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A antielitização latino-americana

In Comunidade Tradicional de Terreiros, Conexão Afro, negritude on Junho 30, 2011 at 8:53 pm

N°1- 30 de junho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

SEPPIR

Publicado em Terça, 28 Junho 2011 12:10   Por: Amílcar Salas Oroño*

http://www.geledes.org.br/em-debate/colunistas/10051

foto_mat_27953 As elites latino-americanas enfrentam uma crise de identidade e estão vendo encurralada sua capacidade ideológica para transfigurar seus interesses privados em projetos políticos majoritários próprios ou afins. Essas  elites perderam seus pontos de referência. Elas sempre se refugiaram e se legitimaram em seus vínculos com os países centrais e na promessa de trazer o exterior para o continente como modelo para a modernização do arcaico e do periférico. Mas olhar “para fora” hoje em dia não é motivo de muito entusiasmo. O artigo é de Amílcar Salas Oroño.

1. Boa parte das forças políticas opositoras latino-americanas evidenciam hoje uma crise de identidade. Encontram-se em um pântano de ideias, uma frustração frente a certas propostas políticas impulsionadas por alguns governos da região. Trata-se de uma situação que não é simplesmente de superfície: no fundo, ocorre que as elites latino-americanas estão vendo encurralada sua capacidade ideológica para transfigurar seus interesses privados em projetos políticos majoritários próprios ou afins. Neste sentido, um processo de antielitização latino-americana parece também estar constituindo a cena contemporânea.

2. O dilema para estas forças opositoras é que elas incorporaram quase como único e relevante princípio de ação aquilo que é indispensável para as elites: reeditar uma possível “harmonia” dos interesses sociais, tornarem-se os garantidores de uma sociedade sem conflitos na qual primem os mecanismos “naturais” de resolução de demandas, junto com as posições de privilégio. Frente às “desmedidas” dos governos, a importância prática do “equilíbrio”. Pode-se dizer que elites e forças opositoras se mimetizam, ou melhor, se complementam: os setores opositores funcionam como descarga discursiva das elites, com o apoio dos meios massivos de comunicação. Mas essa mesma pretensão do “fim dos conflitos” apresenta hoje em dia sérios problemas para relançar-se teoricamente em alguns países.

3. Não é no nível concreto da geração de riqueza ou em fatores de poder que as elites perderam terreno, mas sim em uma dimensão que também resulta fundamental para a dialética social: os imaginários coletivos. As elites não estão conseguindo atravessar e organizar discursivamente há algum tempo os diferentes níveis de linguagem das sociedades. Como dado eloquente, cabe destacar que as manchetes do Clarín e do La Nación, na Argentina, do ABC, no Paraguai, ou do Estadão e da Folha de São Paulo, no Brasil, já não geram a mesma comoção na opinião pública. Neste sentido, a capacidade das elites para promover uma extensão de seus (auto) princípios de legitimação – com seus valores, modelos de relações sociais e metas coletivas – está fortemente afetada; é como se uma brecha tivesse sido aberta entre suas interpretações e os imaginários coletivos.

Esta circunstância se deve, fundamentalmente, ao fato de que as elites periféricas perderam seus pontos de referência. Elas sempre se refugiaram e se legitimaram em seus vínculos com os países centrais e na promessa de trazer o exterior para o continente como modelo para a modernização do arcaico e do periférico. Mas olhar “para fora” hoje em dia não é motivo de muito entusiasmo: crises especulativas com prejuízos na casa dos bilhões, deslocamento forçado de contingentes de imigrantes, perseguições religiosas, modelos de sociedade baseados na redução salarial e no ataque a direitos adquiridos, ou então o avanço de valores como os que impulsionam o Tea Party, nos EUA, ou os partidos de direita na Suécia e na Hungria.

4. Esta desorientação habilita, por sua vez, o giro “antielitista”: arraigam-se outros princípios ordenadores nos imaginários latino-americanos. Há novos sentidos comuns e outras dinâmicas – e outras maneiras de descrevê-las – vinculados com as agendas públicas de certos países: se no Brasil, talvez pela primeira vez em sua história, percebe-se coletivamente a possibilidade de uma mobilidade social para os setores subalternos, isso se deve ao impacto de determinadas políticas, como a reversão da primazia do trabalho informal sobre o formal ou os milhões de novos estudantes que tiveram acesso à universidade; na Venezuela, o declarado “anti-imperialismo” cultural e institucional construiu, como mostram alguns estudos, outros tipos de interação e modelos de relações sociais, inclusive domésticas, a respeito do que implica uma sociedade do consumo; o mesmo poderia se dizer sobre o “bem viver” no Equador ou Bolívia, capítulos constitucionais que, burocraticamente, colocam reparos práticos às tentações neoextrativistas e, ao mesmo tempo, reasseguram sua particularidade política histórica: a inclusão de identidade indígena em seus projetos; ou na Argentina, onde a “democratização” de certos aspectos cotidianos, como o matrimônio igualitário ou a pluralidade da informação, reconfigura o caráter do significado do progresso pessoal.

5. Estas fórmulas, que lutam espiritualmente com outras não tão auspiciosas e também creditáveis aos governos em questão, atravessam os imaginários sociais e se incorporam aos universos simbólicos da cidadania, orientam e organizam a absorção das interpretações circulantes: de alguma maneira, constituem-se nas barreiras ideológicas que encontram as elites para impor suas ideias. Não se trata, como diz Beatriz Sarlo, de uma simples “batalha cultural”; deve reconhecer-se como um avanço político o fato de que os modelos societários das elites estejam sem possibilidades de movimento e capilaridade.

Isso não anula a debilidade e a falta de organicidade com as quais se dão as mudanças, ou que apareçam fricções no interior das coalizões governamentais: ocorre no Equador com a Aliança País e os movimentos sociais, com Dilma Rousseff e a bancada parlamentar do PMDB, ou entre o governo e a CGT na Argentina. Mas essas fricções não são em torno de outros mapas conceituais, como gostariam os meios de comunicação conservadores e as elites, mas sim no interior de um mesmo quadro de ideias – assumidos com maior ou menor honestidade pelos atores – precisamente aquele que, posto em movimento, gera uma antielitização das linguagens de baixo para cima.

6. Os imaginários sociais não são realidades secundárias: ali também se colocam questões chave para o futuro. Está claro que não há condições objetivas para uma radical “mudança de época” na América Latina. No entanto, há certas condições subjetivas, no plano dos imaginários, que parecem ter dado um salto otimista, e que são consequência da interação com certas políticas públicas; daí a crise de identidade e de perspectiva de certas elites e forças opositoras. A região apresenta uma diferença em relação a outras latitudes: ao invés de levantar muros entre comunidades, talvez seja o momento para assumir em sua verdadeira dimensão conceitual aquilo que está comprometido socialmente com a originalidade latino-americana; como insistia José Carlos Mariátegui: nem imitação, nem cópia…criação heroica.

(*) Professor do Instituto de Estudos da América Latina e Caribe, da Universidade de Buenos Aires.

Tradução: Katarina Peixoto

Fonte: Carta Maior

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“Hey senhor de engenho, eu sei bem quem é você!

Sozinho cê não guenta, sozinho cê não guenta

[…]

Recebi seu tic, quer dizer kit

De esgoto a céu aberto e parede madeirite

De vergonha eu não morri

Tô firmão, eis-me aqui

Você não, você não passa

Quando o mar vermelho abrir!”


(Racionais Mc’s – “Nêgo Drama”)

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” Pra bom entendedor, meia palavra bas-
Eu vou denunciar a sua ação nefas-
Você amarga o mar, desflora a flores-
Por onde você passa, o ar você empes-

Não tem medida a sua ação imediatis-
Não tem limite o seu sonho consumis-
Você deixou na mata uma ferida expos-
Você descora as cores dos corais na cos-
Você aquece a Terra e enriquece à cus-
Do roubo, do futuro e da beleza augus-

Mas do que vale tal riqueza? Grande bos-
Parece que de neto seu você não gos-
Você decreta a morte, a vida indevis-
Você declara guerra à paz por mais bem quis-
Não há em toda fauna um animal tão bes-
Mas já tem gente vendo que você não pres-

(Mariana Aydar – “Tá?”)
.

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“Somos segregadas/os coletivamente, o que pode ser mais lógico do que reagirmos em grupo?”
E quanto à acusação de que negras/os estão ficando racistas?

Essa queixa é um dos passatempos favoritos de liberais frustrado/as que sentem que estão perdendo terreno na sua atuação como guias. Esses autonomeados guias dos interesses de negras/os se vangloriam dos anos de experiência na luta pela defesa dos “direitos negras/os”. Eles vêm fazendo coisas para negras/os, em favor de negras/os e por causa de negras/os, mas quando estas/es anunciam que chegou a hora de fazerem as coisas por si mesmas/os, todos/as os/as liberais gritam como se fosse o fim do mundo! Ei, vocês não podem fazer isso! Você está sendo racista. Está caindo na armadilha deles. Aparentemente está tudo bem com liberais, desde que continuemos na armadilha deles/as.

As pessoas bem informadas definem o racismo como a discriminação praticada por um grupo contra outro, com o objetivo de dominar ou manter a dominação. Em outras palavras, não se pode ser racista a menos que se tenha o poder de dominar. Negras/os estão apenas reagindo a uma situação na qual verificam que são objetos do racismo de brancos/as. Estamos nessa situação por causa de nossa pele. Somos segregadas/os coletivamente – o que pode ser mais lógico do que reagirmos em grupo?

Quando trabalhadores/as se reúnem sob os auspícios de um sindicato para lutar por melhores condições de vida, ninguém no mundo ocidental se surpreende. É o que todo mundo faz. Ninguém os/as acusa de terem tendências separatistas. Professores/as travam suas próprias lutas, lixeiros/as fazem o mesmo, e ninguém age como guia de outra/o. Mas, de algum modo, quando negras/os querem agir por si, o sistema liberal parece encontrar nisso uma anomalia. Na verdade, é uma contra-anomalia. A anomalia se encontra antes, quando os/as liberais são presunçosos/as o suficiente para achar que cabe a eles/as lutar pelas/os negras/os.

Este texto de escuríssima capacidade, foi escrito pelo líder negro sul-africano Steve Biko.

=> [Biko, Bantu Steve (Frank Talk). “Alma Negra em Pele Branca?”, In.: Eu escrevo o que eu quero (I write what I like), 1970.]

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Em ato público junto com a EDUCAFRO no aniversário do STF. Distribuindo balões “Denúncia do Racismo à Brasileira” na Rodô do Plano Piloto. Em reunião na reitoria UnB.

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SEPPIR convoca cinco estados para

In Arte, Cinema, Comunidade Tradicional de Terreiros on Junho 30, 2011 at 9:35 am

N°1- 30 de junho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

SEPPIR convoca cinco estados para

segunda fase do projeto “A Cor da Cultura”

Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba e Distrito Federal estiveram representados em reunião na terça feira (28), realizada pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), com o objetivo de agilizar a segunda fase do Projeto A Cor da Cultura.

