Revista Online Conexao Afro

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Convite

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Março 31, 2013 at 11:48 pm
CONVITE



A Coordenadoria de Políticas para Igualdade Racial-SJDH,
convida a V.Senhoria e ou entidade, para a palestra 
" Consulta Pública sobre o Sistema Nacional de Promoção 
da Igualdade Racial- SINAPIR", com o Assessor do Gabinete 
da Ministra Luiza Bairros-SEPPIR, Sr. Marcos Willian Bezerra,
 dia 05 de abril de 2013, às 13h e 30 min, na rua Siqueira Campos,
 1100,-ECT- 6º andar sala 617, sala de reuniões.







Att.

Sandra H F Maciel
COPIR-DDHC- SJDH
Rua Miguel Teixeira, 86 sla 01
51-3287-3209
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Convite

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Março 31, 2013 at 11:48 pm
CONVITE



A Coordenadoria de Políticas para Igualdade Racial-SJDH, convida a V.Senhoria e ou entidade, para a palestra " Consulta Pública sobre o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial- SINAPIR", com o Assessor do Gabinete da Ministra Luiza Bairros-SEPPIR, Sr. Marcos Willian Bezerra, dia 05 de abril de 2013, às 13h e 30 min, na rua Siqueira Campos, 1100,-ECT- 6º andar sala 617, sala de reuniões.







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Sandra H F Maciel
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Política de Saúde do Trabalhador é tema de Seminário Estadual

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Março 30, 2013 at 11:53 pm

REVISTA CONEXÃO AFRO

30 de março  – Guaíba- RS –Brasil

Uma Política Estadual para a saúde do trabalhador está em discussão no Conselho Estadual de Saúde (CES/RS). Em razão disto, o Conselho resolveu abrir o debate para toda a sociedade, a fim de dar voz a entidades representativas deste segmento. Para tanto, realiza, no dia 4 de abril, o Seminário sobre a Política Estadual de Saúde do Trabalhador, que ocorrerá na Federação dos Trabalhadores Rurais do Rio Grande do Sul (Fetag/RS), durante todo o dia.

A atividade inicia às 8h30min, com credenciamento dos participantes. A abertura está prevista para as 9h e, a seguir, o primeiro painel, que apresentará a Política Nacional de Saúde do Trabalhador e a proposta para a política estadual, apresentadas pelos respectivos gestores. Esta mesa está a cargo de representantes dos governos federal e estadual. Logo após, haverá uma hora para debates com a plenária.

À tarde, a partir das 13h30min, ocorrerá o segundo painel com contribuições e problematizações sobre o assunto. A mesa será composta pelo médico do trabalho Rogério Dornelles, do Forum da Saúde do Trabalhador, Inque Schneider, da Fetag/RS e Karen Simone D’Ávila, do Sindicato dos Bancários.

Às 1545min, após um breve intervalo, o tema prossegue com uma terceira mesa. Desta vez, com a participação de Mara Weber, do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal (Sintrajufe), um representante do Centro dos Professores do Estado (CPERS/Sindicato) e Cristiane Pegoraro, psicóloga e trabalhadora do Sistema Único de Saúde (SUS). O encerramento está previsto para as 17h30min. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail ces@saude.rs.gov.br ou no local.

O que: Seminário sobre Política Estaudual de Saúde do Trabalhador

Quando: 4 de abril, quinta-feira

Horário: 8h30min às 17h30min

Onde: Fetag/RS: Rua Santo Antônio, 121, bairro Floresta
Inscrições: ces@saude.rs.gov.br ou no local.

Marcia Camarano – Reg. Prof. 5910

Em 4/3/2013

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1º Seminário Nacional Multidisciplinar de Diálogo Inter-Religioso Contra a Intolerância Religiosa no Brasil.

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Março 29, 2013 at 12:08 am

REVISTA CONEXÃO AFRO

30 de março  – Guaíba- RS –Brasil

Data: 9 a 13 de Maio de 2013

Local: Centro Cultural da UFMG – Belo Horizonte -MG

A proposta do “1º Seminário Nacional Multidisciplinar de Diálogo Inter-Religioso Contra a Intolerância Religiosa no Brasil” teve a sua origem no contexto de avaliação da “4ª Caminhada Cultural pela

Liberdade Religiosa e pela Paz”, realizada em maio de 2012, na cidade de Belo Horizonte. Como evento de natureza acadêmica, é uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP, organizado com o apoio dos Programas de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG e de Ciência da Religião da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUCMinas.

