é um Ministro(a) Religioso(a). Caso isso acontecesse, estaríamos diante de um crime, a discriminação religiosa, com pena de prisão que varia de 3 a 5 anos.

Esta é mais uma razão para que os Sacerdotes e Sacerdotisas se preocupem com a parte legal, a regularização dos templos e do próprio sacerdócio.

A reflexão que deixo para os(as) leitores(as) é a seguinte: aprendi logo cedo, nas Minas Gerais, que quanto maior a liberdade maior deve ser a responsabilidade. Como é grande a liberdade de crença em nosso país, igualmente grande deve ser a seriedade, integridade e responsabilidade dos nossos Sacerdotes/Sacerdotisas, não?

Postado por Tô Legal! às 19:40

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SPM celabra Dia da Mulher Negra na Assembléia

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Julho 25, 2011 at 10:26 pm

N°o1- 25 de julho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
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Secretária Márcia Santana na mesa de abertura do Seminário Mulher Negra no poder, Rio Grande do Sul, Brasil e América

Secretária Márcia Santana na mesa de abertura do Seminário Mulher Negra no poder, Rio Grande do Sul, Brasil e América Na segunda-feira ( 25) , referenciando os ancestrais africanos e as mulheres negras presentes, a secretária de Políticas para as Mulheres (SPM), Márcia Santana, fez um breve saudação na abertura do Seminário Mulher Negra no poder: Rio Grande do Sul, Brasil e América em alusão ao "Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha", que ocorreu no Plenarinho da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. O evento teve como eixo principal fortalecer as ações de grande importância na luta das mulheres negras pelos espaços políticos e sociais no Estado.
A busca pela extinção do preconceito racial, discriminação das mulheres negras na sociedade, equidade de gênero e raça, apropriação dos espaços midiáticos e empoderamento da mulher negra no Estado foram os temas abordados pela secretária Márcia Santana. "Mulher negra não é pouca coisa! É importante deixar claro que, entre os estupros, o número de mulheres negras é maioria. Tudo isto acaba remetendo, através do inconsciente coletivo, ao tempo da colônia e da escravidão no Brasil", complementa Márcia que convidou todas a participarem da IV Conferência Estadual de Mulheres.
Destacou a importância de se criar uma agenda fixa de encontros mensais para divulgação e mobilização de todas as questões que cercam as mulheres negras no Estado. Outra sugestão da secretária foi criação de um encontro, que anteceda a IV Conferência, para discutirem a importância dos terreiros africanos como forma de empoderamento das mulheres negras. "Todos sabem que as mulheres negras, quando sofrem violência, procuram esses espaços para acolhimento. Além de ser sagrado na religião afro, serve como ambiente civilizatório", finaliza a secretária.
Para a coordenadora de Diversidade do Departamento Pedagógico da Seduc, Eliane Almeida de Souza, é importante a inserção na grade curricular pedagógica do Estado, o ensino da cultura negra e formação dos professores para a história do negro no país. " Agora, é o momento propicio para iniciarmos esta ação. Os estudantes precisam conhecer a questão quilomnbola de um olhar diferente. Como os professores e educadores podem contribuir contra o preconceito racial na formação dos estudantes", complementa.
Estiveram presentes representantes da Prefeitura de Porto Alegre, Departamento Municipal de Água e Esgotos (DMAE), da Associação Beneficiente Cultural Africana Templo de Iemanjá (ASSOBECATY) e Central de Movimentos Populares do Rio Grande do Sul (CMP) através do Movimento 13 de Maio: abolição não conclusa para as mulheres negras, e movimentos negros.
História
O "Dia da Mulher Negra da América Latina e do Caribe" é um resultado do primeiro Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, realizado em 25 de julho de 1992, em Santo Domingo/República Dominicana, onde as mulheres enfatizaram a importância deste reconhecimento.
Desde então, a data tornou-se internacional estabelecida pela ONU. Em Porto Alegre, Nelma Soares da Associação Cultural de Mulheres Negras (ACMUN) foi a mulher negra que impulsionou a divulgação do 25 de julho dando visibilidade ao DIA DA MULHER NEGRA: SENHORA DE TODOS OS ESPAÇOS, realizando o primeiro evento em 1993, no Sindicato dos Trabalhadores Federais de Saúde, Trabalho e Previdência do RS (SINDISPREV).

Redação ASCOM SPM/RS


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MÃE MENININHA DO GANTOIS/ uma breve história

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Julho 25, 2011 at 4:17 pm

N°o1- 25  de  julho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
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Sacerdotisa inspirava a doçura característica de Oxum, orixá a qual era consagrada. Foto: Arquivo A TARDESacerdotisa inspirava a doçura característica de Oxum, orixá a qual era consagrada.

Jaime Sodré

Para ser aplicado no uso da Lei 10.639/08.

“Os candomblés estão batendo/Foguetes explodem no ar/Em louvor a Menininha/Senhora Mãe e Rainha do Gantois/ Pelo seu aniversário/ De cinquentenário de iyalorixá/ Oh,oh,oh. Salve Mamãe Oxum/ Salve meu Pai Xangô/Cinquentenário de Batalha/Cinquentenário de fé/ Desde quando recebeu/ Os poderes de Maria dos Prazares Nazaré/ Sua vidência se alastrou Iyaô, Iyaô, Iyaô/Sacerdotisa de uma raça/Rainha de uma nação/Na luta em defesa dos descrentes/Ela sempre estendeu suas mãos/Hoje os candomblés estão batendo/Pra seu nome venerar/Iyami Modijubá/Salve o seu axé/seu candomblé/no alto do Gantois. .[1]

Ederaldo Gentil, inspirado compositor baiano, sintetizou, neste belíssimo samba, um acontecimento que mobilizou os diversos segmentos da Cidade de Salvador em 1972: o centenário de sacerdócio de Maria Escolástica Nazaré, a festejada Mãe Menininha do Gantois, a “Oxum mais bonita”, como afirmaram os versos de outro compositor famoso, Dorival Caymmi. Assim era Menininha, cantada em verso e prosa mas, acima de tudo, respeitada e reverenciada. Vamos nos valer de um depoimento efetivado por Mãe Menininha, junto ao etnólogo Valdeloir Rego, para nossas acertivas.

Nascida a 10 de fevereiro de 1894, na Rua da Assembléia, entre a Rua do Tira Chapéu e a Rua da Ajuda, no Centro Histórico de Salvador, Menininha teve como pais Joaquim e Maria da Glória Assunção. A sua família era dedicada ao culto dos Orixás, possuindo linhagem nobre, com raízes localizadas em Agbeokuta, na Nigéria, de onde vieram os pais de Maria Júlia da Conceição Nazaré, fundadora do Terreiro de “nação” Keto na Bahia, esse Terreiro que, da Barroquinha, zona central de Salvador, transferiu-se para um terreno, arrendado à família Gantois, localizado no bairro da Federação.[2]

Maria Escolástica, nascida no dia de Santa Escolástica, foi iniciada nos ritos africanos com a idade tenra de oito meses de nascida, oportunidade em que sua tia e antecessora, Pulcheria da Conceição Nazaré, conhecida como Kekerê, numa alusão à sua titulação hierárquica ocupando o cargo de Iya kekerê (Mãe pequena), vaticinou: “É filha de Oxum”, e a profecia concretizou-se. Oxum é a Deusa da beleza e do rio. Oxum, na Nigéria, é um Orixá muito popular e é cultuado em Salvador com extrema devoção.