A ideia é subsidiar o setor educacional desses estados na implementação da Lei 10.639/2003, que prevê o ensino da história e cultura africana e afro-brasileira nas escolas, a partir da formação e da oferta de ferramentas áudio-visuais para essa finalidade.

Segundo a secretária de Políticas de Ações Afirmativas da SEPPIR, Anhamona de Brito, os pólos foram escolhidos em função dos altos índices de vitimização da população negra que apresentam, em particular os verificados no Mapa da Violência 2011, pesquisa realizada pelo Instituto Sangari por solicitação do Ministério da Justiça. “Entende-se que a intervenção no campo educacional e os esforços para a plena implementação das Leis 10.639/2003 e 11.645/2008, possam contribuir para a reversão do quadro de violência nesses estados”, declarou a gestora.

A Cor da Cultura

O Projeto contempla diferentes produtos áudio-visuais para atender prioritariamente o eixo educacional, com conteúdos que se traçam pelas artes afro-brasileiras, religiões de matriz africana, gastronomia étnico-racial e organizações sociais, valorizando o acervo patrimonial, material e imaterial das influências africanas nas rotinas brasileiras. Os programas são voltados à capacitação de professores, sensibilização de estudantes e ao envolvimento das escolas na difusão das relações históricas entre o Brasil e a África, por meio das séries: Heróis de Todo Mundo; Mojubá, Nota 10; publicações de Livros Animados; Cadernos Especiais; Criação de Ambiente Virtual, Planos de Ações Articuladas e Assessoria de Imprensa.

Para essa nova etapa, serão oferecidos às secretarias que aderirem ao Projeto: formação de 04 dias, sendo o último dia para planejar o processo posterior de multiplicação de 35 a 40 profissionais da educação, em cada pólo, para atuarem como multiplicadores nas respectivas redes de educação; acompanhamento do processo de multiplicação para a rede de educação; 300 kits para escolas, sendo um para cada uma delas.

A metodologia adotada em cada pólo depende de pactuação com o grupo gestor local, devendo ser adaptada às condições e necessidades específicas. A formalização da parceria é feita com a assinatura de um termo de adesão firmado entre a Secretaria de Educação e a Fundação Roberto Marinho.

Além dos gestores das secretarias de Políticas de Ações Afirmativas e de Políticas para Comunidades Tradicionais da SEPPIR, da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI), do MEC, e da Fundação Roberto Marinho/Canal Futura, que são parceiros na iniciativa, participaram do encontro representantes das secretarias de Educação, dos Fóruns de Educação e Diversidade, e do Fórum Intergovernamental de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (FIPIR) dos cinco estados.

FONTE: SEPIR

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III CONGRESSO DA CULTURA E RELIGIÃO YORÙBÁ: OS AGUDÁS

In Comunidade Tradicional de Terreiros, Educação on Junho 29, 2011 at 9:43 am

N°1- 29 de junho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

SEPPIR

Em todo caso, é comum ouvir-se sobre a contribuição africana na formação da sociedade brasileira, a proposta desta III edição do Congresso de Cultura e Religião Yoruba é fazer um caminho inverso e apresentar a contribuição da cultura brasileira para a sociedade africana, assim promovendo espaços de reflexão e troca de saberes.

O Congresso objetiva tratar da questão dos AGUDÁS. Os africanos trazidos como escravos para o Brasil e que aqui tiveram filhos, e que por conta própria retornaram aos seus países de origem, com esse filhos passaram a ser  chamados de AGUDAS.  São histórias de luta, superação e obstinação naquilo que se deseja. Grande parte das pessoas desconhecem esse lado da história pois, a escravidão mostra sempre sua pior face.

O termo AGUDÁ, era a denominação dada àqueles que retornaram aos seus países de origem após terem saído como escravos. O seu retorno a África principalmente a Nigéria e Republica de Benin foi marcado por muita mudança. Eles, os AGUDAS, logo criaram os seus bairros que até hoje se chamam de Brazillian Quater, Popo Aguda ou Popo onde praticavam a cultura brasileira. Isso realmente mudou o cenario social e economico destes paises. Os brasileiros ou AGUDAS como são chamados levaram também consigo as modas brasileiras, comidas brasileiras (cocada, farofa e.t.c), tecnicas brasileiras de agricultura entre outros.

Hoje em alugns países africanos como Nigéria, Togo, República do Benin, há vários brasileiros filhos de escravos retornados e que ainda preservam os nomes brasileiros e várias práticas culturais brasileiras. Com base nestes fatos, fica evidente que a questão de intercâmbio Brasil-África é mais remota do que muitas pessoas supõem. Convêm agora lapidarmos e aprofundarmos melhor estes laços historico-culturais.

Será realizado nas cidades de Nova Lima e Belo Horizonte no estado de Minas Gerais o III Congresso de Cultura e Religião Yorubá que reunirá personalidades referenciais da cultura afrobrasileira e africana, sendo um espaço de troca de saberes e experiências. Serão 03 (três) dias de eventos sendo 01 (um) dia em cada uma das cidades mencionadas e encerramento na cidade de Belo Horizonte.

Confira alguns momentos do congresso Yorúbá 2010

OBJETIVOS :

• Difundir as culturas yoruba e afro-brasileira.
• Possibilitar aos educadores subsídios para a efetivação da aplicação da Lei 10.639/03
• Facilitar o intercâmbio cultural e religioso.
• Resgatar fatos históricos brasileiros e africanos da costa ocidental.
• Identificar as participações brasileiras na cultura africana.
• Apresentar aspectos da cultura Yoruba na construção da sociedade brasileira.
• Esclarecer os equívocos em relação ao entendimento e a percepção que se tem da cultura Yoruba na sociedade brasileira.

PÚBLICO ALVO

• Educadores.
• Antropólogos e pesquisadores das várias áreas do conhecimento que se dedicam a questões relacionadas às africanidades
• Comunidades religiosas de matriz africana.
• Movimento Social Negro e suas várias vertentes
• Políticos.
• Artistas
• Sociedade civil.

CONVIDADOS

Clique aqui para ver a lista dos convidados

PERÍODO DE REALIZAÇÃO DO EVENTO

Dia 11 a 13 de agosto 2011.

INSCRIÇÕES

A inscrição para o III Congresso da Religião e Cultura Yoruba: OS AGUDÁS  é online. Clique aqui para realizar a sua inscrição.

Inscrições gratuitas.  As vagas são limitadas.

*Os participantes receberão certificado

Que as sementes sejam lançadas ao vento, as palavras disseminadas pelos meios de comunicação disponíveis, que as pessoas em atividade se multipliquem em discípulos e que estes passem adiante o aprendido…    

Agradecemos Nossos Parceiros pelo Sucesso na Realização do 2º Congresso Internacional Yorùbá 2010

• Banco BMG
• SEPPIR – Secretária Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
• Embaixada da Republica Federativa da Nigéria
• Casa da Nigéria, Salvador Bahia.
• Prefeitura Municipal de Nova Lima
• Prefeitura Municipal de Belo Horizonte
• Universidade Federal de Minas Gerais – Faculdade de Educação (FAE)
• Livraria Nandyala
• Centro Cultural da UFMG
• Hotel Normandy
• ASSOCIAÇÃO COMUNITÁRIA DE VILA SÃO JORGE -ASJOR
• AIC – Associação Imagem Comunitária
• Centro Cultura Yoruba, Rio de Janeiro
• Circo de Todo Mundo
• Livraria Sobá
• Rádio ORI
• CIA Baobá
• Centro Cultural Cento e Quatro
• Centro Cultural da UFMG

Desenvolvido por

Gerenciador Copyright © 2010 – Instituto de Arte e Cultura Yoruba | Todos os direitos reservados | Email: contato@institutoyoruba.org

Av. Nossa Senhora do Carmo, 1395. Sl. 06 – Sion. Belo Horizonte. Minas Gerais | Tel. (+55) 31 3043-4201

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Conversando sobre Saúde e Espiritualidade

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Junho 27, 2011 at 9:27 pm

N°1- 27 de junho ano 2011 – Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

Palestras:

Conversando sobre Saúde e Espiritualidade

Data: 02/07 sábado às 10hs.

Local: Auditório da FATO – Faculdades Monteiro Lobato

Rua dos Andradas, 1180 – Centro – Porto Alegre, RS.

A medicina vem aprofundando seu estudo referente à importância da espiritualidade para a saúde humana. Isso se reflete no aumento significativo de pesquisas e publicações sobre o assunto, assim como o surgimento de disciplinas dentro das Universidades para aprofundar esses conhecimentos com a proposta de realizar a intersecção entre saúde e espiritualidade.

As pesquisas médicas têm demonstrado que o exercício da espiritualidade tem sido um importante instrumento de apoio para a melhora geral do paciente. Além da melhora clínica e da qualidade de vida dos pacientes, a prática espiritual abrevia o tempo de internação e do uso de medicação, diminuindo o custo do tratamento médico ao paciente e ao sistema de saúde.

Tudo isso tem gerado uma necessidade de se ampliar a discussão nessa área, preparando o profissional da saúde para tratar desses assuntos de forma cuidadosa e qualificada, capacitando-o a realizar pesquisas e de trazer esses conhecimentos para a sua prática profissional.

O debate proposto visa mostrar as relações entre saúde e religiosidade/espiritualidade, sua implicação na prática médica e as principais linhas de pesquisas. Refletir sobre as novas possibilidades terapêuticas com a inclusão da dimensão espiritual.

Data: 02/07 sábado às 10hs.

Local: Auditório da FATO – Faculdades Monteiro Lobato

Rua dos Andradas, 1180 – Centro – Porto Alegre, RS.

Debatedores:

 

Dr. Carlos Eduardo Accioly Durgante – Espiritualidade no processo de Envelhecer

Licenciado em Medicina pela Universidade Federal de Santa Maria (Rio Grande do Sul). Especialista em Medicina Interna e Pós-Graduação em Geriatria e Gerontologia. Autor de vários livros entre eles “Velhice culpada ou inocente?” e “Pondo Fé na Ciência – A Relação entre Fé e a Saúde”.

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Dr. César Geremia – Atualidade Científica em Espiritualidade

Graduação em Medicina em 1989 pela FFFCMPA, Pediatra, Mestre em Medicina com ênfase em Endocrinologia Pediatrica , Título de Especialista em Pediatria, Título de Área de Atuação em Endocrinologia Pediátrica pela Soc. Bras. De Endocrinologia e Metabolismo, Professor de Fisiologia da ULBRA.

 

Dr. Gilson Luis Roberto – Conceito de Espiritualidade e sua Implicação na Saúde Mental

Graduado pela PUC-RS em 1991, com formação em homeopatia e Pós-Graduação em Psicologia Analítica Junguiana.Vice -Presidente do Hospital Espírita de Porto Alegre. Professor convidado em várias atividades de extensão universitária na área da saúde e espiritualidade, com inúmeras publicações entre elas a participação do livro Espiritualidade e Qualidade de Vida publicado pela EDIPUC.

