Revista Online Conexao Afro

Archive for Outubro, 2011|Monthly archive page

AS ÁGUAS DE OXALÁ NO GANTOIS

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Outubro 29, 2011 at 11:31 pm

N°o1- 29  de setembro-Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

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É amanhã, 30, no Ilê Ìyá Omi Àse Iyámasé, em Salvador, a abertura do ciclo de festas do Terreiro do Gantois. Desde a madrugada, a Ialorixá Mãe Carmen estará abençoando os filhos e amigos da casa, no tradicional cerimonial “Águas de Oxalá“, um dos mais lindos rituais do Gantois.

Já no domingo, 2, é a vez de o terreiro de candomblé bater seus atabaques para Oxaguian, a forma mais jovem deste que é o orixá da paz e da criação. O calendário festivo das filhas e filhos de santo segue até o mês de novembro, sob os olhos amorosos da líder espiritual, que é a filha caçula de Mãe Menininha do Gantois.

Postado Licia Fabio

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Casal realiza 1º casamento civil de Salvador em um terreiro de candomblé

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Outubro 29, 2011 at 1:14 pm

N°o1- 29 de outubro -Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

Constituição permite esse tipo de celebração desde 1988.
Francês e baiana se conheceram pela internet.

Do G1 BA, com informações da TVBA

O primeiro casamento civil de Salvador realizado em um terreiro de candomblé ocorreu neste sábado (29), no bairro de Massaranduba. Desde 1988, a constituição brasileira permite esse tipo de celebração, mas faltava a regularização dos terreiros.

"Estando os terreiros regularizados, com os estatutos discriminando quem são os celebrantes, os presidentes das solenidades, a Justiça aceita isso como representação no terreiro para que seja feito o casamento religioso com efeito civil", explica  Alberto dos Santos, juiz.

O dia foi de preparativos, com todo o simbolismo que a tradição da religião exige. Primeiro houve a separação das folhas da pitangueira. "As folhas representam o caminho", explica uma das organizadoras do evento.

No barracão, incenso para purificar o ambiente. Um tapete de folhas e pétalas foi preparado para o casal. O noivo chegou ao terreiro ao som do berimbau e quando a noiva entrou no terreiro os alabês deram o toque nos atabaques.

A cerimônia durou 40 minutos e foi marcada pela emoção dos noivos e da família. A baiana Camila e o francês Máximo se conheceram pela internet, se apaixonaram e mesmo não sendo iniciados na religião afrobrasileira, resolveram se casar no candomblé.

"É a religião que mais se aproxima da nossa ideia de energia, de vida, de tudo", justifica Máximo Rangoni, empresário.

"Que isso aconteça mais vezes em Salvador, que é a terra do axé. Deus é um só e tendo fé isso é o que vale", conclui Camila Rangoni, secretária.

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Mãe Carmen de Oxalá é a Convidada para Roda de Conversa Herança não se escolhe, se herda, na Ulbra Canoas.

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Outubro 27, 2011 at 8:46 am
 

N°o1- 27 de outubro -Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

100_0055Hoje , quinta-feira, 27 de outubro , às 19:30h, na Universidade Luterana do Brasil – ULBRA- CANOAS , no Prédio 11 , sala 52, a Yalorixá e formanda em Psicologia Carmen Lucia Silva de Oliveira será a convidada do curso de História, numa Roda de Conversa Herança não se escolhe, se herda, dentro do batuque do sul. O tema a ser abordado será a partilha das vivências, de sua história de vida. PArticipe!

 

 

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Mãe Carmen de Oxalá é Empossada no Colegiado Setorial da Cultura

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Outubro 26, 2011 at 7:55 pm

N°o1- 26 de outubro -Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

Sexta –feira 21, dia do orixá Yemanjá , Mãe Carmen de Oxalá , foi  uma das representantes escolhidas pelos 10 Colegiados Setoriais de Cultura, instituídos pela portaria de número 32 assinada pelo secretário Assis Brasil. Estão instituídos os colegiados de Artes Visuais, Audiovisual, Circo, Culturas Populares, Dança, Livro, Leitura e Literatura, Memória e Patrimônio, Museus, Música e Teatro. Os Colegiados Setoriais são órgãos de assessoramento à secretaria com a finalidade de analisar, debater e propor políticas públicas e diretrizes específicas para a Cultura.

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O Secretário da Cultura Assis Brasil e Mãe Carmen de Oxalá no momento da posse, que ocorreu no Foyer do Theatro São Pedro.

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Mãe Carmen recebeu os cumprimentos do Secretário Municipal da Cultura de São Leopoldo – Secretário Vasconcellos

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Após ser nomeada como titular, Mãe Carmen de Oxala, passou a titularidade a Nei do Ogum da cidade de Santa Maria. com a intenção de contemplar a participação do interior do estado. Nei de Ogum é um dos dirigentes da Casa Tradicional Ossanha Agué, militante do movimento negro e agente cultural do Museu 13 de Maio. Aceitou e falou por todos nós, levando em consideração os  mais velhos, mais jovens os religiosos de Comunidades tradicionais de terreiros .

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Destacamos a posse de Cláudio Rodrigues Espíndola ( Gugu) com suplência da   Maria Elaine Rodrigues, (Griô) titulo concedido  pela Câmara Municipal de Porto Alegre. Ela   também é guardiã  da memória pelo projeto do Museu de Percurso do Negro de Porto Alegre, ( CRAB)  O mocambo é uma entidade que preserva e promove a cultura da etnia negra, da capital gaúcha, Claúdio é titular do colegiado, jovem formando do curso de regência da Uergs, estudante do curso de letras da Urgs. Ainda é militante do movimento negro gaucho,  2º diretor de bateria da academia de Samba Praiana e professor de curso pré- vestibular.

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Mãe Carmen de Oxalá recebeu os cumprimentos do Correria , após  foi tomar uma Água Mineral no Bar do Teatro São Pedro. Bem, poderiamos afirmar que  é um breve resumo, o espaço estava repleto de renomados agentes culturais.  Os titulares e suplentes  estarão  ocupando um espaço que oportuniza a expressão de opiniões, descentralização do acesso aos bens. Portanto, poder  exerce a política, a participação, a conquista e a defesa dos interesses.

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4ª Conferência Estadual de Políticas Para Mulheres

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Outubro 26, 2011 at 1:02 pm

N° o1- 26 de outubro   – Guaíba- RS –Brasil

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Compartilho com todos, principalmente o movimento 13 de maio abolição não conclusa para as mulheres negras, a nossa participação da conferência de Estadual de Mulheres.

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A Secretária Marcia Santana e  Mãe Carmen de Oxalá, na  4ª Conferência  Estadual de Mulheres

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Tivemos o privilégio de almoçar na mesa com  renomadas  feministas, dentre elas estava  ahomenageada Enid Backes, socióloga, militante do movimento feminista pela anistia e gestora do primeiro órgção público de políticas para as mulheres do RS.

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Mãe Carmen na tarde de sábado não pode participar da conferência  de mulheres, por ter  compromisso  de formação para 33 adolescentes  no Centro de Atendimento Sócio- Educativo Feminino. Esse desencontro de agenda de  compromissos da religiosa  teve  como conseguência,  não conseguindo participar no processo de inscrição de chapa para a escolha de delegados na Conferência Estadual de Mulheres, na conferência nacional fica  garantida sua participação como assistênte.

