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TEMPO DE DIZER: ADEUS, SENZALA!

In Conexão Afro, Saúde da População Negra on Março 10, 2014 at 10:20 pm

logo Revista Conexão Afro  10 de MARÇO –Guaíba- RS –Brasil
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TEMPO DE DIZER: ADEUS, SENZALA!

TEMPO DE DIZER: ADEUS, SENZALA!   Mais de mil garis, em sua maioria negros, pais e mães de família, moradores das periferias e favelas do Rio, foram ovacionados hoje pelos cariocas em uma inesquecível passeata que começou na Prefeitura do Rio e tomou o centro da cidade como uma verdadeira onda laranja abolicionista. Porque a primeira coisa que o Brasil   precisa reconhecer é que a luta dos garis se ergue contra os resquícios de escravidão mais arraigados em nossa sociedade.   Foram sucessivas as tentativas de desqualificação do movimento grevista. Elas partiram tanto do executivo municipal quanto da mídia corporativa, os fiéis representantes das posições mais conservadoras de uma elite tão escravocrata que é capaz de conviver com uma das mais aberrantes desigualdades econômicas de todo o planeta e ainda patrocinar um genocídio cujo maior homicida é justamente o Estado, através da Polícia Militar.   Resquício de DITADURA e resquício de ESCRAVIDÃO combinados dantescamente na mesma cena. Mas havemos de amanhecer, há esperanças e os garis são a prova! A luta dos trabalhadores da Comlurb tocou o coração dos brasileiros e conquistou de imediato o apoio da população carioca que, emocionada, já vê como vitoriosa a luta protagonizada por eles.   Venceram um sindicato pelego. Venceram   a intimidação e as ameaças do prefeito. Venceram o assédio desmobilizador da mídia que insiste na 'versão oferecida pelo patrocinador' em detrimento de sua própria função social. Venceram o açoite do tronco e a mão opressora do chicote no lombo.   Quem viu os carros do Choque seguindo os caminhões de lixo, viu com os próprios olhos que a greve dos garis é um levante da senzala. É povo pobre, negro e trabalhador daqui, inventando por si próprio este país que é seu. Não se pode perder a esperança num país em que os garis aproveitam o carnaval para derrubar os portões da senzala e sambar em cima do lixo, nas portas da Casa Grande.  Foto: Midia NINJA

Mais de mil garis, em sua maioria negros, pais e mães de família, moradores das periferias e favelas do Rio, foram ovacionados hoje pelos cariocas em uma inesquecível passeata que começou na Prefeitura do Rio e tomou o centro da cidade como uma verdadeira onda laranja abolicionista. Porque a primeira coisa que o Brasil precisa reconhecer é que a luta dos garis se ergue contra os resquícios de escravidão mais arraigados em nossa sociedade.

Foram sucessivas as tentativas de desqualificação do movimento grevista. Elas partiram tanto do executivo municipal quanto da mídia corporativa, os fiéis representantes das posições mais conservad oras de uma elite tão escravocrata que é capaz de conviver com uma das mais aberrantes desigualdades econômicas de todo o planeta e ainda patrocinar um genocídio cujo maior homicida é justamente o Estado, através da Polícia Militar.

Resquício de DITADURA e resquício de ESCRAVIDÃO combinados dantescamente na mesma cena. Mas havemos de amanhecer, há esperanças e os garis são a prova! A luta dos trabalhadores da Comlurb tocou o coração dos brasileiros e conquistou de imediato o apoio da população carioca que, emocionada, já vê como vitoriosa a luta protagonizada por eles.

Venceram um sindicato pelego. Venceram a intimidação e as ameaças do prefeito. Venceram o assédio desmobilizador da mídia que insiste na ‘versão oferecida pelo patrocinador’ em detrimento de sua própria função social. Venceram o açoite do tronco e a mão opressora do chicote no lombo.

Quem viu os carros do Choque seguindo os caminhões de lixo, viu com os próprios olhos que a greve dos garis é um levante da senzala. É povo pobre, negro e trabalhador daqui, inventando por si próprio este país que é seu. Não se pode perder a esperança num país em que os garis aproveitam o carnaval para derrubar os portões da senzala e sambar em cima do lixo, nas portas da Casa Grande.

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Divulgados ganhadores do Prêmio Saúde da População Negra

In Saúde da População Negra on Janeiro 12, 2012 at 11:38 am

N°o1- 12 de Janeiro – Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

Foto: Samuel Maciel/PMPA
Artigo acadêmico e duas experiências exitosas serão premiados quinta, 12

Artigo acadêmico e duas experiências exitosas serão premiados quinta, 12

A Secretaria Municipal de Saúde entrega nesta quinta-feira, 12, às 11h, no Centro de Saúde Modelo (rua Jerônimo de Ornelas, 55), o prêmio Promoção da Equidade em Saúde – Saúde da População Negra, que irá premiar autores de projetos bem sucedidos e de artigos acadêmicos em benefício da comunidade afrodescendente. As experiências exitosas foram classificadas de acordo com os critérios de experiência inovadora, capacidade para um projeto permanente, para a interação entre trabalhador e usuário e impacto.
Os artigos acadêmicos foram classificados de acordo com os critérios de Identificação e levantamento das necessidades da população negra de Porto Alegre, relevância para a proposição e direcionamento de políticas públicas voltadas à população negra, capacidade de diálogo e apropriação pelos campos de prática assistencial, capacidade de investigação e análise em outras realidades brasileiras – transferibilidade (estudos quantitativos) ou generalização analítica (estudos qualitativos).
No projeto vencedor, duas pessoas indicadas pela equipe onde a experiência foi desenvolvida (uma de nível superior e outra de nível fundamental ou médio) serão contempladas com um intercâmbio com a Secretaria Municipal de Saúde de Salvador, por cinco dias, com todas as despesas pagas. Já o autor do artigo ganhador receberá certificado e participará também do intercâmbio com a prefeitura da capital baiana.
Incentivo – Com essa iniciativa, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Porto Alegre pretende estimular a implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra e combater o racismo, as desigualdades entre as raças e a discriminação nas instituições e nos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). O Plano Municipal de Saúde da SMS já contém diretrizes específicas para a comunidade negra.
Vencedores
Artigos Acadêmicos
Homicídios em adolescentes na cidade de Porto Alegre e seu impacto na população negra – Autora: Ana Rosária Sant’Anna
Experiências Exitosas
Para esta modalidade serão premiadas duas experiências, pois o resultado final teve empate.
Horta Orgânica Terapêutica
Autora: Maria de Lourdes Marchesan
Local da ação: Quilombo Fidelix
Serviço de Saúde: Equipe de Saúde da Família Modelo
Espaço Oliveira Silveira
Autoras: Eunice F. S. Bernardes e Miria Patines
Local da ação: Pronto Atendimento Lomba do Pinheiro
Serviço de Saúde: Pronto Atendimento Lomba do Pinheiro

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Primeiro aluno de Medicina a entrar por cotas na Ufba recebe diploma

In Conexão Afro, negritude, Saúde da População Negra on Janeiro 7, 2012 at 7:47 am

N°o1- 7 de Janeiro – Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

 

Ícaro Luis tornou-se ícone do sistema; aprovado em concurso para o Programa de Saúde da Fmília, já tem emprego garantido

06.01.2012 |  06.01.2012 – 09:02

Foto: Almiro Lopes

Ícaro começou Medicina na Ufba em 2005

Luana Ribeiro
luana.ribeiro@redebahia.com.br

Em uma casa azul na Ladeira Manoel Faustino – mesmo nome de um dos líderes negros da Revolta dos Alfaiates, que em 2011  se tornou Herói da Pátria – Ícaro Luis Vidal, 24 anos, se apronta para o grande dia de sua vida. À noite, o primeiro estudante a ingressar pelo sistema de cotas no curso de Medicina da Universidade Federal da Bahia (Ufba) se forma.

As trancinhas que a cabeleireira faz em seu black power têm dois motivos: um é poder vestir o capelo de formatura (chapéu usado na solenidade). O outro é a pressão de sua mãe, Raimunda Vidal dos Santos, 47, que acha que assim o filho fica mais bonito para a festa, realizada ontem à noite, no Centro de Convenções.

Ícaro começou o curso em 2005, quando a Ufba implantou o sistema de cotas. Hoje, a instituição reserva 2% das vagas para índio-descendentes e 43% para alunos que tenham todo o ensino médio em escolas públicas. Desses, 85% são para estudantes que se declararam pardos ou pretos.

Ao fim do 3º ano no Colégio da Polícia Militar, conciliado com o cursinho, Ícaro já tinha passado no meio do ano em Direito na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). “Assim, eu fiz a prova mais tranquilo”. Amiga de infância, Inês Costal, 24, lembra dele como aluno aplicado. “Sempre foi brilhante, era o CDF”, relata.