Dra. Tatiana Freitas Tourinho – Saúde e Espiritualidade

Médica formada na PUCRS em 1986, Residência em Medicina Interna , Residência em Reumatologia, Título de Especialização em Reumatologia AMB , Título de Especialista em Densitometria Óssea AMB, Professora de Reumatologia da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Mestre e Doutora em Clínica Médica pela UFRGS.

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Seminário sobre Estado Laico e liberdade religiosa: uma aula

In Comunidade Tradicional de Terreiros, Conexão Afro, Polítca on Junho 26, 2011 at 8:18 pm

N°1- 26 de junho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

jun 21st, 2011 by Pedro.

No dia 16 de junho, foi realizado o Seminário Internacional sobre o Estado Laico e a Liberdade Religiosa, organizado pelo Conselho Nacional de Justiça com a iniciativa do Ministro Ives Gandra Filho, conselheiro de justiça e ministro do Tribunal Superior do Trabalho. O seminário mereceu notas na imprensa, na Record e noJornal Nacional.

Não me consta que algo semelhante tenha sido feito no Brasil. Não raro a laicidade do Estado é debatido em lugares como universidades, porém, até onde sei, é a primeira vez que um órgão da magistratura nacional dedica um seminário público e gratuito a respeito, com a presença de ministros de estado, autoridades do Judiciário e juristas de peso, como o professor Jorge Miranda, constitucionalista renomado, catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e Magistrado jubilado da Corte Constitucional Portuguesa, equivalente ao STF brasileiro. Aliás, foi homenageado e referenciado como “pai” da atual constituição portuguesa.

Entre as autoridades presentes na abertura, estavam o Ministro Presidente do Supremo Tribunal Federal, César Peluso, e a Ministra Irini Lopes, da Secretaria Especial de Política para as Mulheres.

Diferença entre laicidade e laicismo é consenso

Foi do prof. Jorge Miranda, inclusive, a exposição mais didática, abrangente e aprofundada sobre o que é o Estado laico, explanada em seu painel sobre religião e poder político.

Para começar, Miranda classificou em três grupos as relações entre Estado e religião: 1) quando ambos se identificam e confundem, com formato deteocracia ou cesaropapismo; 2) quando se relacionam separadamente, seja em parcial união — com clericalismo ou regalismo – seja em separação total — com o Estado laico; e 3) quando há oposição entre ambos, nas formas doEstado laicista e do Estado ateu, com perseguição aberta ou velada à religião.

Podemos tratar dos os detalhes sobre esses termos em outra ocasião. O ponto principal de Miranda, entretanto, foi distinguir o Estado laico do Estado laicista. Enquanto o primeiro é uma separação total entre a instituição Estado e os credos e instituições religiosas, preservando o direito de expressão pública da fé, o segundo é uma restrição, pelo Estado, da liberdade religiosa do cidadão apenas ao âmbito privado, vedando sua expressão no espaço público, seja ele político, físico ou ideológico.

Essa diferenciação foi repetida praticamente por todos os expositores (mesmo que ocasionalmente com terminologia distinta), inclusive pelo prof. Daniel Sarmento, Procurador Regional da República e autor da ação contra a decisão da CNJ em manter os crucifixos nos tribunais. Também não é uma posição muito diferente da que temos comentado neste blog.

Razão pública e relativismo

O prof. Kent Greenawalt, da Columbia Law School, e o prof. Daniel Sarmento trataram, de uma forma ou de outra, sobre o papel da religiosidade na política, tanto de maneira difusa (proteção ao sentimento religioso e à laicidade do Estado) quanto particular (na ação dos agentes públicos, principalmente governantes e juízes, em respeito às suas próprias crenças religiosas).

O consenso tendeu para um ponto: a religião só pode influenciar nas decisões políticas se ela invocar alguma razão pública, que mobilize o interesse político na direção de algo entendido como benéfico para a sociedade. Isso não é excluir a religião do debate, mas uma tentativa de evitar a vitória de posições personalistas ou de grupos pequenos com base na religião, cujos pressupostos nem todos os membros da sociedade aceitam.

Sarmento vai além: ele diz que as religiões devem “traduzir” seu posicionamento em algo inteligível para quem não compartilha da fé. Doutrinas religiosas a serem levadas ao jogo político devem ser apresentadas em termos de bem comum, princípios éticos, plataformas e regras com forma argumentativa, passíveis de discussão e refutação, e não como doutrinas e dogmas. Isso é imprescindível para o funcionamento da democracia argumentativa, na qual todas as opiniões devem ser consideradas válidas e confrontadas por meio do debate, de forma a diminuir as distorções causadas pela representatividade (sobre ou subrepresentação).

Esse foco na razão pública e na “tradução” do pensamento religioso tem, para mim, um resultado dúbio. Por um lado, acho imprescindível que os credos se expressem em termos lógicos para tornarem seus posicionamentos inteligíveis aos não-crentes. Mais do que isso: é exatamente por uma noção de razão pública, pelo senso de bem maior para a comunidade, que os grupos religiosos defendem agendas politicamente, e não para “evangelizar” ou “converter”. Um religioso não defende, por exemplo, o casamento somente entre um homem e a mulher porque está escrito na Bíblia (embora haja quem embaraçosamente diga isso em público, ajudando a reforçar estereótipos), mas porque acredita que a família natural deve ser preservada pela sociedade para seu próprio bem futuro.

Por outro lado, a “tradução” pode facilitar a relativização de posições religiosas, normalmente morais, como se fossem passíveis de um meio-termo. E não acredito que a moral, em si, permita um meio-termo, ou simplesmente não é moral. Isso enfraquece o discurso religioso.

Outras exposições, sobre a concordata entre Brasil e Santa Sé, o histórico da laicidade do Estado na visão da Igreja e o ensino religioso, foram verdadeiras aulas de relações internacionais, história e eclesiologia. Tratarei desses assuntos em posts separados.

Apanhado geral

O seminário foi importantíssimo para tornar terminantemente clara a definição dos conceitos de laicidade, e pelo no imperativo à neutralidade e à democracia envolvendo todos, religiosos ou não. E alcançou isso trazendo consenso entre pessoas esclarecidas com opiniões opostas, um feito talvez inédito.

Houve quem reclamasse (em particular, claro) que o seminário não passou de autopromoção da Igreja Católica. Isso é um total contrassenso. No Brasil, a Igreja Católica é a instituição mais atacada pelo o argumento da laicidade do Estado nos mais diversos temas. Como ator mais exposto, é o que mais deveria ser ouvido no debate sobre laicidade do Estado. Porém, quem não gosta da Igreja vai abusar da laicidade do Estado sempre contra ela: para vetá-la da expressão pública e para impedi-la de argumentar contra o veto. Se laicidade é neutralidade, o que essas pessoas invocam não é laicidade.

Por isso, senti falta da participação de entes como, por exemplo, as Católicas pelo Direito de Decidir e a ABGLT (citadas aqui e aqui neste blog) que costumam usar da laicidade do Estado para impedir a expressão política da Igreja Católica ou de qualquer credo nas questões que lhes interessam. Gostaria de ver o que teriam a dizer sobre suas posições, uma vez que revelaram-se claramente opostas aos conceitos de laicidade e democracia que foram debatidos no seminário.

FONTE:http://contosdoatrio.com.br

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Michelle Obama visita Nelson Mandela na África do

In Conexão Afro, negritude on Junho 26, 2011 at 5:16 pm

 

N°1- 26 de junho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

Michelle_Obama-Nelson_Mandela

A primeira-dama americana, Michelle Obama, visitou o ex-presidente e ícone sul-africano, Nelson Mandela, em sua casa nesta terça-feira (21).

Esse é o segundo dia da viagem de seis dias que a mulher do presidente dos Estados Unidos realiza ao continente africano.

Michelle, acompanhada por sua mãe e as duas filhas, Malia e Sasha, visitou as instalações da fundação criada pelo ex-presidente e líder da luta contra o sistema de segregação racial na África do Sul, o apartheid.

Quem fez o papel de “guia” foi a mulher de Mandela, Graça Machel, que encaminhou a família Obama para reunir-se com Mandela, segundo o porta-voz da fundação.

Copyright AFP – Todos os direitos de reprodução e representação reservados

Fonte:R7

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CampanhaAno Internacional afrodescendente

 

 

Agenda Cultural : África no Brasil‏

In Comunidade Tradicional de Terreiros, Educação, Polítca on Junho 26, 2011 at 11:22 am

N°1- 26 de junho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

Agenda Cultural : África no Brasil‏

É com imensa satisfação que compartilho agenda cultural ; África no Brasil com que o autor Prof. Dr. Sidnei Barreto Nogueira veio ao estado fazer o lançamento do Livro de coisas do Povo do Santo que sem dúvida nenhuma,  já  entrou para galeria dos grandes acontecimentos culturais da temporada, daqueles prá se guardar na memória para sempre. 

Os  atraso

1º de Julho POA

Atrasos ocorridos na quarta-feira ( 01/06), provocou  efeito cascata na malha aérea  em todo país. O horário previsto para chegar  o autor do Livro Coisas do Povo do Santo,  era  ás 18 horas, houve um atraso de  duas horas. Consequentemente , os convidados que estavão aguardando na churrascaria  não conseguiram aguardar mais, devido ao adiantado da hora.

Enquanto retiravam as malas do carro, no sagão do Eko Residence Hotel, fui suprendida pelo  Prof. Dr. Sidnei, ao me ofertar um presente.

PORTO ALEGRE – O1 de Junho – JANTAR

Haviamos programado levá-lo a uma churrascaria  que remete aos  nossos hábitos  tradicionais dos  galpões dos CTGs, o restaurante  escolhido possui fogo de chão, uma  variedade de artigos gauchesco, chimarrão, shows tradicionalista. Neste espaço  foi oportunizado aos convidados,  saborear a culinária campezina e as variedade de carnes assadas do típico churrasco gaúcho.

O professor não aparece nas fotos, por fazer questão, de  fazer os registro fotográfico , para mostrar para os amigos e alunos.

Até aqui , não haviamos  comentado ele não veio sozinho, ele trouxe uma comitiva,  Yá Joesia de Oxosse,  sua Mãe biológica, acompanhada com três filhos de santo.

GUAIBA – 2 de Junho 
Palestra e lançamento da 1ª edição do livro COISAS DO POVO DO SANTO 
Na  manhã do dia 2  de  julho  ás 9 horas  , o Prof. Dr .Sidnei Barreto Nogueira, ,  foi recebido pela Secretária de Educação Lucia Polanskizi, deu boas vindas ao mestre que proferiu uma palestra  para professores  das redes públicas e privadas na 22ª edição da Feira do Livro em Guaíba.

Secretária Municipal de Educação Lúcia Polanski ,  recebeu o Professor, na ocasião  reafirmou a filosofia da  sua gestão “ falar em educação é falar mais em sementes que frutos; mais em plantios que colheitas; é traçar um rumo e investir na caminhada. A secretária assistiu toda a palestra realizada pela manhã.

Palestra para professores das redes públicas e privadas

Antes de sairmos para o almoço tiramos esta foto, que registra nossa contribuição para a implementação da Lei 10.639, e as transformações que a Assobecaty , vem provocando no campo da politicas públicas em âmbito, municipal, estadual e  nacional.

