Revista Online Conexao Afro

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Mãe Stella de Oxóssi agora é colunista de jornal

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Março 31, 2011 at 10:50 pm

N°o1- 31  de  Março ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTACONEXÃO AFRO


Foto: PSB.blogspot

quinta-feira, 31 / março / 2011 by Fernanda Lopes

Foto: PSB.blogspot

Mãe Stella de Oxóssi: cultura negra ganha voz direta nos meios de comunicação

Por Fernanda Lopes

No Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, o jornal A Tarde (Bahia) dá oportunidade à comunidade negra, em especial ao povo de Santo, de transmitir sua mensagem para todo o País. A cada 15 dias, a editoria de Opinião terá uma de suas colunas assinada pela ialorixá baiana Mãe Stella de Oxóssi. O presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira de Araujo, aplaudiu a iniciativa.

Mãe Stella é uma das mais destacadas guardiãs da cultura negra. E certamente irá transmitir ensinamento que reafirmarão a identidade da população negra brasileira, resume Eloi Ferreira.

Essa não é a primeira ação do jornal para a valorização da cultura negra. Anualmente, é publicado, no dia 20 de novembro, o Caderno da Consciência Negra, além das coberturas diárias dos temas raciais. “É a primeira vez, desde a fundação de A TARDE, em 1912, que uma ocupante do mais alto posto da hierarquia do candomblé se torna articulista de forma regular no periódico”, ressaltou jornalista Clediana Ramos no blog Mundo Afro.

PERFIL – Mãe Stella de Oxóssi é sacerdotisa do famoso terreiro Ilê Axé OpÔ Afonjá desde 1976, enfermeira, funcionária pública estadual e escritora; em 1980, fundou o Museu Ohun Lailai – o primeiro de um terreiro de candomblé; em 2001, ganhou o Prêmio Estadão, na condição de fomentadora de cultura; em 2005, recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal da Bahia (UNEB). É detentora das comendas Maria Quitéria (Prefeitura do Salvador), da Ordem do Cavaleiro (Governo da Bahia) e do Ministério da Cultura.

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Reunião da Comissão Permanente Semana Municipal da Umbanda e das Religiões de Matriz Africana 2011- Abre ção positiva do povo de axé guaibense

In Comunidade Tradicional de Terreiros, Guaiba on Março 30, 2011 at 10:58 pm

 

N°o 1- 30 de março  ano 2011 -Guaíba- RS -Brasil
REVISTA CONEXÃO AFROReunião
Comissão Permanente e Impulsora da Semana Municipal da Umbanda e Religião de Matriz Africana
A reunião teve a participação de membros de Comissão Municipal da Umbanda e das Religiões de Matriz Africana  que  começou dispensando a rodada de apresentações, pelo fato dos religiosos  que já se reúnem há muito tempo. Em seguida Mãe Carmen de Oxalá, ao abrir a reunião parabenizou todos pela garra e o empenho durante o ano de 2010, que lutaram bravamente para o  fortalescimento do movimento religioso africanista e umbandista guaibense, que apareceu nas festividades em homenagem ao Pai Xangô com ALUJÁ na Pedra de Xango, III ª Xirê de Mãe  Oxum, ambas realizadas na Praia da Alegria. Salientou a necessidade de intensificarem as ações do  movimento religioso para que possam fechar o ano de 2011 com o mesmo êxito. Foi aberto  o momento para receber as manifestações dos presente, Mãe Bere de Oxum  diz “ que se depender de sua casa religiosa este ano será maior”,  Pai Ricardo acha que “devemos agregar mais casa de religião para  realizarmos a festa de Xango e Oxum”, Pai Roni elogia “a nossa comissão está evoluíndo e  principalmente pela a forma que viemos discutindo e tomando decisãoes coletivas”. Seu Afonso diz “o terreira de Mãe Nilza , todo estamos muito contentes em termos  participado, pela primeira vez , na construção da festa e sabe que precisamos contagiar mais terreiros para o movimento. Mãe Jane de Obá desculpa-se por não tido condições de participar devido aos problemas de saúde, Mãe Geni diz ter sentido falta de mais estruturas como arquibancadas “ não precisamos depender tanto da prefeitura“ .
O segundo Ponto da pauta
Mãe Carmen de Oxalá comentou sobre a  Comissão de acompanhamento da Pesquisa Sócioeconômica e Cultural, que ainda não obtiveram noticias da publicação dos dados, também partilhou o convite  que receberam dos componentes que representam o  municipio de Esteio para uma reunião naquele municipio.
Terceiro Ponto de Pauta
A Mãe Geni de Iemanjá diz que não devemos abrir mão do que viemos construíndo há 3 anos, que é montarmos o Cantinho Temático de Ogum , na praça da Bandeira. O representante da Flora Santa Bárbara Sergio, sustenta apoio da Flora e disponibiliza um brinde, um Banner para divulgação. Já o representante da Seara da Verdade Eterna Cacique Fernando acrescenta que estará de plantão neste dia mas,  encaminhará sua corrente espiritual. Imagem0138_1Mãe Jane de Obá , divide que  esta em tratamento  e talves não poderá participar mas reconhece a importância deste evento para o calendário africano e umbandista guaibense , e a  união das casas que compõem a Comissão são as responsáveis por construírem juntos e  com sagrificio, por isso não podemos  deixar passar em branco. Foi dividido tarefas para a realização. O Cantinho Temático de Ogum , dia 23 de abril de 2011. Realização as casas de umbanda e as que de Comunidades Tradicionais de Terreiros que compõe as Comissões Impulsora e Permanente, que dispõe de tempo e disposição de assumir o compromisso de acordo com suas disponibilidades nesta data. Presentes, Mãe Berenice de Oxum,Mãe Geni de Iemanjá,Cacique Fernando, Cacique Renata, Pai Roni de Ogum, Pai Ricardo de Ogum, Sergio quadros, Mãe  Jane de Obá, Afonso Machado –  Templo de Jurema coma observação da psicologa Debora Lucia de Souza.

Cantinho Temático de Ogum, Ato Cultural Político e Religioso de Combate à Intolerância aos Afro-religiosos" que acontecerá no dia 23 de abril  entre as 9hs as 17 hs na Praça da Bandeira, centro de Guaíba,RS, Brasil.

Maiores Informações

caracoleslogo aasssobecatyassobecaty@hotmail.com

Fone 30556655/ 97010303/84945770

maecarmendeoxala@hotmail.com

1ª Dama do Rio Grande do Sul Sandra Genro Recebe a Ministra Luiza Bairros

In Comunidade Tradicional de Terreiros, Conexão Afro, Polítca on Março 30, 2011 at 12:03 pm

N°o1- 29  de  Março ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTACONEXÃO AFRO


 

Na tarde de ontem, (29) a primeira-dama do estado, Sandra Genro, recebeu a visita da ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), Luiza de Bairros, que veio ao seu gabinete para promover um diálogo de gênero e raça no âmbito do governo do Estado. Estavam presentes na reunião a secretária de Políticas para Comunidade Tradicionais da SEPPIR, Ivonete Carvalho, a secretária adjunta da Casa Civil, Mari Peruzzo, a coordenadora de P1170604modPolíticas de Promoção da Igualdade Racial do RS, Sandra Helena Maciel, representando a Secretaria de Políticas para Mulheres do RS, Sátira Pereira Machado, a coordenadora do Núcleo da Diversidade da Secretaria de Educação, Eliane A. de Souza, a coordenadora da Diversidade Cultural da Secretaria de Cultura do RS, Gislaine Teixeira Campos, a técnica da EMATER, Regina Miranda e Sandrali Bueno, assessora do Gabinete da Primeira Dama.

Também compareceram as representantes da sociedade civil, Maria Noelci Homero, da Articulação de Organização de Mulheres Negras Maria Mulher, Carmen Lúcia de Oliveira, Mãe Carmen de Oxalá, da ASSOBECATY. Leonice de Deus, pedagoga do Fórum de Educação da Micro 5, Sarai Soares, coordenadora do Fórum de Segurança Alimentar do Programa de Aquisição Alimentar, e Simone Cruz, da Articulação Nacional de P1170591Mulheres Negras e da Associação Cultural de Mulheres Negras.

Na ocasião, a ministra apresentou alguns dos programas que a SEPPIR está construindo. Luiza de Bairros está realizando um movimento de diálogo com os estados e municípios para constituir uma rede de colaboração, com o objetivo de constituir uma política de igualdade no Brasil, através de construção de estruturas nos estados para articular as políticas em parcerias com as secretarias.

Enfatizou o fato de 2011 ser o ano Internacional dos Afrodescendentes e 10 anos da participação do Brasil na Conferência Mundial sobre Racismo. Dentro desse enfoque, a SEPPIR lançará esse ano, a campanha nacional “Igualdade racial é pra valer”.