Orgulho
Ícaro atribui o desempenho à sua criação. “Ele nunca me deu trabalho, mas sempre cobrei. A média do colégio era 8, mas eu exigia  9”, lembra a mãe. O rigor deu resultado. “Tenho orgulho dos meus filhos”, afirma ela, incluindo a filha Ísis Carine dos Santos, 25, que mês que vem se forma em Engenharia Química, também na Ufba.

Ontem, na formatura, dona Raimunda via o sonho realizado e vibrava num longo rosa. “Dever cumprido. Agora vou cuidar de mim”, diz ela, que este ano vai tentar cursar Pedagogia. “Espero conseguir uma vaga pelo Enem”, torce.
Ícaro divide com ela e com Ísis uma casa na Liberdade. O pai, que mora em Feira de Santana, também veio para a formatura. Uma outra irmã mora em Conceição de Feira.


Primeiro aluno de Medicina a entrar por cotas na Ufba recebe diploma

Desafios
O sonho de Medicina surgiu cedo. Ao ver crescer a barriga de três tias que engravidaram na mesma época, a cabeça do menino de 6 anos se encheu de perguntas. “Queria saber como tinha entrado, como saía”, lembra. Com o tempo, esqueceu a obstetrícia: agora quer ser oncologista. “Conviver com esses pacientes, tão carentes de atenção, me despertou para a área. O câncer é uma doença que isola”, reflete.

Se os pacientes sofrem, Ícaro também passou perrengues. Nos dois primeiros anos, além de cursar a faculdade, trabalhava e fazia curso técnico em Química, no Instituto Federal da Bahia (Ifba, então Cefet), que lhe possibilitou ser perito técnico da Polícia Civil.

O rapaz só chegava em casa às 23h e ainda tinha que estudar até as 2h.  Várias vezes acabou dormindo em cima dos livros. “Mas nunca repeti nenhuma matéria”, orgulha-se.

O grande impacto na Ufba foi o grau de dificuldade. “A cota facilita a entrada, mas sair depende de você”, analisa.

Hoje, Dr. Ícaro está encaminhado:  passou em um concurso para médico do Programa Saúde da Família (PSF). E quer mais. “Quando vi a equipe do (Hospital) Sírio-Libanês que cuidou de Lula falando com os repórteres, pensei: um dia eu é que vou estar aí”.

Projeto propõe cotas obrigatórias
Mesmo com tantas universidades no país adotando cotas, não há uma lei federal que determine regras ou obrigue as instituições a aderirem ao sistema. As universidades têm autonomia para decidir quantas vagas destinarão às cotas e se o critério será socioeconômico ou étnico. Um Projeto de Lei (71/99) sobre o tema já foi aprovado na Câmara e desde 2008 aguarda para ser votado no Senado. Segundo a proposta, apresentada em 1999 pela então deputada federal Nice Lobão (PFL-MA), as universidades públicas federais reservariam vagas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas, tenham renda familiar per capita de até 1,5 salário mínimo e sejam negros, pardos ou indígenas.

No Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Ricardo Lewandowski relata duas ações contra cotas para negros. A primeira foi ajuizada pelo DEM contra a Universidade Federal de Brasília (UnB), onde  uma comissão decide por foto ou entrevista quem pode ser classificado como negro, pardo ou branco.  A outra foi proposta em maio  por um estudante que não foi aprovado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Há ainda no STF mais três ações sobre o sistema de cotas adotado pelo ProUni. Os processos estão na pauta de votação desse ano.

"quando se aprende a amar o mundo passa a ser seu"

– renato russo –

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— Em sex, 6/1/12, Marcos Cardoso <macardoso1109@yahoo.com.br> escreveu:

Papel dos (as) negros (as) é debatido pela Recid

In Comunidade Tradicional de Terreiros, Saúde da População Negra on Dezembro 20, 2011 at 12:12 am
 

N°o1- 20 de novembro – Guaíba- RS –Brasil

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A Rede de Educação Cidadã do Rio Grande do Sul realizou nos dias 02, 03 e 04 de dezembro, em Porto Alegre, o Encontro Intermunicipal de formação com o tema: “O Papel do Negro na Formação do RS”. Esta atividade faz parte da V Jornada Pedagógica planejada pela Recid RS, que envolve momentos de estudo nos municípios, oficinas de formação, rodas de conversa e atividades regionais.

Estavam presentes 35 educadores(as) populares de diversos movimentos e organizações sociais, vindos das Regiões Sul (Pelotas e Rio Grande), Macro Norte (Palmeira das Missões, Soledade, Passo Fundo, Santa Maria, Santo Ângelo e Santiago) e Metropolitana (Porto Alegre, Canoas, Eldorado do Sul, São Leopoldo e Tramandaí).

O evento contou com assessoria do Babalorixá Baba Xandeco de Xangô da Associação Clara Nunes, que desenvolveu o tema da cultura negra e suas ancestralidades a partir da corporeidade, também sobre a inserção da Lei 10.639 nas escolas. A assessoria de Clauber Fonseca da Silva, educador de comunicação popular, também merece destaque porque desafiou a plenária a refletir sobre a juventude negra e educação popular.

Pela parte da tarde, foi realizada uma oficina prática de confecção de bonecas Abayomi, que eram feitas pelas mulheres negras, com retalho de suas vestes para distrair seus filhos(as) bem como rezar durante o trajeto nos navios negreiros. Esta oficina foi ministrada pela educadora popular Luciana Canto, militante do Levante Popular da Juventude.

Destaca-se, como outro momento especial do encontro, a noite cultural, que reafirmou o compromisso coletivo de seguir na luta e a importância de cada militante para a Recid. Esse momento foi simbolizado pela troca de um anel de tucum entre os(as) educadores(as).

Ao final do encontro, foi enfatizado o desafio de fortalecer a Recid RS em todos os seus espaços de atuação, discutindo a temática do papel do(a) negro(a) no Rio Grande do Sul, bem como realizar o planejamento para o ano de 2012, pensando nas linhas estratégicas do trabalho popular para além do “dia seguinte”.

“Quem não se movimenta, não sabe das correntes que o prende.” Rosa Luxemburgo

Por: Recid RS

Milton Guran

Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes 2011; clique aqui para acessar a página oficial do Ano

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CARTA DA 14ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE À SOCIEDADE BRASILEIRA

In Saúde da População Negra on Dezembro 4, 2011 at 11:22 pm

N°o1- 04  de dezembro – Guaíba- RS –Brasil

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Todos usam o SUS: SUS na Seguridade Social!

Política Pública, Patrimônio do Povo Brasileiro

Acesso e Acolhimento com Qualidade: um desafio para o sus

Nestes cinco dias da etapa nacional da 14ª Conferência Nacional de Saúde reunimos 2.937 delegados e 491 convidados, representantes de 4.375 Conferências Municipais e 27 Conferências Estaduais.

Somos aqueles que defendem o Sistema Único de Saúde como patrimônio do povo brasileiro.

Punhos cerrados e palmas! Cenhos franzidos e sorrisos.

Nossos mais fortes sentimentos se expressam em defesa do Sistema Único de Saúde.

Defendemos intransigentemente um SUS Universal, integral, equânime, descentralizado e estruturado no controle social.

Os compromissos dessa Conferência foram traçados para garantir a qualidade de vida de todos e todas.

A Saúde é constitucionalmente assegurada ao povo brasileiro como direito de todos e dever do Estado. A Saúde integra as políticas de Seguridade Social, conforme estabelecido na Constituição Brasileira, e necessita ser fortalecida como política de proteção social no País.

Os princípios e as diretrizes do SUS – de descentralização, atenção integral e participação da comunidade – continuam a mobilizar cada ação de usuários, trabalhadores, gestores e prestadores do SUS.

onstruímos o SUS tendo como orientação a universalidade, a integralidade, a igualdade e a equidade no acesso às ações e aos serviços de saúde.

O SUS, como previsto na Constituição e na legislação vigente é um modelo de reforma democrática do Estado brasileiro. É necessário transformarmos o SUS previsto na Constituição em um SUS real.

São os princípios da solidariedade e do respeito aos direitos humanos fundamentais que garantirão esse percurso que já é nosso curso nos últimos 30 anos em que atores sociais militantes do SUS, como os usuários, os trabalhadores, os gestores e os prestadores, exercem papel fundamental na construção do SUS.

A ordenação das ações políticas e econômicas deve garantir os direitos sociais, a universalização das políticas sociais e o respeito às diversidades etnicorracial, geracional, de gênero e regional. Defendemos, assim, o desenvolvimento sustentável e um projeto de Nação baseado na soberania, no crescimento sustentado da economia e no fortalecimento da base produtiva e tecnológica para diminuir a dependência externa.

A valorização do trabalho, a redistribuição da renda e a consolidação da democracia caminham em consonância com este projeto de desenvolvimento, garantindo os direitos constitucionais à alimentação adequada, ao emprego, à moradia, à educação, ao acesso à terra, ao saneamento, ao esporte e lazer, à cultura, à segurança pública, à segurança alimentar e nutricional integradas às políticas de saúde.