GUAIBA – 2 de Junho- Almoço

O escritor almoçou com a Secretária Municipal de Turismo e Cultura, Sra Claudia Mara Borges e a representante da  Secretaria Municipal de Educação, a  sra Janaína Rodrigues Macedo.

Este é uma parte do centro da   cidade de Guaíba, recebe o nome do rio que lhe banha. Observem a paisagem…

Assessora Técnica de Língua Portuguesa da SME Janína Rodrigues Macedo, convidou o palestrante para ver o sol na beira  do Rio Guaíba.

"Realmente é muito bonito” essas palavras são do Prof. Sidnei ao elogiar o centro da cidade.

GUAIBA – 2 de Junho Tarde


A tarde a rede escolar, também foi contemplada com a formação
GUAIBA – 2 de Junho- Final de Tarde

Coquetel de LANÇAMENTO DO LIVRO COISAS DO POVO DO SANTO

Nesta quinta-feira, dia 02/junho, ás 18:30  foi realizado o coquetel de lançamento do 1º livro Coisas do Povo de Santo  do Prof. Dr. Sidnei Barreto Nogeira. O título foi publicado pela Editora Manole, e atraiu mais de trezentas pessoas, num evento regado a refrigerante , canapés e muito burburinho.

Religiosos de matriz afro , professores , políticos, advogados, universitários, estavam na fila para conseguir o autógrafo do autor na 22ª Feira do Livro. O discurso da Secretária de Turismo e Cultura, fez uma menção honrrosa aos 77 anos de resistência e 23 anos de conotação juridica da Assobecaty. A Comissão Permanente e Impulsora da Semana Municipal da Umbanda e daas Religiões de Matriz Afro, foram representada por Pai Roni de  Ogum, Mãe Geni de Iemanjá e Pai Ricardo de Oxum.  

A 22ª Feira do Livro , no municipio de Guaíba este ano teve uma pauta inclusiva, a questão da lei 10639, associada com a cultura das coisas do Povo do santo.

A Secretária e Turismo e Cultura, Claudia Mara Borges, falou em nome das entidades que promovem a Feira do Livro. Ela apresentou as homenagens a Associação Beneficente Cultural Africana Templo de Yemanja, pela passagem de 77 anos e 23 de Conotação jurídica.

GUAIBA – 2 de Junho – Noite

A palestra da noite  lotou, quem chegou mais tarde teve que ficar assistindo de pé

Mãe Bere,                                           Mãe Geni, Mãe Mariazinha de Yemanjá da cidade de Alvorada 
Esta não estava no script,  no final da palestra, aconteceu novamente o momento de autógrafos,

Os representantes do município de  Alvorada,  vieram na cidade de Guaíba prestigiar a palestra do professor através da coordenadora da Diversidade Professora Maria Dolores e Mãe Mariazinha de Yemanjá .
ALVORADA  –  3  de Junho 

Secretária Jussara Conceição Véras de Bitencourt abriu a atividade  

A Diretora Geral do Espaço da Diversidade, professora Maria de Lourdes Santos da Silva, salientou a importância deste momento,   


PORTO ALEGRE – HORÁRIO DO MEIO DIA – 3  de Junho   Programa Estação Cultura , na TVE
ALVORADA  –  3  de Junho 



ESTEIO – 3 de Junho 
À solenidade de Lançamento do Livro coisas do Povo do Santo,  na cidade de Esteio aconteceu na  Casa de Cultura Lufredina Araújo Gaya, contou com a presença dos anfitriões que deram  boas vindas aos convidados.
 
Prefeito Gilmar Rinaldi  e   Jauri Machado Coordenador da casa de Cultura deram as boas vindas. Com todo o frio , a casa estava com ambientação temática, quadros afros encheram os olhos dos convidados, com o mesmo cuidado, foi ofertado um coquetel com  comidas típicas afro gaúchas.
Mãe Dolores da cidade de São Leopoldo veio pretigiar a obra literárias. 



Encontrei Pai Joel de Oxalá da cidade de Novo Hamburgo, conversando nos reconhecemos como irmãos de santo, lá da casa do Pai Romário de Oxalá, que familia grande ele deixou, para quem não sabe foi um dos expoentes que disseminou a Nação dos Orixás Cabinda, no estado do Sul.

GUAIBA –  Sabado 2 de Junho manhã  ASSOBECATY- Oficina da Lingua e Cultura Yorubá

O frio não impediu das pessoas participarem da oficina, fica evidente que  essa comunidade pulsa o desejo de mantermos a África  Viva.

Pai Flavio da cidade de Alvorada, foi o primeiro a chegar, Pai Flávio foi aluno do 1º Curso da lingua Yorubá, na Universidade Ulbra Canoas, quanto trabalhavamos  neste espaço de formação e construção de conhecimento   propomos e gestamos o Curso de extensão da cultura e língua Yorubá.

“Eu sou a Palavra que sai da minha boca” 
Foi a primeira frase que o professor Sidnei abriu a oficina  da Lingua e Cultura Yorubá,  na sede da Casa tradicional – ASSOBECATY- Associação Beneficente Cultural Afriicana Tempo de Yemanjá, na manhã de sabado dia 04 de Junho de 2011.
Estava muito frio, mesmo assim tivemos um público considerado bom para a realização da oficina.

GUAIBA – 2 de Junho Tarde

Mãe Geni de Iemanjá, para nós, na sua nação Geni Muxi , não pode participar da Oficina da Cultura e Lingua Iorubá por ter atividades no seu barracão, mas tirou um tempo para se despedir do mestre Sdnei, nesta foto estão Mestre Sidnei e Makota Geni Muxi acompanhados de seus filhos de santo.


O professor mostra que o saber coletivo  é capaz de produzir, entre outras coisas, um grande instrumento de qualificação do exercício da religiião afro  Brasil e do relacionamento com a sociedade.  

Agradeço aos filhos e netos do Ilê que puderam estar juntos neste dia.

Pai Flávio, Mãe Ana , Mãe  Cristiane de Oxum, Lisiane e esposo nos encontramos por um ideal.

Está instalado o Núcleo de Estudos da Cultura e da Língua Yorubá – Assobecaty- Guaiba/RS 
PORTO ALEGRE – 2 de Junho noite


CASA DE CULTURA

A Casa de Cultura Mario Quintana é uma instituição ligada à Secretaria de Estado da Cultura / Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Os espaços estão voltados para o cinema, a música, as artes visuais, a dança, o teatro  a literatura,realização de oficinas e eventos ligados à cultura. Eles homenageiam grandes nomes da cultura do Estado do Rio Grande do Sul.

É nela que acontceu  o ato de lançamento  do Livro Coisas do Povo de Santo,  aconteceu neste sabado  dia (04) de Junho de 2011, ás 20 horas com resultados positivos.

Ao mesmo tempo em que houve o Lançamento do Livro Coisas do Povo do Santo, encerrou a agenda do Prof . Dr , Sidnei Barreto Nogueira no estado. Mesmo sendo estilo  Roda de Conversa,  o cerimônial ficou sob  orientação da Professora  Denise Flores, da diretoria da ASSOBECATY.

Esse evento é fruto do protagonismo da casa tradicional Assobecaty, que no ano afrodescendente está provocando o debate, ao mesmo tempo que   acreditamos que nunca a casa de cultura tenha abrigado uma manifestação social, cultural  semelhante,  intenção de contribuir  na construção  da visão inclusiva pluricultural na agenda  cultura do estado.
A noite fria, não impediu que os apaixonados pela leitura fossem apreciar o último dia de lançamento , que  se estendeu em  quatro dias, muitas pessoas foram atriaídos pela proposta de  lançamento do livro,  oficinas para professores  10.639  e a Oficina da Cultura e Língua Yorubá: Eu sou a Palavra que sai da minha boca,  onde a comunidade em geral foi agraciada e a estrela maior foi aprendermos  ver a África no Brasil com outro olhar. 

O Professor Sidnei Barreto Nogueira encantou o  público, por sua autenticidade,  como linguísta se  expressa de uma forma original. Nós da Assobecaty- Associação Beneficente Cultural africana Templo de Yemanjá , no ano em que completamos 77 anos, como proponente do evento, temos o sentimento de dever cumprido, que  só foi possível por termos encontrado parceiros que fizeram adesão a esta  Agenda Cultural : África no Brasil 

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Clóves Silva    Coordenador do Gabinete de Politicas Públicas para o Povo Negro, Mãe Carmen de Oxalá – Assobecaty e Marcelo Azevedo diretor de Cidadania Cultural da Secretaria Estadual do Rio Grande do Sul


Professor Sidnei Barreto e Clóvis da Silva, Coordenador do Gabinete de Politicas Públicas para o Povo Negro


Professor Sidnei e o  coordenador da Política de Pontos de Cultura, João Ponte e sua companheira.


O Abraço  de Marcelo Azevedo é diretor de Cidadania Cultural da Secretaria Estadual do Rio Grande do Sul, encerra o evento
O compartilhamento da agenda foi discutido  e dividido com todos com toda atenção e cuidado, com precisão para dar tudo certo. o que consolida o sucesso da parceria com a Secretária Municipal de Educação e Turismo e Cultura, de Guaíba, Secretaria de Educação de Alvorada  a Coordenadora da Diversidade ,Secretaria de Cultura de Esteio, Secretaria de Cultura do Estado do Rio Grande do Sul, Casa de Cultura Mario Quintana, TVE, que nos receberam  e aprovaram este formato.

È muito raro juntarmos os dois adjetivos para o mesmo evento, sucesso de publico e elogios não faltaram durante os 4 dias de atividade, e só foi possível com os  parceirios que deram condições de  beneficiar  muitas pessoas.

O carísma do autor é impressionante  é  muito raro um palestrante ter ótima  aceitação por parte de todos os públicos. Agradecemos os parceiros  que se engajaram na realização deste evento e que se empenharam para a realização.

Parafraseando o poeta “ sonho, só é um sonho, mas quando sonhamos junto é por isso que contruimos esse momento de realidade".

Lançamento deste porte, sem dúvida nenhuma,  já  entrou para galeria dos grandes acontecimentos culturais da temporada, daqueles prá se guardar na memória para sempre.

É muito raro encontrarmos  dois adjetivos para o mesmo evento, sucesso de publico e elogios, só pode ser Coisas do Povo de Santo.

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Mães de Santo também recebem homenagem neste domingo na Bahia

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Junho 24, 2011 at 8:55 pm

N°1- 24  de junho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

Mães de Santo também recebem homenagem neste domingo na Bahia

Mães por devoção, as Iyalorixás são responsáveis por cuidar de seus filhos.
Relação é marcada pelo respeito e força espiritual.

Danutta Rodrigues e Ida SandesDo G1 BA

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Mães por devoção, as Iyalorixás – sacerdotisas e chefes dos terreiros de Candomblé, são aquelas responsáveis por cuidar de seus filhos de santo como verdadeiros rebentos. Algumas, como Mãe Stella de Oxóssi, 86, uma das mais conhecidas Iyalorixás da Bahia, já perdeu as contas de quantos filhos de santo tem.