A 18 de fevereiro de 1922, “a estrela mais linda do Alto do Gantois” inicia a sua trajetória religiosa, tendo recebido o poder místico diretamente de Oxóssi, Deus da Caça, rei de Keto, e de Xangô, Deus do Fogo e do Trovão, rei de Oyo, secular capital do povo yoruba.

Assumir a liderança do Ilê Iya Omin Axé Iyamassé, o Terreiro do Gantois, com pouca idade não se daria sem a natural polêmica. Além do mais, normalmente, o Axé, ou seja, o poder místico para exercer o cargo de Mãe-de-santo, é passado por outra Mãe-de-santo, qualificada para tal. Os ânimos foram apaziguados porque foram os Orixás que realizaram a escolha: “Os Orixás quiseram logo escolher quem ficaria tomando conta da Casa. E eles mesmos me deram posse, não foram pessoas não. Primeiro foi Oxóssi, depois Xangô, Oxum e Obaluaê. Eles me deram esse cargo de felicidade que estou ocupando até o dia em que Deus quiser,”[3]  comentava.

Menininha sucedeu Maria Pulchéria, que havia falecido, um grande nome, merecedor de um estudo aprofundado.De um candomblé situado no Barroquinha, fundado pelos africanos Babá Assiká, Babá Adetá e Iya Nassô, nasceu o Ilê Iya Nassô, conhecido como candomblé do Engenho Velho, a famosa Casa Branca, e o Axé Iyamassé, titulação litúrgica do também famoso Candomblé de Menininha. Maria Júlia da Conceição Nazaré, que carregava orgulhosamente sobre sua cabeça o Orixá Bayani, irmão de Xangô, foi a fundadora deste respeitado templo da religiosidade afro-brasileira.

O nome de Maria Júlia, em nagô, era Omonikê; sua mãe chamava-se Akalá e o seu pai Okanrindê, nascidos em Akê, local onde fica o Palácio do rei de Agbeokuta, na Nigéria. Akalá tinha como orixá (dono de sua cabeça) Nanã Buruku, e Okanrindê possuia como orixá Aganju e ocupava, junto ao rei, um alto cargo intitulado Assolu Obá.

Reafirmando sua qualidade de estar sempre integrada aos fatos do seu tempo, Mãe Menininha abordava diversos aspectos que interagiam com seu cotidiano, o que deslumbrava sua visão de mundo e o contexto social circundante às suas atividades de sacerdotisa.

A respeito de seu carinhoso apelido, dizia: “Não sei quem pôs em mim o nome de Menininha… Minha infância não tem muito o que contar… Agora, dançava o candomblé com todos desde os seis anos”, o que revela uma precocidade bem vinda e um acúmulo de conhecimentos, revelados importantes em sua idade madura, no exercício do cargo de Iyalorixá.

Referindo-se aos tempos sombrios do violento preconceito e perseguições ao culto afro-brasileiro, assim expressava-se: “Eu tinha 22 anos no tempo da perseguição violenta da polícia aos candomblés, não era Orixá nem Mãe-de-santo. Foi uma época dura.” Identificando os algozes deste período brutal, e caracterizando sua atuação, dizia: “Um delegado que conhecemos muito, Dr. Pedro de Azevedo Gordilho, incomodou muitos pequenos candomblés.”

Mais tarde, recebe a convocação para o exercício de sua vida de liderança religiosa: “Quando os Orixás me escolheram, não recusei porque respeito muito a seita… Esta obrigação é árdua, não é uma coisa que se pegue com uma mão só… Isso é uma coisa de grande responsabilidade”. Dizia, consciente da grande missão que os Orixás lhe reservaram.

Contemporânea de figuras memoráveis do candomblé, Mãe Menininha respeitava-as, porém sabia da sua capacidade e conhecimentos para uma tarefa tão importante: “Conheci os grandes candomblés da Bahia…  Conheci as grandes Mães-de-santo: a do Engenho Velho, Ursulina; a outra, Senhora Marcelina; dona Aninha do Axé Opo Afonjá… Apesar de ter sido escolhida pelos Orixás muito nova, nunca precisei pedir conselhos às outras Iyalorixás”, dizia com uma discreta ponta de orgulho, porém sem perder a humildade, sua maior característica.

Em reconhecimento à dedicação integral à sua missão sagrada, caracterizada pela solidariedade aos que a procuravam em busca de auxílio, pessoas de todos os níveis sociais eram atendidas em suas aflições e incertezas, seus amigos registraram os seus 50 anos de sacerdócio com uma placa de bronze, com a seguinte inscrição: “Nesta casa de Candomblé da Sociedade São Jorge do Gantois, Ilê Iya Omin Axé Iymassê, situado no Largo da Pulchéria, no Alto do Gantois, há 50 anos, Dona Maria Escolástica da Conceição Nazaré, Mãe–de-santo Menininha do Gantois, zela do alto do seu posto de Ialorixá, com exemplar dedicação e perene bondade, pelos orixás e pelo povo da Bahia”. Estava registrada em metal nobre, o bronze de Oxum, uma história de dedicação ao próximo, à tradição afro-brasileira e aos Orixás.

As atividades e responsabilidades decorrentes do cargo assumido alteraram, sobretudo, sua vida particular: “Meu marido, quando me conheceu, sabia que eu era do candomblé… A gente viveu em paz porque ele passou a gostar de Candomblé. Mas, quando fui feita Iyalorixá, passamos a morar separados. No meu terreiro, eu e minhas filhas. Marido não. Elas nasceram aqui mesmo”.

Mãe Menininha, como líder espiritual e pessoa sociável, conviveu com pessoas das mais diversas opções religiosas, num relacionamento respeitoso, no qual os pontos de vista sobre o mundo, observado de formas diferentes, não causavam nenhuma dificuldade para uma amizade sincera. O ex-Abade do Mosteiro de São Bento, Dom Timóteo Amoroso Anastácio, figura de destaque da vida social e religiosa e respeitadíssimo na comunidade baiana, expressou, por diversas vezes, sua admiração pela Iyalorixá, ressaltando a amizade de ambos, do que não pedia reservas e declarava publicamente, como exemplo de convivência a ser seguido no combate às intolerâncias.

Assim pensava, sobre o tema, Mãe Menininha: “Para mim, todas as religiões são verdadeiras, agora cada um na sua… Antigamente, as pessoas pensavam tantas coisas ruins do candomblé, mas ele é bom e não faz mal a ninguém. Os padres deveriam entender isso… África conhece o nosso Deus tanto quanto nós o conhecemos, com nome diferente, mas é o mesmo Deus com o nome de Olorum”, e acrescentava, numa postura sincrética, indiferente às posições contrárias a essa opinião: “Tenho um pouco da religião católica porque encontrei na minha família muita crença no catolicismo. Fiz minha primeira comunhão e ouvi missa.” [4]

Mãe Menininha não acreditava na possibilidade do candomblé desaparecer, perdendo suas características fundamentais, porém admitia que o mesmo sofrera transformações: “Antigamente, nós tínhamos mais fé nos Orixás, mais respeito também.” Sobre o perfil dos novos frequentadores do candomblé, observava: “O povo do candomblé é mais pobre, mas de uns tempos para cá muita gente rica tem aparecido… para mim, essa gente vem com mais curiosidade do que fé… Acho que as pessoas como eu, zeladoras do culto, devem ter o máximo de cuidado… Essas pessoas querem ver tudo, sem pertencer à seita.”

