Revista Online Conexao Afro

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História do capoeirista Mestre Pastinha ganha livro ilustrado

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Janeiro 30, 2012 at 9:24 am

N°o1- 30  de Janeiro – Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

Publicado em 28 de janeiro de 2012 por Victoria Almeida

A ilustração do livro ficou a cargo do artista Cau Gomez

O período compreendido entre o fim de século 19 e os anos 1970 foi crucial para a Bahia. Foi nesse intervalo de tempo que o (hoje corrompido) conceito de baianidade surgiu e se consolidou no inconsciente coletivo.É uma das figuras mais importantes na construção deste conceito foi Mestre Pastinha (1889-1981), o maior praticante e divulgador de capoeira angola desde sempre.

Depois de contar a história do capoeirista no livro Pastinha, o Grande Mestre da Capoeira Angola (Série Gente da Bahia, editado pela Assembleia Legislativa em 2009), escrito em parceria com Otto Freitas, o jornalista José de Jesus Barreto volta ao personagem histórico no encantador Pastinha: O Menino que virou Mestre de Capoeira.

Dirigido ao público infantojuvenil e ilustrado pelo artista Cau Gomez (da equipe de A TARDE), o livro sai pela editora local Solisluna e tem lançamento  nesta sexta-feira em Salvador.

“O livro da série Gente da Bahia teve uma procura muito grande, porque ainda não havia nada sobre Pastinha. Aí o pessoal da Solisluna entrou em contato comigo com a ideia de um livro para crianças, em cima daquela história”, conta José.

Para encurtar a história, o autor extraiu o grosso da narrativa para o livro ilustrado de uma longa entrevista que Pastinha concedeu a Roberto Freire para a revista Realidade, em 1967.

“Foi nessa entrevista que ele contou como um velho capoeirista angolano, Benedito, lhe ensinou  a capoeira, para ele não ficar apanhando dos outros meninos no Pelourinho”, conta.

“O livro conta essa história quase na íntegra. Depois fala um pouco do que é a capoeira, o  berimbau, os principais golpes”, descreve. “Depois eu e Eneas Guerra (da Solisluna) escolhemos Cau Gomez, que é premiadíssimo e tem um trabalho  fantástico,  para ilustrar”, diz.

“Graças aos desenhos de Cau, o livro se transformou numa pequena obra de arte”, elogia. Para Zé de Jesus, Pastinha ainda foi muito mais do que um mestre de capoeira. “Ele era um filósofo, um pensador. É um orgulho muito grande falar de Pastinha, um verdadeiro mito ao lado de Caymmi, Jorge Amado, Pierre Verger –  o pessoal que fez a Bahia ser o que é”, afirma.

“Infelizmente, a Bahia é muito ingrata com seus filhos mais valorosos. O  baiano reconhece muito pouco os seus heróis. Hoje, ele só se interessa em remexer a bundinha”, dispara.

Esculpindo Pastinha – Já Cau Gomez espera iniciar uma nova fase na carreira com mais este belo trabalho. “Esse livro é  meu xodó, eu o vejo como um passaporte para uma linguagem nova para mim, que é a literatura infantojuvenil”, diz.

Para Cau, o mais difícil foi criar a imagem do Pastinha menino, devido à escassez de documentos dessa fase de sua vida. Como talento e inteligência não lhe faltam, logo o artista criou um método próprio.

“Como no You Tube tem muito material do Pastinha, eu dava pause na imagem dele e ia congelando o frame em vários ângulos diferentes”, conta.

“Aí fui tentando achar a figura dele criança. Foi como esculpir com a imaginação, a partir dos diversos ângulos do rosto do Pastinha. Depois de alguns esboços, cheguei na imagem que está no livro. Foi um grande desafio”, descreve.

Cau, que já jogou capoeira regional, conta que outro atrativo para ele foi a sensibilidade artística. “É uma história difícil, ele sofreu a perseguição que hoje é chamada de bullying, mas superou através da capoeira. E era muito sensível às artes, à pintura, estudou no Liceu de Artes & Ofícios, é uma história maravilhosa”, conclui.

Serviço

Lançamento do livro “Pastinha: O menino que virou Mestre de capoeira”, de José de Jesus Barreto e Cau Gomez

Local: Livraria Cultura do Salvador Shopping

Data: sexta-feira, às 18h

Fonte: A tarde – Chico Castro Jr

 

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Colóquio Internacional – Culturas Jovens: Afro-Brasil América – Encontros e Desencontros

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Janeiro 29, 2012 at 9:38 am

N°o1- 29  de Janeiro – Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

29 de janeiro de 2012

Por: Jorge Luís Rodrigues dos Santos

Repassando,

Mais informações e inscrições no site: www.culturasjovens.fe.usp.br

O Colóquio Internacional – Culturas Jovens: Afro-Brasil América pretende instaurar um espaço de debate sobre o tema apoiado no conceito de telescopia histórica. O hip hop, com seu apelo universal, cada vez mais marcado pelo policulturalismo e pelo hibridismo, exerce um papel essencial na formação dos jovens, auxiliando-os a compreender o mundo em que vivem. Além de ter gerado muitas ocupações, criou uma forma de comunicação entre culturas distintas. É, ainda, caudatário de uma longa e extensa luta política dos afro-americanos pelos direitos civis e de afirmação étnica do movimento Black Power, que inaugura, entretanto, uma nova forma de militância com ênfase na dimensão cultural, culminando em um movimento multinacional e agregador no mundo inteiro.

A menção aos quilombos no rap brasileiro põe em ação o que Béthune (2003) chamou de telescopia histórica: atualizar no presente um clamor do passado, ou seja, o desejo de liberdade e de reconhecimento, que hoje se traduz pelo caráter crítico-destrutivo de suas letras e de afirmação étnico-social, denunciando a desigualdade e exigindo tudo aquilo que vem sendo negado ao povo brasileiro, particularmente aos afro-descendentes.

Um fenômeno da cultura, que em sua intersecção local com a ordem mundial, permite ressignificar identidade, cultura e territorialidade dos renegados desse mundo globalizado. Esgotada a via política de transformação, o reggae e depois o rap promoveram uma nova revolução –- a cultural – sempre fazendo apelo às raízes.

Eixos do Colóquio:

Os principais eixos que nortearão o debate serão:

1º dia: O hip hop: Cultura jovem, história e resistência

2º dia: Formação, identidade cultural e musicalidade

3º dia: Telescopia histórica: cultura afro-popular e movimento negro

Responsáveis (da FEUSP) pelo Evento:

Comissão organizadora:

Profa. Associada Mônica do Amaral [Presidente da Comissão]

Profa. Associada Carmem Sylvia Vidigal Moraes (FEUSP)

Profa. Dra. Flávia Inês Schilling (FEUSP)

Vinicius Puttini (Pesquisador da FEUSP)

Raquel Martins (Pesquisadora Bolsista da FAPESP)

Luciana Dadico (Doutora pelo IPUSP)

Djalma de Leite (Pesquisador Bolsista da FAPESP)

Cláudia Dias Prioste (Doutoranda pela FEUSP)

Tatiana Karinya Rodrigues (Mestre pela FEUSP)

Ana Cláudia Florindo (Bolsista do Colóquio)

Amanda Maramaldo Vieira (Bolsista pela Pró-Reitoria)

Pablo Pamplona (Pesquisador Bolsista da FAPESP)

Comissão Científica:

Profa. Associada Mônica do Amaral (FEUSP)

Profa. Associada Carmem Sylvia Vidigal Moraes (FEUSP)

Profa. Dra. Iray Carone (IPUSP)

Profa. Titular Maria Cecília Cortez Souza (FEUSP)

Profa. Dra. Flávia Inês Schilling  FEUSP

Apoio:

Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo

Programa de Pós-Graduação em Educação da FEUSP


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Baba Xandeco defende a Segurança Alimentar em Entrevista na TVE

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Janeiro 28, 2012 at 11:31 pm

N°o1- 28  de Janeiro – Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

169084_151125278279802_100001469926256_305062_2135752_nPESSOAL ASSISTAM A ENTREVISTA POR MIM CONCEDIDA A TVE NO FÓRUM SOCIAL TEMÁTICO , ONDE DEFENDO A SEGURANÇA ALIMENTAR E OS DIREITOS SOCIAIS DO NOSSO SOFRIDO POVO DE MATRIZ AFRICANA SÃO DEFENDIDOS.