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Oficina Nacional para Elaboração de Políticas de Cultura para Povos Tradicionais de Terreiros

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Outubro 25, 2011 at 9:57 am

N°o1- 25 de outubro -Guaíba- RS –Brasil

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Abertas inscrições para a I Oficina de Povos Tradicionais de Terreiros

Estão abertas as inscrições para selecionar participantes para a I Oficina Nacional de Elaboração de Políticas Públicas de Cultura para Povos Tradicionais de Terreiros. A Chamada Pública foi divulgada dia 21 de outubro de 2011, no site do Ministério da Cultura.

A oficina – que acontecerá, de 27 a 30 de novembro, em São Luis, Maranhão – é uma iniciativa da Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura e tem como objetivo subsidiar a construção de políticas públicas de cultura para Povos Tradicionais de Terreiros com vistas à proteção, promoção e consolidação de suas tradições, reconhecendo seus ritos, mitologias, simbologias e expressões artístico-culturais.

As inscrições poderão ser realizadas de 22 a 31 de outubro, mediante preenchimento de formulário pelo SALICWEB no endereço:http://sistemas.cultura.gov.br/propostaweb/.

No ato da inscrição, deverão ser anexadas cópias dos seguintes documentos: comprovante de residência, CPF, RG, currículo (ou breve histórico de vida) e carta de indicação da liderança do terreiro ao qual o candidato pertence (quando for o caso de candidatar-se à categoria “Representante de Povos Tradicionais de Terreiros”). A inscrição será validada apenas se forem preenchidos todos os campos solicitados. Os inscritos serão avaliados e selecionados pela Comissão de Organização da Oficina de Elaboração de Políticas Públicas de Cultura para Povos Tradicionais de Terreiros, conforme estabelece a Portaria Nº 28, de 12 de Agosto de 2011, Diário Oficial da União- seção 2.

Maiores informações: http://www.cultura.gov.br/culturaviva/abertas-inscricoes-para-a-i-oficina-de-povos-tradicionais-de-terreiro/


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Projeto de lei quer proibir sacrifício animal em rituais religiosos

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Outubro 24, 2011 at 7:15 pm

N°o1- 24   de outubro -Guaíba- RS –Brasil

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http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/993055-projeto-de-lei-quer-proibir-sacrificio-animal-em-rituais-religiosos.shtml Publicidade RAPHAEL SASSAKI COLABORAÇÃO PARA A FOLHA Um projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa de São Paulo pretende aumentar o cerco aos sacrifícios de animais feitos durante rituais religiosos no Estado. De autoria do deputado estadual Feliciano Filho (PV), o projeto foi apresentado na semana passada e agora aguarda aprovação das comissões responsáveis para ser votado, mas já causa polêmica entre os praticantes de religiões de origem africana que usam o sacrifício em seus rituais. O projeto propõe aplicar uma multa de 300 Ufesps (Unidade Fiscal do Estado de São Paulo), cerca de R$5.235, pagos pelo infrator em caso de morte de animais durante as cerimônias. Em caso de reincidência, esta multa dobraria. O presidente do Fórum Estadual das Religiões de Matriz Afro-brasileira, Tatá Matâmoride, critica a proposta. Segundo ele, o projeto é inconstitucional. Ele relembra que a tentativa de estender a lei anti-fumo aos terreiros de candomblé não teve sucesso, por ferir a liberdade religiosa. "Respeito o deputado, mas o artigo 5º da Constituição [que garante a liberdade religiosa] é muito claro, e não é competência do Estado patrulhar as práticas religiosas", disse Matâmoride. Segundo o deputado Feliciano Filho, os defensores dos sacri fícios são minoria. "Ninguém é contra a liberdade de culto, mas o crime não pode vir antes da liberdade. Se amanhã alguém inventa uma seita que faz rituais com crianças, como fica?", disse o deputado. O deputado disse ter recebido denúncias de sacrifício de cães e gatos em rituais religiosos. Para ele, há requintes de crueldade na execução dos bichos. "Sei de casos onde eles arrancam o pênis e os olhos dos animais, e os deixam agonizando por horas antes de matar", disse Feliciano Filho. Para Tatá Matâmoride, a tentativa de proibição é fruto da incompreensão dos aspectos que envolvem os sacrifícios nos rituais de origem afro-brasileira. "Não existe abate de animais domésticos no candomblé, e diferente de outras religiões, não podemos comprar carne no açougue, o animal é morto para ser comido", disse. "Se proibirem o sacrifício no candomblé, também terão que proibir o Natal. Ou a morte do peru não é um sacrifício?", argumenta Matâmoride.

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SEMINÁRIO: PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL E AÇÕES AFIRMATIVAS NO ENSINO SUPERIOR

In Conexão Afro on Outubro 21, 2011 at 6:29 pm

N°o1- 21 de outubro – Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

Data: 26 e 27 de outubro, de 2011

Local: Setor de Indústrias Gráficas – SIG, Quadra 06, Lote 800, Ed. Sede II da AGU, térreo. Brasília – DF

Inscrições no local.

1º DIA : 26/10/2011

18h30 às 19h20 Solenidade de abertura: As ações afirmativas e a inclusão da população negra nas universidades.

  • Luiza Bairros – Ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
  • Luis Inácio Lucena Adams – Advogado-Geral da União

2º DIA: 27/10/2011

8h30 Recepção

9h às 12h – Mesa-redonda 1: As ações afirmativas, o ingresso no ensino superior e constitucionalidade.

Participantes:

  • Neuza Maria Alves da Silva – Desembargadora Federal do TRF da 1ª Região.
  • Hédio Silva Jr. – Advogado, Diretor Acadêmico da Faculdade Zumbi dos Palmares, Diretor Executivo do CEERT.
  • Sílvia Nascimento Cerqueira – Presidente da Comissão Nacional de Promoção da Igualdade do Conselho Federal da OAB.

Coordenadora: Anhamona de Brito – Secretária de Ações Afirmativas/SEPPIR-PR

Debate

14h às 16h – Mesa Redonda 2: Experiências de Ações Afirmativas nas universidades brasileiras.

Componentes:

  • Davi Monteiro Diniz – Chefe de Gabinete da Reitoria – Ex-procurador da UnB.
  • Jocélio Teles dos Santos – Representante da UFBA.
  • Rosane da Silva Borges – Representante da UEL.

Coordenador: Arnaldo Sampaio de Moraes Godoy – Consultor Geral da União

  • Debate

16h às 16h20 Intervalo

16h 30 às 18h30 – Mesa-redonda 3: As Cotas raciais e a perspectiva da sociedade civil organizada

Componentes:

  • Carlos Alberto Medeiros – Escritor, Doutor Sociologia (UERJ).
  • Délio Martins – Representante do Movimento Negro Unificado
  • Flávio José dos Passos -Representante do Educafro – Redes de Pré-vestibulares Comunitários.

Coordernador: Altair Roberto de Lima – Secretário Adjunto da Secretaria-Geral de Contencioso.