Sobre sua postura ética, assim expressava-se: “Eu aqui me meto em certos apuros porque só trabalho para a linha do bem” e diagnosticava: “sabe por que as pessoas têm mais problemas hoje? É a falta de Deus (Olorum).” Sua fama extrapolava a cidade de Salvador, na plenitude de sua dedicação e percorria o mundo. Muitos queriam vê-la, ouvi-la, e eram atendidos, ultimamente na medida de sua disponibilidade e estado de saúde. Porque ela fazia questão de atender, num grande esforço e dedicação.

No dia 13 de agosto de 1986, na plenitude de sua fé e perfeita intimidade com os Orixás, aos 92 anos de uma vida voltada à preservação e expansão do legado sagrado, herança deixada pelos nossos ancestrais africanos, Maria Escolástica Nazaré retorna ao Orum. Falece Mãe Menininha do Gantois e sobrevive sua obra. Segundo o antropólogo Júlio Braga, em função de viver permanentemente no “Lessé Orixá”, ou seja, aos pés ou na companhia da sua entidade protetora, a natureza da divindade passa a ser a natureza da pessoa, sendo que, para os adeptos das nações Keto, Angola, Jeje etc., Mãe Menininha era um Orixá que viveu no meio de nós. “Ela era um Orixá”, afirmava convicto o rei de Ijebu Ore, supremo sacerdote da religião na Nigéria, quando da sua visita à Iyalorixá, em julho de 1983.[5]

Legítima filha de Oxum e uma das sacerdotisas mais respeitadas do culto afro-brasileiro, essa era a opinião de intelectuais, políticos, artistas e o povo em geral, em especial dos adeptos do candomblé. No seu longo reinado de 64 anos à frente do Terreiro do Gantois, impôs respeito e admiração à religião dos Orixás: “Os integrantes do movimento negro, de caráter político, espalhado em todo Brasil, interpretam a fidelidade da Mãe Menininha à religião africana como um exemplo de resistência negra.”[6]

No dia 10 de fevereiro de 1991, em Salvador, na Bahia, local onde viveu e praticou sua fé, foi inaugurado o Memorial Menininha do Gantois, situado no Terreiro onde exerceu suas atividades, espaço que traduz, na exposição dos objetos que lhe pertenciam, as virtudes enquanto mulher e sacerdotisa.

Nesta oportunidade, assim expressou-se, entre outros ilustres, o escritor Jorge Amado: “Quando jogava ao búzios sobre a toalha rendada, os Orixás atendiam ao seu chamado, vinham das lonjuras para ela conversar em intimidade… Aqui continuas a zelar pelos Orixás e pelo povo da Bahia, Mãe Menininha do Gantois, aqui resplandece tua memória imortal.”

Caetano Veloso afirmara: “A memória de Mãe Menininha projeta-se para o futuro de um Brasil que há de merecer uma vida à altura dos deuses que vieram, pelo destino trágico do seu povo, habitar nossas florestas, nossas ruas, nossa língua e nossos sonhos… A memória de Mãe Menininha é a memória do que há de mais profundo  e mais denso em nossa formação cultural.” E sintetiza Nizan Guanaes: “Nem todo o Brasil conhece candomblé, mas todo mundo conhece Mãe Menininha.”[7]

No dia 3 de fevereiro de 1994, a prefeita de Salvador, Lídice da Mata, inaugurou, no Alto do Gantois, a Praça Pulchéria, em homenagem ao centenário de nascimento de Mãe Menininha. Participaram  artistas, intelectuais e o povo. Após o ato de inauguração, houve a bênção do padre Rubens, vigário da Paróquia do Divino Espírito Santo, à qual pertence a comunidade do Gantois, simbolizando a união de  culturas religiosas tão ao gosto da filha de Oxum, batizada Maria Escolástica. O governador Antônio Carlos Magalhães compareceu às vésperas da inauguração, sendo recebido por integrantes do Terreiro, tendo à frente Mãe Cleuza, sucessora, filha espiritual e de sangue de Mãe Menininha.

Zeno Millet, filho de Mãe Cleuza, afirmava: “Isso era desejo do marido de Mãe Menininha (também já falecido) homenagear a sua antecessora, tia Pulchéia,” e acrescentava: “O aniversário de minha avó não contará com cerimônias sagradas e restritas. Todas as atividades até o dia 10 serão abertas ao público.”[8]

Como se observa, o Terreiro Ilê Iya Omin, Terreiro do Gantois, tem a sua continuidade, zelando pelos mesmos parâmetros traçados pelas ilustres antecessoras. Foi e continua sendo um poço de sabedoria e acervo importante das tradições afro-brasileiras e exercício de tradição e negritude, superando suas dificuldades ou conflitos inerentes a qualquer vivência coletiva, administrado sob inspiração dos orixás e capacidade de suas lideranças, cultuando as suas memórias, patrimônio que inspirou Caymmi a dizer, em sinceros versos, amparados por uma bela melodia; “Ai, minha Mãe, minha Mãe Menininha, Ai, minha Mãe, Menininha do Gantois… Olorum quem mandou essa  filha de Oxum tomar conta da gente e de tudo cuidar, Olorum quem mandou ê ô, Ora yeyê ô.”

Jaime Sodré é doutorando em História Social,professor, poeta, compositor e religioso do candomblé.

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Chegou em Porto Alegre Prof. Dra. Yá Cecilia do Ilê Axé de Maroketu de Salvador

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Julho 24, 2011 at 12:17 am

N°o1- 24  de  julho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTACONEXÃO AFRO

100_0862O Rio Grande do Sul amanheceu ensolarado, depois de semanas de frio e mau tempo. Prognóstico de dias mais quentes e melhores para receber a antropóloga bahiana Dra Yá Cecilia Conceição Soares, que vem a Porto Alegre à convite do Ilê de Tradição Templo de Yemanjá – ASSOBECATY. Para comemorar o Dia da Mulher Afro Latino Caribenha, Mãe Carmen de Oxalá produziu a estada da Yá compondo parcerias com a Prefeitura Municipal de Porto Alegre – PMPA, com a Secretaria Estadual do Estado da Cultura/ Diretoria de Cidadadania Cultural e com a Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial – SEPIR, além de diversos parceiros da sociedade civil como a Central do Movimentos Populares – CMP. 100_0863 


     Ao chegar Yá Cecilia foi recepcionada no aeroporto por Mãe Carmen de Oxalá. À tarde será dedicada ao roteiro turístico e a boa mesa da culinária afro gaúcha, sem dispensar logo mais, o jantar em uma churrascaria na cidade.
100_0867