VAI AO AR NESTE DOMINGO:

PROGRAMA: NAÇÃO

DOMINGO: DIA 29 DE JANEIRO HORÁRIO: 18:30

REPRISE: TERÇA FEIRA 31 DE JANEIRO

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Quilombo Oliveira Silveira é inaugurado e prestigiado por Ministra Luiza Bairros

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Janeiro 27, 2012 at 11:55 pm

N°o1- 27  de Janeiro – Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

Porto Alegre, 2

26/01/2012 por Da Redação  Áfricas

Cláudio Isaías

MARCOS NAGELSTEIN/JC

Luiza (2ª da dir. para a esq.) visitou as tendas e falou com militantes

( da dir. para a esq.)Mãe Carmen de Oxalá , Ministra Luiza  e Baba Xandeco  visitou as tendas e falou com militantes

Com a presença da ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, foi realizada ontem a inauguração oficial do espaço Quilombo Oliveira Silveira, no Largo Zumbi dos Palmares, no segundo dia de atividades do Fórum Social Temático. O local possui sete tendas onde são realizados debates sobre temas como cotas para negros na educação e no serviço público, perseguição às religiões de origem africana, saúde da população negra e comunidades quilombolas.

Durante uma hora, Luiza visitou as tendas e conversou com militantes negros. “É um espaço importante para marcar as reivindicações da população negra como o combate ao racismo”, explica. Segundo ela, a promoção da igualdade racial é um elemento essencial da justiça social e da democracia.

Para Luiza, os avanços somente vão ocorrer quando os negros estiverem ocupando espaços de poder que garantam a realização das políticas públicas. “Não é somente a Seppir. É necessário ter órgãos estaduais e municipais da mesma natureza extremamente fortes e organizados”, comenta. De acordo com a ministra, uma estrutura em nível federal ajuda, mas não é suficiente para atender a todas as reivindicações dos negros.

O presidente da União de Negros pela Igualdade (Unegro), Edson França, elogiou a criação do espaço na Capital em homenagem a Oliveira Silveira, um dos criadores do Dia da Consciência Negra. No entanto, França ressaltou que está na hora de discutir temas como o racismo da sociedade brasileira, a violência policial contra jovens negros e cotas. “Somos 50% da população brasileira e temos direitos de ter acesso a políticas públicas afirmativas”, comenta. Para José Antônio dos Santos da Silva, um dos coordenadores do espaço Oliveira Silveira, é preciso que as políticas públicas afirmativas se tornem realidade. “Os negros querem o seu espaço na sociedade. É preciso que os governos estadual e municipal dialoguem com os movimentos negros”, acrescenta.

No Largo Zumbi dos Palmares, a ministra participou ainda do encontro 10 Anos de Articulação da Rede Quilombos do Sul. A atividade promoveu avaliações sobre uma década de atuação da organização, que reúne cerca de 20 comunidades do Rio Grande do Sul. Além disso, foi realizado um balanço das perspectivas da luta quilombola no Brasil.

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A CARTA ABERTA ÀS COMUNIDADES BRASILEIRAS DE TERREIRO

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Janeiro 26, 2012 at 1:22 am

N°o1- 26  de Janeiro – Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

Porto Alegre, 25 de Janeiro de 2012.

Agô – Saravá – Motumbá – Nossos Respeitos às autoridades religiosas de todo país.

DSC04831Os participantes da Oficina Juventude X Terreiros, enfrentamento as drogas, DSTs/Aids realizada pelo MOPS/RS – Movimento Popular de Saúde do Rio Grande do Sul, na tarde deste dia, reunidos pelo Forum Social Temático no Quilombo Oliveira Silveira, vem participar aos Srs. e Sras. que discutimos o papel dos Povos de Terreiro no enfrentamento às drogas assim como questões relativas às doenças sexualmente transmissíveis, entre outras demandas. A questão da prevenção vem lincada a uma questão social mais ampla, o que sucitou um aprofundamento do debate sobre saúde , educação, vulnerabilidade social, racismo institucional, segurança pública e alimentar, tendo, dessa maneira, gerado demandas a fim de que a sociedade de um modo geral tomem conhecimento, as comunidades de matriz africana tomem ciência e o poder público encaminhe providências.

Neste sentido, providenciamos esta carta para denunciar o processo de intolerancia religiosa oriunda da negligencia gerencial da política de distribuição das cestas alimentícias entregues neste município e demais do estado do Rio Grande do Sul pelo FORMA/RS – Forum de Religiosos de Matriz Africana/RS.

Religiosos de Matriz Africana, presentes nesta oficina, posicionaram total apoio à criação daComissão dos Desassistidos pela Política de Segurança Alimentar e Nutricional conduzida pela entidade acima referenciada, onde o Babalorixá Xandeco de Xangô, conselheiro do CONSEA – Coordenador do MOPS/RS, presidente da Associação Clara Nunes, tomou a iniciativa, questionando com veemência estas práticas anti-democráticas do ponto de vista do processo histórico defendido pelas Comunidades Tradicionais de Matriz Africana.O grupo atuará dentro do quarto eixo relativo as políticas públicas para as Comunidades Tradicionais do CONSEA RS.

O fator da insatisfação das 200 pessoas presentes, em grande parte de entidades representativas dos Movimentos Sociais e de Terreiro (devidamente credenciadas pelas listas de presença e registros em ata), deriva da suspenção arbitrária,sectária e corporativista das cestas, com motivações que desconhecemos e que questionadas, jamais foram declaradas. Não é possível que em um estado que promove fomentos para a erradicação da fome e da miséria, tal situação se instale na contra-mão da história,e da universalização do acesso a alimentação.

A manifestação aqui formulada não pretende e nem deve ferir pessoalmente a nenhum irmão ou irmã religiosa.Porém, a ingerência de políticas públicas deve ser fiscalizada e denunciada sob pena de estarmos incorrendo em omissão,conivência e violação desta legislação nutricional vigente e específica . Outrossim, nesta mesma tarde apresentamos denúncia formal à Ministra Luiza Bairros que se encontrava presente e acolheu a manifestação encaminhando para que sejam tomadas as providências cabíveis.

Desta feita, fica instalada no CONSEA/RS a Comissão dos Desassistidos da Política de Segurança Alimentar e Nutricional a partir desta data e presenciada pelas entidades abaixo citadas participantes da Oficina.