Queremos implantar e ampliar as Políticas de Promoção da Equidade para reduzir as condições desiguais a que são submetidas as mulheres, crianças, idosos, a população negra e a população indígena, as comunidades quilombolas, as populações do campo e da floresta, ribeirinha, a população LGBT, a população cigana, as pessoas em situação de rua, as pessoas com deficiência e patologias e necessidades alimentares especiais.

As políticas de promoção da saúde devem ser organizadas com base no território com participação inter-setorial articulando a vigilância em saúde com a Atenção Básica e devem ser financiadas de forma tripartite pelas três esferas de governo para que sejam superadas as iniqüidades e as especificidades regionais do País.

Defendemos que a Atenção Básica seja ordenadora da rede de saúde, caracterizando-se pela resolutividade e pelo acesso e acolhimento com qualidade em tempo adequado e com civilidade.

A importância da efetivação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, a garantia dos direitos sexuais e dos direitos reprodutivos, além da garantia de atenção à mulher em situação de violência, contribuirão para a redução da mortalidade materna e neonatal, o combate ao câncer de colo uterino e de mama e uma vida com dignidade e saúde em todas as fases de vida.

A implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra deve estar voltada para o entendimento de que o racismo é um dos determinantes das condições de saúde. Que as Políticas de Atenção Integral à Saúde das Populações do Campo e da Floresta e da População LGBT, recentemente pactuadas e formalizadas, se tornem instrumentos que contribuam para a garantia do direito, da promoção da igualdade e da qualidade de vida dessas populações, superando todas as formas de discriminação e exclusão da cidadania, e transformando o campo e a cidade em lugar de produção da saúde. Para garantir o acesso às ações e serviços de saúde, com qualidade e respeito às populações indígenas, defendemos o fortalecimento do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena. A Vigilância em Saúde do Trabalhador deve se viabilizar por meio da integração entre a Rede Nacional de Saúde do Trabalhador e as Vigilâncias em Saúde Estaduais e Municipais. Buscamos o desenvolvimento de um indicador universal de acidentes de trabalho que se incorpore aos sistemas de informação do SUS. Defendemos o fortalecimento da Política Nacional de Saúde Mental e Álcool e outras drogas, alinhados aos preceitos da Reforma Psiquiátrica antimanicomial brasileira e coerente com as deliberações da IV Conferência Nacional de Saúde Mental.

Em relação ao financiamento do SUS é preciso aprovar a regulamentação da Emenda Constitucional 29. A União deve destinar 10% da sua receita corrente bruta para a saúde, sem incidência da Desvinculação de Recursos da União (DRU), que permita ao Governo Federal a redistribuição de 20% de suas receitas para outras despesas. Defendemos a eliminação de todas as formas de subsídios públicos à comercialização de planos e seguros privados de saúde e de insumos, bem como o aprimoramento de mecanismos, normas e/ou portarias para o ressarcimento imediato ao SUS por serviços a usuários da saúde suplementar. Além disso, é necessário manter a redução da taxa de juros, criar novas fontes de recursos, aumentar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para a saúde, tributar as grandes riquezas, fortunas e latifúndios, tributar o tabaco e as bebidas alcoólicas, taxar a movimentação interbancária, instituir um percentual dos royalties do petróleo e da mineração para a saúde e garantir um percentual do lucro das empresas automobilísticas.

Defendemos a gestão 100% SUS, sem privatização: sistema único e comando único, sem “dupla-porta”, contra a terceirização da gestão e com controle social amplo. A gestão deve ser pública e a regulação de suas ações e serviços deve ser 100% estatal, para qualquer prestador de serviços ou parceiros. Precisamos contribuir para a construção do marco legal para as relações do Estado com o terceiro setor. Defendemos a profissionalização das direções, assegurando autonomia administrativa aos hospitais vinculados ao SUS, contratualizando metas para as equipes e unidades de saúde. Defendemos a exclusão dos gastos com a folha de pessoal da Saúde e da Educação do limite estabelecido para as Prefeituras, Estados, Distrito Federal e União pela Lei de Responsabilidade Fiscal e lutamos pela aprovação da Lei de Responsabilidade Sanitária.

Para fortalecer a Política de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde é estratégico promover a valorização dos trabalhadores e trabalhadoras em saúde, investir na educação permanente e formação profissional de acordo com as necessidades de saúde da população, garantir salários dignos e carreira definida de acordo com as diretrizes da Mesa Nacional de Negociação Permanente do SUS, assim como, realizar concurso ou seleção pública com vínculos que respeitem a legislação trabalhista. e assegurem condições adequadas de trabalho, implantando a Política de Promoção da Saúde do Trabalhador do SUS.

Visando fortalecer a política de democratização das relações de trabalho e fixação de profissionais, defendemos a implantação das Mesas Municipais e Estaduais de Negociação do SUS, assim como os protocolos da Mesa Nacional de Negociação Permanente em especial o de Diretrizes Nacionais da Carreira Multiprofissional da Saúde e o da Política de Desprecarização. O Plano de Cargos, Carreiras e Salários no âmbito municipal/regional deve ter como base as necessidades loco-regionais, com contrapartida dos Estados e da União.

Defendemos a adoção da carga horária máxima de 30 horas semanais para a enfermagem e para todas as categorias profissionais que compõem o SUS, sem redução de salário, visando cuidados mais seguros e de qualidade aos usuários. Apoiamos ainda a regulamentação do piso salarial dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), Agentes de Controle de Endemias (ACE), Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e Agentes Indígenas de Saneamento (AISAN) com financiamento tripartite.

Para ampliar a atuação dos profissionais de saúde no SUS, em especial na Atenção Básica, buscamos a valorização das Residências Médicas e Multiprofissionais, assim como implementar o Serviço Civil para os profissionais da área da saúde. A revisão e reestruturação curricular das profissões da área da saúde devem estar articuladas com a regulação, a fiscalização da qualidade e a criação de novos cursos, de acordo com as necessidades sociais da população e do SUS no território.

O esforço de garantir e ampliar a participação da sociedade brasileira, sobretudo dos segmentos mais excluídos, foi determinante para dar maior legitimidade à 14ª Conferência Nacional de Saúde. Este esforço deve ser estendido de forma permanente, pois ainda há desigualdades de acesso e de participação de importantes segmentos populacionais no SUS.

Há ainda a incompreensão entre alguns gestores para com a participação da comunidade garantida na Constituição Cidadã e o papel deliberativo dos conselhos traduzidos na Lei nº 8.142/90. Superar esse impasse é uma tarefa, mais do que um desafio.

A garantia do direito à saúde é, aqui, reafirmada com o compromisso pela implantação de todas as deliberações da 14ª Conferência Nacional de Saúde que orientará nossas ações nos próximos quatro anos reconhecendo a legitimidade daqueles que compõe os conselhos de saúde, fortalecendo o caráter deliberativo dos conselhos já conquistado em lei e que precisa ser assumido com precisão e compromisso na prática em todas as esferas de governo, pelos gestores e prestadores, pelos trabalhadores e pelos usuários.

Somos cidadãs e cidadãos que não deixam para o dia seguinte o que é necessário fazer no dia de hoje. Somos fortes, somos SUS.

PLENARIA FINAL DA 14ª CNS

Brasília, DF, 04/12/11

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CARTA DA 14ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE À SOCIEDADE BRASILEIRA

In Saúde da População Negra on Dezembro 4, 2011 at 12:02 am

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Todos usam o SUS: SUS na Seguridade Social!

Política Pública, Patrimônio do Povo Brasileiro

Acesso e Acolhimento com Qualidade: um desafio para o sus

Nestes cinco dias da etapa nacional da 14ª Conferência Nacional de Saúde reunimos 2.937 delegados e 491 convidados, representantes de 4.375 Conferências Municipais e 27 Conferências Estaduais.

Somos aqueles que defendem o Sistema Único de Saúde como patrimônio do povo brasileiro.

Punhos cerrados e palmas! Cenhos franzidos e sorrisos.

Nossos mais fortes sentimentos se expressam em defesa do Sistema Único de Saúde.

Defendemos intransigentemente um SUS Universal, integral, equânime, descentralizado e estruturado no controle social.

Os compromissos dessa Conferência foram traçados para garantir a qualidade de vida de todos e todas.

A Saúde é constitucionalmente assegurada ao povo brasileiro como direito de todos e dever do Estado. A Saúde integra as políticas de Seguridade Social, conforme estabelecido na Constituição Brasileira, e necessita ser fortalecida como política de proteção social no País.

Os princípios e as diretrizes do SUS – de descentralização, atenção integral e participação da comunidade – continuam a mobilizar cada ação de usuários, trabalhadores, gestores e prestadores do SUS.

onstruímos o SUS tendo como orientação a universalidade, a integralidade, a igualdade e a equidade no acesso às ações e aos serviços de saúde.