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COMEMORAÇÃO DA CONSCIÊNCIA NEGRA NO PALÁCIO DAS ARTES – MG

In Conexão Afro on Outubro 21, 2011 at 6:14 pm

N°o1- 21 de outubro – Guaíba- RS –Brasil

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ATENÇÃO PESSOAL
COMPAREÇAM
III COMEI PRÊMIO ZUMBI DE CULTURA – NOVEMBRO 2011
Realizada por Cia Baobá de Dança – Minas e Fundação Clóvis Salgado Homenageados Efigênia Pimenta(professora e militante do Movimento Negro) José Luís Lourenço – Mestre Conga (Comporsitor, cantor e sambista) Música, Dança, Literatura, Artes Plásticas e Teatro Reflexão e Diálogo com as Rodas de Conversas As atividades acontecerão nos
dias 21/11 (segunda) 19h às 22h – Grande Teatro, 24/11/2011 (quinta) 09h às 22h – Sala Juvenal e 26/11/2011 (sábado) 10h às 16h – Foyer. II Prêmio Zumbi de Cultura, na comemoração dos 316 anos de luta e morte de Zumbi de Palmares, contemplará 10 pessoas que se destacaram nas artes negra nas cidades de Minas Gerais e será confeccionado pelo artista plástico Jorge dos Anjos, um dos mais expressivos nomes da arte mineira contemporânea. PROGRAMAÇÃO – II Prêmio Zumbi de Cultura Dia 21/11/2011 (segunda-feira),19 às 22h, Grande Teatro Exibição do Vídeo I Prêmio Zumbi de Cultura e Cia Baobá, produzido pela AIC – Abertura e saudação aos ancestrais – Grupos e artistas convidados – Orquestra de Berimbau Grupo de Capoeira Angola Meninos de Palmares (Mestre Léo/ Alto Vera Cruz) – Entrega do prêmio – Shows Conexão África Beat Mestre Conga Meninas de Sinhá Maurício Tizumba Sérgio Pererê Cia Baobá de Dança – Minas
Dia 24/11/2011 (quinta-feira), Sala Juvenal Dias – 9h30 às 11h30: Roda de Conversa e Performance "Resistência com arte (Zumbi na contemporaneidade)" Marcos Alexandre (Professor da FALE/UFMG, doutorado em Estudos Literários e ator do Grupo de Teatro Mayombe) Rui Moreira (Investigador Cultural e Diretor e coreógrafo da Cia Será Q) Mediadora: Rosália Diogo (Professora da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte/doutoranda em literatura pela PUC Minas) – 14h às 16h: Roda de Conversa "Política cultural e a Comunidade Negra" Eliane Parreiras (Secretaria de Estado de Cultura ) Thaís Pimentel (Fundação Municipal de Cultura) Denise Pacheco (Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial – Minas/CPIR) Mediadora: Diva Moreira (Cientista política e pesquisadora da SEPPIR) – 16h30 às 18h30: Roda de Conversa "Resistindo com a religiosidade de matriz africana" Tatetu Arabomi – (Dirigente da Comunidade Terreiro Barise Bantu Kasanje/Coordenação Monabantu-MG) Dona Isabel – (Rainha Conga do Estado de Minas Gerais e do Reinado da Guarda 13 de Maio B. Concórdia Mediadora: Macota Tânia Cristina (Makota Kizandembu Kiamaza – representante MNDH/MG) – 19h30 às 22h: Performance "Corporeidades Negras" Grupo Teatro Negro Atitude Cia Baobá de Dança – Minas Coral Agbára Filhos de Zambi (Comunidade dos Arturos)
Dia 26/11/2011 (sábado), 10h às 16h, Foyer – Festa Afroliterária Nandyala Livraria & Editora Lançamentos de livros, sessões de autógrafos e Bate-papo Afro com escritores(as) negros(as) – Exposição: "Resgatando a Tradição e a Cultura Afro-brasileira formação para as comunidades tradicionais de Belo Horizonte e Região." (CENARAB) – Participações de diversas entidades, grupos culturais e artistas Irmandade de Moçambique São João Batista (Santo André) Grupo de Percussão do CEFAR Cia Baobá de Dança – Minas Escola de Samba Cidade Jardim Carlos Afro e Cia D. Elisa Crime Verbal Black Josie Mandruvá Movimento Black Soul Associação Meninas da Dora Editora e Livraria Nandyala Grupo Circense Impacto Damas do Soul Dora Cabeleireiros CENARAB IACY – Instituto de Arte e Cultura Yorubá Casa África MONABANTU/MG CPIR AIC – Associação de Imagem Comunitária Júnia Bertolino (Diretora e coreógrafa)- Belo Horizonte/MG Cia Baobá de Dança – Minas – (31) 99176762 ou 3467-6762 baoba.danca@gmail.com, juniabertolino@yahoo.com.brSite: http://www.myspace.com/ciabaoba http://www.uniblog.com.br/juniabertolino/ www.ciabaoba.com.br
Makota Kizandembu

Mestra em Indumentária Africana

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MAE CARMEN DE OXALA NO TEATRO SAO PEDRO

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Outubro 21, 2011 at 1:25 am

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Representante da Casa Tradicional Assobecaty  e do movimento 13 de maio abolição não conclusa para as mulheres negras, Mãe Carmen de Oxalá participou da instalação dos Colegiados Setoriais e Seminário “Diversidade Cultural – Construindo o Plano Estadual de Cultura” na sexta-feira  dia 21 de outubro de 2011, no Foyer do Theatro São Pedro.


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Mobilização Pró-Saúde da População Negra 2011:

In Saúde da População Negra on Outubro 20, 2011 at 3:01 am

 

N°o1- 20 de outubro -Guaíba- RS –Brasil

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Mobilização Pró-Saúde da População Negra 2011:  sociedade civil e governo debatem os impactos do racismo e discriminação nas condições de saúde da população negra

Com a finalidade de garantir a efetivação dos direitos à saúde da população negra brasileira, sobretudo o direito humano à saúde, estão sendo intensificadas durante os meses de outubro e novembro, em diversas localidades do Brasil, atividades que fazem parte da Mobilização Nacional Pró Saúde da População Negra 2011.

A Mobilização liderada pela Rede Nacional de Controle Social e Saúde da População Negra, em parceria com a Articulação de Mulheres Negras Brasileiras – AMNB, Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde, Rede Lai Lai Apejo – População Negra e AIDS, Rede Nacional Afro-Atitudes, Rede Sapatà – Promoção e Controle Social em Saúde das Lésbicas Negras, pretende estimular a sociedade no reconhecimento e enfrentamento do racismo, da discriminação e das desigualdades raciais como fatores que restringem o exercício do direito humano à saúde. A agenda – que já começou – segue até 20 de novembro, data em que o país celebra a imortalidade de Zumbi dos Palmares.

A iniciativa conta com apoio do UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas, no âmbito do Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia, e a campanha tem o slogan “Saúde da População Negra é Direito, é Lei: racismo e discriminação fazem mal à saúde”. Serão promovidos em todo território nacional debates e outras ações estratégicas nas comunidades, unidades de saúde, unidades hospitalares, envolvendo especialistas, gestores/as, profissionais de saúde, lideranças comunitárias, sociedade civil organizada focadas no enfrentamento do racismo institucional no SUS e no processo de implantação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) nos estados e municípios.