Associação Clara Nunes

Associação Cultural beneficente Cultura Africana Templo de Yemanjá

Associação de Comunicação Conexão Comunitária

CONSEA/RS

MOPS /RS

MOPS Nacional

IACOREQ/ RS

SEPPIR

CEAG – Bahia

MONABANTU

SER – Cut/RS

CM Mulher

MOCAMBO

Frente Nacional de Mulheres do HIP HOP

Quilombo Raça e Classe CONLUTAS

Quilombo de Palmas – Bagé

Quilombo Candiota

Quilombo Várzea das Bahiana

Quilombo solidão das Pedras Altas

Coletivo Afronta

ministério da Saúde/ Secretaria Gestão Estratégia e Participativa

SMED Porto Alegre

Gabinete de Politicas Pública para o Povo Negro POA/RS

SMED Alvorada

COPPIR

UNEGRO Minas Gerais

UNEGRO/RS

ACBANTU

MNU/RS

Secretaria Municipal de Saude – PMPA/POA

IBGE Solidário

SECOM – Secretaria Estadual de Comunicação e Inclusão Digital

UNESCO

Conselho Fiscal de Saúde

Escola Estadual IBA Ilha Moreira

Arquipedra – Coletivo de Comunicação

CSP Conlutas

Ministério das Relações Exteriores

Bilioteca do Negro de Viamão

Ka Te Espero

SBCA

Instituto Refloresta

Instituto Nova Vida

Quilombo Barra do Cadinta

CDS Partenon

Ylê Mãe Oxum


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Livro Caminhando a gente se entende é lançado pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Janeiro 25, 2012 at 9:47 am

N°o1- 25  de Janeiro – Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

terça-feira, 24 / janeiro / 2012 by Jacqueline Freitas

Jacqueline Freitas/FCPJacqueline Freitas/FCP

Mesa solene reúne religiosos e autoridades civis

Por Jacqueline Freitas

Cerca de 300 participantes – religiosos das mais diversas vertentes, além de autoridades governamentais – prestigiaram o lançamento do livro e do DVD Caminhando a gente se entende, realizado na última segunda-feira (23), no auditório Gilberto Freyre, do Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro.

A iniciativa, da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), teve o apoio da Fundação Cultural Palmares, órgão vinculado ao Ministério da Cultura que tem a missão de promover a preservação, a proteção e a disseminação da cultura negra, e, assim, de valorizar as manifestações de matriz africana, em defesa da liberdade religiosa.

O lançamento do livro integrou as comemorações pelo 21 de janeiro – Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. Caminhando a gente se entende contém fotografias e textos referentes às quatro edições da Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, no Rio de Janeiro, que em 2011 reuniu cerca de 180 mil pessoas na Avenida Atlântica, na praia de Copacabana.

Reflexão – O babalaô Ivanir dos Santos, interlocutor da CCIR e mediador da solenidade, anunciou que, com esse evento, o objetivo da Comissão era “compartilhar momentos de reflexão sobre o sentido da liberdade religiosa”. Ivanir informou ainda que a exibição do DVD, na ocasião, foi em versão demonstrativa, para que todos pudessem fazer contribuições antes da finalização da produção do filme.

Parcerias para a igualdade – O presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira de Araujo, destacou a importância das parcerias para o combate à intolerância, e fez questão de agradecer a presença do deputado estadual Gilberto Palmares, do PT/RJ, que muito tem contribuído com a população negra do Estado, em parceria com a FCP.

Para Eloi Ferreira, combater a intolerância, o preconceito e o racismo não é uma tarefa dos negros ou dos religiosos, mas de toda a nação brasileira. “Vamos todos, juntos, seguir caminhando para uma nação mais justa, mais fraterna e mais humana. Vamos mostrar que o Brasil caminha para a igualdade”, concluiu.

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NOTICIAS DA CIDADE DE BAGE- SAÚDE DA POPULAÇAO NEGRA

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Janeiro 24, 2012 at 9:22 am

N°o1- 24   de Janeiro – Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

Gestores, profissionais de saúde, movimento negro e quilombola reuniram-se para debater a saúde da população negra e quilombola em Candiota

Na última sexta, 13 de janeiro no município de Candiota ocorreu o 1º Seminário sobre saúde da População Negra e Quilombola com ampla participação do Movimento Social Negro e Quilombolas, sendo uma realização da Secretaria de Saúde de Candiota e organizado pelo Centro de Estudos e Cultura Afro-brasileiro Kilombo de Bagé, o evento também contou com apoio do convênio Prociba/Oraper(Programa cidadão Bagense/Oficinas Regionales Analises Políticas Equidad Raciales), que estão conveniados para desenvolver políticas públicas e programas para equidade racial  em toda região, a partir de experiências em outros países da América Latina.

      O evento contou com a presença da Prof.ª do curso de medicina da UFRGS e pós doutora em medicina, Lúcia Silla, o chefe do Serviço de Auditoria do SUS no RS, Stênio Dias Pinto Rodrigues; Presidente da Associação Gaúcha de Anemia Falciforme, Neusa Carvalho e a Conselheira Estadual de Saúde, Sandra Gomes da Silva. O objetivo do seminário foi alertar e capacitar os profissionais da saúde para as especifidades da saúde da população negra. O Prefeito Luiz Carlos Folador abordou em seu pronunciamento sobre as Políticas Públicas implementadas pelo município para a população negra e quilombola assim como ressaltou a importância do evento, que tem como  objetivo debater e buscar ações em relação a igualdade racial. O Secretário Ancelmo Camillo agradeceu a organização do evento e afirmou que irá implantar as políticas apresentadas no seminário. O evento teve representação do Quilombo Candiota, Quilombo de Palmas, Comitê Técnico da Saúde da População Negra de Bagé e outras representações. César Jacinto responsável pela organização agradeceu a todos ressaltando a parceria com a Secretaria de Saúde de Candiota e o apoio do Prociba/Oraper no desenvolvimento das atividades regionais para equidade racial.

Postado

Blog do Jacinto

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Oficina Valores Civilizatórios Afrobrasileiros: em busca da cidadania plena

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Janeiro 23, 2012 at 7:56 pm

N°o1- 23   de Janeiro – Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

A Associação Mocambo realiza a Oficina Valores Civilizatórios Afrobrasileiros: em busca da cidadania plena durante o Fórum Social Mundial/2012 traz o projeto “A Cor da Cultura” como protagonista do debate acerca da aplicação da Lei 10.639/2003, que trata da obrigatoriedade da inclusão da História da África e da Cultura Afrobrasileira no currículo escolar da rede escolar público e privado do ensino fundamental e médio, construindo uma relação direta com a territorialização e o pertencimento do povo negro aos seus espaços de resistência sócio cultural na sociedade brasileira.

A Cor da Cultura é um projeto social de valorização do patrimônio cultural afrobrasileiro e de reconhecimento da história e da contribuição da população negra à sociedade brasileira. O projeto deseja ser uma contribuição efetiva para a aplicação da Lei 10.639/2003, aspirando também lançar bases para a sustentabilidade e autonomia na utilização dos materiais e metodologias para o fortalecimento das redes de educadores e de multiplicadores.

A MOCAMBO é um projeto social em defesa da cultura afrodescendente e de seu pertencimento na história brasileira. A Associação de Moradores e Amigos da Cidade Baixa _ MOCAMBO, carrega em sua história referências que comprovam seu compromisso: seja na criação do CRAB (Centro de Referência Afrobrasileira); em integrar a primeira Griôta reconhecida pela cidade de Porto Alegre Professora Elaine Rodrigues ou ao protagonizar a consolidação do Museu do Percurso do Negro em Porto Alegre, entre outras conquistas de referência estrutural e de marcação territorial da cultura negra.