O SUS, como previsto na Constituição e na legislação vigente é um modelo de reforma democrática do Estado brasileiro. É necessário transformarmos o SUS previsto na Constituição em um SUS real.

São os princípios da solidariedade e do respeito aos direitos humanos fundamentais que garantirão esse percurso que já é nosso curso nos últimos 30 anos em que atores sociais militantes do SUS, como os usuários, os trabalhadores, os gestores e os prestadores, exercem papel fundamental na construção do SUS.

A ordenação das ações políticas e econômicas deve garantir os direitos sociais, a universalização das políticas sociais e o respeito às diversidades etnicorracial, geracional, de gênero e regional. Defendemos, assim, o desenvolvimento sustentável e um projeto de Nação baseado na soberania, no crescimento sustentado da economia e no fortalecimento da base produtiva e tecnológica para diminuir a dependência externa.

A valorização do trabalho, a redistribuição da renda e a consolidação da democracia caminham em consonância com este projeto de desenvolvimento, garantindo os direitos constitucionais à alimentação adequada, ao emprego, à moradia, à educação, ao acesso à terra, ao saneamento, ao esporte e lazer, à cultura, à segurança pública, à segurança alimentar e nutricional integradas às políticas de saúde.

Queremos implantar e ampliar as Políticas de Promoção da Equidade para reduzir as condições desiguais a que são submetidas as mulheres, crianças, idosos, a população negra e a população indígena, as comunidades quilombolas, as populações do campo e da floresta, ribeirinha, a população LGBT, a população cigana, as pessoas em situação de rua, as pessoas com deficiência e patologias e necessidades alimentares especiais.

As políticas de promoção da saúde devem ser organizadas com base no território com participação inter-setorial articulando a vigilância em saúde com a Atenção Básica e devem ser financiadas de forma tripartite pelas três esferas de governo para que sejam superadas as iniqüidades e as especificidades regionais do País.

Defendemos que a Atenção Básica seja ordenadora da rede de saúde, caracterizando-se pela resolutividade e pelo acesso e acolhimento com qualidade em tempo adequado e com civilidade.

A importância da efetivação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, a garantia dos direitos sexuais e dos direitos reprodutivos, além da garantia de atenção à mulher em situação de violência, contribuirão para a redução da mortalidade materna e neonatal, o combate ao câncer de colo uterino e de mama e uma vida com dignidade e saúde em todas as fases de vida.

A implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra deve estar voltada para o entendimento de que o racismo é um dos determinantes das condições de saúde. Que as Políticas de Atenção Integral à Saúde das Populações do Campo e da Floresta e da População LGBT, recentemente pactuadas e formalizadas, se tornem instrumentos que contribuam para a garantia do direito, da promoção da igualdade e da qualidade de vida dessas populações, superando todas as formas de discriminação e exclusão da cidadania, e transformando o campo e a cidade em lugar de produção da saúde. Para garantir o acesso às ações e serviços de saúde, com qualidade e respeito às populações indígenas, defendemos o fortalecimento do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena. A Vigilância em Saúde do Trabalhador deve se viabilizar por meio da integração entre a Rede Nacional de Saúde do Trabalhador e as Vigilâncias em Saúde Estaduais e Municipais. Buscamos o desenvolvimento de um indicador universal de acidentes de trabalho que se incorpore aos sistemas de informação do SUS. Defendemos o fortalecimento da Política Nacional de Saúde Mental e Álcool e outras drogas, alinhados aos preceitos da Reforma Psiquiátrica antimanicomial brasileira e coerente com as deliberações da IV Conferência Nacional de Saúde Mental.

Em relação ao financiamento do SUS é preciso aprovar a regulamentação da Emenda Constitucional 29. A União deve destinar 10% da sua receita corrente bruta para a saúde, sem incidência da Desvinculação de Recursos da União (DRU), que permita ao Governo Federal a redistribuição de 20% de suas receitas para outras despesas. Defendemos a eliminação de todas as formas de subsídios públicos à comercialização de planos e seguros privados de saúde e de insumos, bem como o aprimoramento de mecanismos, normas e/ou portarias para o ressarcimento imediato ao SUS por serviços a usuários da saúde suplementar. Além disso, é necessário manter a redução da taxa de juros, criar novas fontes de recursos, aumentar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para a saúde, tributar as grandes riquezas, fortunas e latifúndios, tributar o tabaco e as bebidas alcoólicas, taxar a movimentação interbancária, instituir um percentual dos royalties do petróleo e da mineração para a saúde e garantir um percentual do lucro das empresas automobilísticas.

Defendemos a gestão 100% SUS, sem privatização: sistema único e comando único, sem “dupla-porta”, contra a terceirização da gestão e com controle social amplo. A gestão deve ser pública e a regulação de suas ações e serviços deve ser 100% estatal, para qualquer prestador de serviços ou parceiros. Precisamos contribuir para a construção do marco legal para as relações do Estado com o terceiro setor. Defendemos a profissionalização das direções, assegurando autonomia administrativa aos hospitais vinculados ao SUS, contratualizando metas para as equipes e unidades de saúde. Defendemos a exclusão dos gastos com a folha de pessoal da Saúde e da Educação do limite estabelecido para as Prefeituras, Estados, Distrito Federal e União pela Lei de Responsabilidade Fiscal e lutamos pela aprovação da Lei de Responsabilidade Sanitária.

Para fortalecer a Política de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde é estratégico promover a valorização dos trabalhadores e trabalhadoras em saúde, investir na educação permanente e formação profissional de acordo com as necessidades de saúde da população, garantir salários dignos e carreira definida de acordo com as diretrizes da Mesa Nacional de Negociação Permanente do SUS, assim como, realizar concurso ou seleção pública com vínculos que respeitem a legislação trabalhista. e assegurem condições adequadas de trabalho, implantando a Política de Promoção da Saúde do Trabalhador do SUS.

Visando fortalecer a política de democratização das relações de trabalho e fixação de profissionais, defendemos a implantação das Mesas Municipais e Estaduais de Negociação do SUS, assim como os protocolos da Mesa Nacional de Negociação Permanente em especial o de Diretrizes Nacionais da Carreira Multiprofissional da Saúde e o da Política de Desprecarização. O Plano de Cargos, Carreiras e Salários no âmbito municipal/regional deve ter como base as necessidades loco-regionais, com contrapartida dos Estados e da União.

Defendemos a adoção da carga horária máxima de 30 horas semanais para a enfermagem e para todas as categorias profissionais que compõem o SUS, sem redução de salário, visando cuidados mais seguros e de qualidade aos usuários. Apoiamos ainda a regulamentação do piso salarial dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), Agentes de Controle de Endemias (ACE), Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e Agentes Indígenas de Saneamento (AISAN) com financiamento tripartite.

Para ampliar a atuação dos profissionais de saúde no SUS, em especial na Atenção Básica, buscamos a valorização das Residências Médicas e Multiprofissionais, assim como implementar o Serviço Civil para os profissionais da área da saúde. A revisão e reestruturação curricular das profissões da área da saúde devem estar articuladas com a regulação, a fiscalização da qualidade e a criação de novos cursos, de acordo com as necessidades sociais da população e do SUS no território.

O esforço de garantir e ampliar a participação da sociedade brasileira, sobretudo dos segmentos mais excluídos, foi determinante para dar maior legitimidade à 14ª Conferência Nacional de Saúde. Este esforço deve ser estendido de forma permanente, pois ainda há desigualdades de acesso e de participação de importantes segmentos populacionais no SUS.

Há ainda a incompreensão entre alguns gestores para com a participação da comunidade garantida na Constituição Cidadã e o papel deliberativo dos conselhos traduzidos na Lei nº 8.142/90. Superar esse impasse é uma tarefa, mais do que um desafio.

A garantia do direito à saúde é, aqui, reafirmada com o compromisso pela implantação de todas as deliberações da 14ª Conferência Nacional de Saúde que orientará nossas ações nos próximos quatro anos reconhecendo a legitimidade daqueles que compõe os conselhos de saúde, fortalecendo o caráter deliberativo dos conselhos já conquistado em lei e que precisa ser assumido com precisão e compromisso na prática em todas as esferas de governo, pelos gestores e prestadores, pelos trabalhadores e pelos usuários.

Somos cidadãs e cidadãos que não deixam para o dia seguinte o que é necessário fazer no dia de hoje. Somos fortes, somos SUS.