Todas as presentes agradeceram à Sandra Genro a oportunidade do espaço de diálogo e apresentaram questões e P1170623pautas para serem levadas pela Sandra e pela ministra para serem assumidas pelo governo. Também falaram a respeito do trabalho quem têm feito no sentido da construção de projetos e ações para uma sociedade igualitária.

Sandra apresentou o trabalho do seu gabinete e reafirmou sua disposição em apoiar as políticas das secretarias que tenham relação com a pauta da igualdade racial e afirmou que o governo do Estado está comprometido com essa questão.

Crédito das fotos: Carina Kunze

Assessoria de Comunicação
Gabinete da Primeira Dama
(51) 33236713
(51) 85372648

A cantora Preta Gil reage ao Racismo explícito

In Conexão Afro, negritude, Polítca on Março 29, 2011 at 1:56 pm

N°1- 29 Março   ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

A cantora Preta Gil reage: " Sou uma mulher negra, forte e irei até o fim contra esse deputado, racista, homofóbico, nojento, conto com o apoio de vocês".

 

Salvador – Revolta e indignação. Essas são as palavras que resumem a reação de entidade negras às declarações do deputado Jair Bolsonaro (PP/RJ), no programa CQC, da TV Bandeirantes, em resposta a uma pergunta da cantora Preta Gil, ofensivas a toda a população negra brasileira. Leia mais

No quadro “O Povo quer saber” do programa levado ao ar nesta segunda-feira (28/03), ao ouvir uma pergunta da cantora, filha do ex-ministro Gilberto, considerou “promiscuidade”, a possibilidade a possibilidade de um homem branco se apaixonar por uma mulher negra. “Ô Preta, eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco e meus filhos foram muito bem educados. E não viveram em ambientes como lamentavelmente é o teu”, declarou Jair Bolsonaro.
O deputado é considerado porta-voz da extrema direita militar e no programa considerou-se admirador de todos os generais que assumiram à Presidência no período da ditadura, incluindo, Médici, Figueiredo e Geisel. Tem expressado posições racistas e homofóbicas.
A apresentadora disse que vai processar Bolsonaro e escreveu no seu Twitter: "Advogado acionado!. Sou uma mulher negra, forte e irei até o fim contra esse deputado, racista, homofóbico, nojento, conto com o apoio de vocês. Quando gravei o quadro pro ‘CQC’, a produção me pediu que fizesse uma pergunta ao deputado Jair Bolsonoaro. Fiz a pergunta, e não vi a resposta dele", contou Preta pelo microblog.
Também a vereadora Olívia Santana, do PC do B, da Bahia, disse que as declarações de Bolsonaro configuram ato explícito de discriminação racial. “Estas declarações representam o posicionamento reacionário deste deputado. O que ele faz em Brasília é um desserviço para a Nação. Não vamos permitir que esta atitude discriminatória passe impunemente. Racismo é crime e o deputado deve ser penalizado por isso. Falo isso, como cidadã e mulher negra” ,afirma Olívia, integrante da comissão de Reparação da CMS e uma das fundadoras da UNEGRO – União de Negros pela Igualdade, corrente política dos militantes filiados ou ligados ao PC do B.
A vereadora acionou sua assessoria jurídica e disse que está tomando todas as providências necessárias para entrar com representação no Ministério Público contra o deputado. “Ele não ofendeu apenas Preta Gil, e isso já seria o bastante, mas todas as mulheres negras deste país. Ele deve ter o seu mandato cassado, já que quebrou o decoro parlamentar e cometeu um crime em rede nacional. Utilizou uma concessão pública para ofender toda nação brasileira”, destacou a vereadora.

Religiosos do Rio Grande do Sul recebem visita da Ministra Luiza Bairros

In Comunidade Tradicional de Terreiros, Conexão Afro, Polítca on Março 29, 2011 at 8:01 am

N°o1- 29  de  Março ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTACONEXÃO AFRO

 

Ministra Luiza Bairros no FORMA RS

Cumprindo agenda no Estado, a ministra  Luiza Bairros  da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial foi recebida com muita expectativa pelo  FORMA -RS  Fórum de Religião   de Matriz Africana em Defesa da Segurança Alimentar-  RS, na segunda dia ( 28 )  .

Mesa Forma

Estavam presentes na mesa a coordenadora da Diversidade Cultural da Secretaria de Cultura do RS, Gislaine Teixeira Campos,  coordenadora de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do RS, Sandra Helena Maciel, representando a Comissão de acompanhamento da pesquisa socioeconômica e cultural  das comunidades tradicionais de terreiros  e ASSOBECATY- Mãe Carmen de Oxalá , Yalorixá Vera Soares Coordenadora do FORMA – RS, ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), Luiza de Bairros, que veio dialogar e conhecer a realidade das comunidades de terreiros do estado do Rio Grande do Sul e  a secretária de Políticas para Comunidade Tradicionais da SEPPIR, Ivonete Carvalho.

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A ministra Luiza Bairros  conheceu o trabalho do FORMA- RS, da Comissão de acompanhamento da pesquisa , assim como dos demais que contribuiram na apresentação das especificidades  e necessidades da religião da matriz afrogaúchas. Durante seu discurso,  demonstrou ter uma postura não muito favorável  em aumentar o número de cestas alimenticias, destacou que existe uma avaliação do governo federal com relação as politicas emergênciais, que  estarão priorizando  a   potencialização das politicas estruturantes  que deverão ser implementadas para  o desenvolvimento sustentável das comunidades Tradicionais de Terreiros do Brasil.

QUEM É A NOSSA MINISTRA LUIZA BAIRROS

In Conexão Afro, negritude, Polítca on Março 29, 2011 at 1:18 am

Nº 01- 28 de março ano  2011 -Guaíba- RS -Brasil

 
REVISTACONEXÃO AFRO

 


Luiza Helena de Bairros nasceu a 27 de março de 1953 em Porto Alegre (RS). Filha do militar Carlos Silveira de Bairros e da dona de casa Celina Maria de Bairros. Sempre foi estimulada pelos pais quanto a sua formação. Não causou estranheza a seus familiares quando começou a envolver-se com as questões raciais, pois no período de colégio sempre fazia parte de grêmios e na universidade pertencia a diretórios acadêmicos, demonstrando um forte interesse pela militância estudantil. E foi na universidade, a partir de um amigo participante do diretório acadêmico, que teve seu primeiro contato com informações sobre os movimentos sociais americanos e ao conhecer o material dos Panteras Negras, ficou ainda mais entusiasmada com o caminho que estava traçando para sua luta política.

No início de 1979, participa da Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, ocorrida em Fortaleza. Foi impactada pela presença de inúmeros integrantes do Movimento Negro de várias regiões brasileiras, quando trava um contato mais próximo com o pessoal do Movimento Negro Unificado da Bahia e resolve muda-se para Salvador, no mês de agosto do mesmo ano.

Bacharel em Administração Pública e Administração de Empresas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul com conclusão em 1975; Especialista em Planejamento Regional pela Universidade Federal do Ceará concluindo em 1979; Mestre em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e doutora em Sociologia pela Michigan State University no ano de 1997.

Com toda esta qualificação trabalhou entre 2001 a 2003 no programa das nações Unidas para o Desenvolvimento/PNUD na coordenação de ações interagenciais e de projetos no processo de preparação e acompanhamento da III Conferência Mundial Contra o Racismo – relação Agências Internacionais/Governo/Sociedade Civil. Entre 2003 a 2005 trabalhou no Ministério do Governo Britânico para o Desenvolvimento Internacional – DFID, na pré-implementação do Programa de Combate ao Racismo Institucional para os Estados de Pernambuco e Bahia. Entre 2005 a 2007 foi consultora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD, para questões de gênero e raça como coordenadora do programa de combate ao Racismo Institucional – PCRI na Prefeitura da Cidade do Recife, Prefeitura Municipal de Salvador e Ministério Público de Pernambuco.

Entre 1976 e início da década de 1990 esteve envolvida em pesquisas relevantes para o conhecimento e combate do racismo no Brasil e nas Américas, como por exemplo sua participação na coordenação da pesquisa do Projeto Raça e Democracia nas Américas: Brasil e Estados Unidos. Uma cooperação entre CRH e a National Conference of Black Political Scientists/NCOBPS.

Enquanto docente trabalhou na Universidade Católica de Salvador, Universidade Federal da Bahia/UFBA, dentre outras. Foi organizadora de alguns livros memoráveis e autora de vários artigos e dossiês. Coordenou diversos eventos na área do combate a discriminação racial.Dona de uma trajetória respeitável, Luiza é reconhecida como uma das principais lideranças do movimento negro no País. Faz parte dos grupos de estudiosas/os e ativistas que contribuem e lutam para a superação do racismo e sexismo e esteve nas últimas décadas à frente de inúmeras iniciativas de afirmação da identidade negra na sociedade brasileira.