Abordando um temário sobre estado laico e direitos humanos; pluralismo religioso e intolerância; história da África e religiões brasileiras de matrizes africanas; neopentecostalismo e diversidade religiosa; ensino religioso; candomblé e umbanda; igreja católica; homossexualidade; ateísmo e novas formas de religiosidade; religião, racismo e a Lei 10639/03; o evento pretende reunir intelectuais, pesquisadores/as, professores/as, estudantes e religiosos/as de diferentes crenças e campos disciplinares, com o objetivo de refletir sobre o diálogo inter-religioso como estratégia educativa para a valorização da diversidade cultural e religiosa no Brasil e como atitude ética contra a intolerância diante das religiões brasileiras de matrizes africanas, a fim de oferecer subsídios para o currículo escolar brasileiro.

Neste sentido, a produção e a reflexão deste primeiro seminário se constituem como uma agenda positiva dos direitos humanos no Brasil, no ano em que celebramos 10 anos da Lei 10.639/03. As inscrições estarão abertas no período de 15/03/2013 a 05/04/2013. Sua realização será nos dias 9 a 13 de maio de 2013, em Belo Horizonte – Centro Cultural da UFMG – Av. Santos Dumont, 174 – Centro.

Inscrições por aqui.

FONTE: http://crunicap.blogspot.com.br/2013/03/dialogo-contra-intolerancia.html

npgenero | março 27, 2013 às 11:26 pm | Tags: direitos humanos, estado laico, história da África,homossexualidade, intolerância, matrizes africanas, neopentecostalismo, pluralismo religioso, religiões brasileiras | Categorias: Agenda, Eventos | URL: http://wp.me/p2D2Ne-1n

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Mãe Carmen de Oxalá faz o juramento feito por Yá Quina de Yemanjá

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Março 18, 2013 at 10:43 pm

REVISTA CONEXÃO AFRO

18 de março – Guaíba- RS –Brasiá

Mãe Carmen de Oxalá , faz a leitura do juramento, que Mãe Quina de Yemanjá, durante as festejos de comemorações de 79 anos de existência e 25 de conotação jurídica 13 anos de Conexão Afro  e a  instalação  do 1º Telecentro Br, na sede da Assobecaty, RS, Brasil, RS.

Foto: Yá Carmen de Oxalá II Faz a Releitura do Juramento feito por Yá Quina de Yemanjá.

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ASSOBECATY : LUGAR DE INCLUSÃO DIGITAL NO AXÉ !

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Março 16, 2013 at 3:59 pm

REVISTA CONEXÃO AFRO

16 de março  – Guaíba- RS –Brasil

ASSOBECATY:

Além de ser lugar de orixás, tradição,

festas, costumes e resistência do feminino negro:

Agora também é lugar de inclusão digital no axé !

Abertura da celebração Greice Achegada de uma data de aniversário nas casas tradicionais de terreiros é sempre um acontecimento que merece ser celebrado, na Associação Beneficente Cultural Africana Templo de Yemanjá – ASSOBECATY, nas comemorações da passagem de seus 79 anos de existência e 25 de Identidade Jurídica , neste ano de 2013, foi acrescido com acontecimento importante, chegou o fim da exclusão digital, fato que é anunciado com festa, no dia 15 de março, onde estiveram presentes autoridades civis e religiosas e a presença da Coordenadora do Programa de Inclusão Digital Cristiane Luiz da Secretaria de Políticas de Promoção a Igualdade Racial da Presidência da República – SEPPIR.