A Política aprovada em 2006, pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), publicada em Portaria nº 992/GM (13/05/2009) e convertida em lei pelo  Estatuto da Igualdade Racial – Lei 12.288/10 tem como objetivos: – Garantir e ampliar o acesso da população negra residente em áreas urbanas, do campo e da floresta às ações e aos serviços de saúde; Incluir o tema étnico-racial, nos processos de formação e educação permanente dos trabalhadores e trabalhadoras da saúde e no exercício do controle social; Identificar, combater e prevenir situações de abuso, exploração e violência; Garantir a utilização do quesito cor na produção de informações epidemiológicas para a definição de prioridades e tomada de decisão; Identificar as necessidades de saúde da população negra e utilizá-las como critério de planejamento e definição de prioridades.  Como ressalta a psicóloga Crisfanny Souza Soares ainda “é preciso que a política aconteça. A maioria das ações voltadas para a saúde da população negra ainda são tímidas e precisam ser fortalecidas”. Souza responde pela articulação nacional da Mobilização.

27 de Outubro – Dia da Mobilização

No marco da Mobilização Nacional, as Redes destacam os processos em curso, os avanços, mas também relembram que ainda existem práticas e comportamentos discriminatórios nos serviços. “Em 2010 tivemos êxito em nossas ações graças às 92 iniciativas desenvolvidas nos diversos estados brasileiros. A Mobilização é uma iniciativa estratégica de luta por direitos. As atividades mobilizadoras vêm acontecendo durante o ano todo sendo intensificadas no período de 27 de outubro a 20 de novembro”, concluiu Crisfanny. A Mobilização Nacional Pró-Saúde da População Negra é agora. Use sua criatividade e faça parte! As atividades podem ser desde encontros, seminários, tendas temáticas, rodas de conversa com gestores/as e conselheiros/as  de saúde de sua cidade ou estado, entre outros.

Preencha o formulário em anexo e envie por e-mail para redesaudenegra@gmail.com.
Integre essa rede colaborativa de promoção e defesa do direito humano à saúde.
Confira as atividades da Mobilização 2011!  (http://g.co/maps/hmrkt)
Mais informações: Crisfanny Souza Soares – Articuladora da Mobilização
Facebook: Mobilização Nacional Pró Saúde da População Negra
Telefone: (41) 9907-4480 | Twitter: @redesaudenegra
Site: http://redesaudedapopulacaonegra.org/
E-mail: redesaudenegra@gmail.com

Rede Nacional de Controle Social e Saúde da População Negra

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Plano Estadual de Cultura em debate dia 21 de outubro

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Outubro 19, 2011 at 11:45 pm

N°o1- 19  de outubro -Guaíba- RS –Brasil

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Plano Estadual de Cultura em debate dia 21 de outubro

19.10.2011

Para elaborar o Plano Estadual de Cultura do Rio Grande do Sul, que pela primeira vez terá a forma de lei, a Secretaria de Estado da Cultura realiza um amplo debate com a sociedade gaúcha.

No próximo dia 21 de outubro é a vez de debater com representantes  da academia gaúcha. Para isso será realizado um seminário com o tema Diversidade Cultural – Construindo o Plano Estadual de Cultura, no Foyer do Theatro São Pedro, a partir das 09h.

Com a participação do diretor de Estudos e Monitoramento de Políticas Culturais, do Ministério da Cultura, Américo Córdula, o seminário terá duas mesas de debates. A primeira, às 10h, com o tema: Identidade e Diversidade Cultural. A segunda, às 15h, com o tema Populações e Territórios

No mesmo encontro às 14h serão diplomados os representantes e suplentes escolhidos para os 10 Colegiados Setoriais de Cultura do RS.

Programação:

9h – Recepção e Abertura –
                   Assis Brasil
                  João Motta
                 Vera Spolidoro
                  Vinicius Wu

10h- Mesa 1 – Identidade e Diversidade Cultural
                        Armindo Trevizan
                       Marcelo Branco
                       Rafael  Oliveira
                      Jéferson Assumção (mediador)

11h – Debates

12h – Intervalo para almoço

14h – Diplomação dos Colegiados Setoriais

15h – Mesa 2- Populações e Territórios
                        Paulo Miguéz
                        Cristina Carvalho
                       Mariana Flores
                       Jéferson Assumção (mediador)

16h – Debates

17h – Encerramento.

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Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes 2011; clique aqui para acessar a página oficial do AnoCampanhaAno Internacional afrodescendente

Convite para Seminário e Instalação dos Colegiados Setoriais

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Outubro 19, 2011 at 12:40 am

N°o1- 19 de outubro -Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

CULTURA PARA O RIO GRANDE CRESCERA Secretaria de Cultura do Estado, convida para a instalação dos Colegiados Setoriais e Seminário “Diversidade Cultural – Construindo o Plano Estadual de Cultura” a realizar-se dia 21 de outubro de 2011, no Foyer do Theatro São Pedro.

Programação:

9h- Recepção e Abertura

10h- Mesa 1 – Identidade e Diversidade Cultural

11h- Debates

12h– Intervalo para almoço

14h- Diplomação dos Colegiados Setoriais

15h- Mesa 2- Populações e Territórios

16h- Debates

17h- Encerramento.

Postado por Diretoria de Cidadania Cultural às 13:12 0

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ASSOBECATY SAUDA YEMANJA

In Comunidade Tradicional de Terreiros, Guaiba on Outubro 18, 2011 at 11:39 am

N°o1- 18 de outubro -Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

Assobecaty dando continuidade ás comemorações aos 77 anos de resistência e 23 anos de conotação juridica, no ano declarado pela ONU- Organizações das Nações Unidas como o ano  Internacional Afrodescendente , realiza atividade de seu calendário festivo, revitalizando o  legado de honra e respeito da casa tradicional Assobecaty- Associação Beneficente Cultural Africana Templo de Yemanjá deixado por Mãe Quina de Yemanjá, espaço que vem sendo preservado há onze anos com muita devoção , fé e resistência por Mãe Carmen de Oxalá, sábado 15 de outubro, abriu as portas para a obrigação anual da Orixá Yemanjá.

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Os filhos,  prepararam o salão  com  cuidado nas  combinações de tom azul, balões, tecidos e muitas flores  que cobriram o telhado do ilê , esses aparatos  anunciam o caráter sagrado deste espaço,também,  indicam  que a matriarca  do templo  irá receber  as devidas homenagens .

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A reverência ao Orixá Yemanjás, vai ser em clima de descontração e prazer, uma misto de fé e alegria,  que será  revelada nos gestos ,  cantos , nos passos de danças  com  caráter sagrado carregado  de Axé.

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O visual possibilita a  percepção da harmonia entre  dois mundos o sagrado e o profano, é neste clima que os humanos estarão entrando  em  comunhão com o sagrado.

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Esta tudo pronto na ASSOBECATY, para saudar Yemanjá, agora é só aguardar as bençãos de Mãe Carmen de Oxalá  que comandará mais  um ritual do calendário festivo. Este toque de atabaques é muito especial, por ser um toque que será invocado a Orixá Yemanjá, para agradecermos. AXÉ !