Pesquisadora na área de políticas públicas para população afro descendente, sempre trabalhou em prol da redefinição de novos caminhos para as mulheres negras, apresentando e sugerindo propostas em políticas voltadas para a igualdade racial e de gênero. Coroando esta trajetória no dia 8 de agosto de 2008 tomou posse como titular da Secretaria Estadual de Promoção da Igualdade Racial da Bahia – Sepromi.

Fonte: Site Mulher 500 anos/ Blog de Bernardes Comunicação

Foto: Agecom/Gov. da Bahia


 

Agenda da Ministra Luiza Bairros no Estado do Rio Grande do Sul

In Comunidade Tradicional de Terreiros, Conexão Afro, Polítca on Março 28, 2011 at 10:25 am

REVISTACONEXÃO AFRO

A ministra Luiza Bairros será companhada de  Ivonete Carvalho- Secretaria de Comunidades Tradicionais


10h 00- Reunião com a Federação Estadual Quilombola

Loca: Sede do CODENE – Conselho Estadual do Negro: Rua Miguel Teixeira nº 86, cidade Baixa

luiza_bairrosAuditório da Secretaria de Estado e Justiça e Direitos Humanos

12h 00 – Audiência com Coordenação dos Clubes Negros do Estado do rio Grande do Sul

Local: Convento Capuchinhos- Rua Paulino Chaves, 291- Santo Antônio

15h00 – Diálogos de Gênero e Raça no âmbito do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, presença da Excelentíssima Primeira Dama Senhora Sandra Genro

Local;  Palacinho – Av Cristovão Colombo n. 300 – Floresta – Gabinete da Primeira Dama

12H00 Audiência com Exeletíssimo Prefeito do Municipio de Porto Alegre Senhor José Fortunatti

Local Praça Montevidéu n 10, 2 andar, Centro ( ao lado do Mercado público)

18h-00   Plenária Religiosa de Matrizes Africanas

Local: Mercado Público de Porto Alegre, sala 10


Dia 29 Terça – Feira


10h00- Reunião com o Grupo Hospitalar Concceição/ Comissão Especial de Promoção a Igualdade Racial para tratativas da Saúde da População Negra

Local : Rua Domingos Rubbos n 20- Cristo Redentor- 2 º Andar – Anfiteatro do Hospital Cristo Redentor

12h30 – 14h00 – Audiência com os parlamentares e Prefeitos da região metropolitana

Local :  Bistrô na Rua da Praia Shopping, entrada pela Rua Riachuelo , 1070, bem perto do Palácio Piratini e da Assembléia Legislativa, atrás do Teatro São Pedro,

15h00 Reunião com Movimento Hip Hop

Local: Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul- Praça Marechal Teodoro, Centro, 4º andar, sala  Mauricio Cardoso

17h00 – Audiência com o excelentissimo Governador do Estado do Rio Grande do Sul Tarso Genro

Local  : Gabinete do Governador- Palacio Piratini, Praça Marechal Deodoro, S/nº

Participam : Ivonete Carvalho-  Secretaria de SECOMT .  Vinicius Woo- chefe de Gabinete do Governador , Fabiano Pereira- Secretário de Justiça e Direitos Humanos, Márcia Santana – Secretarias de Politicas públicas para Mulheres.

Destaque a Coordenadora da Copir Canoas , combatendo à discriminação racial

In Conexão Afro, negritude, Polítca on Março 28, 2011 at 10:15 am

N°1- 28 de março ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

10:18 – segunda-feira, 28 de março de 2011

Recentemente, a titular da Coordenadoria de Políticas para Igualdade Racial, Maria Aparecida Mendes, palestrou na escola estadual de Ensino Médio Morada do Vale I, em Gravataí. Na ocasião, a coordenadora abordou os temas referentes ao Dia Internacional de Combate a Discriminação Racial, lembrado em 21 de março, as lei 10639/03 e 116458, que regulamentam o estudo das culturas afro-brasileira e indígena nas escolas de Ensino Fundamental e Médio, e o Estatuto da Igualdade Racial.

A coordenadora foi convidada para ministrar a palestra pela professora Carmen Lúcia Silva e a vice-diretora Lana Gomes Otero da Silva.

Transmitir a cultura dos antepassados, elevar a auto-estima das crianças, jovens e adultos, realizar a inclusão social através da arte, resgatar a cultura afro-brasileira desenvolvendo oficinas de dança, música, poesia, leitura, artesanato, religiosidade e percussão e conscientizar através da poesia incluindo versos com temas raciais, histórias, personagens importantes da cultura negra e leitura estão entre os objetivos da iniciativa realizada na instituição.

“Não importa a que etnia pertençam todos dançam, andam, aprendem sobre a origem das raças e como lidar com preconceito racial. Assim, melhoram o comportamento em família e na sociedade, além do rendimento escolar. Cultura é mais do que está escrito: é educação, é dança, é povo”, destaca Maria Aparecida.

Patrícia Araujo

FONTE : Site Prfeitura de Canoas

3º Encontro Nacional Petista

In Conexão Afro, Polítca, ROUXINOL: Coluna de Egbomi Concceição Reis de Ogum on Março 28, 2011 at 3:05 am

REVISTA CONEXÃO AFRO



N°o1- 28 de  Março ano 2011 -Guaíba- RS -Brasil

cartaz


“OS POVOS ESTÃO MOSTRANDO,
É QUE É POSSÍVEL MUDAR O
CURSO DA HISTÓRIA”

Contribuição ao 3º Encontro Nacional do Diálogo Petista apresentado na Reunião Preparatória no Recife, em 17.03.2011, com 35 petistas

Fernando Nascimento, PT- Recife, ex-deputado federal;
Vinícius Carvalho,
Executiva do PT-PE;
Ronaldo Santos, Executiva do PT-Lagoa de Itaenga;
Edmilson Menezes, PT- Recife

No espírito da fundação do PT, integrado à luta dos trabalhadores do mundo, hoje, um verdadeiro debate como o Encontro Nacional do Diálogo Petista se propõe a fazer, deveria integrar a apreciação dos acontecimentos do Norte da África.

De fato, o que estamos vendo desde há três meses quando começaram as mobilizações massivas na Tunísia pedindo o fim do regime e uma série de reivindicações sociais, é algo que há algum tempo não víamos – a clássica revolução!

Revolução, não apenas uma explosão ou um choque, mas um movimento protagonizado pela massa da população trabalhadora, com um lugar notável para a juventude, que procura se reapropriar de organizações históricas (como a central sindical UGTT) e ao mesmo tempo cria formas amplas e dinâmicas de auto-organização – surgem comitês populares -, num movimento ininterrupto que derruba um governo depois doutro até obter a satisfação das reivindicações, com avanços e recuos, mas recusando arreglos e falsas “transições democráticas”, exigindo-se Assembléia Constituinte para reorganizar o país segundo a vontade popular.

Por razões que debateremos, o movimento que eclodiu na Tunísia e virou uma onda de choque na região (Egito, Bahrein, Marrocos, Líbia etc.), não é um movimento étnico ou confessional, geograficamente confinado, como certa imprensa tenta limitar, para esconder as causas profundas: a miséria, desemprego e privatizações, acentuados pela crise capitalista aberta em 2008 e os “planos de ajuste”, que geraram revolta contra os regimes autoritários servis aos imperialismos estadunidenses e europeus. Imperialismos que hoje mesmo conjuram uma inaceitável ingerência de pretexto “humanitário”, com ou sem mandato da ONU – tal Iraque como Afeganistão -, contra a soberania desses povos para controlar da exploração de suas riquezas (hidrocarbonetos).

O que os povos desta região estão mostrando, é que é possível mudar o curso da história e tomar o destino nas próprias mãos – a revolução! Não é fácil, muitas vezes tem um custo enorme, mas sim é possível. (…)

CLIQUE AQUI E LEIA O TEXTO COMPLETO


Como chegar ao

3º Encontro Nacional
do Diálogo Petista

Data: 2 de abril (sábado), das 9 às 18h, na Câmara dos Vereadores – 8º. Andar – Salão Nobre (Metro Anhangabaú).

Endereço: Viaduto Jacareí, 100 – Bela Vista – São Paulo – SP – MAPA DO LOCAL(clique aqui para ver o mapa no Google Maps).

Inscrição: O Encontro é autofinanciado. Por isso será cobrada taxa de contribuição de R$10,00 por participante para cobrir os gastos de organização do encontro.
TRANSPORTE
O local fica próximo da estação Anhangabaú do Metro (Linha Vermelha) e do Terminal Praça da Bandeira de Ônibus.