Parece que eu nasci de suas entranhas. Eu me sinto filha de verdade dela. É colo de mãe, olhar de mãe, conselhos de mãe, abraço de mãe”

Mariene de Castro

Assim como Mãe Stella, Haydeê Damgbose, 69, líder religiosa do terreiro Ilê Axé Lujuomin, diz que “a mãe do axé é mais mãe do que a biológica, porque é a mãe do sofrimento, aquela que acompanha nos momentos difíceis”.

carlinhos (Foto: Melinda Lerner/Divulgação)Carlinhos Brown tem quatro mães de santo (Foto: Melinda Lerner/Divulgação)

“A minha relação com as Iyalorixás é das mais deliciosas! Permite que eu tenha várias mães, porque o carinho e as broncas que recebo delas são maternais. Para elas eu conto coisas que não contaria para minha mãe biológica. Às vezes, minha mãe Madalena tem até ciúmes dessa relação. Quando uma das minhas Iyalorixás dizem que são minhas mães, ela reclama e dispara logo que ela é que é a mãe. As demais são mães de santo”, conta Carlinhos Brown, cantor e compositor que possui quatro mães de santo.

A relação entre mães e filhos de santo requer respeito e, sobretudo, responsabilidade. Como todos os preceitos da religião, esta é mais uma determinação dos orixás. “Nós temos uma grande responsabilidade com o presente e o futuro daquela pessoa. Você é a mãe espiritual do outro, tudo o que acontece de bom ou ruim com aquela pessoa, nós nos achamos parte daquilo”, declara Mãe Stella.

mae stella - dia das mães (Foto: Danutta Rodrigues)Nós temos uma grande responsabilidade com o
presente e o  futuro daquela pessoa, diz Mãe Stella
(Foto: Danutta Rodrigues)

A sacerdotisa do terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, iniciada na religião há 70 anos, revela que sempre teve admiração pela sua mãe de santo, a quem sempre quis agradar. Hoje, a Iyalorixá recebe o carinho de todos os filhos do Opô Afonjá.

A mãe ‘pelo orixá’, como a sacerdotisa prefere denominar a expressão ‘mãe de santo’, orienta espiritualmente, acompanha as crises existenciais, as dificuldades e os processos de crescimento de cada filho.

“Ela é uma sábia”, orgulha-se Graça Rodriguê, 61, que acompanha Mãe Stella há mais de 30 anos. Para o Candomblé, a hierarquia é algo sagrado e verdadeiramente sério, indicado pelos orixás. “A promoção é espiritual, nossa especialização é feita com a vivência”, afirma Mãe Stella. “O axé não é clube, tem que estar entregue completamente para cumprir suas obrigações”, acrescenta.

“A minha relação com Mãe Carmem (do Gantois) é a mais bonita que pode existir entre uma mãe e uma filha. Sinto vontade de chorar quando falo dela, pois é muito forte esse amor. Parece que eu nasci de suas entranhas. Eu me sinto filha de verdade dela. É colo de mãe, olhar de mãe, conselhos de mãe, abraço de mãe”, descreve Mariene de Castro, cantora.

Os mais velhos devem ser respeitados dentro da religião afro-descendente, sobretudo na relação entre mães e filhos. Independente da classe social ou etnia, o Opô Afonjá é frequentado por pessoas simples a personalidades. Dorival Caymmi, Caribé e Jorge Amado foram alguns dos ilustres filhos da casa.

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Tribunal da ONU condena primeira mulher por genocídio em Ruanda..

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Junho 24, 2011 at 12:23 pm

N°1- 24  de junho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

 

Foto de Pauline Nyiramasuhuko: APPauline Nyiramasuhuko forçou pessoas a ficarem nuas antes de serem colocadas em caminhões.

Uma ex-ministra de Ruanda foi sentenciada à prisão perpétua por participação no genocídio e no estupro de mulheres e meninas da etnia tutsi, tornando-se a primeira mulher condenada pelo tribunal da ONU que julga o genocídio no país africano.

Pauline Nyiramasuhuko, 65 anos, foi considerada culpada, junto de seu filho e de outras quatro ex-autoridades de Ruanda, após 10 anos de julgamento. Cerca de 800 mil tutsis e hutus moderados foram assassinados durante os massacres, em 1994.

Nyiramasuhuko era acusada de ordenar e apoiar os massacres em seu distrito natal de Butare, no sul de Ruanda.

A procuradoria do Tribunal Criminal Internacional para Ruanda (ICTR, sigla em inglês) acusava a ex-ministra de participar da decisão do governo de criar milícias em todo o país, com a missão de exterminar a população tutsi o mais rapidamente possível.

Junto com seu filho, Arsène Shalom Ntahobali, que tinha pouco mais de 20 anos à época, ela também foi acusada de organizar o sequestro e estupro de mulheres e meninas tutsis. Ntahobali também foi condenado à prisão perpétua.

Outras quatro ex-autoridades ruandesas pegaram penas que variaram de 25 anos à prisão perpétua. Nyiramasuhuko se declarou inocente de todas as acusações.

O julgamento teve início em 2001 e foi usado pelo governo ruandês como exemplo da lentidão da Justiça no tribunal da ONU, que tem sede em Arusha, na Tanzânia.

Resistência ao massacre

Butare possuía em sua população um misto de integrantes das etnias tutsi e hutu, o que causou certa resistência às ordens para realizar os massacres.

O governo do qual Nyiramasuhuko fazia parte demitiu a mais antiga autoridade distrital de Butare, que se opunha ao genocídio. Ele nunca mais foi visto desde então.

Os massacres começaram depois da sua substituição. Milícias da capital de Ruanda, Kigali, foram levadas até a região de Butare para dar apoio ao genocídio.

Nyiramasuhuko foi acusada de requisitar apoio militar para dar continuidade aos massacres em sua comunidade natal.

A promotoria afirma que, junto de seu filho, a ex-ministra frequentemente forçou pessoas a ficar completamente nuas antes de colocá-las em caminhões, que as levavam para serem assassinadas.

O correspondente da BBC no leste da África Will Ross diz que, embora ela fosse a única mulher julgada por genocídio no ICTR, muitas outras foram condenadas por genocídio pelos tribunais de Ruanda.

Duas freiras foram consideradas culpadas em uma corte na Bélgica por participação no genocídio

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HEITOR (*_*) CARLOS
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TVE PROMOVE DEBATE SOBRE O LEGADO DE ABDIAS NASCIMENTO E EXIBE DOCUMENTÁRIO MEMÓRIA NEGRA, SOBRE

In Conexão Afro, negritude on Junho 23, 2011 at 5:13 pm

N°1- 23 de junho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

 

Na próximo sábado, 25/06, às 22h, a TVE realiza debate sobre o legado do ativista Abdias Nascimento. Foram convidados para participar da discussão Antônio Carlos Côrtes, advogado e radialista, Luis Alberto da Silva, advogado e sociólogo e Eni Canarim, da Associação Gaúcha de Mulheres. Os três participantes falam sobre o Movimento Negro no Brasil, a contemporaneidade das causas defendidas por Abdias e a presença do negro na sociedade.
Logo após o debate, a TVE exibe, às 23h, o filme Abdias Nascimento – Memória Negra.
Esse documentário conta a trajetória de Abdias Nascimento, histórico militante negro, nascido em 1914, cuja obra e atuação política ao longo do século XX são essenciais para a compreensão da importância do negro na sociedade brasileira.
Tendo como eixo central um depoimento gravado em 2005, o filme regista passagens importantes da trajetória de vida de Abdias em defesa do povo negro, intercalando sua narrativa a fatos marcantes da organização do Movimento Negro no Brasil, que se tornou referência para várias gerações. Ao contar a história de Abdias Nascimento, considerado um ícone da cultura negra, o documentário registra parte significativa da história de lutas do negro brasileiro.
Abdias Nascimento faleceu em maio, aos 97 anos.
Direção/roteiro/pesquisa: Antonio Olavo
Produção: Raimundo Bujão – Josias Santos – Eliana Mendes – Leda Sacramento
Câmera/Som direto: Márcio Bredariol – Paulo César
Narração: Marla Rodrigues
Direção de arte: Raiumundo Laranjeira
Sound Designer: Rodrigo Alzueta
Montagem: Antonio Olavo – Raimundo Laranjeira e Tiago Lisboa
Duração: 95min
Ano: 2008
TVE
Programa especial com debate e exibição do filme Abdias Nascimento – Memória Negra
Sábado, 25/06, a partir das 22hs

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SEMINÁRIO " Mulheres Negras no Poder "Rio Grande do Sul, Brasil e América Latina

In Comunidade Tradicional de Terreiros, Conexão Afro, negritude on Junho 22, 2011 at 4:56 pm

N°o1- 22  de  julho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTACONEXÃO AFRO

Contamos com sua presença no dia 25 de julho  SEMINÁRIO " Mulheres Negras no Poder " que será realizado nos dias:

   25 de Julho na Assembléia Legislativa-Plenarinho -3º andar a partir das 9 horas.

   26 de Julho I º Encontro de Yás no Ano Internacional Afrodescendente, Casa de Cultura Mário Quintana

Com Nossas saudações Comunitárias e Axés

Movimento 13 de Maio Abolição Não Conclusa Para as Mulheres Negras
Angélica Mirinhã
84842736
332102382
CMP
Central de Movimentos Populares do Estado do Rio Grande do Sul
Mãe Carmem do Oxalá
30556655
85748858
ASSOBECATY
Associação Beneficiente Cultural Templo de Yemanjá

Denise Flores
Denise Flores
*"La tecnologia no sirve de nada sin educación ni desarrollo cultural y
educativo para el pais. Sirve de mercado para las multinacionales, pero no
le sirve a la gente"*
Manuel Castells


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Seminário de Ensino Religioso e Educação para as Relações Étnico-raciais no Pará"

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Junho 21, 2011 at 5:29 pm

N°1- 21 de junho ano 2011 – Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

http://institutonangetu.blogspot.com/2011/06/cineclube-nangetu-participa-do.html

Cineclube Nangetu participa do "Seminário de Ensino Religioso e Educação para as Relações Étnico-raciais no Pará"

28 de junho. 16h
ATÉ OXALÁ VAI À GUERRA – UMA HISTORIA DE RACISMO E INTOLERÂNCIA RELIGIOSA (2008). Direção: Carlos Pronzato / Co-direção de Stefano Barbi-Cinti. 40 min. / Áudio: Português. Sinopse: As ações violentas executadas pela Prefeitura de Salvador através da demolição de um terreiro

29 de junho, 8:30
"Do Dia em que Macunaíma e Gilberto Freyre Visitaram…". 20 min. Sinopse: Tia Ciata, anfitriã do primeiro samba gravado (Pelo Telefone), Gilberto Freyre, Mário de Andrade e seu emblemático personagem Macunaíma, Pixinguinha, Sinhô, Donga e até o próprio Exu presentes na mesma roda de samba. Direção: Sérgio Zeigler e Vitor Angelo
Serviço:
SEMINÁRIO DE ENSINO RELIGIOSO E EDUCAÇÃO PARA AS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS NO PARÁ
Data: 28 e 29 de junho de 2011
Local: Auditório do Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE)
Universidade do Estado do Pará (UEPA)
Endereço: Trav. Djalma Dutra, s/n, Telégrafo, Belém/PA
Inscrições gratuitas: Enviar nome completo, escola/entidade e telefone para copirseduc@gmail.com
Informações: (91)32015157 / www.copirseduc.blogspot.com
Entrega de certificados
Cineclube Nangetu, coordenação: Kota Mazakalanje.
Ao final de cada sessão haverá roda de conversa com os participantes.
O Cineclube Nangetu é premiado no Edital Cine Pará Mais Cultura, e conta com a parceria do Governo Federal, Ministério da Cultura, Governo do Pará, Secretaria de Estado da Cultura, PARACINE, rede [aparelho]-: e Idade Mídia.
O Instituto Nangetu é Ponto de Mídia Livre/ 2009.