ABERTURA pAI ANDREMãe Carmen - fazendo o juramento

O 1º Terreiro do Brasil a inaugurar o Telecentro BR, fato que foi celebrado em meio a batuques e cânticos oferecidos a orixá Yemanjá, em seu nome os pilares do ilê, foram erguidos, atualmente também conta a força espiritual de sustentação do Pai Oxalá.

aBERTURA PODE DE PA entidade teve muitas dificuldades, para receber essa política pública. Vale lembrar que tudo começou em 2003, quando o Governo Federal, a partir da criação da SEPPIR, nesse ano, através da Política Afirmativa “ Terreiros Pólos”, a Assobecaty começou sua jornada, principalmente por já atuar com comunicação comunitária e social, pela inclusão digital dos centros de matriz africana, e de consolidação de políticas públicas estruturantes para o segmento.

SORISSOS NO TELE

Dez anos passados, juntamente com as comemorações dos 10 anos de criação da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, recebemos a efetivação do Telecentro BR; a partir de agora, estamos prontos para abrir as portas e atender a comunidade em geral, porém com uma atenção aos demais terreiros para passar adiante o que aprendemos, mesmo sem estrutura desde o ano 2000, quando iniciou o trabalho com comunicação dentro do terreiro. A luta pela sustentabilidade, continua.

 

APLAUSOS TELEAinda, devemos destacar que em 1994 a Yalorixá Quina de Yemanjá, protagonizou a instalação, pela primeira vez, da Biblioteca Moab Caldas dentro da casa de religião. Dezenove anos passados, sem reposição de livros, a mesma ficou obsoleta, agora com a chegada da tecnologia, ficou oportuno revitalizar a Biblioteca transformando- a em TELECENTRO BIBILHOTECA MOAB CALDAS.

 

Transgeracional

Ainda, dentro do evento, inovando com o antigo, as 11 máquinas receberam o nome de 11 Mães de Santo, cada uma das máquina recebeu o nome de uma delas. O servidor ganhou o nome da fundadora da Assobecaty Mãe Quina de Yemanjá, Mãe Ritinha Corumbins, Mãe Apolinária Oyá, Mãe Otilia de Ossanhã, Mãe Ester de Yemanjá, Mãe Palmira de Oxum, Mãe Gratulina de Xapanã, Mãe Moça de Oxum, Mãe Laudelina de Bará, Tamboreira Evinha de Xangô .

mae faiana e pai roni

Todas elas tiveram em comum a missão de transmitir, oralmente, de geração a geração, as crenças nascidas e cultivadas, do continente africano, reviveram em suas práticas África no Rio Grande do Sul. Ainda, elas foram eternizadas, em homenagens em cima de cada máquina, estará uma foto com uma breve biografia e suas contribuições sociais. deixam um legado, que nos encorajam a anunciar a obra que em breve Mãe Carmen de Oxalá revelará a sociedade contribuições sociais do matriarcado das yás gaúchas.

Capoeira no terreiro de Mãe carmen deoxala

Aqui fica o registro das lembranças do dia que inauguramos o telecentro br no axé. Como acontecem com todas as lembranças, acreditamos que elas contém informações atemporal. Que não vão nunca envelhecer, mesmo com o passar do tempo.

Mago das panelas anuncindo o cardápio

Afinal, adicionar irreverência é a vontade de todos nós que vivemos procurando um modo de visibilizar a trajetória da cultura negra no estado do Rio Grande do Sul, sempre que possível recolocamos o tradicional dentro da moldura do contemporâneo.

Mago preparando a mesa

Mago das panelas, preparou um delicioso cardápio

Mago das panelas anuncindo o cardápio

Momento que Mago anuncia o jantar.

Esses fatos reais que fazem da casa tradicional Assobecaty, lugar de orixás, resistência do feminino negro, lugar de tradições, lugar de história, lugar de memória, lugar de festa, lugar de sentimento, lugar de cultura. E AGORA É LUGAR DE INCLUSÃO DIGITAL NO AXÉ.

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maecarmendeoxala

CONFERINDO: A parceria com a Rede Mocambos foi fundamental nos últimos preparativos para inauguração do Telecentro no Axé na Assobecaty

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Março 15, 2013 at 7:59 pm

OJU OBA E PC DA REDE MOCAMBOS CONFERINDO_thumb[3]

Faltando apenas algumas horas para a inauguração do TELECENTRO BR no terreiro tradicional ASSOBECATY – Guaíba (RS), o trabalho ainda é intenso, para conferir, veio o PC, da Rede Mocambos ajustar os últimos detalhes acompanhado pelo representante da Assobecaty Oju Obá Richard Gomes.