ALIMENTAÇÃO
Vários restaurantes e lanchonetes nas proximidades.
HOSPEDAGEM
Os companheiros de fora de São Paulo que necessitem alojamento têm as seguintes opções:
• CEPATEC/MST – R. Rubens Meireles, 136 – Barra Funda (a seis quadras do Metro Barra Funda). Neste caso devem avisar a organização do Encontro, pois a hospedagem será organizada mediante fornecimento de nome e RG. Valor da diária: R$ 30,00
• Existe diversos hotéis na região com diárias entre R$ 90,00 a R$ 150,00.

MAIS INFORMAÇÕES
Caso necessária informação adicional, pelo e-mail dialogo.petista@uol.com.br ou contato telefônico 11 – 9245.0300 (Babi)

mapa
dialogo.petista@uol.com.br    •    www.dialogopetista.com.br

ELEIÇÕES DO FÓRUM PERMANENTE DE EDUCAÇÃO DO RS

In Conexão Afro, Educação on Março 27, 2011 at 9:43 pm

N°1-27 de  Março ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO
Companheirada,

Por isso me orgulho deste Estado e dos companheiros e companheiras com quem eu
milito.
Isso se chama transparência.
Todos e todas que, de fato, tem compromisso com nossos ideais de uma ERER
efetiva e duradoura devem participar deste processo.
É participando da construção das ações que deixamos de falar em "eu" para falar
em "nós".
Parabéns compnheiros (as) do Fórum Permanente do RS

Luiz Mendes
Fórum Permanente de Educação e Diversidade Étnico Racial do RS


FÓRUM PERMANENTE DE EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE ETNICORRACIAL/RS
Edital de Convocação Eleitoral.

O Fórum Permanente de Educação e Diversidade Etnicorracial/RS, por meio
deste Edital, convoca a Todos os interessados para participar do processo de
Eleição de sua Coordenação Colegiada, conforme § 2º do Art. 12 do Regimento
Interno, para o Biênio 2011/2013.

No dia 09 de julho de 2007, das 08 horas às 18 horas, a realizar-se no
Plenarinho da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, na Praça Marechal
de Deodoro, 101, Centro, Porto Alegre/RS.

Informações deverão ser solicitadas pelo:

1. E-mail: <mailto:forumdiversidaders@gmail.com>
forumdiversidaders@gmail.com
2. Fone: 51.32887606 - Evelize
3. Fone: 51.91792404 – José Antonio
Anexo o Regimento do Fórum Permanente de Educação e Diversidade
Etnicorracial/RS.
Porto Alegre, 21 de março de 2011.

WALDEMAR MOURA LIMA
Coordenador


José Antonio dos Santos da Silva
Coordenador Adjunto
51.91792404
53.99491618
www.joseantoniodossantosdasilva.blogspot.com
Ubunto.

ALGUNS FRAGMENTOS DA FESTA DE 61 ANOS DO SENADOR PAULO PAIM

In Polítca on Março 24, 2011 at 10:41 am

N°1-24  de  Março ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

 

O último fim-de-semana foi repleto de surpresas felizes para o senador Paulo Paim. No domingo, durante sua festa de aniversário, em Porto Alegre , o parlamentar emocionou-se  ao receber os abraços e felicitações de pessoas públicas de diversos segmentos da sociedade, aqui  estaremos apresentando pequenos fragmentos do grande evento, por estarmos na organização do evento de aniversário do parlamentar.

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Ficamos com a incumbência  de contribuir na  recepção dos convidados, dando as boas vindas, além de sinalizar os  locais, de entrega de alimentos, orientando –os   que tinham convites  e  os  demais que  deveriam  comprar. 100_2420

Carrasco e Dionisio da rádio 94,9 Fm, Maria Aparecida Flores Coordenadora da Igualdade Racial de Canoas

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No  almoço, encontrei a figura histórica do ex-governador do estado do Rio Grande do sul  e ex-ministro e fundador do PT  Olivio Dutra e Maria Aparecida  Flores, COPIR – CANOAS.

Sen. Paim Anivers-20 03 11 - Fatima Olv 824

Em destaque  as mulheres negras gaúchas.  A grio Maria  Elaine  do Projeto Mocambo e a Coordenadora da Igualdade Racial de Canoas  Maria Aparecida Flores.

Sen. Paim Anivers-20 03 11 - Fatima Olv 826

Além de celebrarmos juntos  os 61 anos do senador Paulo Paim. Reafirmamos que as  pautas sociais que o senador defende no Senado Federal ,  revigora nossas forças , mantém acesa a chama da esperança. Fatores  que implicam em  significados para as nossas vidas.

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Esta foto no final da festa, o senador com  sua  equipe que estava a disposição ,  para atender  cerca de três mil pessoas, em nome do senador Paulo Paim , ele  agradeceu a equipe e declarou . “É gratificante percebermos o carinho que muitos tem por nós. Isso mostra que estamos no caminho certo, defendendo os interesses de nossa gente”. 

PERDA DO CANDOMBLÉ DO BRASIL !!!

In ROUXINOL: Coluna de Egbomi Concceição Reis de Ogum on Março 23, 2011 at 1:12 pm

N°1-21 de  Março ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

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FALECE NO RIO DE JANEIRO O GRANDE PERCUSSOR DO DJEDJÊ,

DOTÉ ZEZINHO DE BOA VIAGEM.


O Rio de Janeiro, perdeu na 3@ feira um dos maiores baluartes da cultura afro-brasileira e o grande percussor do Djedjê no Brasil, o Doté Zezinho De Boa Viagem , que na noite do dia 21.03 , passou mal em sua residência , no bairro de Copacabana , zona sul do Rio de Janeiro, não resistindo e vindo falecer.

O corpo foi velado no Barracão, localizado na Vila M@. Geralda, em Nova Iguaçu, palco de belíssimas festas do Candomblé  e porta de grandes presenças de lideres da Religiosidade afro brasileira.

Pai Zezinho foi iniciado pelo tão famoso Tata Fomotinho, que em 1936 em sua roça em São João de Meriti , iniciava inúmeras figuras do pantheon candomblecista  , tais como: Djalma D. Lalu, Jorge D. Yemanjá, Aidê D. Possun entre outros.DSC00818

Cerca de 500 pessoas acompanharam o cortejo fúnebre no Cemitério Jardim da Saudade, no Bairro de Edson Passos, no Município de Mesquita. Grandes Nomes compareceram ao Sepultamento: Ya Beata D. Yemanjá , Ya Meninazinha D. Oxum, Mametu Mabegy, Prof. Benistes, Pai Renato D. Obalùwáiyè, Pai Marcos D. Oya , Pai Cândido D. Bagan, Pai Anderson D. Oxoguian, Abagigan Ailton D. Oxossi , Tatetu Osvaldo D. Mutalê, Ya Miriam D. Oya , Ya Ignez D. Yansã, Ya Valéria D. Ágüe, Pai Antonio D. Amaralina, Pai Yango Ti Obalùwáiyé, Pai Carlos D. Togbô, Pai Luis D. Yansã , Pai Oya Gindê, Pai Fomo D. Oxalá, Pai DSC00929Marcos Vinicius D. Omolu, Pai Odekileuy, Pai Elias D. Yansã,Pai Adailton D. Ogun, Pai Sagemy, Pai Vitor D. Oxalá,Pai Maxwell D. Oxoguian  Pai Marcelo D. Pombogira , Pai Nei D. Oxossi , Pai Marcelo Dan Megitó, Ya Tandira D. Ogun, Pai Anderson D. Ayrá, Pai Jorge D. Lissá, Babalawô Ivanir dos Santos entre muitos filhos , netos e bisnetos do RJ, SP, Brasília , MG , Bahia e ES. Muitas Ekedjis e Ogans de várias nações se fizeram presente para prestarem suas ultimas homenagens a este pedaço de nossa história.

Estiveram presentes na cobertura o Jornal Icapra , Revista Odara e o Agen Afro, que levaram também suas condolências ao Axé Boa Viagem.

Fica aqui registrado o mais sincero dos sentimentos a sua família do Programa Auca.Com.

Agen Afro Audaciosamente , levando a informação para mais perto de você!

N°1- 23 de março  ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

NOTA DE FALECIMENTO
É com pesar que a Assessoria Especial de Políticas para Promoção da Igualdade Racial
do Município de Goiânia, informa o falecimento de Cristina de Freitas Marcos,
suplente do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial e filha de
Regina Célia de Freitas, cigana e Conselheira do Compir.
O sepultamento será hoje, dia 23/03/2011 às 15 horas no Cemitério Vale da Paz
Go – 020 – Saída para Bela Vista

AV. TOCANTINS, 191 – CENTRO
FONE: (62) 3524-2356 –
ASPPIRGO@GMAIL.COM
www.asppir.wordpress.com
twitter: @asppirgo

PERDA DO CANDOMBLÉ DO BRASIL !!!