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Universitário Alexandre de Oliveira quer passar a se chamar Alexandre L’Omi L’Odò por conta do candomblé

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Outubro 17, 2011 at 11:50 pm

N°o1- 17 de outubro -Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

14/10/20

Pessoal, axé e salve a ciência da Jurema. Compartilho com vocês matéria que trata de um assunto do nosso interesse. Com carinho dedico a Oxum minha luta, e a todos os nossos ancestrais. Salve. Por favor divulguem em suas listas.

Justiça decide mudança de nome

Imagem da capa do jornal Diário de Pernambuco de 18 de outubro ed 2011. Foto de Júlio Jacobina.

Justiça decide mudança de nome

Foto da matéria. Fotografia de Júlio Jacobina.


Universitário Alexandre de Oliveira quer passar a se chamar Alexandre L’Omi L’Odò por conta do candomblé

"Essa é uma forma de mostrar ao povo brasileiro que o candomblé é tão legítimo quanto qualquer outra religião"

___________

Alexandre L’Omi L’Odò, universitário

Por Marcionila Teixeira, do Diario de Pernambuco

marcionilateixeira.pe@dabr.com.br

Alexandre ainda era um adolescente de 14 anos quando começou a ser chamado no bairro onde morava, em Peixinhos, Olinda, de Alexandre L’Omi L’Odò. O nome, em língua Yorubá, significa “das águas do rio” e, dentro do candomblé, faz menção ao orixá Oxum. Há oito meses, Alexandre, agora com 31 anos, decidiu que era hora de assumir oficialmente o nome pelo qual tornou-se conhecido. Hoje, no começo da tarde, volta à 1ª Vara de Família e Registro Civil de Olinda, acompanhado de uma advogada, na tentativa de garantir esse direito. Esse seria o primeiro caso em Pernambuco em que alguém pede o acréscimo de um nome ao original alegando questões religiosas.

A única preocupação de Alexandre, que é estudante de História na Universidade Católica de Pernambuco e coordenador do Quilombo Cultural Malunguinho, é com os prazos. Depois de conseguir cerca de 15 certidões cartoriais solicitadas pela Justiça comprovando, entre outras coisas, que não tem antecedentes criminais em Olinda, Recife, Paulista e Jaboatão, Alexandre teme não conseguir mudar o nome tão cedo. “Muitas das certidões vencem com dois e três meses depois de emitidas e a Justiça informou que a agenda de pauta só abrirá a partir de janeiro do ano que vem, quando muitos dos documentos estarão vencidos”, lamentou o universitário.

Com a mudança de nome, Alexandre Alberto Santos de Oliveira passaria a ser chamado de Alexandre L’Omi L’Odo Alberto dos Santos. O Oliveira, que vem do pai do universitário, sairia, pois, segundo ele, o Alberto já contempla esse lado da família. “Trata-se de uma decisão simples, segundo eu soube, e por isso vamos tentar falar com a juíza hoje sobre o assunto”, completou.

Alexandre conta que desde criança se identificou com a Jurema, religião de matriz indígena do Nordeste do Brasil e que se relaciona com o candomblé e com a umbanda nos espaços de terreiro. Adulto, começou a investigar a história da própria família e descobriu a ligação que possuía com a religião. “Essa é uma forma de mostrar para o povo que o candomblé é tão legítimo quanto qualquer outra religião e que os iniciados na religião devem assumir a sua ancestralidade”, disse.

Alexandre tem um blog (alexandrelomilodo.blogspot.com) onde divulga informações sobre a religião.“Todos me conhecem assim. Não é justo herdar um nome e viver sem legitimá-lo oficialmente”, destacou.

Direito Garantido

A Lei dos Registros Públicos permite que a pessoa pode somar ao prenome o apelido ao qual tem atrelada a sua imagem pública, como é o caso de Alexandre L’Omi L’Odò. O desembargador Jones Figueirêdo, especialista direito de família, explicou que, independentemente da questão religiosa, esse tipo de acréscimo pode ser feito ao nome original. “O ex-presidente Luiz Inácio, acrescentou Lula ao nome, assim como a senadora Marta Suplicy manteve o nome do ex-marido, pois é assim que é conhecida publicamente”, explicou. O desembargador acrescentou que no caso de retificação de nome, o processo é o mesmo, porém a pessoa precisa comprovar que trata-se de uma denominação que causa vexame, vergonha.

Para Alexandre, a mudança de nome vai significar mudança de vida também. Na casa onde vive com a mãe, apenas ele segue a Jurema, porém sempre foi respeitado por sua escolha. As marcas da religião estão por todos os lados. Na vestimenta, nos acessórios que usa e nos objetos distribuídos pela casa, entre eles um quadro representando Oxum pendurado em uma das paredes da sala.

“As pessoas costumam desrespeitar a religião e zombar, mas meu nome foi dado a partir de um acúmulo de circunstâncias dentro da religião”, explicou Alexandre. Como cultuador da Jurema, ele é chamado de juremeiro e, dentro do culto, é considerado um egbomi, ou seja, um irmão mais velho, assim como um sacerdote. Caso consiga ganhar o direito tão sonhado na justiça, o nome do universitário será pura poesia. Omi significa água na língua yorùá, enquanto Odò é o mesmo que rio. Já o L’ é como uma fusão desses elementos, algo como um verbo.

Visite essa matéria no link:

http://www.diariodepernambuco.com.br/nota.asp?Materia=20111018085031

Veja o vídeo produzido para acompanhar a matéria na internet.


http://youtu.be/EJbXxzfcMuA

_________________________

Republico aqui matéria do jornal Diário de Pernambuco de 18 de outubro de 2011, Caderno Vida Urbana C3. Essa matéria tem o teor de minhas pressões para que o tema não se ridicularizasse, como é de praxe de muitos jornalistas quando tratam esse tipo de tema. A jornalista Marcionila Teixiera foi muito respeitosa e responsável em ter feito esse trabalho experiente e rico em detalhes.  Fica aqui minha vontade de tornar pública essa minha luta, que tem como pano de fundo a abertura de um prescendente para que todo povo de terreiro possa se afirmar com seus nomes de matrizes africanas e indígenas e de barracão. Com isso, honramos nossos ancestrais e nossa história. Vamos em frente e à luta! Salve minha mãe Oxum e salvea fumaça da Jurema!

Alexandre L’Omi L’Odò

Quilombo Cultural Malunuginho

alexandrelomilodo@gmail.com

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A QUEM INTERESSA A QUEDA DA MINISTRA LUIZA BAIRROS?

In Polítca on Outubro 17, 2011 at 9:51 am

N°o1- 17   de outubro -Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

Assunto: A QUEM INTERESSA A QUEDA DA MINISTRA LUIZA BAIRROS?

Com certeza não interessa ao povo negro brasileiro, nem ao movimento negro autônomo, comprometido e protagonista, que luta por políticas públicas efetivas de combate o racismo e à discriminação racial, e que se pauta pelo compromisso indelével com a população negra, que, apesar dos propalados avanços da última década, ainda enfrenta a violência racial em sua vida cotidiana.