Nos próximos dias, no entanto, as atividades serão intensas: uma programação com palestras, bate papo, roda de capoeira, entrevistas e até um projeto de exposição fotográfica estão aguardando pelas Yalorixás.
    Para acompanhar e participar  das atividades acesse o programa no endereço
www..conexãoafro.wordpress.co

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1ª JUIZA NEGRA DO BRASIL LUISLINDA VALOIS

In Conexão Afro, negritude on Julho 23, 2011 at 9:06 pm

N°o1- 23  de  julho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
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Depoimento Luislinda Valois – Viver a Vida – 05/05

Mulher, negra, iniciada em Candomblé, nordestina e determinada: essa é a juíza baiana Luislinda Valois

Dayane

 

“Sou filha de Iansã, sou pintada, raspada, uso minhas contas onde passo e defendo meus orixás em todos os espaços que Deus deixou no mundo.”(Fonte da citação: bahianoticias.com.br)

O professor pediu o material de desenho, a custo o pai de Luislinda conseguiu comprar um, meio remendado. Pois bastou o professor ver o material para magoá-la para sempre. “Menina, deixe de estudar e vá aprender a fazer feijoada na casa dos brancos”. Ela chorou, ainda se emociona quando relembra, 58 anos depois. Mas tomou coragem e retrucou: “Vou é ser juíza e lhe prender”. A primeira parte, ela cumpriu. Em 1984, a baiana Luislinda Valois Santos tornou-se a primeira juíza negra do País. Não à toa, também foi quem proferiu a primeira sentença contra racismo no Brasil. Em 28 de setembro de 1993, condenou o supermercado Olhe Preço a indenizar a empregada doméstica Aíla de Jesus, acusada injustamente de furto. Aos 67 anos, lança em agosto seu primeiro livro, O negro no século XXI.

Como foi sua infância? Imagino que não tenha tido muitos recursos…

Faça uma pequena ideia (risos). Minha mãe era lavadeira e costureira e meu pai era motorneiro de bonde. Minha infância foi miserável, mas meus pais sempre primaram pela educação e pela nossa saúde. Quando eu tinha 9 anos, estava começando a estudar, um professor pediu um material de desenho e meu pai, coitado, não pôde comprar o que ele pediu, mas comprou outro. Quando cheguei à escola, feliz da vida, ele disse: “Menina, se seu pai não pode comprar o material, deixe de estudar e vá aprender a fazer feijoada na casa dos brancos”. Imagine como foi marcante pra mim (chora). Saí chorando. Mas sou muito impetuosa. Voltei, fui em cima dele e falei: “Não vou fazer feijoada para branco, não. Vou é ser juíza e lhe prender”. Em casa, ainda tomei uma baita surra do meu pai. Naquela época, não se podia desrespeitar professor.

Começou a trabalhar cedo?

Com 7 anos, quis aprender datilografia e, para pagar o curso, minha mãe sugeriu que eu lavasse aquelas fraldas de pano que se usava na época. Aí fiz isso. Mas, trabalhar realmente, comecei com 14 anos, como datilógrafa. Comecei na Companhia Docas da Bahia e, logo em seguida, minha mãe tinha acabado de morrer, me arrumaram um trabalho no DNER (Departamento Nacional de Estradas e Rodagem, hoje Dnit). Fui crescendo lá: trabalhei como escrevente, escriturária, chefe de orçamento. Estudei filosofia, não concluí, depois comecei teatro, mas meu pai não me deixou cursar, disse que era coisa de prostituta. Aí, um dia, decidi fazer direito. Já tinha uns 34, 35 anos. Me inscrevi e passei na Universidade Católica. Me formei aos 39 anos, no dia 8 de dezembro e, no dia 9, começaram as inscrições para o concurso de procurador do DNER. Passei em primeiro lugar no Brasil. Mas não pude assumir aqui.

Por que não?

A pessoa que passou em último também era daqui da Bahia. Como eu não tinha padrinho político, algumas autoridades me puseram numa sala e falaram: “Doutora, precisamos da sua vaga aqui. Vamos lhe oferecer Sergipe ou Paraná”. Aí falei: como vocês estão me mandando embora, vou logo para longe. Fui para o Paraná. Com 90 dias, o chefe da procuradoria de lá se aposentou e fui designada para a vaga dele. Morei lá quase 8 anos.

Li que, antes de estudar direito, a senhora participou de um concurso de beleza. Como foi isso?

Trabalhava no DNER, tinha uns 20 anos, e um dia me chamaram na diretoria e falaram: “estão abrindo um concurso da Mais Bela Mulata e você vai ser a nossa miss” (risos). Aí eles foram falar com meu pai. Era de maiô e tudo, imagine… Meu pai ficou bastante reticente, mas por fim pediu a seu Rangel, que era o chefe do administrativo, para assinar um documento se responsabilizando pela minha integridade física (risos). A integridade física da época era a tal da virgindade, a preocupação era essa. Teve várias etapas. As mais importantes foram no Forte de São Marcelo e na Rua Chile, que era o point. Ganhei como Miss Simpatia.

E como se tornou juíza?

Estava em Curitiba e vim de férias para cá, soube do concurso pelo jornal A TARDE, que meu pai comprou. Falei: pronto, é agora. No dia seguinte, fiz a inscrição e as provas. Aí, uma noite, o telefone tocou e a menina disse que eu tinha sido aprovada. Acordei meia Curitiba, né? (risos). O fato de ser a primeira juíza negra do Brasil só me dá responsabilidade. Até hoje só temos dois ministros negros nos tribunais superiores. Por que isso? A inteligência não é privacidade de nenhuma raça. Até porque só existe uma raça, a humana. Ser juíza não é difícil. É só ter bom senso, estudar de manhã, meio-dia, de tarde e de noite e gostar de lidar com gente. Não pode pensar que, só porque o cidadão é marginal, ele já merece estar enclausurado. Primeiro se vai ver por que aquele sujeito virou marginal. A sociedade é quem escolhe quem vai delinquir. E te digo mais: nesse momento, a sociedade escolheu que é o negro, pobre, jovem, da periferia. Na hora que se tem de condenar, se não tiver a quem condenar, se condena o negro, mesmo que ele ainda esteja no ventre da mãe.

A senhora falou que não é “porque o cidadão é marginal que já merece estar enclausurado”. A sociedade espera uma resposta, de todo modo.

A sociedade não colabora para que as pessoas não cheguem a delinquir. O que é que se tem de dar? Oportunidades. Primeiro, educação de qualidade e continuada. Imagine uma pessoa que tem oito, dez filhos, se depara uma manhã sem ter o pão para alimentar seus filhos. Se não tiver muito equilíbrio, faz bobagem.

Já se viu diante de um caso desse? Como a senhora agiu?

Já, no interior. Resolvi da seguinte forma: fui até o prefeito e consegui um serviço de jardinagem para ele. A pena que dei foi que, com o primeiro salário, ele pagasse o que tinha pego. Nunca mais ouvi falar que esse rapaz fizesse nada de ilegal. Digo sempre o seguinte: se tiver eu e uma loira juntas, o que sumir primeiro, fui eu que peguei. É sempre o negro que é o delinquente de hoje.

No seu trabalho como juíza, ainda sofre muito preconceito?