O evento Valores Civilizatórios Afrobrasileiros: em busca da cidadania plena, propõem debater os conceitos e africanidades brasileiras. A Mocambo entende que a participação ativa da sociedade civil, antiracista e pela promoção da igualdade racial deverá ser efetiva, portanto a necessidade de capacitar e proporcionar a territorialização dessa referência, o seu pertencimento em forma de estrutura real.

O tema nos remete a buscar uma análise-avaliação das políticas públicas de ações afirmativas em desenvolvimento, bem como a inserção das organizações afins, nessas políticas. Propomos uma redefinição de agenda, focando na estruturação dos espaços afro-culturais urbanos, nos terreiros, no pertencimento ao território negro.

Pretendemos realizar no Espaço Comunitário-Cultural Mocambo, na Avenida Loureiro da Silva, 1530, em frente ao Largo Zumbi dos Palmares, em Porto Alegre, através da roda de conversação e debate a partir dos valores civilizatórios afrobrasileiros_ circularidade, energia vital (axé), corporeidade, musicalidade, ludicidade, coletividade/ comunitarismo, oralidade, memória, religiosidade e ancestralidade.

1. Circularidade,Coletividade,comunitarismo _ o começo e o fim se imbricam, as hierarquias mudam, circulam; a energia transita num circulo de poder e saber que não se fecha nem se cristaliza, mas gira, circula, transfere-se, coopera.

2. Energia Vital, Axé, Religiosidade_ a revelação da circularidade da vida. Todos os elementos se relacionam entre si e sofrem influência uns dos outros. Tudo é sagrado, é divino. Todos os elementos da natureza, todos os seres. Os orixás são homens e mulheres jovens e idosos, crianças, alegres, guerreiros, dengosas, brigonas, doentes, com deficiência, homossexuais, bissexuais. Diversos e plurais.

3. Oralidade, Memória, Ancestralidade_ a fala, a palavra dita ou silenciada, ouvida ou pronunciada, tem poder. A transmissão oral da memória do Povo Negro. A lembrança descortinada, desenterrada. O passado, a sabedoria, os olhos das mais velhas (os), de quem traz no legado, de quem foi e é testemunha da história. A dimensão ancestral carrega o mistério da vida, da transcendência.

O evento será um espaço de atividades interativas permanente durante o período de realização do FSM/2012, no espaço Mocambo, tendo: cozinha afrobrasileira, bazar cultural, oficinas interativas com artistas convidados para confecção junto com os participantes, espaço lúdico infantil.

O QUE: Oficina Valores Civilizatórios Afrobrasileiros: em busca da cidadania plena

ONDE: Espaço Cultural MOCAMBO, Av. Loureiro da Silva, 1530_ em frente ao Largo Zumbi dos Palmares

QUANDO: 26/jan/2012, às 14h

QUEM: Associação MOCAMBO/RS

Responsável:

Elaine Rodrigues (51 81376198)

Coordenação:

Richard Gomes (51 84549648)

mocambo.poa@gmail.com

richardgomes11@hotmail.com

EMAIL: xandecoxango@yahoo.com.br

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Assobecaty Realiza o evento Público : EMBOLADÂO Parte I

In Conexão Afro on Janeiro 23, 2012 at 7:43 pm

N°o1- 23   de Janeiro – Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

ASSOBECATY, protagoniza gestando 8 microprojetos território da paz. Realizando em praça pública da Avenida Lupicínio Rodrigues,  o evento público que foi chamado de Embolação, que integrou também outros microprojetos da Vila Bom Jesus de Porto Alegre- reunindo teatro, dança (hip-hop). A atividade também contou com as apresentações de microprojetos da Rede Cultura: capoeira do professor Gringo, dança por Luizinho e Alessandra, exposição do baner e proposta das crônicas a pessoas ali presentes, apresentação de chuva de flores e mensagem final pela professora Zélia Araujo Lima.

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O Movimento Popular de Saúde – MOPS RS,

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Janeiro 22, 2012 at 7:41 pm

N°o1- 22   de Janeiro – Guaíba- RS –Brasil

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Convida os (as) participantes do Fórum Social Temático, que ocorrerá em Porto Alegre de 24 a 29/01, a compartilharem saberes  na Oficina  proposta pelo MOPS RS com apoio das Comunidades Tradicionais de Terreiro,  ASSOCIAÇÃO CLARA NUNES, GRUPO PAPO KABEÇA, ASSOBECATY e MOCAMBO.

Oficina:  juventude x  terreiros: enfrentamento às  Drogas.

Esta Oficina Temática  visa promover a discussão sobre o papel dos terreiros no enfrentamento às drogas na juventude. Objetivamos construir um trabalho de inclusão social para o povo de terreiro, levantando as questões drogas,DSTs,HIV/AIDS. Este desafio busca alternativas e ferramentas que os terreiros poderão construir no eixo: Terreiro e Controle Social,  Educação, Saúde, Segurança, Cultura e Direitos Humanos. Será construído um documento com propostas de ações desta oficina socializado e compartilhada nas redes.

Público: Povos e Comunidades Tradicionais, Terreiros,Comunidades Remanescentes Quilombolas, Estudantes, Professores e Educadores Populares,  Militantes do Movimento Social, Militantes do Movimento Negro, Trabalhadores da Saúde, Profissionais da Segurança Pública, Público em Geral.

QUANDO:

Dia 25.01.2012 – (quarta-feira) – 14h

Local: SALA 07

LARGO ZUMBI DOS PALMARES –

QUILOMBO OLIVEIRA SILVEIRA

TRAV DO CARMO – Bairro Cidade Baixa- Porto Alegre

Informações: 51-33521876/98839082(com Baba Xandeco)

EMAIL: xandecoxango@yahoo.com.br

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Mãe Carmen de Oxalá diz: Efetuaremos atualizações diárias em nossos espaços virtuais

In Comunidade Tradicional de Terreiros, Conexão Afro on Janeiro 21, 2012 at 8:40 pm

N°o1- 21   de Janeiro – Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

 

É prazeroso ser cobrada  pela falta de  postagem nos  humildes espaços virtuais, principalmente  de pessoas de elevado nível  religioso, entre outros tantos do mesmo nível, intelectual e político. Essa distância é realmente motivo de força maior, por conta de novas exigências profissionais que cresceram nos  últimos três meses.

100_1704_thumbTenho de admitir que houve  falha, sim, mas não de minha vontade, mas pela falta de tempo, o dia continua tendo 24 horas, agente  acumula tarefas,  que para darmos conta seriam necessários que um  dia tivesse 48 horas.

Muitos sabem que participo do Facebook, e de lá, as visitas aos meus blogs são estrondosamente superiores à qualquer outra rede agregadora. No facebook, temos dois perfil um com 5 mil amigos , o segundo   agrega os excessos  do primeiro, onde recebo comentários,   mensagens particulares com pedidos de respostas, que aumentou o fluxo com as mensagens de natal e ano novo.  Tenho tido o carinho de ler, responder  individualmente,  tentando interagir de maneira mais eficiente com quem nos acompanha.

Na data de hoje, voltamos  com as postagens em todos os Blogs: As atualizações serão  diariamente, nesse primeiro momento estaremos  intercalando as postagens de dezembro com as  atuais. Sempre  abordando  assuntos de interesse  do público que acompanham os nossos 38 blogs temáticos A Revista Online Conexão Afro e o Jornal  Conexão Afro.