No momento em que circulam fortes rumores na ESPLANADA, de que o PLANALTO pretende “esvaziar” os ministérios voltados para a defesa de direitos (SDH, SPM, SNJ e SEPPIR), que seriam substituídos por um único GRANDE MINISTÉRIO, jogando mulheres, negros, juventude, torturados da ditadura, entre outros, mais uma vez, numa vala comum, no famoso CALDEIRÃO DA DIVERSIDADE, o que tem um grande apelo no imaginário racista brasileiro, que insiste em nos negar identidade, história, cultura e especificidades, não é de se estranhar, que o ‘jornal a Folha de São Paulo’, cumprindo o seu papel histórico, inicie o processo de desgaste de três ministras, exatamente de três das pastas “INDESEJADAS”.

O que nos surpreende é ver determinados segmentos do Movimento Negro cerrando fileira com esta reação conservadora, dando um verdadeiro tiro no pé. Entendemos o descontentamento desses setores, acostumados a uma relação de compadrio, de balcão, sem editais ou chamada pública, e que agora se sentem "desprestigiados", “não apoiados”, na gestão da ministra Luiza Bairros. A Função da SEPPIR não é, e não pode ser, a de atender às demandas individuais e individualistas, de uma ou outra pessoa, de uma ou outra Entidade. Um ministério de promoção da igualdade racial só se justifica se for capaz de pensar e traçar políticas públicas para a maioria desta nação, formada por nós, negros e negras.

PORQUE CONFIAMOS NA GESTÃO LUIZA BAIRROS

Primeiro, por ser a ministra Luiza Bairros uma mulher negra, fruto genuíno das lutas e contradições da nossa história, e da luta do Movimento Negro; e também por que a mesma se cercou de militantes que aliam capacidade técnica e compromisso com a luta pela igualdade racial.

Aos que criticam uma suposta deficiência e falta de habilidade política, afirmo que estão confundindo politicagem com o fazer político, no seu sentido maior da busca do bem comum. Graças à articulação desta gestão da SEPPIR, a expressão “enfrentamento ao racismo”, entrou no PPA, pela primeira vez, subvertendo a histórica negativa do Estado Brasileiro em reconhecer a existência do racismo como elemento estruturante da desigualdade brasileira. E assim, também pela primeira vez, os povos tradicionais de matriz africana, os chamados povos de terreiro, sustentáculos da nossa sobrevivência simbólica e física no país, entraram no PPA, o documento que “determina” para onde e para quem será destinado o orçamento do país nos próximos 4 anos.

Ministra Luiza Bairros, espero que a SEPPIR continue nessa trajetória de construção de políticas públicas para o povo negro, e que não ceda à pressão das vaidades de pessoas e “grupinhos”, sem compromisso real com o nosso povo e com a nossa cultura.

Àṣẹ Púpù Gbogbo wá[1].

Ribeirão Preto, outubro de 2011.

PAULO CÉSAR PEREIRA DE OLIVEIRA

SACERDOTE DA TRADIÇÃO YORÙBÁ


[1] Muito axé pra todos nós.


"Enquanto os leões não tiverem os seus contadores de histórias, as histórias das caçadas glorificarão os caçadores" Provérbio Yorubano

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Campanha da Secretaria de Estado da Cultura seleciona vídeodocumentários curtos sobre a população negra

In Conexão Afro, negritude on Outubro 16, 2011 at 11:59 pm

N°o1- 16  de outubro -Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA
ASSESSORIA DE IMPRENSA

Campanha da Secretaria de Estado da Cultura seleciona vídeodocumentários curtos sobre a população negra
Qualquer pessoa pode participar da campanha “Nós, os afro-brasileiros”, inclusive com vídeos caseiros. Inscrições acontecem na internet

A Secretaria de Estado da Cultura está com as inscrições abertas para a campanha participativa “Nós, os afro-brasileiros”, visando à conscientização para a diversidade étnica e cultural. Qualquer pessoa pode se inscrever com pequenos vídeodocumentários de 3 a 5 minutos, apresentando personagens, fatos, lugares e histórias que tenham como base o fortalecimento da população negra. As inscrições podem ser feitas pelo site www.cultura.sp.gov.br/generoseetnias.
Pensada dentro das comemorações do Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, declarado em 2011 pela Organização das Nações Unidas, a campanha “Nós, os afro-brasileiros” estimula a produção do público, que terá seu material avaliado pelo curador Jéferson DE. Os 40 vídeos selecionados serão editados num DVD produzido pela Secretaria de Estado da Cultura e exibidos em mostras. O tema dessa campanha foi escolhido através de parceria com o Museu Afro Brasil.
“A cultura é um dos caminhos para transformar as pessoas e a sociedade. Realizando campanhas como esta, estamos agindo diretamente para reduzir preconceitos, promovendo o reconhecimento e o fortalecimento de grupos hoje discriminados”, afirma o Secretário de Estado da Cultura, Andrea Matarazzo.
A ação é coordenada pela Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias que, desde 2007, realiza campanhas com foco no combate às discriminações e no fortalecimento das identidades. Neste ano, além de “Nós, os afro-brasileiros”, foram lançadas também “Laços afetivos”, com foco na diversidade sexual, e “Pela arte se inclui”, que reunirá exemplos de ações e projetos de inclusão de pessoas com deficiência.
Em “Laços afetivos”, o público poderá contribuir com crônicas, depoimentos e reportagens sobre as relações familiares, de amizade, no trabalho e na escola, entre pais e filhos heterossexuais ou homossexuais. Os melhores trabalhos serão selecionados pelos curadores Laura Bacellar e João Federici; os ganhadores farão parte de um livro.
Já em “Pela arte se inclui”, os melhores exemplos de trabalhos ligados à inclusão de pessoas com deficiência nas áreas da literatura, dança, fotografia, teatro, canto, música, circo, desenho e cinema também vão compor um livro/catálogo e participar de programação montada por ocasião das datas comemorativas de pessoas com deficiência.
Inscrições
Os interessados poderão se inscrever no endereço:
www.cultura.sp.gov.br/generoseetnias.
Assessoria de Imprensa
Secretaria de Estado da Cultura
Ciro Bonilha: 2627-8166 – cbonilha@sp.gov.br
Renata Beltrão: 2627-8164 – rmbeltrao@sp.gov.br
Thiago Sogayar Bechara: 2627-8162 – tbechara@sp.gov.br
Thiago Sogayar Bechara
Jornalista – Mtb: 0058514 SP
Assessoria de imprensa
Secretaria de Estado da Cultura
11 2627-8162

Coordenadoria da Igualdade Racial – CIR
Prefeitura Municipal de Guarulhos / SP

Tel.: (11) 2408-5597/ 2409-6843
E-mail: igualdaderacial.guarulhos@gmail.com

2011: Ano Internacional d@s Afrodescendentes

10 anos de Durban (III Conferência Mundial Contra o Racismo))

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Campanha

Campanha A Juventude Negra Quer Viver!

A SEPPIR está jogando no time de Ganga Zumba.