Sou a sétima juíza mais antiga do Estado e nunca consegui ser convocada para o Tribunal. Me sinto preterida. Tenho certeza de que já era para eu ser desembargadora há muito tempo, preencho todos os requisitos. Para se saber o que é racismo, é só ficar negro por 48h. Certa vez, no juizado de Piatã, aproveitei o tempo para arrumar uns processos. Chegou uma advogada e falou: ‘O juiz vem hoje?’. Eu aí fiz um sinal para a moça não dizer que era eu. A advogada ficou lá, reclamando que juiz nunca chegava na hora, coisa e tal. Na hora da audiência, subi, pus a toga e, quando ela me viu, não acertou fazer nada. Tive de adiar a audiência. Falei: ‘Tenha paciência, a senhora toma um chazinho de erva-cidreira e, amanhã, nós continuamos’. Precisa maior racismo do que esse?

A senhora proferiu a primeira sentença contra racismo no Brasil. Como foi a repercussão do caso?

Me lembro bem. Aíla Maria de Jesus foi a um supermercado e quando estava saindo, o segurança a humilhou, disse que ela tinha posto na bolsa um frango congelado e dois sabonetes. Ela falou que, se ele chamasse a polícia, ela abriria a bolsa. Aí, a polícia chegou e viu que não tinha nada. Na época, a repercussão foi que o feitiço virou contra o feiticeiro (risos). Comecei a receber ameaças, o pessoal ligava para a minha casa dizendo: “Onde é que essa negra faz supermercado?” Fiquei com medo e pedi afastamento, resolvi voltar para Curitiba. Aí fui ao banco com meu filho, me sentei e ele foi resolver as coisas para mim. Passou um tempo o segurança ficou me olhando, depois veio outro, depois veio o gerente. E eu lá sem saber o que fazer. Pensei: se eu me mexer para pegar minha carteira de juíza, eles podem pensar que eu estou armada e me matar. Quando meu filho voltou, criei alma nova. Ele falou: “O que é isso com minha mãe?”. E o gerente respondeu: “Ela ficou muito tempo aí sentada”. Chorei a tarde inteira.

No livro O negro no século XXI, a senhora diz que “a Justiça é inacessível ao negro pobre”. A senhora é uma das idealizadoras do Balcão de Justiça e Cidadania, que atende moradores das periferias. Isso vem melhorando?

Sim. Criei o Balcão de Justiça e Cidadania, o Justiça Bairro a Bairro, Justiça Itinerante da Bahia de Todos-os-Santos e o programa Justiça, Escola e Cidadania, para levar a Justiça às escolas públicas. Recebi em Brasília, em 2006, o Primeiro Prêmio de Acesso à Justiça, pelo trabalho desenvolvido pelo Balcão. A ideia é resolver conflitos pela mediação, inclusive divórcios, separações, pensão alimentícia, que são os casos mais frequentes. As pessoas acham que, para ir até a Justiça, têm de estar com uma roupa muito arrumada, mas não precisa nada disso. Hoje, trabalho no juizado da Unijorge, que eu implantei.

Por que a Justiça na Bahia é uma das mais lentas no Brasil?

Primeiro, temos um número pequeno de magistrados e um número inaceitável de desembargadores. No Paraná, que é bem menor que a Bahia, são 120 desembargadores. Aqui, são apenas 35. É humanamente impossível. E a falta de recursos colabora bastante negativamente.

O movimento negro muitas vezes pleiteia políticas específicas, como as cotas. Isso não fere a Constituição, que diz que “todos são iguais perante a lei”?

Não se pode igualar os desiguais. Tudo que é inferior é encaminhado ao negro. As cotas são importantes, mas não permanentemente, porque senão parece esmola. É enquanto se equipara o ensino público e privado. O problema é que a qualidade da escola pública não melhora.

A maioria das vítimas de homicídio em Salvador são jovens negros. Qual é a parcela de responsabilidade da Justiça? Há apenas duas varas do júri para julgar esses casos.

Depois da visita a presídios, resolvi criar um projeto: Inclua no trabalho e na educação e exclua da prisão, para ocupar os jovens da periferia. A televisão fica com aquele ‘compre, compre, compre’. O adolescente vê um tênis e quer adquirir, seja como for. Pai e mãe também não têm condições, saem para trabalhar, deixam o menino sozinho. O que acontece? O traficante vai e coopta. O poder público é culpado por não dar condições para as famílias terem uma vida mais digna. Isso tudo vai desaguar no Judiciário, e falta estrutura.

No livro, a senhora também fala sobre aborto. É a favor da descriminalização?

Acho que se trata o assunto olhando somente a mulher pobre. A mulher rica faz aborto a todo instante, mas isso não vem a público, ela não morre, nem é presa. Acho que tem de deixar de ser crime, sim. Ninguém aborta porque quer.

A senhora é de santo, e o pastor Márcio Marinho, da Igreja Universal, assina a contracapa do seu livro. Como é a relação de vocês?

Me criei no candomblé, sou filha de Iansã. Acho que, primeiro, não se deve olhar a religião da pessoa, mas sim quem ela é. Já fiz parcerias com a Igreja Universal, e eles sempre cumpriram o papel deles.

Texto Tatiana Mendonça tmendonca@grupoatarde.com.br

Fotos Rejane Carneiro rcarneiro@grupoatarde.com.br

Fonte: Revista Muito #69 (26 de julho de 2009)

Entrevista extraída do blog: rogerioalcazar.wordpress.com

Fonte do vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=bAhGu8utIkc

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Jantar com os integrantes do Bloco Ilê Ayê ; Negros do Sul – Lá Também tem!

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Julho 21, 2011 at 6:28 pm
N°1- 21  de julho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

Negros do Sul – Lá também tem” foi o tema escolhido.
100_0844Após  a escolha do  tema  que chama a atenção para a cultura negra no Sul do Brasil. Representantes do bloco tradicional Ilê Aiyê, chegam ao Rio Grande do Sul para realizar a pesquisa para cantarem no carnaval 2012  “Negros do Sul – Lá também tem”. Os pesquisadores vieram  reconhecer a grande riqueza cultural de raiz africanas que esta presente no sul do país.Este registro ocorreu na tarde do dia  ás 16 horas no  Gabinete de Politicas Pública para o Povo Negro da Prefeitura de Porto Alegre.

Irão ocorrer, visitas na capital e interior do estado com pesquisadores e integrantes do  famoso grupo baiano, primeiro bloco afro do país, que estão em Porto Alegre, com o objetivo de buscar informações acerca  história do negro. Recolher material  que irá subsidiar a elaboração do seu tema-enredo para o Carnaval 2012, que é “Negros do Sul – Lá também tem”.

100_0851100_0856

Participamos da  recepção para os representantes do grupo,  aconteceu no restaurante Estação Porto, por meio de jantar, na quinta-feira(14). Onde estavam representantes de organizações que compõe o cenário do  movimentos negro  e religioso gaúcho.