PLENARIA FINAL DA 14ª CNS

Brasília, DF, 04/12/11

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Declaração do Rio firma compromisso internacional por equidade social e em saúde

In Saúde da População Negra on Novembro 4, 2011 at 11:03 pm

Escrito por Rodrigo de Oliveira Andrade

Qui, 03 de Novembro de 2011

Fonte Correio da Cidadania

Entre os dias 19 e 21 de outubro [2011], a cidade do Rio de Janeiro sediou a Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde (CMDSS). O evento,promovido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), reuniu autoridades e delegados de mais de cem países, representantes de organismos internacionais,cerca de mil participantes presenciais e mais de dez mil pela internet. Oobjetivo foi promover a discussão em torno de políticas públicas voltadas àredução de tendências relacionadas às desigualdades em Saúde, a partir da açãosobre os determinantes sociais da saúde.
A Conferência contou ainda com a participação do ministro da Saúde AlexandrePadilha, que discursou durante a cerimônia de abertura do evento ao lado deMargaret Chan, Diretora-Geral da OMS, do então presidente da República emexercício, Michel Temer (PMDB), do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral(PMDB), do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), e do diretordo Centro de Relações Internacionais (Cris) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz),Paulo Buss.
O encontro, pragmático do ponto de vista organizacional, desenvolveu-se a partirde sessões e mesas-redondas, cada qual sob um tema. O objetivo foi promover ointercâmbio de conhecimento e a troca de experiências entre os participantesquanto à institucionalização da participação da sociedade civil na definição depolíticas; ao aumento da prestação de contas para avaliar os impactos daspolíticas na equidade; e à medição, ao monitoramento e à integração de dados àspolíticas públicas sobre os determinantes. De modo geral, os trabalhosdesenvolvidos durante os três dias da Conferência caminharam no sentido decriar mecanismos capazes de incorporar a questão Saúde em todas as políticas,as transformando em política de Estado e não mais, e apenas, de governo.
Para a Conferência, também estava prevista a elaboração de um documento políticoque expressasse o compromisso dos Estados-Membros quanto à elaboração demedidas decisivas voltadas à redução das desigualdades em Saúde. Divulgado nacerimônia de encerramento da Conferência, no dia 21 de outubro, o documento,intitulado "Declaração Política do Rio sobre os Determinantes Sociais da Saúde", destaca as cincoprincipais áreas de ação direcionadas ao enfrentamento das iniqüidades em Saúdeno Brasil e no mundo.
De acordo com a Declaração, tais ações alinham-se, majoritariamente: à adoção deprocessos de governança sobre os determinantes sociais da saúde mais adequadose eficazes; à promoção da participação da sociedade na formulação de políticaspúblicas voltadas à erradicação de fatores sociais responsáveis pelosdeterminantes estruturais, como distribuição de renda, preconceito racial ou degênero etc.; à reorientação do setor Saúde com vistas à redução dasdesigualdades em Saúde; ao fortalecimento da governança global e da açãocolaborativa; e ao monitoramento do progresso com vistas ao incremento daprestação de contas.
Ademais, no entender dos signatários da Declaração do Rio, as iniqüidades em Saúde constituem uma realidadeinaceitável, tanto do ponto de vista político quanto econômico-social, injustae, na grande maioria dos casos, evitável. Nesse sentido, o documento procuraexpressar o comprometimento dos Estados-Membros da OMS quanto aodesenvolvimento de políticas inclusivas que dêem conta das necessidades de todaa população, especialmente as de grupos mais vulneráveis que vivem em áreas dealto risco. Além do trabalho acerca de diferentes setores e níveisgovernamentais, por meio de estratégias de desenvolvimento nacional e do apoioa todos esses setores no desenvolvimento de ferramentas voltadas à erradicaçãoprogressiva dos determinantes sociais da saúde, em nível nacional einternacional.
Também no que diz respeito à promoção da participação popular na formulação depolíticas públicas e sua aplicação prática, os signatários se comprometem empromover e aumentar a transparência na tomada de decisão, em fortalecer o papeldas comunidades e reforçar a contribuição da sociedade civil no processo deformulação de políticas, a partir da adoção de medidas que permitam suaparticipação efetiva.
A "Declaração Política do Rio sobre os Determinantes Sociais da Saúde", agora, será encaminhada à Assembléia Mundial daSaúde, a ser realizada em 2012. A íntegra do documento encontra-se disponível aqui.

ONU-BR

Rodriogo de Oliveira Andrade é jornalista

Mobilização Pró-Saúde da População Negra 2011:

In Saúde da População Negra on Outubro 20, 2011 at 3:01 am

 

N°o1- 20 de outubro -Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

Mobilização Pró-Saúde da População Negra 2011:  sociedade civil e governo debatem os impactos do racismo e discriminação nas condições de saúde da população negra

Com a finalidade de garantir a efetivação dos direitos à saúde da população negra brasileira, sobretudo o direito humano à saúde, estão sendo intensificadas durante os meses de outubro e novembro, em diversas localidades do Brasil, atividades que fazem parte da Mobilização Nacional Pró Saúde da População Negra 2011.

A Mobilização liderada pela Rede Nacional de Controle Social e Saúde da População Negra, em parceria com a Articulação de Mulheres Negras Brasileiras – AMNB, Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde, Rede Lai Lai Apejo – População Negra e AIDS, Rede Nacional Afro-Atitudes, Rede Sapatà – Promoção e Controle Social em Saúde das Lésbicas Negras, pretende estimular a sociedade no reconhecimento e enfrentamento do racismo, da discriminação e das desigualdades raciais como fatores que restringem o exercício do direito humano à saúde. A agenda – que já começou – segue até 20 de novembro, data em que o país celebra a imortalidade de Zumbi dos Palmares.

A iniciativa conta com apoio do UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas, no âmbito do Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia, e a campanha tem o slogan “Saúde da População Negra é Direito, é Lei: racismo e discriminação fazem mal à saúde”. Serão promovidos em todo território nacional debates e outras ações estratégicas nas comunidades, unidades de saúde, unidades hospitalares, envolvendo especialistas, gestores/as, profissionais de saúde, lideranças comunitárias, sociedade civil organizada focadas no enfrentamento do racismo institucional no SUS e no processo de implantação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) nos estados e municípios.

A Política aprovada em 2006, pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), publicada em Portaria nº 992/GM (13/05/2009) e convertida em lei pelo  Estatuto da Igualdade Racial – Lei 12.288/10 tem como objetivos: – Garantir e ampliar o acesso da população negra residente em áreas urbanas, do campo e da floresta às ações e aos serviços de saúde; Incluir o tema étnico-racial, nos processos de formação e educação permanente dos trabalhadores e trabalhadoras da saúde e no exercício do controle social; Identificar, combater e prevenir situações de abuso, exploração e violência; Garantir a utilização do quesito cor na produção de informações epidemiológicas para a definição de prioridades e tomada de decisão; Identificar as necessidades de saúde da população negra e utilizá-las como critério de planejamento e definição de prioridades.  Como ressalta a psicóloga Crisfanny Souza Soares ainda “é preciso que a política aconteça. A maioria das ações voltadas para a saúde da população negra ainda são tímidas e precisam ser fortalecidas”. Souza responde pela articulação nacional da Mobilização.

27 de Outubro – Dia da Mobilização

No marco da Mobilização Nacional, as Redes destacam os processos em curso, os avanços, mas também relembram que ainda existem práticas e comportamentos discriminatórios nos serviços. “Em 2010 tivemos êxito em nossas ações graças às 92 iniciativas desenvolvidas nos diversos estados brasileiros. A Mobilização é uma iniciativa estratégica de luta por direitos. As atividades mobilizadoras vêm acontecendo durante o ano todo sendo intensificadas no período de 27 de outubro a 20 de novembro”, concluiu Crisfanny. A Mobilização Nacional Pró-Saúde da População Negra é agora. Use sua criatividade e faça parte! As atividades podem ser desde encontros, seminários, tendas temáticas, rodas de conversa com gestores/as e conselheiros/as  de saúde de sua cidade ou estado, entre outros.

Preencha o formulário em anexo e envie por e-mail para redesaudenegra@gmail.com.
Integre essa rede colaborativa de promoção e defesa do direito humano à saúde.
Confira as atividades da Mobilização 2011!  (http://g.co/maps/hmrkt)
Mais informações: Crisfanny Souza Soares – Articuladora da Mobilização
Facebook: Mobilização Nacional Pró Saúde da População Negra
Telefone: (41) 9907-4480 | Twitter: @redesaudenegra
Site: http://redesaudedapopulacaonegra.org/
E-mail: redesaudenegra@gmail.com

Rede Nacional de Controle Social e Saúde da População Negra

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CONVITE

In Saúde da População Negra on Outubro 8, 2011 at 8:34 am

N°o1- 08 de outubro – RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO


O Fórum Nacional de Mulheres Negras em parceria com o Grupo de Mulheres Negras Saltense tem o prazer de convidar, em comemoração aos 6 anos da Mobilização Nacional Pela Saúde da População Negra, para o Colóquio Saúde da População Negra, a ser realizado no CEC- Centro de Educação e Cultura, localizado à Rua- Prudente de Moraes, 580-Centro Salto/ SP, no dia 29 de Outubro de 2011, a partir das 8:00hs.