Axé do Pai Oxalá 2012. Mãe Carmen de Oxalá 

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Secretário de Dilma morre por falta de atendimento

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Janeiro 21, 2012 at 8:25 am

N°o1- 21   de Janeiro – Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

Por racismoambiental, 20/01/2012 12:46

Duvanier Paiva, que cuidava do funcionalismo federal, passou pelos hospitais Santa Lúcia e Santa Luzia, mas, sem um talão de cheque, foi barrado. Polícia vai investigar o caso

Gustavo Henrique Braga e Gabriel Caprioli

O secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, morreu às 5h30 de ontem, aos 56 anos. Após sofrer um infarto agudo do miocárdio quando estava em casa, na 303 Sul, foi levado aos hospitais Santa Lúcia e Santa Luzia. Mas, sem um talão de cheques em mão, teve o atendimento negado. Ele era conveniado da Geap, plano não coberto pelos dois hospitais, segundo as centrais de atendimento. Quando chegou ao Hospital Planalto – o terceiro na busca por uma emergência -, o quadro já estava avançado e os médicos não conseguiram reanimá-lo.

Procurado pelo Correio, o Hospital Santa Lúcia informou que o caso estava sendo avaliado pelo seu Departamento Jurídico. O Santa Luzia garantiu não ter qualquer registro da entrada de Duvanier na emergência. “Iniciamos um levantamento para verificar o assunto”, assegurou Marisa Makiyama, diretora técnica assistencial do estabelecimento. O Hospital Planalto ressaltou que não se pronunciaria devido ao fim do expediente. Duvanier era o responsável pela gestão dos servidores públicos federais e o homem forte da presidente Dilma Rousseff para liderar as negociações com sindicatos e demais entidades representantes do funcionalismo.

O diretor-geral da Polícia Civil do Distrito Federal, Onofre Moraes, afirmou que, diante das denúncias de servidores e dos relatos levados a ele pelo Correio, abrirá inquérito para apurar as condições e o atendimento recebido por Duvanier Paiva nos hospitais Santa Lúcia e Santa Luzia. Se comprovado que houve negligência, os responsáveis poderão ser punidos. A exigência de cheque, cartão de crédito ou outros valores a título de caução para pacientes que alegam possuir plano de saúde é expressamente ilegal.

Órgãos de defesa do consumidor ouvidos pelo Correio consideraram gravíssima a recusa de atendimento a Duvanier, vítima de infarto. O artigo nº 39 do Código de Defesa do Consumidor (CDC) determina, em seu inciso 5º, que o prestador de serviço não pode exigir “vantagem manifestamente excessiva” do consumidor – caso no qual se encaixa o caução, uma vez que o próprio plano de saúde é a garantia do hospital.

Estado de perigo – Desde 2003, a Resolução Normativa nº 44 daAgência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) também proíbe a cobrança de qualquer tipo de garantia adicional antecipada ou durante a prestação de serviço. “Não é só ilegal. É muito ilegal. Além dessas regulamentações específicas, o Código Civil protege o cidadão das cobranças abusivas no que é classificado como Estado de Perigo, que são essas situações extremas na qual o sujeito está defendendo a própria vida, como quando ele chega a um hospital buscando atendimento de emergência”, enfatizou Joana Cruz, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

O diretor-geral do Procon-DF, Oswaldo Morais, afirmou que a recusa de atendimento é injustificável, uma vez que a identificação do paciente junto ao plano de saúde é simples de ser feita. “Os hospitais conveniados mantêm contato permanente com as operadoras. Com o número do CPF, é perfeitamente possível saber se a pessoa tem ou não o plano”, afirmou. E mesmo no caso de o hospital não aceitar o plano do paciente, o atendimento, diante do risco de morte, deve ser feito do mesmo jeito, com ressarcimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Morais ressaltou que o Procon pode intervir imediatamente na questão, caso seja acionado. “Nas situações em que somos avisados, podemos entrar em contato com o hospital ou com a operadora e tentar solucionar a questão rapidamente”, completou. Quando há prejuízo à saúde ou nos casos de morte pela negativa do atendimento, a família deve procurar a Justiça – nos Juizados Especiais Cíveis, em ações menores do que 40 salários mínimos ou na Justiça comum, para processos com valor acima desse teto.

Joana Cruz, do Idec, assinalou que não há números precisos para esse tipo de ocorrência, mas que as reclamações de exigência de cheque-caução na rede privada de hospitais são corriqueiras. “Foi exatamente por essa frequência que a ANS baixou essa determinação”, concluiu.

http://saude.empauta.com/saude/mostra_noticia.php?cod_noticia=1006634062&utm_campaign=empauta+mail&utm_medium=mail&utm_source=empauta&autolog=eJwzMDAwNjcyMDS3MDIAUmAEACkpA–2. Enviada por José Carlos.

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CCIR lança “Caminhando a gente se entende”: livro com imagens pela liberdade religiosa

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Janeiro 21, 2012 at 2:13 am

capa

 

A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) lançará, em 23 de janeiro, a partir das 18h , no Palácio Gustavo Capanema, o “Caminhando a gente se entende”, livro de fotografias que reúne imagens das quatro Caminhadas em Defesa da Liberdade Religiosa, realizadas sempre aos terceiros domingos de setembro, na Avenida Atlântica, em Copacabana. O evento faz parte das comemorações pelo Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa (21 de janeiro) e, além de contar com a presença de todos os segmentos que compõem a CCIR, pretende, mais uma vez, expor ao mundo a possibilidade de boa convivência entre fiéis com crenças distintas. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; a chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros; a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário Nunes, entre outras autoridades são aguardadas no evento.

O interlocutor da CCIR, babalawo Ivanir dos Santos, ressalta que o livro é mais um grande esforço do grupo para mostrar a importância e necessidade de respeito ao Estado laico. “A Comissão tem alcançado muitas vitórias. Este livro é uma delas. Ao olhar a obra, percebe-se como o movimento cresceu e a seriedade da Caminhada para todos, inclusive os que não têm fé, pois é um direito deles”, conta o interlocutor, que faz um breve resumo sobre o “Caminhando a gente se entende”. “É um livro com fotos das quatro caminhadas que realizamos até hoje. Nele, cada segmento – além dos parceiros como Polícia Civil, Tribunal de Justiça e Ministério Público – expõe a importância do movimento. É para que nunca se esqueçam de onde toda a história veio e como se deu o crescimento da Comissão”.

O presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira de Araújo, compartilha da opinião. “É o registro democrático e soberano de manifestação da sociedade carioca e fluminense em defesa da liberdade religiosa e, desta forma, confirmar a laicidade do Estado brasileiro”, disse.

Mas a intenção do grupo também é de ampliar a adesão e, segundo a fundadora da CCIR, Fátima Damas, uma forma de mostrar todo o esforço dos membros desde a fundação. “Além de ser um lançamento importante, também é uma satisfação que estamos dando à sociedade. Não é somente a Caminhada, não é somente a reunião semanal. O livro vem como uma extensão do nosso trabalho. Com ele, queremos alcançar mais pessoas e pedir respeito a todas as religiões. Estou muito feliz porque esse livro é a coroação de todo nosso esforço nesses quatro anos”, declara.

A obra tem imagens de fotógrafos que trabalham com a Comissão desde a primeira marcha. Vantoen P. Jr., Ierê Ferreira, Marco Conceição, Daniel Pinheiro, Henrique Esteves, Alessandro Buzas, Carlos Júnior, Fellippo Brando e Vítor Tristão são os profissionais que dispuseram imagens para a confecção do livro.