Documentário Mulheres Africanas de Urano Andrade.

In Conexão Afro on Junho 19, 2011 at 8:33 pm

N°1- 19  de junho   ano 2011 – Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

Documentário Mulheres Africanas

de Urano Andrade.

Durante uma viagem pela África, Eliza – brasileira, 30 anos – conhece mulheres que vivem conectadas em seus espaços e tempos.  Através de entrevistas, reflexões, diários, olhamos entre o exótico e o preconceito gerado pela distância cultural. A partir de uma visão autoral, o filme discute a distância cultural que permite a criação do Outro e do racismo, criação que serve de pretexto para justificar a complexa relação histórica entre o Ocidente e a África. Criado a partir da perspectiva de uma viajante mulher e latino americana, o filme discute os diversos perfis de mulheres contemporâneas que coexistem em diferentes países e culturas.

ACESSE: http://www.africanwoman.org/#!__africanas

Podemos colaborar com o projeto da Eliza Capai

Fazer o 1º corte do documentário, uma imersão em diversas culturas africanascontada por suas mulheres.

O documentário está completamente gravado: são 40h de material rodados emalta definição. Até agora eu realizei todas as etapas do processo. Foi intensoe agora preciso de outros olhos, ouvidos e mãos para desenhar esta históriacomigo. A ideia é utilizar a minha viagem pela África durante seis meses comobase do documentário, mas ir além: criar uma estrutura ficcional que nos permitalevantar as discussões de forma mais profunda.

Africanas (nome provisório) será meu 1º longa metragem, e sempre queapresento o projeto escuto elogios seguidos de "Tenho interesse, meapresente o primeiro corte!" E aqui estou tentando bancar a 1ª versão dodocumentário. Para fazê-lo, necessito contratar um roteirista, me dedicarexclusivamente a isto por quatro meses, pagar pela decupagem do material elegenda do primeiro corte para o inglês, além do custo de deslocamento (eu e oroteirista, Daniel Augusto, estamos separados por um oceano).

O longa metragem
Submissão, independência, mulheres negras nuas, mulheres brancas de véu,rituais de sacrifício, casamentos poligâmicos, Aids, amor: durante uma viagemde seis meses pela África discutimos diversidade, racismo e exotismo através devisões femininas.

Em 2010, viajei pela África, produzindo para TV e investigando a situação damulher em distintas culturas e países: Marrocos, Mali, Cabo Verde, Etiópia eÁfrica do Sul. Mas em vez de encontrar um sentimento de identidade . deidentificação com fragmentos da cultura africana que formaram meu país . medeparei em alguns momentos com um sentimento desconhecido: distanciamento,pré-conceito, racismo. Assim, o documentário busca compreender esse sentimentoque permite as cruéis relações do Ocidente com a África e que se populariza nomundo se expressando através da xenofobia.

Vamos além dele, buscando compreender como podemos julgar menos os Outros,entender de fato a diversidade, respeitar culturas que não as nossas. Assim, avoz da viajante inicia a narrativa e aos poucos se abre para escutar outrasmulheres, buscando construir esses fragmentos de África, dialogando com essasporta vozes de suas culturas, com as leituras realizadas no trajeto e com abagagem cultural levada.

Recompensa em Cabo Verde
Para essa cota, vale a observação: as diárias do Spinguera são válidas paraduas pessoas com café da manhã incluído durante as estações baixa e média -entre 10 de janeiro e 16 de abril; ou de 01 de maio a 31 de julho; ou de 01 desetembro a 20 de dezembro. Passagem aérea não incluída.

Para conhecer o Spinguera: www.spinguera.com
Para entender melhor o projeto: www.africanwoman.org
Para saber mais de meu trabalho: www.elizacapai.com
Meu facebook: www.facebook.com/elizacapai
Para ver o trailler do documentário: http://movere.me/exibeProjeto.do?id=12

Está tudo pronto na Assobecaty para iniciar a festa aos orixás Bará , Ogum, Iansã e Xangô : Agora é só aguardar Mãe Carmen de Oxalá

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Junho 18, 2011 at 11:03 am

N°1- 18 de junho   ano 2011 – Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

Fonte REVISTA  ONLINE CONEXAO AFRO

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Muito poucas pessoas sabem que o ano 2011 foi declarado pela ONU- Organizações das Nações Unidas como o Ano Internacional  Afrodescendente, Assobecaty- Associação Beneficente Cultural Africana Templo de Yemanjá, aderiu não só a proposta, aderiu ao movimento dos poucas organizações  que tomaram a iniciativa de somar  esforços para  dar destaque, a  esta conquista  histórica da cultura negra no mundo .

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Durante o ano  esta sendo realizadas  diversas atividades de ações afirmativas  de valorização da cultura negra, no mesmo  ano em que completou  os 77 anos de existência e 23 anos de Conotação Juridica.

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Alguns filhos e amigos, foram surpreendidos com a  alteração do calendário, a pequena alteração, ocorreu pela necessidade de receber a  nova filha Liliane de Iansã. A decoração foi organizada com muito zelo e respeito pela raiz ancestral.

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Entre os orixás frenteiros, orixás de lutas e vitórias  esta a orixá feminina do panteon africano a orixá  guerreira Iansâ, foi uma filha de Iansã que provocou mudanças no calendário festivo da casa  tradicional Assobecaty,  Agora é só aguardar  Mãe Carmen de Oxalá.

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Livro Antropologia do Orixás

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Junho 18, 2011 at 6:16 am

N°1- 18  de junho   ano 2011 – Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

Com o  intuito de contribuir com a lei 10639/03, Ivan da Silva Poli através do livro “Antropologia dos Orixás“, é resultado de cursos de extensão sobre cultura Africana Yorubá em diversos locais de São Paulo, como o Centro Cultural Africano de São Paulo e a  Biblioteca Municipal de Osasco. Apesar do enfoque antropológico o livro é destinado  também  a Educadores, Historiadores, Religiosos de todas as capaivanvertentes e todos aqueles envolvidos com as Ciências Humanas que se interessem por temas relativos a Africa, cultura Afro-brasileira e identidade brasileira. A obra e indicada sobretudo para os que lutam pelos ideais  ao combate de todo tipo de discriminação, seja religiosa, racial ou o sexismo.

ISBN – 978-85-7921-046-4 – R$ 30,00

 

 

 

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NGUZU!!!

In Comunidade Tradicional de Terreiros, Educação, Polítca, Saúde da População Negra on Junho 17, 2011 at 6:16 am

N°1- 17 de junho   ano 2011 – Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

Por volta dos anos 40 saímos do conceito seita para religião de matriz africana,de uns anos para cá somos Comunidades Tradicionais de terreiros.

existem no Brasil um debate proveitoso e consistente sobre o fato de nos assumirmos como COMUNIDADES TRADICIONAIS, sabemos que religião não leva ninguém a manter tradições e a cultuar sua ancestralidade, nosso espaço é o terreiro, a terra, o fogo, a água o ar, etc.

Vivemos em dialogo e reverencia com as energias da natureza,isso não e religião e sua uma cultura que veio de ÁFrica, cultura milenar, ancestral.

Precisamos ultrapassar as fronteiras das religiões, das comunidades e nos assumirmos como Povos Tradicionais de Matriz Africana.

As coisas vêm mudando rapidamente neste mundo, politicamente também, se não garantirmos nossas tradições nossa ancestralidade, não vamos ter a reparação das tradições esfaceladas pelo racismo e por mais de 500 anos de negação da nossa existência e ancestralidade.

Aqui nesta terra estavam os POVOS TRADICIONAIS INDIGENAS,quando os POVOS TRADICIONAIS de África aqui chegaram escravizados.  

   OLÁ MAKOTA,SUA BENÇÃO!!! SIM ,SOMOS COMUNIDADES TRADICIONAIS,INCLUSIVE O PLANO NACIONAL DAS RELIGIÕES  DE MATRIZ AFRICANA E A SUB-SECRETARIA DE COMUNIDADES TRADICIONAIS DE SEPPIR ASSIM  NOS CONSIDERA.

              O CONCEITO DE SEITA FOI NOS DADO PELA DITADURA ELITISTA BRANCA E DOMINANTE,O QUAL NUNCA ACEITAMOS,TENDO EM VISTA QUE DETEMOS EM NOSSA LITURGIA TUDO O QUE É NECESSÁRIO PARA SERMOS RELIGIÃO:BATISMO,RITO,SACRAMENTO E ORDENAÇÃO. LOGICAMENTE COM NOMES DIFERENTES DE ACORDO COM CADA NAÇÃO ,MAS COM PROPRIEDADES IDENTICAS A DE OUTRAS RELIGIÕES.FOMOS INCLUSIVE RECONHECIDOS LEGALMENTE COMO RELIGIÃO O QUE AINDA NÃO ACONTECEU COM OUTRAS ONDE FALTAM ALGUM DESSES REQUISITOS EM SUA LITURGIA…EX:QUEM ORDENOU EDIR MACEDO PADRE CONÊGO E BISPO DE SUA IGREJA?

         SOMOS POVOS CULTURALMENTE TRADICIONAIS E DEVEMOS SIM COBRAR A REPARAÇÃO DE NOSSAS TRADIÇÕES,EXISTENCIA E ANCESTRALIDADE, MACULADAS PELO RACISMO …SEM NO ENTANTO ABRIRMOS MÃO DE QUE SOMOS RELIGIÃO, SENDO INCLUSIVE DETENTORES DE RITOS E LITURGIAS DE UM CULTO QUE REMONTA A PRÉ-HISTÓRIA,COM ORALIDADE TEXTUAL QUE DATA DE MAIS DE 40.000 ANOS A.C….O QUE NOS COLOCA HISTORICAMENTE  NO  PATAMAR DE RELIGIÃO MAIS ANTIGA DO MUNDO!