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Jantar com os integrantes do Bloco Ilê Ayê "Negros do Sul – Lá também tem"

In Comunidade Tradicional de Terreiros, negritude on Julho 21, 2011 at 9:34 am
N°1- 21  de julho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO
"Negros do Sul – Lá também tem" foi o tema escolhido.
100_0844Após  a escolha do  tema  quechama a atenção para a cultura negra no Sul do Brasil. Representantes do bloco tradicional Ilê Aiyê, chegam ao Rio Grande do Sul para realizar a pesquisa para cantarem no carnaval 2012  "Negros do Sul – Lá também tem". Os pesquisadores vieram  reconhecer a grande riqueza cultural de raiz africanas que esta presente no sul do país.

Este registro ocorreu na tarde do dia  ás 16 horas no  Gabinete de Politicas Pública para o Povo Negro da Prefeitura de Porto Alegre.

Irão ocorrer, visitas na capital e interior do estado com pesquisadores e integrantes do  famoso grupo baiano, primeiro bloco afro do país, que estão em Porto Alegre, com o objetivo de buscar informações acerca  história do negro. Recolher material  que irá subsidiar a elaboração do seu tema-enredo para o Carnaval 2012, que é "Negros do Sul – Lá também tem".

100_0851100_0856

Participamos da  recepção para os representantes do grupo,  aconteceu no restaurante Estação Porto, por meio de jantar, na quinta-feira(14). Onde estavam representantes de organizações que compõe o cenário do  movimentos negro  e religioso gaúcho.

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Representante de Mulheres de Odu na Assobecaty

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Julho 20, 2011 at 11:14 pm
N°1- 20  de julho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

O tempo anda mexendo com a ASSOBECATY, se contar ninguém acredita, por isso temos o compromisso de registrar a visita de Vivi- que é roteirista e produtora de Filmes –As mulheres de Odú ,ela passou a tarde do dia 03 de julho, conhecendo um pouco da historia dos patrimônios imateriais Gruta de Mãe Oxum e Pedra de Xangô; Ela também pertence a comunidade tradicional de Terreiro Manso Dandalungua Cocuazenza na cidade de Salvador.

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Para afastar o frio a baiana tomou até chimarrão,  mas isso não impediu de prestar muita atenção na transmissão oral  que Mãe Carmen fez da  luta histórica que a Assobecaty,encabeça no municipio de Guaíba, acompanhada de religiosos que compõe duas Comissões a Permanente e Impulsora, destacando a persistência de Pai Roni de Ogum  e a perseverança de Mãe Geni de Yemanjá, lutadores incansaveis  pelo resgate dos dois  patrimônios.

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Mãe Carmen de Oxalá, Vivi de Dandalunda , Denise de Yemanjá e a Psicóloga Debora Lucia

Quem  ainda não conhece a história pode aguarda., que é só uma questão de tempo.

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Semana da Consciência Negra 2011

In negritude on Julho 20, 2011 at 10:04 am
N°1- 20  de julho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

Semana da Consciência Negra 2011O Gabinete de Políticas Públicas para o Povo Negro (GPN), promove no dia 21 de julho do corrente ano, o Seminário Preparatório da XXI Semana da Consciência Negra (SECON) do Executivo Municipal. O evento tem como local a Sala 10 do Mercado Público (Centro Histórico), tendo inicio às 15 horas e término 17 horas. As inscrições serão realizadas no local. O objetivo do encontro é definir o calendário das atividades da Semana (SECON), locais, metodologia de trabalho e escolha da comissão organizadora, entre os representantes das entidades, grupos e organizações que trabalham com a Promoção da Igualdade Racial. Instituída pela Lei 6.986, de 27 de dezembro de 1991, e alterada pela Lei 9.876 de 13 de dezembro de 2005. A Semana da Consciência Negra prevê uma programação de eventos de 14 a 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra.

Clovis André Silva

Coordenador Geral

Gabinete de Políticas

Públicas para o Povo Negro – GP

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Debate do Colegiado Setoriais de Culturas Populares – SEDAC define titularidade de Matriz Afro

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Julho 20, 2011 at 9:05 am
N°1- 20  de julho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

O domingo, 03 de julho, com muito frio em  Porto Alegre. Mesmo com uma temperatura  quase negativando, não foi impecilio para participarmos da Plenaria debate colegiado setoriais de culturas populares , que  a Secretaria de Estado da Cultura realizou nesse domingo (03) a plenária de Culturas Populares do Estado, a quarta das nove setoriais, para a formação do Conselho Estadual de Cultura. Por meio da diretoria da Cidadania Cultural da Sedac, com suas três coordenações: Diversidade Cultural, Culturas Populares e Política de Pontos de Cultura  cumpre uma agenda de plenárias estaduais com as Setoriais que compõe o mapa da cultura do Rio Grande do Sul.

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Participaram dos debates do Colegiado, vários grupos culturais e instituições da sociedade civil organizada. A coordenação dos encaminhamentos da Plenária ficou a cargo do coordenador da Política de Pontos de Cultura, João Pontes, da coordenadora da Diversidade Cultural, Lanna Campos.

Respeitando critérios como representação regional, pertencimento a seguimentos e participação presencial na própria Assembléia, forma definidos os seguintes nomes para compor um total de 10 (dez) vagas para a Sociedade Civil e 05 (cinco) vagas de representação governamental, conforme segue abaixo:

Representação Sociedade Civil Comunidades Tradicionais de Terreiro

Titular:  Museu Treze de Maio – Nei de Ogum

Suplente:  Assobecaty- Mãe Carmen de Oxalá

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CEAO – Centro de Estudos Afro-Orientais Realiza o 2º Ciclo de Reflexões e Debates

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Julho 19, 2011 at 9:25 am
N°1- 19  de julho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

Os Orixás vão ao Cinema: uma discussão do racismo e seu impacto na saúde das pessoas

Convidado:

Dr. Paulo José de Moraes

Médico do Instituto Israelita de Responsabilidade Social Albert Einstein, atuando em consultório na especialidade de Psicodrama, Babalorixá, escritor de contos e crônicas.

Lançamento do livro: “Um psiquiatra neste bando de loucos”

20 de julho de 2011

Local: CEAO – Centro de Estudos Afro-Orientais

Largo Dois de Julho

Horário: 18h30

CEAO – Centro de Estudos Afro-Orientais
Pç. Inocêncio Galvão, 42, Largo Dois de Julho – CEP 40025-010. Salvador – Bahia – Brasil
Tel (0xx71) 3322-6742 / Fax (0xx71) 3322-8070 – E-mail: ceao@ufba.br – Site:www.ceao.ufba.br

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Jovem baiana assume a representação da Bahia e Sergipe na Fundação Cultural Palmares

In negritude on Julho 17, 2011 at 9:59 am

N°1- 17  de julho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
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de Urano Andrade.

No último dia 17, a baiana de 27 anos, Verônica Nairobi Sales de Aguiar foi nomeada como a nova representante da Fundação Cultural Palmares (FCP), nos estados Bahia / Sergipe. A jovem militante que traz no nome o resgate da identidade africana – Nairobi (rio cujas margens foram povoadas até a constituição da cidade que hoje é a capital do Quênia) -, já foi estudante do pré-vestibular Intstituto Cultural Steve Biko e hoje está concluindo o curso de História na Unijorge.