SERVIÇO:

Palácio Gustavo Capanema

Rua da Imprensa, 16 – Centro-RJ

Horário: 18h 

Ricardo Rubim

Coordenador de Comunicação

CEAP – Centro de Articulação de Populações Marginalizadas/Comissão de Combate à Intolerância Religiosa

55 (21) 2232 7077 / 9290-5933 / 7846-0412 / ID:83*75425

www.portalceap.org.br/ www.eutenhofe.org.br

CCMQ seleciona profissionais para ministrar oficinas

In Conexão Afro on Janeiro 20, 2012 at 9:53 pm

N°o1- 20   de Janeiro – Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

A Casa de Cultura Mario Quintana está selecionando profissionais para ministrar oficinas artísticas de diversas linguagens, desde o nível iniciante até o avançado, direcionado a diversas faixas etárias.

As oficinas serão realizadas no primeiro semestre de 2012 e deverão ter duração de no máximo três meses. Os interessados devem enviar os seus projetos até o dia 3 de fevereiro para o e-mailprojetosespeciais@ccmq.rs.gov.br. No material, devem constar: objetivo, justificativa, cronograma e público alvo.

Os projetos serão submetidos à análise de uma comissão definida pela administração da CCMQ.

Sandro Santos
Coordenação de Culturas Populares
Diretoria de Cidadania Cultural
Secretaria de Estado da Cultura do RS
Av. Borges de Medeiros nº 1501 – 19º andar
CEP: 90119-900 – Porto Alegre/RS
Fone: 3288 7519 / 3288 7520 / 9330 9934 
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Associação Mocambos Convida para a Oficina : Valores Civilizatórios Afrobrasileiros: em busca da cidadania plenatítulo da postagem

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Janeiro 19, 2012 at 9:34 am

N°o1- 19  de Janeiro – Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

A Associação Mocambo realiza a Oficina Valores Civilizatórios Afrobrasileiros: em busca da cidadania plena durante o Fórum Social Mundial/2012 traz o projeto “A Cor da Cultura” como protagonista do debate acerca da aplicação da Lei 10.639/2003, que trata da obrigatoriedade da inclusão da História da África e da Cultura Afrobrasileira no currículo escolar da rede escolar público e privado do ensino fundamental e médio, construindo uma relação direta com a territorialização e o pertencimento do povo negro aos seus espaços de resistência sócio cultural na sociedade brasileira.

A Cor da Cultura é um projeto social de valorização do patrimônio cultural afrobrasileiro e de reconhecimento da história e da contribuição da população negra à sociedade brasileira. O projeto deseja ser uma contribuição efetiva para a aplicação da Lei 10.639/2003, aspirando também lançar bases para a sustentabilidade e autonomia na utilização dos materiais e metodologias para o fortalecimento das redes de educadores e de multiplicadores.

A MOCAMBO é um projeto social em defesa da cultura afrodescendente e de seu pertencimento na história brasileira. A Associação de Moradores e Amigos da Cidade Baixa _ MOCAMBO, carrega em sua história referências que comprovam seu compromisso: seja na criação do CRAB (Centro de Referência Afrobrasileira); em integrar a primeira Griôta reconhecida pela cidade de Porto Alegre Professora Elaine Rodrigues ou ao protagonizar a consolidação do Museu do Percurso do Negro em Porto Alegre, entre outras conquistas de referência estrutural e de marcação territorial da cultura negra.

O evento Valores Civilizatórios Afrobrasileiros: em busca da cidadania plena, propõem debater os conceitos e africanidades brasileiras. A Mocambo entende que a participação ativa da sociedade civil, antiracista e pela promoção da igualdade racial deverá ser efetiva, portanto a necessidade de capacitar e proporcionar a territorialização dessa referência, o seu pertencimento em forma de estrutura real.

O tema nos remete a buscar uma análise-avaliação das políticas públicas de ações afirmativas em desenvolvimento, bem como a inserção das organizações afins, nessas políticas. Propomos uma redefinição de agenda, focando na estruturação dos espaços afro-culturais urbanos, nos terreiros, no pertencimento ao território negro.

Pretendemos realizar no Espaço Comunitário-Cultural Mocambo, na Avenida Loureiro da Silva, 1530, em frente ao Largo Zumbi dos Palmares, em Porto Alegre, através da roda de conversação e debate a partir dos valores civilizatórios afrobrasileiros_ circularidade, energia vital (axé), corporeidade, musicalidade, ludicidade, coletividade/ comunitarismo, oralidade, memória, religiosidade e ancestralidade.

1. Circularidade,Coletividade,comunitarismo _ o começo e o fim se imbricam, as hierarquias mudam, circulam; a energia transita num circulo de poder e saber que não se fecha nem se cristaliza, mas gira, circula, transfere-se, coopera.

2. Energia Vital, Axé, Religiosidade_ a revelação da circularidade da vida. Todos os elementos se relacionam entre si e sofrem influência uns dos outros. Tudo é sagrado, é divino. Todos os elementos da natureza, todos os seres. Os orixás são homens e mulheres jovens e idosos, crianças, alegres, guerreiros, dengosas, brigonas, doentes, com deficiência, homossexuais, bissexuais. Diversos e plurais.

3. Oralidade, Memória, Ancestralidade_ a fala, a palavra dita ou silenciada, ouvida ou pronunciada, tem poder. A transmissão oral da memória do Povo Negro. A lembrança descortinada, desenterrada. O passado, a sabedoria, os olhos das mais velhas (os), de quem traz no legado, de quem foi e é testemunha da história. A dimensão ancestral carrega o mistério da vida, da transcendência.

O evento será um espaço de atividades interativas permanente durante o período de realização do FSM/2012, no espaço Mocambo, tendo: cozinha afrobrasileira, bazar cultural, oficinas interativas com artistas convidados para confecção junto com os participantes, espaço lúdico infantil.

O QUE: Oficina Valores Civilizatórios Afrobrasileiros: em busca da cidadania plena

ONDE: Espaço Cultural MOCAMBO, Av. Loureiro da Silva, 1530_ em frente ao Largo Zumbi dos Palmares

QUANDO: 26/jan/2012, às 14h

QUEM: Associação MOCAMBO/RS

Responsável:

Elaine Rodrigues (51 81376198)

Coordenação:

Richard Gomes (51 84549648)

mocambo.poa@gmail.com

richardgomes11@hotmail.com

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Lula indica a Dilma senador do PT para Igualdade Racial

In Conexão Afro on Janeiro 18, 2012 at 9:44 pm

N°o1- 18  de Janeiro – Guaíba- RS –Brasil

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O ex-presidente Lula sugeriu a Dilma Rousseff que nomeie o senador petista Paulo Paim (RS) para o Ministério da Igualdade Racial, informa reportagem de Natuza Nery, Andréia Sadi eCatia Seabra, publicada na Folha desta quarta-feira (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Roberto Stuckert Filho – 23.fev.2011/PR

Presidenta Dilma Rousseff recebe o senador Paulo Paim

Presidente Dilma Rousseff recebe o senador Paulo Paim

A indicação de Paim foi feita na semana passada, quando Lula e Dilma discutiram em São Paulo os detalhes da reforma no primeiro escalão do governo.

A opção é vista com ressalvas, já que o senador foi motivo de dor de cabeça para o Planalto ao defender no passado reajustes maiores para o salário mínimo e para o benefício dos aposentados.

Leia a reportagem completa na Folha desta quarta-feira, que já está nas bancas.