     SOMOS COMUNIDADES DE TERREIRO, COMUNIDADES TRADICIONAIS,POVOS TRADICIONAIS AFRICANOS MAS ACIMA DE TUDO SOMOS RELIGIÃO POIS NOSSOS NOSSOS BABALORÍSÀS,YIÁLORISÀS,TATETUS,MAMETUS,DOTÉS,DONÉS,ETC,SÃO SACERDOTES E SACERDOTISAS QUE DURANTE O PERÍODO DA ESCRAVIDÃO FORAM VERDADEIROS BASTIÕES DE RESISTENCIA!!!

        SE ACEITARMOS SOMENTE O ASPECTO CULTURAL E TRADICIONAL  ESTAREMOS NOS SUJEITANDO A PERDA DE NOSSO SACERDÓCIO, O QUE MUITO INTERESSA À RELIGIÃO EUROPÉIA DOMINANTE E SEUS ADEPTOS QUE SEMPRE TENTARAM NOS  DEMONIZAR,DESVALORIZANDO NOSSA RELIGIÃO,NOSSA LITURGIA,FAZENDO COM QUE DURANTE ANOS( E  POR VEZES) AINDA HOJE FOSSEMOS VISTOS COMO ABOMINAÇÃO, NÃO RESPEITANDO  ASSIM NOSSO SAGRADO.

      QUE A DISCUSSÃO SIGA SEMPRE ESSE CAMINHO, PARA NÃO PROFANARMOS O NOSSO SAGRADO E NEM DEIXARMOS QUE FAÇAM CONOSCO O QUE SEMPRE QUISERAM :REDUZIR NOS A UMA MASSA SUBACULTURADA,QUE APENAS TOCA TAMBOR E DANÇA , INDIGNA DE SER CHAMADA DE RELIGIOSOS…!!!!!!!!

  BEIJOS…MOTUMBÁ!!!!  NGUZU!!!!FONTE: monabantuculturamg@googlegroups.com

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Meio Ambiente saudavel é Axé fortificado

In Comunidade Tradicional de Terreiros, Matriz Africana e Meio Ambiente on Junho 16, 2011 at 8:55 am

N°1- 16 de junho  ano 2011 – Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

Nos Afro-umbandista sabemos da importância de mantermos a natureza limpa e saudavel para que nossos ebós sejam recebidos e aceitos por nossos orixás. Como zeladores e zeladoras das religiões afro-umbandistas devemos zelar também por um meio ambiente saudável, respeitando a natureza, os espaços onde vivem nossas entidades (orixás, caboclos, preto-velhos,…), Por falta de informação muitos sacerdotes e sacerdotisa estão profanando os espaços da natureza dedicado as nossas entidades, agredindo o meio ambiente.
Nos dias de hoje todo o cidadão e cidadã tem o dever de prezevar a natureza para as proximas gerações e nós simpatizantes e vivenciadores das religiões de matriz africana temos a responsabilidade na manutenção e preservação do Axé. Sem um meio ambiente sadio essa preservação ficará prejudicada.
Por isso estamos encaminhando o convite em anexo do 1º Encontro de Federações e Congregações Afro-Umbandistas do RS para discurtirmos esse tema delicado e vital para nós religiosos afro-umbandistas que é a preservação do meio ambiente.

QUANDO: 17/06/20011- sexta-feira (dia de Ossaim)

ONDE: Clube do Professor Gaúcho Av. Guaíba 106060 – Ipanema/Porto Alegre Participe, divulgue. Sua presença é muito importante para nós.

Mãe Norinha de Oxalá

Presidenta da CEDRAB

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Raça impregnada pelo mito da neutralidade científica

In Conexão Afro on Junho 15, 2011 at 5:05 pm

N°1- 15 de junho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

Raça impregnada pelo mito da neutralidade científica

de Memorial Lélia Gonzalez


É impressionante como pessoas, círculos, midia, “intelectuais”, “cientistas” — volta e meia, “meses e meio”, “anos e meio” e, neste caso específico, 8 anos depois que a intelectual Sueli Carneiro evidenciou (mais uma vez) o caráter político do conceito de raça — insistem em uma perspectiva “científica” sem consistência mostrando que não aprenderam nada — depois de 40 anos da introdução do tema do “mito da neutralidade científica” no Brasil — que possa aproximar a ciência da realidade. *
Vale atentar para o final do texto dos moços que falam de uma pesquisa de DNA ‘”ultramoderna” e chama de “hiper-antiga” a perpectiva que é política e que constitui os sers humanos no dia a dia a “polis”, da cidade. [Ana Maria Felippe – MLG]
Identidade racial entre cultura e DNA
16/04/2011 – 19:00 – O Globo
Pesquisa que mostra dissociação entre aparência e genética no Brasil deve influir em cotas
Marcos Chor Maio e Ricardo Ventura Santos**
Em 1992, o antropólogo norte-americano Paul Rabinow cunhou o termo biossociabilidade em contraposição à sociobiologia, teoria proposta pelo zoólogo também americano Edward Wilson nos anos 1970. Para os sociobiólogos, a partir dos avanços da teoria evolutiva darwiniana, a dinâmica social humana, assim como das demais espécies animais, viria a ser explicada pelas leis da biologia.
Sociobiologia e biossociabilidade têm nomes parecidos, mas expressam visões radicalmente distintas acerca das relações entre biologia e sociedade. Como outros antropólogos, Rabinow posicionou-se criticamente quanto à perspectiva da sociobiologia de situar na biologia os determinantes últimos para explicar os processos sócioculturais humanos. Mas ele não defendia que os cientistas sociais deveriam se afastar da biologia. Para ele, com todos os avanços teóricos e tecnológicos experimentados pelas ciências biológicas na história recente, a biologia será para o século XXI o que a física foi para o século XX.
O conceito de biossociabilidade ancora-se na perspectiva de que é fundamental compreender como as tecnologias biológicas, e os avanços na genética em particular, interagem com e influenciam as dinâmicas sócio-culturais. Por exemplo, um tema que vem chamando a atenção dos antropólogos que se interessam pela perspectiva da biossociabilidade é o impacto das novas tecnologias reprodutivas sobre conceitos como família e reprodução. Um caso hipotético é aquele de uma mulher que, com dificuldades em levar uma gravidez a termo, tem um óvulo seu fecundado pelo esperma do marido in vitro e, a seguir, gestado no útero de sua irmã. Como redimensionar conceitos chave do pensamento ocidental, como mãe/pai, irmão/irmã e tio/tia, num cenário como esse?
Biossociabilidade é uma palavra longa, difícil de dizer, teoricamente densa, mas… é manchete de capa de jornais aqui no Brasil. No dia 18 de fevereiro último, O GLOBO trouxe uma matéria sobre a mais recente pesquisa do geneticista mineiro Sérgio Pena (da qual Sueli Carneiro já havia tratado em 2003, conforme demonstrado adiante – MLG). Segundo ele, do ponto de vista genético, as regiões do país são bem menos distintas do que se imaginava. Para Pena, em um país tão mestiço como o Brasil, há uma dissociação entre as características físicas (fenótipo) e as genéticas (genótipo). Ou seja, há muitos brasileiros com aparência indicativa de ancestralidade africana (cor da pele, textura do cabelo etc), mas que, do ponto de vista genômico, são majoritariamente de ancestralidade européia.
Essas interpretações genéticas trazem elementos relevantes para se pensar padrões de sociabilidade no Brasil contemporâneo, em particular quanto a novas leituras do ideário de um Brasil mestiço. Não menos, interpelam iniciativas do Estado brasileiro quanto à implantação de políticas de caráter étnico-racial, como é o caso das polêmicas e muito debatidas ações afirmativas para ingresso no ensino superior. Ao mesmo tempo, há propostas de leis para a inclusão dos critérios de cor/raça em domínios como saúde, mercado de trabalho e propaganda.
À sua maneira, a genética de Pena caminha no sentido de desestabilizar a ideia de um Brasil bipolar (brancos e negros), um dos pilares da racialização das políticas públicas. Análises como aquelas do DNA mitocondrial (mtDNA) e de genes marcadores informativos de ancestralidade mostram que muitos dos autoclassificados como brancos tem majoritariamente mtDNA de origem indígena ou africana e muitos negros podem ser predominantemente de ancestralidade europeia.
Em um livro recente (“Raça como questão: História, ciência e identidade no Brasil”, Editora Fiocruz, de 2010), analisamos não somente como as pesquisas contemporâneas em genética no Brasil interagem com as ideias de construção da identidade nacional, mas também exploramos algumas das tensões e interfaces entre ciência e a produção de identidades no Brasil desde o século XIX.
Debate étnico-racial pressiona por classificações
Uma das críticas do movimento negro a essas pesquisas genéticas, também presente em círculos acadêmicos, é a de que a questão do pertencimento étnico-racial é unicamente do domínio do social e do cultural. Arriscaríamos dizer que mesmo Sérgio Pena compartilha desta visão, qual seja, a de que não cabe à genética definir quem é X, Y ou Z em termos de pertencimento étnico-racial. Ainda mais porque um dos pontos mais enfatizados pelo geneticista é justamente que o conceito de raça é inadequado para descrever a diversidade biológica humana.
Mas os trabalhos de Pena nos fazem pensar se, em certos contextos, a proposta de que, do ponto de vista genômico, não existem brancos ou negros no Brasil, não deveria, sim, ser cuidadosamente considerada para fins de políticas públicas. Por exemplo, Pena menciona a tendência que se observa, sobretudo nos EUA, de comercialização de medicamentos como o Bidil. Este fármaco é indicado para o tratamento de falência cardíaca em pacientes afroamericanos. Pena e outros pesquisadores veem com muita preocupação tal racialização na área dos fármacos. Isso porque, em um contexto de globalização das tecnologias farmacêuticas, pode ser muito danoso transportar para outros países, com perfis genéticos diferentes, categorias étnico-raciais e utilizar as mesmas para fins de implantação de políticas na área da saúde.
O Brasil vive hoje um momento de debates sobre a questão étnico-racial. Para fins da implantação de políticas públicas, cresce a pressão por classificar, inclusive por parte do Estado. A genética de Pena traz uma proposta de (bio)sociabilidade que não é pouco radical ao enfatizar que, em larga medida, não somos o que parecemos. São argumentos que primam pela ênfase na fluidez, instabilidade e indefinição de categorias no plano racial. O fato é que, se a ultramoderna linguagem dos genes e do DNA consolida-se como extremamente influente nos debates sobre políticas de identidade no mundo contemporâneo, a hiper-antiga perspectiva da raça e de diferenças essencializadas perdura como elemento que experimenta constante reconfiguração em sua interação com conhecimentos e tecnologias emergentes. Neste complexo cenário, não são poucas as tensões epistemológicas e políticas que surgem dos olhares sobre a sociedade brasileira propiciados pelas análises genômicas.
** Ricardo Ventura Santos é antropólogo, pesquisador da Fiocruz e do Museu Nacional/UFRJ /-/ Marcos Chor Maio é sociólogo, pesquisador da Fiocruz
Extraído de In Vivo
De novo a raça
Por Sueli Carneiro***
Os novos resultados obtidos pelas pesquisas sobre as origens genéticas da população brasileira realizadas pelo grupo de cientistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), liderados por Flávia Parra e Sérgio Danilo Pena, repõem o debate sobre o conceito de raça. Como divulgado pela imprensa, as conclusões seriam assim resumidas, “Nem todo negro no Brasil é geneticamente um afrodescendente, nem todo afro-brasileiro é necessariamente um negro”. Disso decorre, de acordo com os pesquisadores, que raça é somente um conceito social, o que as ciências sociais há muito tempo vem demonstrando.
E, como não poderia deixar de ser, a primeira conseqüência que é extraída,do resultado desse estudo, é de natureza política. Diz Sérgio Danilo Pena, a propósito da infeliz observação do presidente eleito em debate durante a campanha sobre a utilização de critérios científicos para a determinação dos grupos raciais de modo a viabilizar a implementação das cotas raciais para negros, “que a complexidade envolvida é ‘brutal’ e que não existe base objetiva para a introdução de cotas raciais nas universidades públicas por exemplo (…) A única coisa que se pode usar, sujeita a muitos abusos, é a autoclassificação”.
A contribuição fundamental desses estudos genéticos é a demonstração da ilegitimidade científica das teses racistas e das práticas discriminatórias que elas geram. É a explicitação do caráter político e ideológico de que elas se revestem. Portanto, era de se esperar que a reação que eles deveriam provocar seria uma condenação enfática das práticas racistas que produziram e permanecem reproduzindo violências e exclusões ao longo de nossa história. Desse reconhecimento adviria, como conseqüência ética obrigatória, a defesa de reparação dos males provocados. Ao contrário, as conclusões do estudo são utilizadas para negar uma dessas possibilidades, a adoção de cotas para negros no nível universitário.
Em outra área de conhecimento, a ciência nos informa que se não há base científica para uma classificação racial, há, no entanto, bases inesgotáveis para a discriminação. É o caso das conclusões do estudo de Ricardo Henriques, “Raça & Gênero”, nos sistemas de ensino (Unesco, 2002), que demonstra com abundância de dados estatísticos que “o pertencimento racial, de forma inequívoca, tem importância significativa na estruturação das desigualdades sociais e econômicas no Brasil.” E o autor categoricamente aponta que, para a reversão desse quadro, se “requerem políticas de inclusão com preferência racial, políticas ditas de ação afirmativa, que contribuam para romper com o circuito de geração progressiva de desigualdade (…) Portanto, faz-se necessário redefinir os horizontes de igualdade de oportunidades entre brancos e negros, estabelecendo políticas públicas explícitas de inclusão racial.”
Estamos, então, diante de um paradoxo. De um lado, um tipo de ciência que, ao provar a “insustentável leveza do ser negro”, desautoriza ações reparatórias; de outro, uma ciência que reconhece no ser negro uma condição concreta de inserção social inferiorizada e advoga por políticas específicas de inclusão. Entre ambas, a metáfora de Hannah Arendt, invocada por Roseli Fischmann em seu último artigo, “Do passado que se recusa a passar e permanece assombrando o presente para impedir o futuro”.
Para que um novo futuro para as relações raciais possa emergir, teremos que admitir que, como diz Antônio Sérgio Guimarães, “por mais que nos repugne a empulhação que o conceito de ‘raça’ permite-ou seja, fazer passar por realidade natural preconceitos, interesses e valores sociais negativos e nefastos-, tal conceito tem uma realidade social plena, e o combate ao comportamento social que ele enseja é impossível de ser travado sem que se lhe reconheça a realidade social que só o ato de nomear permite. Fora desse paradigma, ou se retorna à farsa da democracia racial ou se opta pelo imobilismo e ratificação da abjeta estratificação racial existente.”
Portanto, é negro todo aquele que assim se autodeclare. E todos estão aptos a ser beneficiários de políticas de cotas. Abusos ou falsidade ideológica não são problemas da ciência e sim da Justiça.
*** Sueli Carneiro é Doutora em Filosofa; Diretora do Geledés – Instituto da Mulher Negra
Revista Espaço Aadêmico – Ano II – n. 21 – Fevereiro 2003
* “O Mito da Neutralidade Científica”, do fabuloso (nas palavras de Marcelo Gleiser e de muitos/as de seus/suas alunos/as) Hilton Japiassu. Editora Imago. 1975 é obra fundamental para o inicío de qualquer abordagem epistemológica.