Favor confirmar sua presença pelo e-mail:janainanzinga@gmail.com

Cordialmente,

Fórum Nacional de Mulheres Negras/ Grupo de Mulheres Negras Saltense

APOIO

Ministério da Saúde Nzinga Mbandi Rede Lai Lai Apejo

CEN – Coletivo de Entidades Negras

MSP Brasil – Movimento Saúde dos Povos

Programação

Programação Preliminar

Dia 29 de outubro de 2011 – Colóquio Saúde da População Negra


Horário: 8:00hs ás 13:00hs

8:00 hs – Credenciamento

8:30 hs – Abertura

9:00 hs ás 10:20hs – Painel 1 – Saúde da População Negra – Avanços e Desafios

Ações Afirmativas no Campo da Saúde da População Negras – SEPPIR (a confirmar)

Política Nacional  de Saúde Integral da População Negra – SEGP/DAGEP/MS

Coordenação da Mesa: Fórum Nacional de Mulheres Negras

10:20hs ás 10:40hs – Debate

10:40hs ás 12:00hs – Painel 2 -Politicas e Articulação da Sociedade Civil

Politica Nacional de Anemia Falciforme – Coordenação Nacional do Sangue e Hemoderivados/MS

Aids e População Negra – Rede Lai Lai Apejo

Coordenação da Mesa: Fórum Nacional de Mulheres Negras

12:00 hs ás 12:20 hs – Debate

12:20 hs -Intervalo – Café

12:30 hs – Avaliação

13:00 hs – Encerramento

Ficha de inscrição


Nome:

Endereço:

Telefone:

Email:

Quais a ações do seu municipio sobre a saúde da população negra?

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o convite. Filme "O veneno está na mesa"

In Saúde da População Negra on Setembro 23, 2011 at 9:50 am

N°o1-  23  de setembro-Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

o convite. Filme "O veneno está na mesa", de Silvio Tendler, dia 10 de outubro – segunda-feira, 21 horas no Cine Belas Artes, rua Gonçalves Dias, 1581, com a presença do autor para debate.

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UMBIGADA- PROMOÇÃO DE SAÚDE NOS TERREIROS

In Saúde da População Negra on Setembro 21, 2011 at 9:44 am

N°o1-  21  de setembro-Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO  AFRO

PREVENÇÃO *  CANCER DE MAMA
                        * CANCER DE COLO DE ÚTERO
                        * VACINAÇÃO
                        * PRESERVATIVOS
                        * PALESTRAS
SEXTA-FEIRA – 23/SETEMBRO/2011 – 09:00 às 17:00 h
TERREIRO DA UMBIGADA – GUADALUPE – OLINDA – PE
INF.
bethdeoxum@gmail.com
         3439.6475 /  8859.6705
Realização – Coordenação da política de atenção a saúde da população  negra de Olinda
Secretaria de Saúde de Olinda
Apoio – Terreiro Ilê Axé Oxum Karê / Ponto de Cultura Coco de Umbigada
Mãe Beth de Oxum
Gestora do Ponto de Cultura Coco de Umbigada
(81) 3439-6475 -  9189-7112
http://sambadadecoco.blogspot.com


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Assobecaty firma Parceria com a Escola Estadual Aglae Kehl

In Comunidade Tradicional de Terreiros, Educação, Saúde da População Negra on Julho 2, 2011 at 4:53 pm

 

N°1- 2  de junho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

ATIVIDADES DE PARCERIA DA PSICOLOGIA ASSOBECATY COM A ESCOLA ESTADUAL AGLAE KEHL UM OLHAR PARA O CUIDADO COM TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO

Com o objetivo de firmarmos uma parceria entre o Departamento de Psicologia da  ASSOBECATY com a ESCOLA ESTADUAL AGLAE KEHL, situada no Bairro COHAB em Guaíba/RS, realizou  uma atividade no dia 02.07.2011, onde buscou-se primeiramente conhecer o quadro de professores da escola, trabalhadores em educação, que também estão na condição de cuidadores ao desempenharem suas atividades funcionais em colégios e tendo em vista que a base de seu trabalho é focada nos alunos (pessoas que necessitam de cuidados).Imagem0150
Esta atividade inaugural visou sensibilizar os professores, através de uma pequena reflexão para a questão do cuidado, uma vez que o ambiente escolar é muitas vezes a extensão dos lares do seu corpo discente, os alunos, sendo também o palco de repetição de muitos conflitos ocorridos no seio familiar, onde a escola por vezes é o refúgio para a fuga de um cenário repleto de violência, negligência e tantas outras violações de direitos humanos.
Procuramos abordar também o tema trabalho, por estarmos no mês de maio, que compreende duas datas alusivas ao tema trabalho correspondendo aos dias 1º e 13 de maio, datas que deveriam servir à reflexão, assim apontadas por alguns professores durante a realização da atividade, sendo a primeira um marco ao Dia do Trabalhador e a segunda respectivamente por fazer alusão ao trabalho escravo, à libertação, conceito e ação discutível até nossos dias atuais.
Desse modo, procurando pensar a questão do trabalho e o cuidado, encontramos na literatura de saúde a expressão “cuidado” para referir-se às relações centrais dos projetos no modo de ser dos humanos, com os modos de compreender a si e ao seu mundo e com seus modos de agir e interagir. Assim, entendemos que o trabalho é um dos diferentes modos de subjetivação do ser humano, envolve seu projeto de vida, muitas vezes o projeto de felicidade, por dar sentido a sua existência como ser social, dando um sentido além de um caráter simplista de utilitarismo ou ser produtivo a serviço apenas da produção de um capital material, sem o provimento de um sentido para este trabalho.
Imagem0153Finalmente, de tudo que discorremos teoricamente, pudemos constatar na prática vivencial desta atividade proposta que para o grupo, a equipe de professores desta instituição de ensino, o trabalho e o cuidado com o ser humano envolve diferentes significados e sentimentos. Essa proposta de trabalho é uma construção conjunta entre profissionais educadores e profissionais de saúde e áreas afins da ASSOBECATY, que teve início nesta data (20.05.2011), mas não tem data prevista para seu término, visto que é um processo construtivo, onde as demandas grupais de cada encontro delinearam o foco de nosso trabalho.
Débora Lúcia de Souza e Silva
Psicóloga – CRP/RS 07/15877
ASSOBECATY-Guaíba/RS

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NGUZU!!!

In Comunidade Tradicional de Terreiros, Educação, Polítca, Saúde da População Negra on Junho 17, 2011 at 6:16 am

N°1- 17 de junho   ano 2011 – Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

Por volta dos anos 40 saímos do conceito seita para religião de matriz africana,de uns anos para cá somos Comunidades Tradicionais de terreiros.

existem no Brasil um debate proveitoso e consistente sobre o fato de nos assumirmos como COMUNIDADES TRADICIONAIS, sabemos que religião não leva ninguém a manter tradições e a cultuar sua ancestralidade, nosso espaço é o terreiro, a terra, o fogo, a água o ar, etc.

Vivemos em dialogo e reverencia com as energias da natureza,isso não e religião e sua uma cultura que veio de ÁFrica, cultura milenar, ancestral.

Precisamos ultrapassar as fronteiras das religiões, das comunidades e nos assumirmos como Povos Tradicionais de Matriz Africana.

As coisas vêm mudando rapidamente neste mundo, politicamente também, se não garantirmos nossas tradições nossa ancestralidade, não vamos ter a reparação das tradições esfaceladas pelo racismo e por mais de 500 anos de negação da nossa existência e ancestralidade.

Aqui nesta terra estavam os POVOS TRADICIONAIS INDIGENAS,quando os POVOS TRADICIONAIS de África aqui chegaram escravizados.  

   OLÁ MAKOTA,SUA BENÇÃO!!! SIM ,SOMOS COMUNIDADES TRADICIONAIS,INCLUSIVE O PLANO NACIONAL DAS RELIGIÕES  DE MATRIZ AFRICANA E A SUB-SECRETARIA DE COMUNIDADES TRADICIONAIS DE SEPPIR ASSIM  NOS CONSIDERA.

              O CONCEITO DE SEITA FOI NOS DADO PELA DITADURA ELITISTA BRANCA E DOMINANTE,O QUAL NUNCA ACEITAMOS,TENDO EM VISTA QUE DETEMOS EM NOSSA LITURGIA TUDO O QUE É NECESSÁRIO PARA SERMOS RELIGIÃO:BATISMO,RITO,SACRAMENTO E ORDENAÇÃO. LOGICAMENTE COM NOMES DIFERENTES DE ACORDO COM CADA NAÇÃO ,MAS COM PROPRIEDADES IDENTICAS A DE OUTRAS RELIGIÕES.FOMOS INCLUSIVE RECONHECIDOS LEGALMENTE COMO RELIGIÃO O QUE AINDA NÃO ACONTECEU COM OUTRAS ONDE FALTAM ALGUM DESSES REQUISITOS EM SUA LITURGIA…EX:QUEM ORDENOU EDIR MACEDO PADRE CONÊGO E BISPO DE SUA IGREJA?