Editoria de Arte/Folhapres

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Seleção 2012 para o VI Curso de Atualização: “A Teoria e as Questões Políticas da Diáspora Africana nas Américas”

In Conexão Afro on Janeiro 16, 2012 at 9:13 am

N°o1- 16  de Janeiro – Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

Criola, através do Programa MultiVersidade Criola , um espaço de formação feminista e anti-racista para mulheres negras, o Programa de Estudos e Debates dos Povos Africanos e Afro-americanos (PROAFRO) do Centro de Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com a Universidade do Texas em Austin, através do Centro de Estudos Africanos e Afro-americanos (CAAAS), do Departamento de Estudos da África e da Diáspora Africana, e do Instituto de Estudos Latino Americanos Teresa Lozano Long (LILLAS), torna público a abertura de inscrições para selecionar alunas e alunos para o VI Curso de Atualização em Estudos da Diáspora Africana.

O curso oferece 20 vagas. E será realizado nas dependências da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), às segundas e quartas-feiras, de 13h às 18h, no período de 18/06 a 27/07 de 2012, com carga horária total de 60h. Será considerada aprovada a aluna e o aluno que atender aos critérios de avaliação do curso: 1) freqüência de até 75% do total de horas do curso, 2) apresentar resumo e perguntas para debate em pelo menos 2 aulas, 3) entrega de um paper acadêmico ao final do curso, de 15 à 20 páginas, baseado em trabalho etnográfico, de arquivo ou de caráter sociológico, com foco no Brasil

Poderão se inscrever para a seleção ativistas dos movimentos sociais, negro e de mulheres negras, bem como estudantes universitárias/os em nível de graduação e pós-graduação.
Condições para a participação
a) Ter no mínimo domínio intermediário da língua inglesa para leitura e compreensão
b) Ter disponibilidade de tempo de no mínimo 15 horas semanais para freqüentar as aulas e para a leitura da bibliografia.

A ficha de inscrição estará disponível on-line nos sites: www.criola.org.br e www.neab-proafro.uerj.br. As/os interessadas/os deverão preencher esta ficha, enviá-la por e-mail para diasporaafricana@criola.org.br anexando um curriculum vitae (três páginas no máximo) com informações sobre formação, a ação antirracista e feminista, participação em eventos acadêmicos e/ou ativistas. A ficha de inscrição e o curriculum vitae só serão aceitos por e-mail e deverão ser enviados no período de 19.01.12 à 29.02.12.

A lista com o nome d@s selecionad@s para o curso será publicada no site de Criola e do PROAFRO no dia 23/03/2012.  Confira o edital completo em anexo e nos sites acima citados.

Postado por Luciane O. Rocha no Fb.

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HOMENAGEM DAS BAIANAS DE ACARAJÉ PARA AS BAIANAS DO JUDICIÁRIO.

In Conexão Afro, negritude on Janeiro 15, 2012 at 11:30 am

N°o1- 15  de Janeiro – Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

QUANDO: 20 de Janeiro, HORAS: 18 h

LOCAL: MEMORIAL DAS BAIANAS

ENDEREÇO: BELVEDERE DA SÉ, PRAÇA DA SÉ S/N, CENTRO

CONTATO: (71) 3322-9674 / 3487-1342

E-MAIL: memorial.baianas@gmail.com

A luta contra a discriminação racial não tem sido maior que a contribuição que damos ao desenvolvimento do Brasil, a exemplo do que assistimos hoje no Tribunal de Justiça da Bahia e no Conselho Nacional de Justiça – CNJ, quando duas mulheres negras baianas questionaram o papel destes órgãos e a inserção da população negra nestes espaços.

Nestes séculos de lutas tivemos avanços, mas nunca tínhamos nos ousados a questionar o judiciário brasileiro. As Campanhas Desembargadora Sim. Porque Não? e a Campanha de inserção de mulheres negras no Supremo Tribunal Federal, nos garantiu a primeira mulher negra Desembargadora na Bahia e a primeira mulher Negra Corregedora Nacional de Justiça, respectivamente em Dezembro 2011 e Setembro de 201O.

É isso que precisamos fazer, sair do discurso que constata para a prática que transforma.

Todos sabem, branco(a)s e negro(a)s que vivemos um Apartheid disfarçado no Brasil, onde a maioria é subserviente a minoria. Temos dois Brasis: um branco que vive as vantagens de 350 anos de escravidão e 123 anos de racismo e outro negro que vive suas desvantagens. Vivemos esta desvantagem, sobretudo na subrepresentação da população negra nas esferas de poder.

Pela primeira vez na história do Brasil vemos posturas cidadãs no judiciário. Enquanto a Desembargadora Luislinda Valois tem sido um baluarte na luta pela inserção da população negra neste espaço, a Ministra, atual Corregedora Dr. Eliana Calmon busca dignidade para a suprema corte que sempre viveu as margens da sociedade, fazendo e desfazendo o que bem quisesse. Alguns dizem que a democracia esta ameaçada quando o Conselho Nacional de Justiça tenta moralizar o judiciário, diferente dos que dizem isso, dizemos que a democracia corre perigo quando tratamos juízes como cidadãos incomuns, como seres superiores a tudo e a todos, ai sim corremos sérios riscos…

Quando a atual Desembargadora Luislinda Valois lutou para ter o seu direito garantido por lei e quando a Corregedora Nacional de Justiça, Eliana Calmon faz aquilo que a lei preconiza e o que o povo espera, a esperança se renova, pois estas posturas nos coloca com a possibilidade real de construir um Brasil para Todos.

A Bahia levou o samba para o Brasil e agora democratiza a justiça para tod@s. Nem só de samba vive @s baian@s, como alguns tentam estigmatizar…

VIVA LUISLINDA VALOIS E ELIANA CALMON. MULHERES NEGRAS CIDADÃS.

Esta é a hora. Esta é nossa vez!!!

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A ORIGEM DO NOME FAVELA

In Conexão Afro on Janeiro 14, 2012 at 9:40 pm

N°o1- 14 de Janeiro – Guaíba- RS –Brasil

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FAVELAS – UM POUCO DE HISTÓRIA.

Conheça um pouco desta história …

Se você não sabe a origem da palavra FAVELA, então dê uma lida abaixo e passe a saber tudo sobre o assunto.

Também há explicações sobre a origem dos nomes das favelas. Por que Mangueira ou Vidigal.

Baita aula!!!

Favela com o Cristo Redentor ao fundo

Você já parou para pensar qual o motivo de chamarmos os bairros pobres e sem infraestrutura de "FAVELAS"? Eu sempre achei que fosse um nome indígena ou qualquer coisa assim,mas a história é bem mais interessante que isto.

O origem do nome "FAVELA" remete a um fato marcante ocorrido no Brasil na passagem do século XIX para o século XX: a Guerra de Canudos.

Na Caatinga nordestina, é muito comum uma planta espinhenta e extremamente resistente chamada "FAVELA"

FAVELA ( Cnidoscolus phyllancatus)

Produz óleo comestível e combustível

Entre 1896 e 1897, liderados por Antônio Conselheiro, milhares de sertanejos cansados da humilhação e dificuldades de sobrevivência num Nordeste tomado de latifúndios improdutivos e secas, criam a cidadela de Canudos, no interior da Bahia, revoltando-se contra a situação calamitosa em que viviam.

Mapa da Região de Canudos – Bahia

Em Canudos, muitos sertanejos se instalaram nos arredores do "MORRO DA FAVELA", batizado em homenagem a esta planta.