In Polítca on Outubro 15, 2011 at 9:23 am

N°o1- 15 de outubro -Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

14/10/2

Por Gilberto Batista Campos e Joselício Júnior*

Os atuais mandatários da Seppir – Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial – entraram para valer em campo em defesa dos interesses da FIFA, das empreiteiras e do aparato militar-repressivo que volta suas garras afiadas contra a população civil, de maioria negra. Salvador e Rio de Janeiro foram as cidades escolhidas para, em 03 e 04 de outubro, respectivamente, sediarem o Seminário “Promoção da Igualdade Racial no Contexto dos Grandes Eventos”[1]

Ainda de acordo com a matéria do portal da Seppir, durante o Seminário “os estados da Bahia e do Rio de Janeiro assinam um protocolo de intenções com a União, através da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir/PR), visando a implementação de ações conjuntas que assegurem a inclusão da população negra nas atividades decorrentes dos grandes eventos esportivos mundiais”.

Mais ainda, o evento contou com uma tabelinha entre o governo brasileiro e o norte-americano. A ex-prefeita, Shirley Franklin – que na organização dos jogos de Atlanta de 1996 – foi convidada para falar da “exitosa” experiência da cidade americana, apresentada como “modelo de inclusão racial” durante os jogos Olímpicos. Se o modelo americano de “inclusão racial” deu certo em Atlanta, o certo é que não foram poucos os africanos-americanos que aderiram ao movimento No Games Chicago, contra a candidatura de Chicago para sediar as Olimpíadas de 2016[2].

Porque a SEPPIR silencia quando o assunto é a política prisional do Império contra os africano-americanos (segundo o sociólogo Loic Wacquant, nos Estados Unidos, nos dias atuais, para 8 negros presos, há 1 branco)[3], a manutenção de presos políticos (Múmia Abu Jamal, o líder indígena Leonard Peltier e os cinco presos cubanos, René Gonzalez – solto recentemente – Antônio Guerreiro, Gerardo Hernandéz, Ramón Labañino e Fernando Gonzalez), a violência praticada por rebeldes e forças da OTAN contra civis afrodescendentes pretensamente ligados à Kadaffi, na Líbia, ou ainda, sobre o fechamento do campo de concentração de Guantánamo (uma das promessas de campanha de Barack Obama)? É possível separar a política de agressão do Império contra nossos irmãos africano-americanos e seus reiterados atentados à soberania dos povos das políticas de aproximação com o governo brasileiro e suas reiteradas tentativas em transformá-lo em correia de transmissão da política do imperialismo para a América Latina?

Os Seminários sobre “Igualdade Racial no Contexto dos Grandes Eventos” foram realizados através de parceria entre o Ministério do Esporte, os governos da Bahia e do Rio de Janeiro, do Consulado Geral Norte-Americano no Rio de Janeiro e a Federação das Indústrias do Estado do Rio. Os seminários integram, ainda, o Plano de Ação Conjunto entre o Governo Brasileiro e o Governo dos Estados Unidos da América para a Eliminação da Discriminação Étnico-Racial e a Promoção da Igualdade e que a Seppir, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o Departamento de Estado (EUA) coordenam.

A geopolítica da Seppir privilegia o “núcleo duro’ das políticas do Império, o Departamento de Estado dos Estados Unidos, em detrimento do diálogo e da cooperação com países como Bolívia, Venezuela, Equador e Colômbia – que já desenvolvem e discutem – a implementação de políticas públicas voltadas a afros e indígenas. Estes não foram convidados a participar destas iniciativas “benfajezas”, patrocinadas pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. Para nós, não é mera coincidência que as políticas de “lei e ordem” e “tolerância zero” que se expressam na Política Nacional Anti-Drogas para a América Latina, tem justamente como seus principais entusiastas o Pentágono e o Departamento de Estado Norte-americano e que elas, hoje, sejam fundamentais para justificar ideologicamente as ações terroristas do estado brasileiro contra a população civil negra nas favelas e periferias do país.

Trocando em miúdos, os Seminários são uma cortina de fumaça às políticas de faxina étnica implementadas pelo estado brasileiro – despejos, remoções e extermínio da população civil negra – com o objetivo de segregar os territórios urbanos, das grandes cidades, para atender aos interesses de empreiteras, do capital imobilitário e de empresários [4]. Estas empreiteiras e empresários que ganham rios de dinheiro com a especulação imobiliária – com a tranferência de polpudos recursos do poder público – apoiam entusiasticamete a política de repressão violenta ao tráfico de drogas com a expulsão e controle da população civil, seja através da remoção ou do extermínio puro e simples.

O espaço urbano como fonte de negócio e lucro desenfrado precisa disciplinar seus inquilinos “indesejáveis” – afro-descendentes, indígenas, pobres – que reclamam cidadania e direitos sociais. A lógica é da formação de territórios segregados, apartados de condições mínimas de cidadania e inclusão social. A ocupação militar dos morros, favelas, suburbios e periferias e a política repressiva e de “tolerância zero” contra negros e pobres é o aprofundamento de um verdadeiro apartheid social que joga contra os avanços democráticos que o movimento negro, em trinta anos de luta, conquistou. Portanto, o que assistimos hoje é todo um conjunto de políticas – políticas de faxina étnica – que através de violentas intervenções urbanas em nome dos Mega Eventos (Olimpíadas e Copa do Mundo) vem atender os interesses de empresários privados, políticos corruptos, cartolas e mandatários das entidades esportivas.

Os representantes da população negra no poder, em particular as instâncias de Promoção da Igualdade Racial, em todo território brasileiro, parecem tender a serem absorvidos pelo branqueamento institucional e assimilam uma visão eurocêntrica, elitista e individualista inscrita, por mais de quinhentos anos de dominação, nas estruturas do estado neocolonial burguês.

Como dizia Malcom X em relação aos líderes negros integracionistas, nos Estados Unidos, a forma como se deu a institucionalização do movimento negro no Brasil – seja pela ocupação de cargos nos governos ou, por outro lado, através das Organizações Não-Governamentais – cumpre o papel de “tranqüilizar” a elite branca e afastar qualquer perigo de que uma rebelião negra tome de assalto os palácios do poder (Autobiografia de Malcom X).

Desta maneira, a Seppir faz o jogo da elite burguesa ao expor a falsa imagem de inclusão de homens e mulheres negras na mídia mundial, através dos empregos temporários oferecidos durante os mega eventos (Copa de Mundo e Olimpíadas), quando, na realidade, as condições de acesso à saúde, educação, moradia e direitos sociais entre negros e brancos continuam desiguais. A SEPPIR silencia diante da violência racista contra a população civil negra – pratica de forma indiscriminada em nome da guerra ao tráfico – as políticas de remoção, despejos e as Unidades de Polícia Pacificadoras. Afinal, para um setor do movimento negro a formação de uma elite negra é o meio mais eficaz de lutar contra o racismo e facilitar a “integração” do nosso povo à ordem burguesa. Para nós, apenas uma luta contra o racismo se inscreve na formação de uma nova ordem social pós-classista e pós-racial capaz de incluir todos os negros e negras.