Carmen da Conceição Nazaré de Oliveira, Mãe Carmen do Gantois

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Março 14, 2013 at 12:31 am

REVISTA CONEXÃO AFRO

14 de março  – Guaíba- RS –Brasil

No dia posterior a eleição do Papa Francisco, o Primeiro Pontífice da Igreja Católica, nascido na America Latina (oportunidade na qual acontece também pela primeira vez na história dessa mesma Igreja, a eleição de um franciscano para o cargo), venho dar continuidade a série de intervenções que iniciei recentemente, nas quais venho citando mulheres as quais se constituem importantes lideranças políticas, em função da autenticidade e sabedoria demonstradas através das suas práticas diárias, sempre pautadas pela prudência, imparcialidade, amôr e pela determinação na busca dos seus objetivos, os quais, invariavelmente, envolvem o bem estar do seu próximo.

Na Bahia, como é característica do projeto europeizante que vem sendo tocado pelas elites brasileiras nos últimos 512 anos da nossa história, o Candomblé, tem sido ferozmente combatido e alvo de tentativas institucionalizadas de destruição dos seus valores,taxados como evidencias de “primitivismo e atraso”. É oportuno enfatizar o desenrolar na prática política diária de um projeto de galvanização do referido caráter institucional da discriminação contra o Candomblé, enquanto símbolo das Religiões de Matrizes Africanas, a partir de formações corporativas nas assembleias legislativas nas três esferas de decisão regulamentar da vida nacional, com raras e louváveis exceções. Nesse cenário, acreditem: a tarefa de conduzir o Candomblé “por esse mar de longo”, adicionando-lhe prestígio incontestável é tarefa para poucos. É partindo da plataforma intelectual composta por essas observações que mergulho na história dessa manifestação religiosa-cultural da qual sou Ministro, e pedindo a benção aos meus mais velhos,

Sua bênção meu Doté Amilton de Sogbo!: Vodun Aó!

Sua bênção Mãe Carmen!

Sua bênção minha Madrina Mãe Flor!

Sua bênção minha Madirna Mãe Deca !

A bênção Egbon mi Mônica Millet!

A bênção Egbon mi Jaime Sodré!

A bênção ao Todos!

e comento um pouco sobre a descendência instalada no Terreiro do Gantois (do qual sou amigo e admirador antigo) a qual destaco, sem diminuir o igual brilho de muitas outras descendencias em outras agremiações culturais-religiosas, conhecidas ou anônimas.

A tarefa que o Papa Francisco tem pela frente, de “recuperar o prestígio da Igreja Católica no mundo”, será marcada pelo caminho espinhoso da busca da conciliação de, entre tantas vertentes, de poderosos interesses antagônicos, de opiniões conflitantes defendidas por casas de poder dentro de uma organização administrada por indivíduos afeitos ao saber acadêmico e à organização do poder político em larga escala, porém, defensores de agendas marcadas por interesses corporativos, e, talvez, distantes das propostas de evangelização pela espiritualização do homem, salvo raras e louváveis exceções. Por isso, Deus o ajude…!!!

Esse tipo de universo no qual o Papa Francisco adentrou ontem, 13 de março de 2013, na condição de líder, é, em escala reduzida, mas nem por isso menos complicada um espelho do universo característico de qualquer organização não tão grande, nas quais os seres humanos se associam para o exercício das suas práticas religioso-culrurais e o Candomblé não se constituiu exceção. Em função dessas características, seguramente, a baiana Carmem da Conceição Nazaré de Oliveira, ou melhor, Mãe Carmem do Gantois, tem lições de vida e conhecimentos em nível das necessidades protocolares comuns ao exercício vitorioso de uma liderança religiosa frutífera. Ou os leitores imaginam que reunir em um mesmo espaço pessoas de tão variados níveis da vida social do País em torno do serviço a “Orixá”, é tarefa fácil e pode ser tocada por leigos? É tarefa para privilegiados! Tem que ser exemplo de Fé, de Humildade, de Firmeza, de Maleabilidade,de Sabedoria e de Visão Política, e essas são algumas das características mais sólidas dessa Sacerdotisa, Mulher, Mãe, Guerreira e Política, no melhor sentido da terminologia.