Estátua de Antonio Conselheiro olha pela Nova Canudos.

A cidade original foi alagada para a construção de um Açude

Morro da Favela em dois momentos: Guerra de Canudos (esquerda) e atualmente (Direita)

Com medo de que a revolta minasse as bases da República recém instaurada, foi realizado um verdadeiro massacre em Canudos, com milhares de mortes, torturas e estupros em massa, num dos mais negros episódios da história militar brasileira, feito com maciço apoio popular.

Quando os soldados republicanos voltaram ao Rio de Janeiro, deixaram de receber seus soldos, e por falta de condições de vida mais digna, instalaram-se em casas de madeira sem nenhuma infraestrutura em  morros da cidade (o primeiro local foi o atual "Morro da Providência"), ao qual passaram a chamar de "FAVELA", relembrando as péssimas condições que encontraram em Canudos.

Morro da Providência em foto antiga. Onde tudo começou…

Morro da Providência atualmente

Este tipo de sub-moradia já era utilizado a alguns anos pelos escravos libertos, que sem condições financeiras de viver nas cidades, passaram também a habitar as encostas. O termo pegou e todos estes agrupamentos passaram a chamar-se FAVELAS.

Mas existem vários "MITOS" sobre as Favelas que precisam ser avaliados…
01 – Costumamos achar que as maiores Favelas do mundo encontram-se no Brasil, mas é um engano. Nenhuma comunidade brasileira aparece entre as 30 maiores do Mundo. México, Colômbia, Peru e Venezuela lideram o Ranking, em mais um triste recorde para a América Latina.

Vista aérea da Favela de NEZA, nas proximidades da Cidade do México.

A Maior do Mundo, com mais de 2,5 milhões de Habitantes

02 – Outro engano comum é achar que as Favelas são um fenômeno "terceiro-mundista", restrito a países subdesenvolvidos ou emergentes. Apesar de em quantidade bem menor, países desenvolvidos como Espanha também tem suas Favelas, chamadas por lá de "Chabolas".

Chabolas madrileñas, as favelas espanholas

03 – E um terceiro mito é o de que as Favelas apenas aumentam, não importa o que o governo faça…A especulação imobiliária e planos governamentais já acabaram com algumas favelas, mesmo no Rio de Janeiro. O caso mais famoso é o da Favela da Catacumba, ao lado da Lagoa Rodrigo de Freitas, que foi extinta em 1970. AFavela do Pinto também é um outro exemplo…

Favela da Catacumba na Década de 60. Hoje, parque e prédios de luxo

Dizia-se que no local existiu um Cemitério Indígena.

ORIGEM DOS NOMES DE ALGUMAS FAVELAS DO RJ

http://www.favelatemmemoria.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=36&sid=3

Vista do Morro da Babilônia com Corcovado ao fundo

Babilônia

A vegetação exuberante e a vista privilegiada de Copacabana levou os moradores a compararem o local com os "Jardins Suspensos da Babilônia".

Rocinha

Rocinha
Nos anos 30, após a crise da Bolsa de 1929 que levou vários produtores de café à bancarrota, o  terreno da Fazenda Quebra-Cangalha foi invadido e dividido em pequenas chácaras, que vendiam sua produção na Praça Santos Dumont, responsável pelo abastecimento de toda a Zona Sul da cidade. Quando os clientes perguntavam de onde vinham os legumes, diziam: "-É de uma tal Rocinha lá no Alto da Gávea"

Morro da Mangueira

Mangueira

Nos anos 40, na entrada da trilha de subida do Morro, que na época ainda era coberto pela mata, foi colocada uma placa que dizia: "Em breve neste local, Fábrica de Chápeus Mangueira". A fábrica nunca foi construída, mas a placa permaneceu, batizando uma das mais emblemáticas comunidades cariocas.

Morro do Vidigal

Vidigal

Em homenagem ao dono original do terreno onde hoje se localiza a Favela, o Major Miguel Nunes Vidigal, figura muito influente durante o Império.

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Mapeando Axé nas Comunidades Tradicionais de Terreiro

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Janeiro 13, 2012 at 2:27 am

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Mapeamento destaca que quatro mil terreiros localizam-se em quatro das 26 capitais do país

O Ministério da Cultura, por meio da Fundação Cultural Palmares (FCP), e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) foram parceiros do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no trabalho de Mapeamento das Comunidades Tradicionais de Terreiro, realizado nas capitais e regiões metropolitanas dos estados de Minas Gerais, Pará, Pernambuco e Rio Grande do Sul.  Os resultados da pesquisa apontaram que 4.045 terreiros de religiões de matriz africana estão situados nas quatro capitais (Porto Alegre, Recife, Belém e Belo Horizonte) dos estados pesquisados.

O objetivo do mapeamento foi o de conhecer a realidade dos terreiros. Saber, por exemplo, quem são, onde estão situados, quais são as principais atividades, como se encontra a situação fundiária, a infraestrutura e os demais aspectos socioculturais e demográficos. A ênfase da pesquisa foi a dimensão comunitária e o caráter étnico, considerando a organização social e o trabalho tradicionalmente desenvolvido.

O projeto Mapeando o Axé foi executado pela Associação Filmes de Quintal, instituição selecionada por meio de edital público. Sua realização aconteceu em virtude da luta dos povos de terreiro por reconhecimento e respeito às suas tradições. As informações farão parte de um banco de dados que servirá de base para as políticas públicas junto a estas comunidades.

Acesso às políticas públicas

Segundo Eloi Ferreira, presidente da Fundação Palmares, a pesquisa  resulta de uma intensa articulação mantida anteriormente para conhecer a memória dos povos de terreiro, visando a conquista do direito que eles possuem perante as demais religiões.

“O povo de terreiro não pode continuar na atual situação de vulnerabilidade. Precisamos estabelecer meios de acesso às políticas públicas”, disse Eloi Ferreira. Ele acrescentou, ainda, que o Estado brasileiro precisa cruzar os mapeamentos com o Estatuto da Igualdade Racial e pensar políticas públicas direcionadas às comunidades específicas.

O presidente da Palmares afirmou que essa pesquisa não é conclusiva, mas que será complementada com diversas ações do governo que já foram realizadas e outras que serão desenvolvidas a partir deste ano, apoiadas pela FCP. Em Pernambuco, por exemplo, a Secretaria de Igualdade Racial vai realizar um novo mapeamento em outras cidades do estado.

“Estamos iniciando de forma centralizada o acesso dos povos de terreiro aos bens culturais e econômicos, criando condições de aproximar essa comunidade e realizar a inclusão social porque não é justo que esse povo não tenha sequer o direito de registrar-se junto ao Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica”, concluiu o presidente.

Segundo a Fundação Palmares, Salvador não foi incluída nesse projeto porque, entre 2006 e 2008, numa parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), por meio do Centro de Estudos Afro-Orientais (SEAO), e a Secretaria Municipal da Reparação (Semur), foi realizado um levantamento na capital baiana, onde foram cadastrados mais de 1.100 terreiros.

A partir de fevereiro deste ano, a FCP apoiará novos mapeamentos que serão realizados nos estados brasileiros com o objetivo de identificar todas as comunidades existentes e conhecer as necessidades peculiares de cada uma para que o acesso às políticas públicas aconteça com transparência e igualdade, independentemente do credo religioso.

Clique aqui para acessar os dados da pesquisa e para mais informações

(Texto: Nemésia Antunes, Ascom/MinC)
(Fotos: site MDS)

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