N°1- 21 de março  ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

É com imenso pesar que nós da Ahama do Terreiro da Boa Viagem, informamos que nosso querido e inesquecível Doté Zezinho da Boa Viagem foi acometido de um infarto fulminante, nessa manhã de 21 de março de 2011, e não resistiu vindo a falecer.

Que o Vodun Jó o encaminhe aos pés do Criador e que o Criador seja misericordioso ao recebe-lo.


Pejigan Clô D’Ogyian

81 8874 9279

__._,_.___

DESTAQUE PARA AS MULHERES NEGRAS

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Março 22, 2011 at 11:46 pm

Ministra Luiza Bairros – SEPIR

Ministra da Igualdade Racial Luiza Bairros

O Núcleo de Parlamentares Negros promoveu nesta terça-feira o seminário “Os direitos dos Quilombolas no Ordenamento Jurídico Brasileiro e Internacional”. Ao final do evento foi lançada a Frente Parlamentar Mista da Igualdade Racial em Defesa dos Quilombolas.

Créditos/ Câmara Hoje
Paula Medeiros – repórter

 
Máe Flavia Pinto – RJ 

In ROUXINOL: Coluna de Egbomi Concceição Reis de Ogum on Março 22, 2011 at 11:46 pm

N°1-20 de  Março ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

 

 

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N°1-20 de  Março ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

 

Onibodê ( O Porteiro)] Núcleo de Parlamentares Negros

fotos Ògan Luiz Alves




Ministra da Igualdade Racial Luiza Bairros

O Núcleo de Parlamentares Negros promoveu nesta terça-feira o seminário “Os direitos dos Quilombolas no Ordenamento Jurídico Brasileiro e Internacional”. Ao final do evento foi lançada a Frente Parlamentar Mista da Igualdade Racial em Defesa dos Quilombolas.

Créditos/ Câmara Hoje
Paula Medeiros – repórter





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A TV Camara deu destaque para o evento.

Nova York – Makota Valdina, líder do Candomblé na Bahia,

In Comunidade Tradicional de Terreiros, Conexão Afro, negritude on Março 21, 2011 at 7:40 pm

N°1- 21  de  Abril  ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

Candomblé Resistência

Y.Valentim

Nova York – Makota Valdina, líder do Candomblé na Bahia, foi um dos principais nomes do Simpósio “Thread of African Spirituality In The Americas Candomble – Tradition Of Brazil”. Nosso correspondente, Edson Cadette, estava lá. Leia Mais

No Simpósio, que em tradução livre para o Português quer dizer "A linha da Espiritualidade Africana no Candomblé das Américas – Tradição do Brasil”, realizado na semana passada pelo Centro Cultural Caribenho, no Harlem, a líder religiosa (foto) falou da experiência da religião na Bahia e no Brasil e da perseguição movida por setores evangélicos neopentecostais.

Na entrevista, Makota Valdina (Valdina de Oliveira Pinto) disse que a sociedade brasileira é racista e fez um relato da resistência das religiões de matriz africana à intolerância religiosa. "No dia em que a sociedade brasileira se entender como diversa, como plural, e que, nós negros, somos portadores de um legado deixado pelos seres humanos que foram escravizados, mas que deixaram cultura, deixaram história, eu acho que, aí, também, o Candomblé será respeitado da mesma maneira que as demais religiões", afirmou.

Veja, na íntegra, a entrevista concedida por Makota Valdina ao correspondente de Afropress em Nova York.

Afropress – A senhora poderia dizer aos leitores da Afropress qual é o seu nome e sua procedência no Brasil?

Makota Valdina – Meu nome é Valdina Oliveira Pinto. Entretanto, no Brasil, na Bahia mais especificamente, me conhecem como Makota Valdina. Makota é o titulo religioso que eu tenho porque sou do Candomblé, da Nação Angola, e na comunidade baiana me conhecem mais por este título, por causa de palestras e encontros que faço na Bahia e também no exterior.

Afropress – Há quanto tempo a senhora pratica a religião do Candomblé?

Makota Valdina – Na realidade, o Candomblé faz parte da minha vida desde de criança. Minha mãe era do Candomblé. Entretanto, fui iniciada adulta, a partir de 1975.

Afropress – Existe na Bahia um preconceito contra as religiões de matriz africana?

Makota Valdina – Não somente na Bahia, mas em todo o Brasil. Porque o Brasil é racista. O Brasil tem uma sociedade racista, preconceituosa e que discrimina tudo quanto vem da cultura negra. Atualmente, nós afro descendentes, temos conquistado alguns espaços, não só culturalmente, na nossa história, mas também na nossa forma de espiritualidade trazida com os africanos escravizados.

E hoje em dia, no Brasil, nós temos lutado muito porque a partir da década de 1970 houve essa “invasão” dos protestantes neopentecostais, e temos que lutar contra a intolerância deles. Há um movimento muito grande das comunidades de terreiros das religiões de matriz africana de um modo geral, não somente do Candomblé, mas também da Umbanda, Batuque, Quixamba etc., no sentido de afirmação, lutando contra o racismo e preconceito contra a nossa religiosidade, nossa forma de crença.

Porque o Candomblé, para nós, vai além de uma forma de espiritualidade, é uma forma de resistência também. E a gente luta hoje contra esta intolerância, não somente na Bahia, mas em todo o Brasil.

Afropress – O Estado na Bahia protege a religião do Candomblé, ou os seus adeptos tem que se autodefenderem deste racismo, deste preconceito? O Estado baiano defende esta forma de religião ou não?

Makota Valdina – Veja, na realidade nós sempre lutamos, o movimento negro, as comunidades religiosas. Agora, esta mais evidenciado, porém , nós temos tido mais apoio dos órgãos públicos, especialmente, a partir da administração do Governo Lula. Isto foi uma grande conquista. Realmente a partir do Governo Lula que deu voz , deu espaço para todas as expressões de religiosidade negras, indígenas etc. Entretanto, a sociedade é muito racista, a sociedade ainda rejeita estas religiões.

A sociedade ainda conserva o ranço, a gente tem que lutar por isto. Não basta ter uma lei, não basta ter vontade do Governo, mas é preciso que as pessoas na sociedade brasileira se abram.

O que eu noto é que, à medida em que a gente vai ocupando esses espaços, à medida em que a gente está tendo liberdade para ser aquilo que a gente é, para falar etc. a sociedade brasileira também mostra sua cara racista. E mostra também suas expressões de preconceito.

Afropress – Qual é a porcentagem, a senhora diria, de adeptos da religião do Candomblé na população, em geral, e na Bahia?

Makota Valdina – É difícil de dizer. Eu realmente não sei te dizer em números ou porcentagem porque muitas vezes, muita gente é adepta do Candomblé, mas não assume a religião em público. Agora é que está tendo esta abertura, e as pessoas estão dizendo abertamente.

Até bem pouco tempo as pessoas praticavam o Candomblé, mas diziam que eram católicas. Elas não tinham a prática do catolicismo. Elas tinham a prática diária do Candomblé. Entretanto, ela foi batizada católica um dia porque tinha de ser. As pessoas estão fazendo questão agora de afirmar sua prática. Porém, não podemos perder de vista das muitas pessoas influenciadas pela corrente protestante do neopentecostalismo e a corrente evangélica.

Afropress – A senhora diria então que um dos problemas que o Candomblé enfrenta como religião é o de aceitação por parte dos neopentecostais?

Makota Valdina – Principalmente. Atualmente, o maior problema que nós, adeptos do Candomblé enfrentamos, é o desta corrente neopentecostalista, e de muitos afro-descendentes adeptos também desta e outras variantes da religião protestante.

Não é que você deva ser adepto do Candomblé, ou de qualquer outra religião de matriz africana por ser afro-descendente. Mas você, enquanto afro-descendente, tem que afirmar sua identidade. Você tem que ter orgulho de sua raça. Você tem que ter orgulho de suas histórias. Tem que ter orgulho de sua ancestralidade. Seja você católico, budista, islamita, cristão etc. Mas você não pode negar sua identidade.

É um grande perigo que eu tenho visto ultimamente. E o que eu acho real, é esta alienação dos negros que fazem parte destas igrejas neopentecostais, evangélicas etc, sobretudo a Igreja Universal Do Reino de Deus. Eles negam sua cultura. Há, no Brasil, a lei para o aprendizado sobre a cultura africana e afro-brasileira nas escolas públicas. E muitas vezes alguns pais, e alguns adeptos destas religiões se recusam a estudar a cultura afro-brasileira e a cultura africana. E colocam tudo isto como sendo de Satanás, ou do Demônio. Isto realmente é muito mal.