         SOMOS POVOS CULTURALMENTE TRADICIONAIS E DEVEMOS SIM COBRAR A REPARAÇÃO DE NOSSAS TRADIÇÕES,EXISTENCIA E ANCESTRALIDADE, MACULADAS PELO RACISMO …SEM NO ENTANTO ABRIRMOS MÃO DE QUE SOMOS RELIGIÃO, SENDO INCLUSIVE DETENTORES DE RITOS E LITURGIAS DE UM CULTO QUE REMONTA A PRÉ-HISTÓRIA,COM ORALIDADE TEXTUAL QUE DATA DE MAIS DE 40.000 ANOS A.C….O QUE NOS COLOCA HISTORICAMENTE  NO  PATAMAR DE RELIGIÃO MAIS ANTIGA DO MUNDO!

     SOMOS COMUNIDADES DE TERREIRO, COMUNIDADES TRADICIONAIS,POVOS TRADICIONAIS AFRICANOS MAS ACIMA DE TUDO SOMOS RELIGIÃO POIS NOSSOS NOSSOS BABALORÍSÀS,YIÁLORISÀS,TATETUS,MAMETUS,DOTÉS,DONÉS,ETC,SÃO SACERDOTES E SACERDOTISAS QUE DURANTE O PERÍODO DA ESCRAVIDÃO FORAM VERDADEIROS BASTIÕES DE RESISTENCIA!!!

        SE ACEITARMOS SOMENTE O ASPECTO CULTURAL E TRADICIONAL  ESTAREMOS NOS SUJEITANDO A PERDA DE NOSSO SACERDÓCIO, O QUE MUITO INTERESSA À RELIGIÃO EUROPÉIA DOMINANTE E SEUS ADEPTOS QUE SEMPRE TENTARAM NOS  DEMONIZAR,DESVALORIZANDO NOSSA RELIGIÃO,NOSSA LITURGIA,FAZENDO COM QUE DURANTE ANOS( E  POR VEZES) AINDA HOJE FOSSEMOS VISTOS COMO ABOMINAÇÃO, NÃO RESPEITANDO  ASSIM NOSSO SAGRADO.

      QUE A DISCUSSÃO SIGA SEMPRE ESSE CAMINHO, PARA NÃO PROFANARMOS O NOSSO SAGRADO E NEM DEIXARMOS QUE FAÇAM CONOSCO O QUE SEMPRE QUISERAM :REDUZIR NOS A UMA MASSA SUBACULTURADA,QUE APENAS TOCA TAMBOR E DANÇA , INDIGNA DE SER CHAMADA DE RELIGIOSOS…!!!!!!!!

  BEIJOS…MOTUMBÁ!!!!  NGUZU!!!!FONTE: monabantuculturamg@googlegroups.com

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SEPPIR e Ministério da Saúde discutem saúde da população negra

In Saúde da População Negra on Junho 10, 2011 at 10:05 pm

N°1- 10  de junho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

A equipe da Secretaria de Ações Afirmativas da SEPPIR se reuniu ontem, 07, com representantes da Secretaria de Gestão Participativa do Ministério da Saúde, do Ministério do Planejamento e do Comitê Técnico de Saúde da População Negra para discutir a inclusão da política de saúde integral da população negra no Plano Plurianual (PPA) 2012-2015.

O Ministério da Saúde apresentou seus objetivos, metas e iniciativas preliminares para conhecimento e discussão. A SEPPIR fez o mesmo, dando maior destaque à população negra no quadro de saúde proposto para o período. O objetivo é promover a transversalidade do tema nos vários objetivos de trabalho do Ministério da Saúde, inserindo de forma explícita a saúde da população negra. O Comitê Técnico de Saúde da População Negra elaborou proposta na busca desse objetivo.

Os objetivos, metas e iniciativas do PPA do Ministério da Saúde continuam em discussão. Com o mesmo propósito, o Secretário Executivo da SEPPIR, Mário Theodoro, se reuniu ontem com a Secretária Executiva do Ministério da Saúde, Márcia Amaral.

Fonte : http://www.seppir.gov.br/noticias/ultimas_noticias/2011/06/seppir-e-ministerio-da-saude-discutem-saude-da-populacao-negra

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SAUDE DA POPULAÇÃO NEGRAS; TEMA DE REUNIÃO ENTRE A COPIR E CEPPIR-GHC

In Saúde da População Negra on Junho 3, 2011 at 12:22 am
N°1- 3 de junho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

A Coordenadoria de Políticas da Igualdade Racial (COPIR) firmou parceria com a Comissão Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Grupo Hospitalar Conceição (CEPPIR-GHC) para elaboração de um projeto de saúde destinado à população negra. O encontro aconteceu nesta semana, em Canoas, entre a coordenadora da COPIR, Maria Aparecida Mendes, e os coordenadores do CEPPIR-GHC, Renata Lopes, Flávio Bécco e Maria Geneci Macedo Silveira.

O projeto é baseado na Política Nacional de Atenção Integral a Saúde da População Negra, para ser implementado no município, em cumprimento com a Portaria Federal 992/2009, que institui a inclusão social e qualidade na assistência. Segundo Maria Aparecida, a importância da política é o direito a saúde: “É o fundamento constitucional e condição substantiva para o exercício pleno da cidadania”.

A ideia é criar um comitê técnico para trabalhar as ações do projeto, que envolvem a divulgação das informações para a comunidade, através de cartilhas e palestras de conscientização. Estes gestores vão receber formação e capacitação para desenvolver o trabalho.

Os coordenadores da CEPPIR-GHC apresentaram as atividades e experiências que são desenvolvidas na instituição, para diminuir as desigualdades raciais e oferecer um melhor atendimento no Sistema Único de Saúde – SUS. Um dos temas trabalhados em palestras pela entidade, é como diagnosticar e atender a pacientes com anemia falciforme na porta da emergência.

Entenda o que é Anemia Falciforme

É uma enfermidade hemolítica crônica e resulta da destruição prematura dos glóbulos vermelhos do sangue. A anemia falciforme é uma doença hereditária comum no Brasil. Sua origem é na África, mas hoje pode ser encontrada em diversas partes do mundo. No país, essa doença é presente devido ao elevado número de africanos trazidos à força para o trabalho escravo e constituem uma das bases da formação da população afro-descendente.

Priscilla Freitas

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CampanhaAno Internacional afrodescendente

 

 

Curas que Matam

In Conexão Afro, negritude, Saúde da População Negra on Maio 15, 2011 at 7:36 pm

 

N°1- 16  de  Maio  ano 2011 – Guaíba- RS –Brasil
REVISTACONEXÃO AFRO

 

CAMPANHA “CURAS QUE MATAM”
Uma vida sem discriminação é um direito

Em 17 de maio de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) excluiu a homossexualidade da “Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde”. Por isso, todos os anos celebra-se nesta data o Dia Internacional contra a Homofobia, Lesbofobia e Transfobia. Apesar da transexualidade ainda figurar neste manual como uma disforia de gênero, em muitos países o consenso médico afirma que às pessoas trans deve-se assegurar o tratamento para que o corpo se adeque à sua percepção de gênero. A OMS e o sistema internacional de direitos humanos também desautorizam qualquer tipo de tratamento que proponha a cura da homossexualidade.

Apesar disso, no mundo inteiro e em distintos contextos sociais e culturais da América Latina e do Caribe, a cada ano se multiplicam os casos de pessoas internadas em instituições chamadas de “clínicas psiquiátricas” endossadas e/ou mantidas por certas instituições religiosas e até públicas. O desejo sexual por outras pessoas do mesmo sexo ou sua percepção de gênero diversa são considerados por estas instituições e quem as mantém como um “desvio de personalidade” que pode ser “corrigido” através do perdão e de crenças religiosas, o que se alcança por meio do castigo, tortura física e psicológica.

Não conseguindo “curar” seu desejo, os sentimentos de culpa e baixa auto-estima em muitos casos desencadeiam comportamentos autodestrutivos, podendo chegar inclusive ao suicídio. Jovens e adolescentes são as pessoas mais vulneráveis a isso. Este tipo de iniciativas, baseadas geralmente em premissas religiosas, incentivam e propiciam agressões verbais, físicas e até o homicídio de pessoas por causa de sua orientação sexual e/ou identidade de gênero. Todas estas são mortes evitáveis a que os Estados devem dedicar atenção e tomar medidas de prevenção.

A homossexualidade, a lesbianidade e a transexualidade são expressões da diversidade humana e estão protegidas pelos princípios de liberdade, igualdade e dignidade humana reconhecidos na Declaração Universal de Direitos Humanos e outros instrumentos internacionais. No entanto, o discurso intolerante do fundamentalismo e do integrismo vem ocupando cada vez mais espaço onde se deveria atuar com base no princípio da laicidade, ou seja, os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Desta maneira, influenciam decisões que deveriam atender a princípios do Direito e normas estabelecidas nos níveis internacional, nacional e local, e não aos livros sagrados de uma ou outra religião, por mais majoritária que esta seja.