Mãe Carmem de Oxalá é a Iyalorixá do Terreiro do Gantois, aqui na nossa cidade de Salvador, Bahia, Brasil. Ela é a filha mais nova de Mãe Menininha do Gantois e a irmã caçula de Mãe Cleusa Millet (já falecida). Carmem foi iniciada no Candomblé para Oxalá, seu pai de cabeça, quando ainda era criança e desde então, não parou mais de se aprofundar nos estudos religiosos e fazer suas obrigações espirituais. É Ela quem repete o que apreendeu com sua mãe, a Ialorixá Maior Mãe Meninha do Gantois, que hoje vive no Orun, com relação aos “da casa” ou aos frequentadores da casa, poderosos ou humildes. “Não sei se é doutor ou PhD. Todos são filhos”, decreta, com a experiência vivenciada nos dois lados, de filha e agora de mãe, na vida e na religião – cujas fronteiras, em sua trajetória, estão mais que embaraçadas. Além das manifestações de afeto e respeito, ela foi agraciada pela UNESCO, em 2010, com a Medalha dos Cinco Continentes ou da Diversidade Cultural.

Segundo a sua filosofia de vida, “Não há futuro sem base no passado”, Esse parece ser o lema da ialorixá que se mostra rígida com os preceitos, devotada à família e cada vez mais atenta à vontade de Orixá.

Casou-se jovem e mesmo assim, continuou na religião e trouxe o marido para ela. Assumiu o posto de Iyalorixá do Gantois – Terreiro mais famoso do Brasil. Ela traz o segredo do Axé tendo ao seu lado suas duas filhas: Mãe Ângela de Oxum e Mãe Neli de Oxossi. Carmen nunca se afastou das obrigações espirituais nem do terreiro. Foi iniciada para Oxaguian (Oxalá jovem) aos 7 anos de idade e na infância costumava “brincar de candomblé”, fazendo vestimentas de plantas. E mal percebeu as brincadeiras virarem tarefas de adulto.

Mãe Carmen lídera o Ilê Ìyá Omi Àse Iyámasé, o Gantois, do mesmo trono de Menininha, entalhado com o símbolo da casa – uma sobreposição de ferramentas e elementos de vários orixás –, Mãe Carmen afirma: “A hierarquia é um fato”. Mas, quando se trata do posto que ocupa, garante: “Não sou vaidosa”.Pela sua própria trajetória e personalidade, não há espaço para vaidades dessa natureza. Há sim, a necessidade de muita atenção e firmeza. “É uma responsabilidade muito grande, é preciso estar não com os seis, mas os dez sentidos ligados. Eu sou exigente, às vezes chego a desenhar as coisas como devem ser feitas, seguindo a tradição, o legado”, estabelece.

Carinhos, faixas e títulos servem de conforto para quem teve de se conciliar com as incertezas internas, até enfrentar o desafio de assumir o posto que fora da mãe, uma decisão que demorou quatro anos para ser efetivada, em um período repleto de especulações e cobranças. No Ilê Ìyá Omi Àse Iyámasé, localizado no Alto do Gantois, bairro da Federação, desde 1849, a sucessão se dá por laços sanguíneos e a hierarquia segue a linhagem matriarcal: só às mulheres é permitida a direção do templo.

Sua benção minha Mãe Carmen!

*Esse post é uma homenagem a minha filha mais velha Maria das Graças (Gal) aniversariante de hoje, a minha esposa Solange, a minha filha Silvana, feita de Ossanhe,a sua Mãe Espiritual Araundê, (minha comadre), a minha prima Patrícia(ela sabe por que), a minhas primas Sara e Soráia, a minha (A bençao, minha comadre).