Afropress – O ano passado houve um incidente na Bahia envolvendo uma mulher adepta da religião do Candomblé. Ela foi presa pela polícia do Estado e, ao que se sabe, até mesmo jogada num formigueiro pelos soldados para que o demônio saísse de seu corpo. Depois ela recontou sua história. Ela disse que não foi bem isso o que aconteceu. A senhora poderia explicar aos leitores da Afropress o que realmente aconteceu?

Makota Valdina – Eu não sei. Não posso explicar uma coisa que não presenciei. Não vivenciei, e nem mesmo falei com a pessoa. Mas, estas expressões de ataques desta maneira são fatos corriqueiros que pessoas tem sofrido, não é? Às vezes até evangélicos que trabalham em órgãos públicos, e o que a gente observa é que nesses ataques, as pessoas se valem de sua posição. E elas agem em nome de suas religiões. Agora, o caso desta mulher, desta Mãe de Santo, ocorrido no sul da Bahia, em Ilhéus, eu não conheço. Não a conheço pessoalmente, nem tampouco tive contato com ela. O que eu sei é de leitura de jornais. Então, não posso fazer uma afirmação de algo que não acompanhei de perto.

Afropress – Por que a senhora está aqui em Nova York?

Makota Valdina – Na verdade, vim para Denver, no Colorado. Fui convidada pela Universidade de Denver, através do Departamento de Estudos Étnicos para falar sobre o Candomblé e a espiritualidade afro-brasileira. Isto ligado às questões étnicas e às questões das lutas por justiça racial. E eu já havia estado aqui antes em Nova York. E algumas pessoas que estiveram em Salvador, e presenciaram uma das minhas palestras, e sabendo que eu estava aqui nos EUA, fizeram o convite para eu vir até o Centro Cultural Caribenho para compartilhar um pouco com as pessoas o que é o Candomblé.

A importância do Candomblé, não somente enquanto religião, mas também para os movimentos sociais negros, para a justiça social, ambiental, e para falar também sobre a interligação com outras expressões de religiosidade da Diáspora.

Afropress – A senhora acredita que com mais esta visita, irá trazer um conhecimento melhor sobre o Candomblé aos afro-americanos, porque eles não tem ainda um grande conhecimento sobre esta religião afro-brasileira?

Makota Valdina – Algumas pessoas tem, sim, o conhecimento sobre o Candomblé. Algumas que praticam a religião via Cuba, como a Santeria, Lucumi, e Palomaiomibi. Eles têm um pouco de noção. E alguns até, à titulo de estudo, estudam um pouco disto também. Eu só vou contribuir, talvez, para algumas pessoas aqui que praticam a Santeria do tipo Lucumi, e Palomaiomibi, que nós afro-descendentes no Brasil também temos esta forma de religiosidade. Na verdade, uma das formas. Eu vou falar de uma das formas que é minha prática, o Candomblé.

Afropress – O que falta para o Candomblé ser uma religião respeitada no Brasil como um todo?

Makota Valdina – O que falta no Brasil, é que a sociedade brasileira cada vez mais seja menos racista. E para mim está ligado a isto. No dia em que nós erradicarmos o racismo da sociedade brasileira, e que os brasileiros se vejam, aqueles brasileiros que muitas vezes se acham brancos, os não negros que se acham brancos, que eles vejam que não são brancos. Que são mestiços. Eles tem também muito da contribuição dos negros em suas vidas e sua cultura.

Então, no dia em que a sociedade brasileira se entender como diversa, como plural, e que, nós negros, somos portadores de um legado deixado pelos seres humanos que foram escravizados, que foram para o Brasil nas condições de escravos, mas que deixaram cultura, deixaram história. No dia em que a sociedade brasileira tiver este conhecimento e se abrir, eu acho que, aí, também, o Candomblé será respeitado da mesma maneira que as demais religiões.

Afropress – Por favor faça as observações que a senhora gostaria para os leitores daAfropress.

Makota Valdina – Olha, estou muito feliz de encontrar um brasileiro aqui, de encontrar alguém da Afropress. Eu conheço esta mídia, via internet, pelos e-mails que recebo. Então, eu acho muito importante a gente ter essa voz aqui, esse porta-voz daqui também. Para mim foi um surpresa, mas fiquei muito feliz de poder compartilhar com os brasileiros coisas que eu estou fazendo aqui. E não em meu nome. Eu não sou Valdina. É uma brasileira, uma baiana, uma afro-brasileira que está aqui compartilhando, que está aqui trazendo um pouco de Brasil.

Afropress – Muito obrigado.

Makota Valdina – Obrigada a você.

Fonte: Afropress

O crime de Sharpeville: Imperioso lembrar para jamais repetir, ou imitar

In Conexão Afro, negritude on Março 21, 2011 at 8:16 am

N°1-21 de  Março ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

segunda-feira, 21 / março / 2011 by Ascom

Eloi Ferreira de Araujo, Correio Braziliense*

Hoje é um dia especial para a cultura negra. Há exatos 51 anos, 69 crianças, mulheres e homens negros foram assassinados em praça pública pelo exército sul-africano no bairro de Sharpeville, na cidade de Johannesburgo. Motivo: terem saído às ruas, pacificamente, para reivindicar a extinção da Lei do Passe, que os obrigava a portar cartões de identificação com o registro dos locais por onde lhes era permitido circular.

O crime do regime do Apartheid da África do Sul ficou conhecido como O Massacre de Sharpeville. E motivou a instituição do Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, pela Organização das Nações Unidas (ONU). Uma data que o Brasil, a maior Diáspora Africana do continente americano, tem razões, infelizmente, para relembrar. 

O Governo Brasileiro, em articulação com a sociedade civil organizada, tem dado passos largos para desestabilizar a mentalidade que constrói tragédias como a de Sharpeville. As políticas de ações afirmativas, que elevaram consideravelmente o número de negros e negras nas universidades públicas; e a sanção do Estatuto da Igualdade Racial, marco histórico para a construção da igualdade de oportunidades entre negros e não-negros, são dois dos mais recentes passos da política de inclusão para o acesso aos bens econômicos e culturais do País.

Mas ainda há muito a enfrentar.

Uma rápida análise do noticiário é suficiente para identificar manifestações de racismo na sociedade brasileira. Em 13 de janeiro deste ano, por exemplo, os seguranças de um supermercado em São Paulo foram acusados de apreender, ilegalmente, uma criança de 10 anos, sob acusação de furto e gritos de “negrinho sujo e fedido”. Depois de submeter o garoto a humilhações, os seguranças encontraram em seu bolso o ticket que comprovava que ele pagara pelos objetos sob suspeita…

No Carnaval baiano deste ano, mais um indicativo de discriminação. O líder da banda de pagode Psiricoacusou um empresário, em plena Avenida, sob as luzes das câmeras de TV, de tê-lo chamado de “preto” e “favelado”. Os casos ganharam destaque nos veículos de comunicação de massa, mas são apenas dois exemplos, dentre diversos outros registrados em notas de rodapé ou em Boletins de Ocorrência Policial.

O caldo de cultura que baseia tais ataques à identidade de descendentes de africanos está, sem sombra de dúvida, entrelaçado com o perfil dominante das mortes violentas no País, que vitimam, em sua maioria, jovens negros, segundo estudos sobre violência urbana da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O mesmo caldo que motivou o assassinato dos jovens sul-africanos.

E os brasileiros têm consciência da força simbólica do racismo. Não foi à toa que festejaram a eleição do presidente Barack Obama nos Estados Unidos da América. Um negro no comando da mais poderosa nação do mundo emite simbolismo oposto ao que guia as mãos e as vozes que agridem a identidade dos negros e negras no Brasil e no mundo.

Não foi à toa também que, das conversas com a presidenta Dilma Rousseff, tenha constado a agenda da cultura negra. Para além dos resultados imediatos da discussão sobre o Plano de Ação Conjunta Brasil-Estados Unidos para a Eliminação da Discriminação Étnico-racial e Promoção da Igualdade, que norteou a pauta sobre o assunto, há os efeitos simbólicos da visita em si de Barack Obama sobre a identidade negra no Brasil.

Efeitos previsivelmente positivos. Um dos muitos que, esperamos, serão gerados em 2011, instituído pela ONU como o Ano Mundial dos Afrodescendentes.

* Artigo de Eloi Ferreira de Araujo, presidente da Fundação Cultural Palmares, publicado originalmente no Correio Braziliense, sob título “O crime de Sharpeville

MICHELE OBAMA

In Conexão Afro, Polítca on Março 20, 2011 at 11:44 pm

N°1-20  de  Março ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

 

Belezas Negras

Moda Cultura Gente

20.3.11

Estilo Michelle Obama no Brasil

O estilo Michelle Obama na visita presidencial ao Brasil ocorrida entre os dias 10 e 20 de março de 2011 ao lado do marido o Presidente Barack Obama deixará uma forte marca de sua presença.