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O comichão machista virou pereba

In Conexão Afro on Junho 14, 2011 at 4:48 pm

N°1- 16 de junho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

Fátima Oliveira: O comichão machista virou pereba

de Conceição Lemes

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O comichão machista com as mulheres no poder virou pereba
O Palácio do Planalto virou o Clube da Luluzinha?

por Fátima Oliveira, em OTEMPO

Médica – fatimaoliveira@ig.com.br

Ou foi curuba? Pereba ou curuba, não importa. Ambas são feridas. As palavras, em qualquer idioma, mesmo as dicionarizadas, dependendo da época e do lugar, adquirem significados diferentes e até inusitados.

Aproveitando para agradecer os comentários, airosos e desairosos, à minha última crônica (“A irreverente, descolada e necessária Marcha das Vadias”, 7.6.2011), compartilho que não consigo introjetar que o vocábulo vadia é um xingamento porque nasci e vivi minha meninice onde vadiar significava brincar. Dizíamos: “Ei, vamos vadiar?”. Quando chegávamos à casa de uma colega e ela não estava, a resposta era que saíra para vadiar de boneca, de casinha, de roda, por aí…

No sudestão metropolitano e nas capitais pelo país afora, vadia é xingamento e vadiar é coisa de homem que vive de brisa, logo é vadio – cujo feminino da palavra não é a mesma coisa! Sem falar que a Lei da Vadiagem, herança do Código Criminal do Império (1831) para o Código Criminal Republicano (art. 59 do decreto-lei 3.688, de 1941), “coloca em cana”, principalmente, negros sem carteira assinada: quem não comprova vínculo empregatício é tido como vadio.

Eis dois comentários pertinentes à conversa de hoje. Amanda: “seus comentários apenas justificam que uma Marcha das Vadias seja feita! Qual é o seu problema em relação à roupa de uma mulher?! Agora, uma saia é um convite a um estupro? Porque é disso que trata a marcha, das argumentações ridículas que certos homens utilizam para justificar uma violência injustificável: o estupro!”.

Tália Mangabeira: “Assim sendo, ficando os ditos machistas pelos não ditos, vamos todas e todos à Marcha das Vadias! E vamos que vamos porque ela é absolutamente necessária e imprescindível, inclusive e sobretudo para mudar culturas”.

O último comentário serve à matutagem sobre a pergunta das jornalistas de “O Globo” Adriana Vasconcelos e Luiza Damé à ministra Ideli Salvatti: “O Palácio virou o Clube da Luluzinha, e os homens que se cuidem?”. Ao que a ministra jocosamente retrucou: “Os homens não precisam se preocupar, porque nós cuidamos deles. Aliás, se tem alguém bem cuidado é o homem. A gente cuida como mãe, como namorada, como esposa, como filha. Cuidar é conosco mesmo. Precisamos, para o bem do país e o sucesso do governo, que haja harmonia entre homens e mulheres” (12.6.2011).

Sobre o Clube da Luluzinha, ouçamos o deputado Brizola Neto (PDT-RJ) – sim, aquele mesmo que, na campanha presidencial passada, escreveu o memorável “Serra, mulher tem cérebro, você sabia?”: ” O Globo , mais uma vez, é de uma infelicidade impressionante naquilo que publica. Fez uma fotomontagem com as três das principais ministras do governo Dilma, com chamada para o fato de que Dilma se cerca de mulheres e de um terço de seu ministério ser composto por elas, e faz com o fato a brincadeirinha de chamar de Clube da Luluzinha (…).

Ora, se um terço do ministério é composto por mulheres, significa dizer que o que sobra é composto por homens, ou seja, o dobro”. Arrematou bem o deputado: “Essa brincadeirinha é um desrespeito às mulheres” (Tijolaço).

O governo Dilma conta com 23 ministérios e 37 status de ministros. Somente dez são mulheres, e 23, homens. Há menos de um terço de ministras! Para quem defende a paridade de gênero no primeiro escalão do governo, é aquém como vitrine da expressão da vontade política de empoderamento das mulheres e de vincar um padrão cultural de equidade de gênero, mas merece aplausos. E muitos.

Clique aqui para ler o artigo do deputado federal Brizola Neto (PDT-RJ) citado pela doutora Fátima Oliveira.

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Brasil cria quotas mínimas para negros no acesso à função pública

In Conexão Afro, negritude, Polítca on Junho 11, 2011 at 4:59 pm

N°1- 11  de junho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO
Outros estados devem seguir exemplo do Rio de Janeiro

imageO governo brasileiro e movimentos negros acreditam que outros estados do país devem seguir exemplo do Rio de Janeiro que acaba de implantar a reserva de quotas para negros e índios nos concursos públicos.  O decreto, que começa a valer no dia 6 de Julho, reserva 20% das vagas nos processos de seleção para órgãos do Poder Executivo e da administração do Estado.

Para a ministra brasileira da Igualdade Racial, Luíza Helena Bairros, foi dado o pontapé inicial para que agentes políticos se mobilizem  para que o sistema de cotas seja adotado em setores públicos e privado do Brasil inteiro.

O líder de movimento negro, representante do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas, CEAP, Ivanir dos Santos, avalia que a medida foi um passo corajoso e ousado que vem começar a resolver erros da época da abolição da escravatura no país.

“Se o Brasil tivesse feito a Reforma Agrária, dado educação para a população escrava, hoje não estaríamos precisando das cotas. Agora, é preciso tomar medidas corajosas para enfrentar esse problema. Não adianta o país ter uma economia moderna em crescimento e manter a maioria da população fora dessa conquista,” afirma.

Ivanir dos Santos lembra que o sistema de quotas já chega atrasado para compensar um histórico de dívidas com os afrodescendentes.   “Nas décadas de 50 e 60 diziam que os negros não tinham instrução. Então, a partir dos anos 70, com universalização do ensino fundamental, o negro passou a ter acesso à escola pública. Aí, nós começamos a observar que o problema não era instrução, era a cor da pele. Depois, disseram que não existia espaço no mercado de trabalho porque faltavam negros capacitados, engenheiros, médicos, arquitetos. Com a medida de cotas nas universidades públicas, desde 2001, obviamente já temos negros preparados, mas ainda com dificuldade de entrar no mercado. Temos que encarar que há racismo no mercado de trabalho e essa medida vai alavancar as discussões. As cotas nesse momento são necessárias.”

O representante do CEAP acha que a experiência do Rio de Janeiro vai ser seguida por outros estados. “A Bahia já está interessada. Mais de 80% da população da Bahia são de negros, mas nos cargos públicos mais importantes, do judiciário e legislativo, não se vê a presença deles.

Em Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e outros estados é a mesma história,”critica Santos. “Se você colocar como ponto para licitação as empresas que fazem diversidade racial, não tenho dúvida de que a iniciativa privada também será empurrada a fazer algo de concreto. Já temos algumas empresas que fazem isso, mas são as estrangeiras, as brasileiras resistem.”

Fonte:http://www.voanews.com

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