No Congresso Nacional, algumas vozes se levantam contra os absurdos contidos na Lei da Copa. É o caso do Senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) que foi a tribuna denunciar os absurdos da Lei da Copa, outorgada ao FIFA ao estado brasileiro, ferindo nossa soberania nacional[5]. Para termos ideia, a proibição da venda de bebidas alcoólicas nos estádios (proibida pela Lei do Torcedor) será suspensa a pedido da marca de bebidas patrocinadora da Copa do Mundo. Outro absurdo é o fim da meia entrada aos estudantes. Outro parlamentar que vem se destacando a frente desta luta contra os desmandos da FIFA, na Câmara Federal, é Romário Faria (PSB-RJ)[6].

A SEPPIR vê na Copa e nas Olimpíadas a possibilidade de incluir afrodescendentes, capacitando-os para as oportunidades de emprego e renda que surgirão. Também preocupa a SEPPIR que os reiterados casos de racismo, na Europa, se reproduzam no Brasil, e para isso, contam com o apoio da toda poderosa FIFA.

Em primeiro lugar, dada a desproporção do que empreiteros e empresários embolsarão com estes eventos – para o qual o governo brasileiro e os governos estaduais, de forma pouco transparente, darão polpudas contrapartidas com dinheiro de nossos impostos – e os benefícios gerados para o conjunto da população negra nos grandes centros urbanos, chega a ser risível as intenções da SEPPIR. Segundo a Secretaria de Comunicação da Presidência da República são R$ 25 bilhões o valor desembolsado pelos cofres públicos[7]. Este valor deve aumentar dado que a iniciativa privada exige por parte do poder público maiores e maiores contrapartidas – entenda-se “garantias” para seus investimentos [8].

O povo pagará – como aconteceu com o Pan-americano no Rio, em 2007, mais um vez esta conta? E o custo social? Quantos jovens negros serão mortos ou alvo de abordagens policiais violentas em nome da segurança necessária para garantir a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas? Será que já nos esquecemos da ação poicial, as vésperas do XV Jogos Panamericanos, no Rio, que resultou  no massacre do Complexo do Alemão em operação da PM do Rio com apoio da Força Nacional de Segurança do Governo Lula?[9]

Em segundo lugar, o racismo no futebol não é algo específico dos gramados europeus. No Brasil, quem acompanha as quatro linhas e freqüenta os estádios pode acompanhar de perto manifestações hostis contra jogadores afro-descendentes ou, ainda, xingamentos racistas contra as torcidas do Flamengo e Corintians. Alguns casos chegaram a ganhar publicidade como o caso do jogador Antônio Carlos, do Palmeiras, que chamou Jeovânio, do Grêmio, de “macaco”. Em nenhum momento a SEPPIR procurou a CBF e o seu déspota Ricardo Teixeira cobrando ações afetivas contra este tipo de manifestação racista nas quatro linhas. Excetuando-se o caso do jogador Grafite, este casos são levados a sério ao ponto de chegar ao Congresso Nacional, ao poder público, e merecer algum tipo de ação. Em suma, o que quer a SEPPIR é “fazer média” com a toda-poderosa FIFA e o capo Ricardo Teixeira.

A atual gestão da SEPPIR optou por jogar no time de Ganga-Zumba. Para os mandatários da SEPPIR promover a igualdade racial é privilegiar poucos em detrimento de muitos. Esta é uma versão neoliberal das políticas de ação afirmativa tão necessária à democracia brasileira. No entanto, ou temos democracial real, com participação de todos, em que as políticas de ação afirmativa visam contribuir para acelerar a integração da comunidade negra, ou faremos o jogo de Ganga-Zumba, de conciliação com esta ordem social racista e excludente. Nós somos do time de Zumbi: queremos liberdade para todos! Fraternidade com igualdade, liberdade com justiça! Estamos ainda no começo do primeiro tempo, o povo negro merece respeito e vai virar o jogo contra os sehores da ordem neocolonial, enfrentando, nas ruas, a faxina étnica e o racismo!

Gilberto Batista Campos é historiador, Coordenador Geral do Círculo Palmarino e militante do movimento negro do Espírito Santos. Joselício Júnior – Juninho é jornalista, Coordenador Nacional de Finanças do Círculo Palmarino e coordenador do Ponto de Cultura “De periferia para periferia- valorizando a cultura afro-brasileira” em Embu das Artes, SP.

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Sacerdote pede saída de Luiza Bairros

In Conexão Afro, Polítca on Outubro 14, 2011 at 3:35 am

N°o1- 14 de outubro -Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

14/10/2011 por Da Redação

Walmir Damasceno

Por: Redação – Fonte: Afropress – 11/10/2011

Líder da FENATRAB pede saída de Luiza Bairros

Itapecerica/SP – O jornalista, sacerdote do Candomblé de tradição Angola/Congo, presidente da Federação Nacional da Tradição e Cultura Afro-Brasileira (FENATRAB) e do Conselho de Ministros do Instituto Latino-Americano de Tradições Afro-Bantu (ILABANTU), Walmir Damasceno, defendeu publicamente ontem (10/10) a substituição da ministra chefe da SEPPIR, socióloga Luiza Bairros, pois considera sua gestão “ineficiente e voltada apenas para o grupinho político que a cerca”.

“Lamentavelmente, a SEPPIR não funciona e não vem contemplando o atendimento das reivindicações da população negra brasileira e está a serviço de um grupinho aqui, um grupinho ali. Ora, não foi prá isso que ela foi constituida pelo Governo do Presidente Lula, atendendo a uma reivindicação do movimento negro brasileiro”, afirmou.

O jornalista e sacerdote, que mantém as tradições do candomblé Angola-Kongo no Brasil, disse que, antes mesmo de tomar conhecimento da matéria de Afropress e do Jornal Folha de S. Paulo de que a presidente Dilma pretende trocar a ministra na reforma ministerial prevista para fevereiro do próximo ano, já cogitava enviar ao líder da bancada do PT, deputado Paulo Teixeira, um documento expressando a posição.

“A SEPPIR tem que, na prática, funcionar. Mas ela está apagada. Se a ministra é apagada, a SEPPIR está afundando e isso é visível”, acrescentou.

Damasceno disse que, nessa gestão teve um único contato com a SEPPIR e o resultado foi o pior possível. “Ficamos esperando apoio e a presença efetiva no II Seminário de Comunidades Tradicionais de Terreiro Bantu, que realizamos tradicionalmente em junho, e não tivemos apoio nenhum. O fato é que a atual gestão da SEPPIR não está contemplando o povo negro, e virou apenas um cabide de empregos para grupos”, finalizou. 

   De: Sacerdote pede saída de Luiza Bairros portalafricas@hotmail.com

Enviara noticias: conexaoafro@gmail.com

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Mãe Carmen de Oxalá e Baba Xandeco na Banda da Saldanha

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Outubro 13, 2011 at 3:42 pm

N°o1- 13 de outubro -Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

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Baba Xandeco de Xango, mesmo sendo puramente por acaso, nosso encontro  na saída da  Banda da Saldanha no dia 12 de outubro, não podíamos deixar de manifestar publicamente nossa satisfação deste encontro, da mesma forma a foto que seus filhos tiraram ficou show de bola. Estou aguardando sua visita na Assobecaty. Axé Mãe Carmen de Oxalá

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