Referencias

  1. Mãe Carmen; Acesso: http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A3e_Carmem   (acessado em 14/03/2013);
  2. Santo forte; Brasileiros; Acesso: http://www.revistabrasileiros.com.br/2012/03/06/santo-forte/ (acessado em: 14/03/2013);
  3. 3. Imagem: Acesso: http://alexandrelomilodo.blogspot.com.br/2009/03/terreiro-do-gantoi…(acessado em 14/03/2013)

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1º Telecentro BR no Axé da ASSOBECATY

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Março 12, 2013 at 9:45 pm

 

REVISTA CONEXÃO AFRO

12 de março  – Guaíba- RS –Brasil

Foto: Hoje tivemos a imensa alegria de obtermos a informação da Seppir, que ASSOBECATY vai ser o 1º Terreiro Brasil  a receber a instalação do Telecentro BR. Aguardem mais informaçõee  e contamos com a presença de todos neste passo histórico.

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Por uma política cultural honesta, inclusiva e verdadeiramente democrática

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Março 9, 2013 at 9:20 am

REVISTA CONEXÃO AFRO

9 de março  – Guaíba- RS –Brasil
Foto: Guilherme Duarte
Foto: Guilherme Duarte

Ascom/FCP

Em sua primeira semana à frente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Hilton Cobra fala da importância e responsabilidade em assumir a presidência da instituição pública vinculada ao Ministério da Cultura. “Estou entrando na Palmares à convite da ministra Marta Suplicy, no  tempo certo para realizar o que penso que deve ser realizado: revitalizar e profissionalizar a FCP para que ela atenda aos anseios da gente negra brasileira”,

O presidente pretende colocar a FCP no rumo de uma instituição de proposição e articulação, junto a outros órgãos do MinC (Fundação Nacional de Artes, Fundação Biblioteca Nacional, Fundação Casa de Rui Barbosa, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Instituto Brasileiro de Museus e Agência Nacional do Cinema) e empresas pública e privada, para implementar políticas públicas que ampliem o acesso de produtores, artistas, escritores, intelectuais, pesquisadores e as comunidades quilombolas e religiosas negras aos meios econômicos e financeiros do país.

De acordo com Cobra, nos últimos anos, a Fundação tem sido conhecida como uma produtora de grandes eventos. “Sou absolutamente contra a participação da Palmares na produção/execução de eventos dessa natureza. A Palmares deve ser uma instituição fomentadora de discussões acerca do fazer artístico, criando fóruns para o aprimoramento estético artístico, a profissionalização dos meios de produção, o enriquecimento intelectual e a produção do conhecimento”, explica. “Em lugar de produzir/executar grandes eventos como, por exemplo, shows musicais em praça pública, buscaremos dar condições para que os produtores produzam e realizem”, acrescenta.

Amparado a esse compromisso é também sua meta estruturar e modernizar as áreas finalísticas da instituição. O propósito é potencializar de fato o Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra (CNIRC), um setor que para ele é a alma da FCP, cujo principal objetivo é “apoiar a produção e disseminação de informações e conteúdos sobre a cultura afro-brasileira”, ou seja, incentivar e produzir conhecimento.

Além de estreitar a parceria com a Biblioteca Nacional, Associações de Pesquisadores(as) Negros(as), Editoras e outros segmentos afins, como também, incentivar a realização de Encontros de Escritores(as) e Poetas Negros(as) e de Feiras Literárias, o presidente entende que cabe ao CNIRC registrar, sistematizar e difundir os saberes negros produzidos em espaços diversos, a exemplo das rodas de capoeira, carnaval, templos religiosos, comunidades rurais e nas movimentações político-culturais.

No Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-brasileiro, setor que trata do reconhecimento de terras ocupadas pelas comunidades remanescentes dos quilombos e das religiões de matriz africana, entre outras ações voltadas ao nosso vasto patrimônio cultural, é onde está sua maior preocupação. “No que diz respeito às terras quilombolas, reconhecendo alguns avanços, principalmente, por conta da atenção dada na gestão do professor Ubiratan Castro, ou se cria uma frente para uma solução colegiada, afim de fortalecer a legislação em prol das comunidades, ou continuaremos tratando de uma das demandas mais urgentes e sensíveis a passos de tartaruga”, destaca Cobra.

“É urgente o empenho de todas e de todos, inclusive das organizações civis no sentido de encontrar uma solução definitiva para que essas comunidades tenham o que lhes é de fato e de direito: a titulação definitiva de suas terras e suas necessidades sociais e culturais atendidas”, defende.