Em 2006, Nairobi foi coordenadora financeira do Centro Acadêmico de História Carlos Marighela, da Universidade Católica do Salvador (Ucsal) e integrou o Núcleo de estudantes negras e negros da Ucsal “Makota Valdina”. Antes de assumir a representação regional da FCP, foi assessora parlamentar do vereador (PT) Moisés Rocha, na Câmara Municipal de Salvador e integrou a equipe do Instituto de Responsabilidade e Investimento Social (IRIS).

A luta pelos direitos e garantias de sobrevivência da juventude negra brasileira sempre foi um dos pilares desta jovem, tendo participado de importantes ações e campanhas em prol desta causa, como o Encontro Nacional de Juventude Negra, em 2007, e a Campanha Reaja ou Será Mort@, que luta contra o genocídio da comunidade negra.

“Acredito que precisamos trabalhar para construção de políticas publicas que estejam em consonância com as demandas postas pela sociedade civil. Pretendemos, em particular, pautar também as demandas geradas por um segmento sistematicamente desprivilegiado: a juventude negra. É importante considerarmos as construções já existentes de enfrentamento a violência racial entre a juventude negra quilombola, assim como também estar atentos aos quilombos urbanos para dialogar com segmentos da juventude negra favelada”, pontuou Nairobi Aguiar.

ACESSE A FONTE:

http://correionago.ning.com/profiles/blog/show?id=4512587%3ABlogPost%3A157210&xgs=1&xg_source=msg_share_post

 

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I ENCONTRO" SAÚDE AMBIENTAL NAS PRÁTICAS AFRORRELIGIOSAS."

In ROUXINOL: Coluna de Egbomi Concceição Reis de Ogum on Julho 16, 2011 at 9:23 pm

N°1- 16  de julho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO


EgbomyTERREIRO DE MINA NANÃ BURUQUE
RUA HERNANE LAMEIRA 384-CENTRO-CASTANHAL/PA
DATA:19/08/2011 HORÁRIO:8HS
INTECAB/PA-NÚCLEO CASTANHAL.
EM VIRTUDE DAS COMEMORAÇÕES DA SEXTA EDIÇÃO DA FESTA DAS RAÇAS “OXOSSI!O PRESERVADOR DA NATUREZA,DEFENSOR DE TODAS AS RAÇAS”, QUE SE REALIZARÁ NO PRÓXIMO DIA 27/8/ 2011 ,EVENTO QUE MARCA A TRAJETÓRIA DOS AFRORRELIGIOSOS DO ESTADO DO PARÁ,EM BUSCA DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O POVO DE TERREIRO.
O INTECAB/PA-NÚCLEO CASTANHAL,REALIZA O I ENCONTRO “SAÚDE AMBIENTAL NAS PRÁTIC AS AFRORRELIGIOSAS,”COM OBJETIVO DE EDUCAR INFORMANDO E FOMENTANDO,O CUIDADO COM A SAÚDE E O MEIO AMBIENTE,ASSOCIADOS AS PRÁTICAS TRADICIONAIS DOS TERREIROS.A IMPORTÂNCIA DA SAÚDE DO HOMEM DEPENDENDO DIRETAMENTE DA BOA SAÚDE DO MEIO AMBIENTE,A EXISTÊNCIA DE UM É A PRÓPRIA CONDIÇÃO DA EXISTÊNCIA DO OUTRO,EVIDENCIANDO O ESPAÇO DE TERREIRO COMO AMBIENTE,ONDE INTERAGEM COM A MEDICINA ALTERNATIVA E POPULAR,AO BEM ESTAR DE SEUS PRATICANTES E CONSULENTES,COM A PROTEÇÃO DE NOSSOS DEUSES ANCESTRAIS,QUE EMANAM A ESSÊNCIA DAS ENERGIAS DA NATUREZA,MÃE DE TODOS NÓS.
PROGRAMAÇÃO.
8HS-ACOLHIMENTO
8:30HS-CAFÉ DA MANHÃ
9HS-SAÚDE AMBIENTAL
-OFERENDAS SAGRADAS NOS ESPAÇOS PÚBLICOS E NATURAIS.
-POLUIÇÃO SONORA,LEI DO SILÊNCIO E LEI DO RUÍDO.
12HS-ALMOÇO
13:30HS-SEGURANÇA ALIMENTAR NAS POLÍTICAS DE COMBATE À FOME.
– INTECAB E < strong>O PROJETO FOME ZERO.
-14:30HS-PRECAUÇÕES NA PRESERVAÇÃO DAS TRADIÇÕES.
-O ESPAÇO DE TERREIRO E A MEDICINA ALTERNATIVA
-BIO SEGURANÇA
-O SAGRADO E A NATUREZA.
-SABERES E VIVÊNCIAS DAS COMUNIDADES AFRORRELIGIOSAS.
18 HS-ENCERRAMENTO.
“SE HOJE RECONHECEMOS QUE O HOMEM É FEITO DO PÓ E DO BARRO,QUE TIPO DE HOMENS SURGIRÃO DE PÓS E BARROS CONTAMINADOS?!…
MAMETU KAIANILEGI.
DIRETORIA SOCIAL INTECAB/PA.

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Refletir as Diferenças para Superar as Desigualdades Dia da Mulher Afro Latina Caribeha na Assobecaty

In Comunidade Tradicional de Terreiros, Conexão Afro, negritude on Julho 15, 2011 at 8:54 am
N°1- 15  de julho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

Refletir as Diferenças para Superar as Desigualdades Dia da Mulher Afro Latina Caribeha na Assobecaty

Em continuidade as comemorações dos 77 anos do Ilê Templo de Yemanjá – Assobecaty, à convite da Yalorixá Carmen de Oxalá, a Doutoura em antropologia Conceição Conceição  Soares virá a Porto Alegre palestrar sobre a Mulher Negra e Seus Espaços de Poder. A Professora baiana, Doutora Cecília Conceição, possui Doutorado em Antropologia pela Universidade Federal de Pernambuco, 2009; Mestrado em História pela Universidade Federal da Bahia, 1994; é Professora da Universidade Estadual de Feira de Santana – UEFS e da Universidade Católica do Salvador, UCSal. É membro do Núcleo de Estudos sobre a Mulher Mulieribus/UEFS e do Núcleo Cultura, Poder e Memória /UCSAL. Entre as publicações da professora destacam-se: A Mulher Negra na Bahia do Século XIX, As ganhadeiras em Salvador no século XIX; As Negras nas ruas: outros conflitos; Ser Negro no Candomblé e estereótipo verbal; e Candomblé de Paramirim na época de 1958.

Não bastasse suas qualificações civis, na religião de matriz africana a professora Cecília recebeu a dijina Onã Sabagi, que significa ‘caminho’, local onde se realiza os rituais de iniciação da nação jeje”. É herdeira da tradição de sua avó Cecília do Bonocô fundadora do Ilê Axé Maroketu, em 1943, uma tradicional casa de candomblé Ketu, com tradições Jeje.