Se Michelle Obama, 47 anos não se tornou um ícone da moda afroamericana ou mesmo da elite norteamericana ela certamente deixará registrada na crônica das Primeiras Damas dos EUA um estilo próprio em que combina  luxo e frugalidade com a mesma desenvoltura. Seja vestindo roupas de estilistas famosos nas ocasiões formais ou descontraídos vestidos como nos seus deslocamentos de viagem. Ao lado da filhas Malia, 12 anos e Sasha, 10 anos e do marido, Michelle Obama apresenta-se como uma mulher ativa que desfruta de um estilo de vida  saudável complementado por uma postura simpática e descontraída. 

Família presidencial norteamericana Obama: chegada ao Brasil

Família Obama recebida pela Presidente Dilma Roussef

Michelle Obama discursa para jovens em Brasília

Barack Obama, Michelle e as filhas no desembarque no Rio de Janeiro

Postado por Ricardo

Marcadores: Barack Obama no Brasil, Michelle Obama

Dia 21 Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial e Xenofobia- SEDUC

In Conexão Afro, Educação, negritude, Polítca on Março 18, 2011 at 11:54 pm

N°o1- 18 de  Março ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

 

DIVERSIDADE
Seduc celebra o O dia 21 de março, data escolhida pela ONU para marcar a luta pelo combate a discriminação racial e a xenofobia, será celebrado pela Seduc com a realização de atividades artísticas e culturais. Participarão do evento o secretário de Estado da Educação, Prof. Dr. Jose Clovis de Azevedo, o deputado estadual Raul Carrion e o cantor Dante Ramon Ledesma. A atividade foi organizada pelo Grupo de Trabalho que conta com a participação de representantes de todos os setores da secretaria, de outros órgãos estaduais e dos movimentos sociais. O evento tem por objetivo, sensibilizar a comunidade escolar para a importância da implementação das leis 10.639/03 e 11.645/08, que tratam do ensino da história dos povos africanos e indígenas.
A abertura oficial acontecerá às 11h, no Espaço de Eventos Professor Luiz Quartieri Filho e contará com a apresentação do Grupo de Capoeira do Mestre Ari e dos hinos Nacional, Pan Africano e Rio-grandense. Além de Azevedo, também participarão da solenidade o representante das Coordenadorias Regionais de Educação, professor Édson Portilho e de Waldemar de Moura Lima, representando o Fórum Permanente de Educação e Diversidade. O deputado estadual Raul Carrion entregará o Estatuto Estadual da Igualdade Racial ao secretário Azevedo. Às 12h terá inicio a Mostra da Diversidade, no saguão do restaurante do CAFF, quando se apresentarão o Grupo Canta Brasil, Micheline Freitas, da Nação Hip Hop Brasil e o violinista Wagner Canabarro. Na ocasião será feita a leitura de uma poesia de Martin Luther King, por Juarez e Tusilé.
O Grupo de Trabalho que está organizando a comemoração solicitou as Coordenadorias Regionais de Educação que realizem atividades descentralizadas. Para a coordenadora da Equipe de Diversidade da Seduc, Eliane Almeida, a comemoração do dia 21 de março contribuirá para a sensibilização do público interno e externo para as políticas públicas educacionais. Ela ressalta que a questão das diversidades terá continuidade, através do diálogo entre a secretaria e as CRES.
Participam da organização do evento, em parceria com a Seduc, o Gabinete da Primeira-Dama, a Secretaria de Estado da Comunicação e Inclusão Digital, a Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, a Secretaria de Estado da Cultura, a Secretaria de Estado do Turismo, a Secretaria de Estado da Saúde, a CEEE, a PROCERGS, o Fórum Permanente de Educação Étnico Racial do RS, a Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, o Sindicato dos Servidores Públicos do RS, a CUT, o Fórum Permanente e Educação e Diversidade Étnico Racial e a Associação dos Conselheiros Tutelares do Rio Grande do Sul (Comissão Quilombola).
O encerramento acontecerá às 17h30, com a apresentação do cantor Dante Ramon Ledesma. Antes será possível degustar especialidades africanas, como mini-acarajés e aluá (uma bebida que não contém álcool).
Origem da data
O dia 21 de março foi escolhido pela ONU para celebrar a luta contra a discriminação e a xenofobia, pois, nesta data, em 1960, em Johanesburgo, na África do Sul, mais de 20 mil negros protestavam contra a lei do passe, que os obrigava a portar cartões de identificação, especificando os locais por onde eles podiam passar. O resultado do protesto foi um saldo de 69 mortos e 186 feridos. O episódio ficou conhecido como o Massacre de Shaperville.

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DIA 21 em CANOAS

N°o1- 18 de  Março ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

convite

   A Coordenadoria Municipal das Políticas de Igualdade Racial convida Vossa Senhoria para palestras sobre o Dia Internacional de Combate a Discriminação Racial, que foi instituído pela ONU (A Organização das Nações Unidas) em memória do Massacre de Shaperville na África do Sul.no ano de  1960.

Dia:21/03/2011
Hora:19 Horas
Local:Câmara Municipal de Vereadores  Estado do Rio Grande do Sul
Rua Ipiranga,123 – Centro de Canoas – RS

 

Contamos com sua presença.

 

   
PREFEITURA MUNICIPAL DE CANOAS
GABINETE DO PREFEITO
COORDENADORIA MUNICIPAL DAS POLÍTICAS DE IGUALDA DE RACIAL – COPIR

Coordenadoria Municipal das Políticas de Igualdade Racial
Rua: Cândido. Machado, 429, Sala 107
E-mail:copir.canoas@yahoo.com.br
Fone:3476.0552

AGEN AFRO – DIRETO DA REDAÇÃO

In ROUXINOL: Coluna de Egbomi Concceição Reis de Ogum on Março 16, 2011 at 5:38 am

N°1-16 de  Março ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

 

Ebony-300x202AGEN AFRO – DIRETO DA REDAÇÃO

GRANDE ESTRÉIA DO PROGRAMA DE RADIO AUCA.COM

COM PAI ANDERSON D. OXOGUIAN


joe.jpgAmanhã , dia 17 de Março às 21 h , você pode perder a grande estréia do Programa de Radio " Auca.Com" , Direção, Produção e Apresentação do Babalorixá Anderson D. Oxoguian. O Programa será  transmitido todas as 5@feiras , através da Radio Metropolitana do RJ – Dial 1090 AM-RJ.

Dentre toda programação diversa , vocês poderão contar com o Quadro " Agen Afro" , apresentado pelo  Promoter de PIC_0007.JPGDivulgação, Dirigente Espiritual e Editor Chefe da Revista Odara , o Babalorixá Yango Ti Obalùwáiyé , trazendo as ultimas novidades do Povo do Candomblé e da Umbanda, os acontecimentos atuais da cultura afro- brasileira . Ligue  e participe ! Contamos com você , pois na nossa programação você é a Estrela Maior .


Axé,oooooo

O RESULTADO DA EXCLUSÃO DA JUVENTUDE NEGRA

In Conexão Afro, ROUXINOL: Coluna de Egbomi Concceição Reis de Ogum on Março 15, 2011 at 7:02 pm

N°1-15 de  Março ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO


Ebony-300x202 Egbomi Conceição Reis de Ogum


Nunca o fosso entre a segurança de brancos e negros foi tão grande. Enquanto o número de assassinatos de uns cai, o dos outros segue em alta. Foto: Reprodução.

No anúncio de tevê feito para atrair turistas pelo governo da Bahia, o menino dizia que, quando crescesse, queria ser capoeirista como o pai. Por volta das 10 da noite de 21 de novembro do ano passado, Mestre Ninha, pai de Joel da Conceição Castro, chamou os filhos para dentro de casa, no instante em que a polícia fazia uma incursão pelo bairro onde mora a família, Nordeste de Amaralina, um dos mais violentos de Salvador. Segundos depois, o garoto foi atingido por uma bala perdida e morreu. Tinha 10 anos de idade.

A história do menino que não realizou seu sonho por não ter crescido, infelizmente, não é exceção. Como ele, cerca de outras 50 mil crianças, jovens e adultos, morrem vítimas de assassinato todos os anos no País, brancos e negros. Mas negros, como Joel, morrem em proporção muito maior. E o pior: a diferença tem aumentado nos últimos anos. Em 2002, foram assassinados 46% mais negros do que brancos. Em 2008, a porcentagem atingiu 103%. Ou, em outras palavras, para cada três mortos, dois tinham a pele escura. Quem maneja os dados preliminares de 2009 diz que a situação piorou ainda mais.