Nós que apoiamos a campanha “CURAS QUE MATAM” nos opomos às “terapias de cura” da homossexualidade, lesbianidade e transexualidade em toda América Ltina e Caribe. Reconhecemos positivamente a existência de vozes religiosas em favor da aceitação e do respeito a todas as formas de viver e nos unimos em um chamado a líderes religiosos para que sejam coerentes com os princípios e direitos de respeito à vida, à igualdade, à dignidade e à diversidade, e que se abstenham de promover a lesbofobia, homofobia e transfobia em nome de suas crenças pessoais.

DEMANDAMOS que os governos observem o princípio de laicidade dos Estados latinoamericanos e caribenhos e tomem medidas concretas para combater as práticas “reparadoras” da homossexualidade e transexualidade, incluindo-se a interrupção de qualquer financiamento público a instituições ou indivíduos que não estejam claramente distanciados dessas práticas.

DEMANDAMOS que as instituições nacionais ou locais de saúde pública estabeleçam ou fortaleçam regulamentações que retirem dos sistemas de saúde público ou privado as pessoas que pratiquem ou promovam práticas “reparativas”.

INSTAMOS que doadores privados e financeiras incluam como critério para aprovação de solicitações de apoio a rejeição ao discurso de terapias “reparativas” que atentam contra os direitos humanos.

SOLICITAMOS que as autoridades religiosas condenem firmemente o uso de discursos que propõem e/ou promovem processos de “reparação”, e que promovam a aceitação da diversidade sexual e de gêneros.
Para mais informações sobre os objetivos da campanha e para assinar o Manifesto Internacional em apoio à campanha, visitewww.dayagainsthomophobia.org

Esta mensagem foi enviada pelo Observatório de Sexualidade e Política (SPW). Se não deseja mais receber nossos informativos, por favor,clique aqui

 

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BABA XANDECO QUEM ACONSELHA A SAÚDE NA MATRIZ AFRICANA NO RIO GRANDE DO SUL

In Comunidade Tradicional de Terreiros, Saúde da População Negra on Maio 3, 2011 at 12:30 am

 

N°1- 03  maio   ano 2011 – Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

Inter-religiosa de Páscoa da UE/RS

Recentemente ocorreu , no Auditório da Unidade Estadual do IBGE do Rio Grande do Sul, foi realizada a Cerimônia Inter-religiosa em celebração à Páscoa. Contamos com a presença de representantes de três correntes espirituais: Católica, Evangélica Luterana e de Matriz Africana.
O evento foi iniciado com a apresentação do Coral Conta e Canta o Brasil, do IBGE do RS. O grupo apresentou, ao longo da celebração, as músicas Magnificat, Amor Amor,Aleluia, Laude Pueri Dominum e Yonder Come Day.
A seguir, o Pastor Eloir Weber, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil apresentou uma reflexão sobre as armadilhas que a vida nos apresenta, e que podemos contar sempre com a misericórdia de Deus para nos ajudar a sair de tantas atribulações.
O segundo a se apresentar foi o Baba Xandeco de Xangô, da comunidade de Matriz Africana, que falou sobre o egoísmo e a ganância que imperam na nossa sociedade, e que a Páscoa, como momento de reflexão e transformação, deve nos tornar pessoas melhores durante todos os momentos, e não apenas na época de Páscoa.
Por fim, falou o Diácono Carlos Prieto, representando a Igreja Católica, refletindo sobre a relação de tolerância entre as diversas religiões, e lembrando que a abstinência praticada pelo cristão durante a Quaresma deve ter um significado, uma reflexão, buscando uma melhora espiritual, ou este voto não tem valor.
Ao final do Evento, a servidora Marli, coordenadora do Projeto Qualidade de Vida – PQV, convidou a todos para rezar de mãos dadas o Pai Nosso. Na saída, foi servido pão e suco de uva aos presentes, em alusão ao pão e vinho da Santa Ceia celebrada por Cristo na Páscoa.

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Da esquerda para a direita, na mesa: Diácono
Carlos Prieto, Pastor Eloir Weber e Baba Xandeco de
Xangô. Em pé, à direita, Marli Aquino, Coordenadora do
PQV-RS

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O Coral do IBGE/RS – Conta e Canta o Brasil
apresentou 5 músicas alusivas à Páscoa

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Na entrada do auditório, estavam expostos
produtos confeccionados pelo Grupo de Geração
de Renda com a temática de Páscoa.

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Da esquerda para a direita, Vanderlan Souza,
Gerente de Planejamento e Supervisão, Diácono
Carlos, José Renato Braga de Almeida, Chefe da
UE/RS, Baba Xandeco, Marli Aquino, Pastor Eloir
e as colegas Norma e Flor.


A capacidade de despertar a curiosidade é a premissa de toda criação, seja na arte ou na ciência.
Erich Fromm

Atenciosamente,
Guilherme Grava Ferreira
UE/RS GRH-SAE
51 3778-5142
guilherme.ferreira@ibge.gov.br
Nossa Missão: “Retratar o Brasil com informações necessárias ao conhecimento de sua realidade e ao exercício da cidadania.”

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Expectativa de vida de negros é 6 anos menor que de brancos

In Conexão Afro, negritude, Saúde da População Negra on Abril 20, 2011 at 4:25 pm


N°1- 20 de Abril  ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

Fonte : CIRILO JUNIOR
DO RIO

A esperança de vida da população negra segue inferior à da população branca, segundo o Relatório Anual das Desigualdades Sociais, lançado nesta terça-feira no Rio.

Negros são mais atingidos por abandono e repetência escolar
Homicídios ficam estáveis no país, mas crescem entre negros

Entre a população preta e parda, a expectativa de vida, em 2008, era de 67,03 anos. Entre a parcela de cor branca, a perspectiva era de 73,13 anos.

Na média de toda a população brasileira, a esperança de vida era de 70,94 anos.

Entre os homens pretos e pardos, o indicador não passou de 66,74 anos. No contingente masculino da população branca, a expectativa alcançou 72,39 anos.

No estudo com as mulheres as mulheres, a esperança de vida entre pretas e pardas foi de 70,94 anos, abaixo dos 74,57 anos estimados para a parcela feminina da população branca.

O levantamento inédito foi feito pelo Nepo (Núcleo de Estudos de População) da Unicamp, e está incluído no relatório desenvolvido pela UFRJ.

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CFEMEA – Centro Feminista de Estudos e Assessoria
SCS, Quadra 2, Bloco C, Ed. Goiás, Sala 602
70317-900 – Brasília, DF, Brasil
Telefax: 55 + (61) 3224-1791
E-mail:
cfemea@cfemea.org.br – Website: www.cfemea.org.br

AMMA Psiquê

In Saúde da População Negra on Março 10, 2011 at 6:12 pm

N°1-10 de  Março ano 2011 -Guaíba- RS -Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

SELEÇÃO DE TUTORES/APOIADORES

O Instituto AMMA Psique e Negritude está selecionando 16 (dezesseis) Tutores para integrar o “Projeto Questão Étnico Racial e Direito a Saúde: Qualificando Práticas” que tem como objetivo “Implementar ações estratégicas para consolidação da Política de Saúde Integral da População Negra no âmbito do município de São Paulo”. O projeto será desenvolvido em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, de maio a novembro de 2011. Os currículos deverão ser enviados até 20/3 a seleção será no período de 21 a 25/3.

Os profissionais selecionados serão contratados para a função de tutor e passarão por um curso de formação durante o mês de abril.

Terão como atribuição o acompanhamento:

· de oficinas de alinhamento teórico a ser realizada com servidores das áreas envolvidas, interlocutores regionais e controle social;

· da elaboração de diagnóstico nas cinco regiões do município;

· da elaboração dos planos regionais;

· do ensino a distância.

A modalidade de contratação será por prestação de serviço autônomo e a remuneração será paga mediante hora/trabalho. Valor hora R$60,00 e R$90,00, dependendo da tarefa.

É imprescindível que o candidato não seja funcionário público em nenhuma das instâncias (municipal, estadual ou federal), resida na cidade de São Paulo, tenha nível superior, preferencialmente em uma destas áreas: psicologia, serviço social, terapia ocupacional, enfermagem, medicina, sociologia, pedagogia, historia, geografia e antropologia. E conhecimento de informática (pacote office e Internet).

Sua experiência deverá ser comprovada em trabalhos voltados a movimentos sociais e/ou educativos, bem como, seu envolvimento na temática étnico racial.

É desejável também, o conhecimento sobre o Sistema Único de Saúde (SUS).

Para mais informações acesse: www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/centro_formacao_rh/


Maria do Carmo Sales Monteiro
CEFOR – SMS – São Paulo
Núcleo de Educação
Fone: (11) 3846-4569/5474 ramal 218