Yá Cecília chega à cidade para contribuir com a reflexão do Dia da Mulher Afro-Latino Americana e Caribenha, data assinalada em 25 de julho para demarcar as diferenças de identidades e trajetórias  que se diluem no  mito da mulher universal.
    Com esta atividade a Assobecaty também reafirma seu compromisso com o Ano Internacional para Afrodescendentes trabalhando para combater o preconceito e a discriminação e promovendo o respeito à diversidade e a herança cultural, em especial às comunidades tradicionais de terreiro.
    A agenda da Doutora Yalorixá Cecília será divulgada assim que as entidades parceiras do Ilê definam a organização do pouco e precioso tempo de sua estada na cidade.

Departamento de Comunicação da ASSOBECATY

 

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Curso para jornalistas vai preparar profissionais para a cobertura de gênero, raça e etnia

In Conexão Afro, Educação, negritude on Julho 14, 2011 at 9:08 pm
N°1- 14  de julho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

(14/07/2011 – 16:05)

Inscrições são gratuitas e começam no dia 20/7. Curso vai acontecer em oito cidades: Belém, Fortaleza, Maceió, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo

 

Brasília, 14 de julho de 2011 – De 20 de julho a 3 de agosto, profissionais e estudantes de Jornalismo podem se inscrever no Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas, promovido pela FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas e a ONU Mulheres – Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres, com apoio da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – SEPPIR e da Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM. O curso é gratuito, tem certificação da FENAJ e da ONU Mulheres e vai acontecer em oito cidades: Belém (PA), Fortaleza (CE), Maceió (AL), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).
Segundo a coordenação do curso, profissionais e estudantes de regiões metropolitanas, do interior e de regiões próximas aos oito estados podem fazer a inscrição diretamente no sindicato local de jornalistas ou solicitar informação por e-mail. Cada localidade terá o total de 50 vagas a serem preenchidas por jornalistas, repórteres, produtores, pauteiros, redatores, editores, fotógrafos, repórteres cinematográficos de veículos impresso, on-line e eletrônicos e estudantes de Jornalismo a partir do 6º período.
O Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas será realizado no período de 8 de agosto a 1º de setembro de 2011, tendo carga horária de 8 horas/aula, das 18h às 22h. O programa está baseado em dois módulos e duas atividades pedagógicas: Gênero, Raça e Etnia em Sociedade; Jornalismo, Ética e Diversidade; Leitura Crítica da Mídia; e Experiências e Trajetórias Locais: Identificando Novas Fontes. O curso tem como objetivo preparar jornalistas, profissionais da imprensa e estudantes de Jornalismo para a cobertura de pautas relacionadas a gênero, raça e etnia.

Data

Localidade

Contato

8 e 9/8/11

Amazonas – Manaus

sindicato@jornalistasam.com.br

10 e 11/8/11

Pará – Belém

sinjor@jornalistasdopara.com.br

15 e 16/8/11

Ceará – Fortaleza

sindjorce@sindjorce.org.br

17 e 18/8/11

Pernambuco – Recife

jornalistas-pe@ig.com.br

22 e 23/8/11

Alagoas – Maceió

sindjornal@uol.com.br

24 e 25/8/11

Rio de Janeiro – Rio de Janeiro

sindicato-rio@jornalistas.org.br

29 e 30/8/11

São Paulo – São Paulo

jornalista@sjsp.org.br

31/8 e 1/9/11

Rio Grande do Sul – Porto Alegre

sindjors@jornalistasrs.org

A iniciativa faz parte da cooperação estabelecida entre a FENAJ e a ONU Mulheres, celebrada no 34º Congresso Nacional dos Jornalistas, para o pleno cumprimento dos princípios dos direitos humanos e marcos internacionais referentes ao gênero, raça e etnia no Brasil e no mundo à luz da liberdade de imprensa. Conta com o apoio da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e da Secretaria de Políticas para as Mulheres.
O curso é desenvolvido com assessoria técnica e financeira do Programa Regional de Incorporação das Dimensões de Gênero, Raça e Etnia nos Programas de Combate à Pobreza da Bolívia, Brasil, Guatemala e Paraguai e do Programa Interagencial de Gênero, Raça e Etnia do Sistema ONU no Brasil, financiado pelo Fundo para o Alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. O curso ocorre no âmbito das atividades do Ano Internacional das e dos Afrodescendentes, estabelecido pelas Nações Unidas, e da Campanha do Secretário-Geral da ONU “Brasil: Una-se pelo fim da violência contra as mulheres”.
Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas
Inscrições: 20/7 a 3/8/2011.
Investimento: gratuito, com certificado de 8h/aula emitido pela FENAJ e ONU Mulheres.
Período do curso: 8/8 a 1/9/2011.
Locais: Belém (PA), Fortaleza (CE), Maceió (AL), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).
Informações: generoracaetniaparajornalistas.wordpress.com | grejornalistas@gmail.com
Participe das redes sociais do Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas: twitter.com/grejornalistas efacebook.com/grejornalistas

Veja mais em : Revista Conexão Afro

 

 

 

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Mansu Nangetu participa da primeira reunião de formação da Rede de Homens de Terreiros da zona metropolitana de Belém

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Julho 13, 2011 at 9:23 pm
N°1- 15  de julho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

 

Mansu Nangetu participa da primeira reunião de formação da Rede de Homens de Terreiros da zona metropolitana de Belém.

Táta Kinamboji representou a comunidade do Mansu Nangetu na reunião de um grupo de homens de comunidades de terreiros da zona metropolitana de Belém que se reuniu hoje na Associação Afro-religiosa e Cultural Ilê Axé Iya Omi – ACIYOMI – para uma roda de conversa sobre a saúde do homem.
Pai Marco Antônio e Pai Marcelo foram os que convocaram a reunião, que começou com saudação religiosa pelo Pai Orlando Bassu,

depois Pai Marcelo e Pai Marco Antônio apresentaram a proposta da formação de uma rede que discuta as questões de gênero masculino nos terreiros assim como a já formada Rede de Mulheres de Axé, uma rede que debata temas diversos, como cultura, lazer, saúde, segurança pública, prevenção de drogas, sexualidade e outros temas de interesse.

O tema desta primeira roda de conversa foi pensado para aproveitar a divulgação que o dia 15 de julho é dedicado internacionalmente aos homens, e que a ACIYOMI tem acúmulo de discussão e de ações na área da saúde, assim se debateu “A saúde do homen”, mais especificamente a saúde dos homens de terreiros.
A roda teve a participação de Antônio Ernandes Marques da Costa, que é Coordenador da ONG GRUPAJUS, que introduziu a temática com a apresentação de dados estatísticos e pesquisas do sistema público de saúde que apontam para a conclusão de que no Brasil os homens não tem o hábito de procurar tratamento, e somente o fazem quando pressionados por familiares ou em caso de extrema dor. A exposição continuou com as doenças que são mais comuns ao gênero masculino e com orientações do que fazer no caso de identificação de sintomas.

O debate apontou a necessidade de refletir também sobre as práticas tradicionais da medicina dos terreiros, do uso de ervas e de rituais de cura que preservamos em nossas tradições, assim como aprofundar a reflexão do exercício do trataemtno misto, ou de como conciliar o tratamento tradicional com a medicina ocidental.
Por fim foi decidido que a segunda reunião para a formação da Rede de Homens de Terreiros acontecerá no Terreiro de Pai Bassu, em data a ser divulgada em breve.

Postado por Etétuba

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