Não bastasse, os crescentes investimentos em segurança pública feita pelos estados e pela União parecem ter beneficiado, como de costume, a “elite branca”, como definiu o ex-governador de São Paulo Cláudio Lembo. Entre 2002 e 2008, o número de brancos assassinados caiu 22,3%. A morte de negros cresceu em proporção semelhante: os índices foram 20% maiores, em média. Em algumas unidades da federação, os números se aproximam de características de extermínio: na Paraíba, campeã dessa triste estatística, são mortos 1.083% (isso mesmo) mais negros do que brancos. Em Alagoas, 974% mais. E na Bahia, a terra do menino Joel, os assassinatos de negros superam em 439,8% os de brancos.

Até mesmo entre os suicidas os negros mortos superaram os brancos. Houve crescimento de 8,6% nos suicídios de cidadãos brancos, mas, entre os negros, os que tiraram a própria vida aumentaram 51,3%.

Os critérios utilizados para definir a “cor” das vítimas de violência são os mesmos do censo do IBGE. Nos atestados de óbito do Brasil, a partir de 1996, mais notadamente desde 2002, passaram a ser apontadas as características físicas dos mortos. Foram considerados no estudo todos os classificados como “pardos”, “pretos” e “negros” para chegar a esses números que assustam, em um País onde, como alguns insistem em dizer, principalmente nestes dias de carnaval, “não existe racismo”. Os passistas, puxadores de samba e operários das escolas de samba, que serão saudados como exemplos do “congraçamento de raças” são os mais propensos a perder a vida, sem confete, sem serpentina e em alguma esquina escura da periferia.

Surpreende que os indicadores tenham piorado mesmo com as políticas de ação afirmativa promovidas pelo governo Lula desde 2002 e com a melhora nos índices de Desenvolvimento Humano no Nordeste, região em que a violência mais cresceu, segundo os dados oficiais.

Obviamente, a desigualdade é um dos fatores a explicar esse abismo. Quanto mais um país enriquece e proporciona condições semelhantes a seus cidadãos, mais a criminalidade tende a diminuir. Mas ela não é o único fator a ser levado em conta. O Brasil experimentou um bom crescimento da economia nos últimos anos, associado a uma maior distribuição de renda. Mesmo assim, a melhora nos números de violência tem sido pontual, quando não cresce, a depender da localidade analisada. “A ineficácia das instituições de coerção também tem um peso importante no estado das coisas”, diz o cientista político José Maria Nóbrega, professor da Universidade Federal de Campina Grande, na Paraíba.

Sobre a incrível curva ascendente dos homicídios em seu estado natal, sobretudo no Maranhão, que já foi o mais tranquilo e em dez anos quadruplicou os assassinatos, Nóbrega é partidário da mesma teoria de vários de seus colegas estudiosos da violência: como ampliou-se o cerco nas maiores capitais do País – Rio e São Paulo, onde diminuíram os homicídios –, o foco da criminalidade deslocou-se para as cidades menores e para outras regiões. “A violência não migrou apenas do Sudeste para o Nordeste, mas das áreas metropolitanas para o interior. A Paraíba é uma exceção, porque ainda não se aplicaram políticas sérias contra o crime na capital.”

O resultado é que tanto em João Pessoa quanto em municípios menores os índices explodiram nos últimos anos. No Mapa da Violência, a capital paraibana aparece como a quarta onde os homicídios mais cresceram entre 1998 e 2008. Mas um município como Bayeux, na região metropolitana, com cerca de 95 mil habitantes, teve 84 assassinatos por 100 mil habitantes em 2009, um índice “avassalador”, segundo Nóbrega, comparado à média nacional, de 26,4 homicídios anuais.

Nas páginas policiais dos jornais, volta e meia aparecem notícias sobre a descoberta de grupos criminosos originários do Sul e Sudeste. Há duas semanas, a Polícia Federal desarticulou, em Salgueiro, Pernambuco, uma quadrilha ligada ao PCC paulista instalada em pleno sertão. Ao todo, 13 suspeitos foram presos. O esquema consistia em importar drogas de São Paulo e, a partir da pequena Salgueiro, com 52 mil habitantes, redistribuir para a Bahia, Pernambuco e Piauí.
“Os criminosos seguem táticas de guerrilha”, explica o sociólogo argentino Julio Jacobo Waiselfisz, que estuda a violência no Brasil há 15 anos e é o autor do Mapa da Violência. “Lembra-se daquela cena dos traficantes fugindo para o mato quando a polícia ocupou o Morro do Alemão? Então, o crime só parte para o confronto quando possui superioridade numérica. Quando tem minoria, submerge. Como em algumas capitais eles ficaram em situação de inferioridade, migraram para outras.”

Para o caso da mortandade dos negros mais especificamente, Waiselfisz levanta duas hipóteses. A primeira delas, compartilhada por diversos especialistas, é que acontece  com a segurança o mesmo ocorrido com a educação e a saúde: a privatização. Assim como quem possui condições financeiras vai a escolas particula-res, tem plano de saúde e por isso acesso a melhores hospitais, também se protege melhor do crime quem tem mais dinheiro. As guaritas, grades, carros blindados, os filhos com celular e os seguranças privados (em geral policiais fazendo bicos) protegem da violência as classes sociais mais altas e mais brancas.
Se essa é uma causa, digamos, privada, a outra razão é de responsabilidade direta do poder público.

“Tudo indica que as políticas que estamos desenvolvendo desde 2002 no setor de segurança, em muitos estados, se dirigem fundamentalmente aos setores mais abastados da sociedade”, critica o sociólogo. “Se a maioria dos negros é pobre, é óbvio que não serão beneficiados.”

Realmente, o problema no Brasil não parece ser a escassez de investimentos, mas a sua aplicação. No ano passado, os governos municipais investiram cerca de 2 bilhões de reais no setor, segundo cálculos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Renato Sérgio de Lima, secretário-geral do Fórum, reforça a tese da assimetria: “Os investimentos historicamente ficaram concentrados nas capitais e regiões metropolitanas. Com o crescimento das cidades do interior, era natural que os índices de violência aumentassem. Mas eles só atingiram esse patamar tão elevado porque os municípios não estavam preparados para o problema”.

O caso de Salvador corrobora a opinião de Waiselfisz. Uma análise das chamadas Áreas Integradas de Segurança Pública (Aisp), criadas em 2009, leva à impressão de que se tem na capital baiana um verdadeiro apartheid por bairro, em termos da relação entre o número de policiais e habitantes. Enquanto os bairros onde moram os mais ricos, como a Barra e a Graça, possuem a proporção de um policial para cada 200 habitantes, bairros mais populares, como Liberdade e Pirajá, têm um policial para cada 2,1 mil habitantes.

Há algo mais grave, segundo Carlos Alberto da Costa Gomes, coordenador do Observatório de Violência da Bahia e professor de Desenvolvimento Urbano na Universidade de Salvador. “O policiamento na capital da Bahia é centrado em viaturas. Isso, na cidade oficial, que tem ruas, é eficiente. Mas, no que chamo de ‘cidade informal’, onde moram 70% dos soteropolitanos, as viaturas não chegam, o acesso é difícil a automóveis. Isto favorece o surgimento de enclaves propícios à criminalidade. E, é claro, a maioria dos que vivem neles é negra.”

Agora, em virtude do carnaval em Salvador, espanta-se Costa Gomes, o governo estadual prometeu deslocar 23 mil policiais para salvaguardar a folia. Sendo o efetivo total no estado de 33 mil policiais militares e 6 mil civis, não são poucos os que se perguntam: como fica o restante da sociedade? “Todo o efetivo policial vai ser colocado a serviço de algo no qual quem lucra é o empresário, a iniciativa privada”, afirma Gomes. “Não sou contra o carnaval, mas estamos mesmo adotando o modelo correto?”

Junta-se aos assassinatos em brigas de grupos rivais, dívidas de tráfico ou vinganças a ocorrência da violência policial, de que também são vítimas uma maioria de negros. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), a proporção de pretos e pardos mortos pela polícia é maior do que na população em geral.

A socióloga Luiza Bairros, ministra da Igualdade Racial, opina que o problema começa na forma como os policiais são treinados para enxergar o negro. “A imagem utilizada para compor o criminoso é calcada na pessoa negra, mais especificamente no homem negro. O negro foi caracterizado como perigoso em estudos de criminologia e o lugar onde ele mora é visto como suspeito. É automaticamente enquadrado nas três possibilidades de construção da suspeição: lugar, características físicas e atitude. Ou seja, como o racismo institucional existe, acaba moldando o comportamento de boa parte da corporação.”

(*) Reportagem publicada originalmente na páginda da revista CartaCapital.