No Departamento de Fomento e Promoção da Cultura Afro-brasileira, área na qual atua mais diretamente, Hilton Cobra afirma que buscará criar “meios capazes de atender às demandas dos artistas e produtores negros brasileiros, propondo um maior entendimento, junto a outros órgãos do MinC, principalmente, Funarte, Ancine , Sav e empresas pública e privada, para uma solução equilibrada e definitiva para o que hoje é o nosso grande problema: Captação”.

“Já foram pensados e propostos inúmeros mecanismos, os quais mostraram-se insuficientes, porque o racismo institucional é evidente. Se não chegarmos a um acordo, nossa proposta é que o MinC institua uma política de cotas para a arte e cultura negras”, destaca.

De acordo com o presidente, uma das prioridades da gestão será a criação e construção do Museu Nacional Afro-brasileiro de Cultura e Memória, espaço que será gerenciado pela Fundação Cultural Palmares. Os princípios fundamentais do museu serão a valorização da dignidade humana, a promoção da cidadania, a universalidade do acesso ao rico universo cultural africano e afro-brasileiro, o intercâmbio institucional, expressos de forma dinâmica e tendo como referência as experiências negras na África e na diáspora.

“Este museu será também um importante laboratório para a Lei 10.639/2003, dando suporte aos diversos profissionais do campo da educação e da pesquisa em diferentes áreas do saber e disponibilização de materiais didáticos em distintas linguagens”, ressalta.

Entre outros objetivos está a implantação de um plano de ações para a Década dos Povos Afrodescendentes, decênio proposto pela ONU, após debates em torno do racismo e das situações social, econômica e política da população negra mundial.  No bojo da programação, que a FCP pretende desenvolver, está a proposta de reexaminar ações desenvolvidas pela instituição no universo internacional, a exemplo do Encontro Afro-latino, da Conferência de Intelectuais da África e da Diáspora, do Quilombos das Américas, Rota do Escravo, Conexão Brasil-África e outros.

“É preciso prospectar o que resultou desses eventos e com isenção e maturidade avaliar seus efeitos e o potencial que os mesmos têm no fortalecimento da FCP em âmbito internacional. Com essa consciência, a reedição desses eventos será repensada”, disse. “O desenvolvimento de ações que dêem visibilidade a população negra em âmbitos nacional e internacional e a implementação de políticas de cultura de Estado contribuirão para a democratização da cultura”, acredita.

Para o presidente, nada em sua proposta de gestão é sonho ou entusiasmo demasiado. “É compromisso, é necessário e absolutamente possível de se realizar, porque o que de fato faltava enquanto responsabilidade nossa era uma equipe afinada, com autoestima elevada e força de trabalho e isso já estou percebendo que nos sobrará. Faltava também vontade política e isso já estou percebendo que sobra na ministra Marta Suplicy. Estamos aqui para fazer a diferença”, conclui.

Reconhecimento

“Não posso deixar de parabenizar a equipe da FCP pela dedicação, que mesmo trabalhando em condições adversas, certamente foi decisiva para a sobrevida da instituição. Lembro também  as importantes contribuições dos meus antecessores Carlos Moura, Adão Ventura, Joel Rufino, Dulce Maria Pereira, Ubiratan Castro, Zulu Araújo e Eloi Ferreira. À todos e todas  afirmo que chego para somar e fazer trepidar os alicerces para atingirmos os objetivos pelos quais essa Fundação foi criada. Agradeço a todos que torcem pelo sucesso dessa minha nova empreitada, à equipe do MinC e da FCP que me acolheram e à ministra Marta Suplicy pela confiança”.

às 10:41 am

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Mãe Carmen de Oxalá e Secretária Marcia Santana, dentro das comemorações do dia 08 de março de 2013.

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Março 8, 2013 at 10:41 am

2013 às 8:24 pm

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8 de março  – Guaíba- RS –Brasiá

A luta continua, até que o executivo me prove contrário, eu continuo sendo a Presidenta eleita do CODIM- Guaíba. Estamos reforçando o TIME, no nosso entendimento é buscar conhecimento das política publicas em âmbito nacional e estadual para provocar autonomia para as mulheres.101_2436

Dentro das comemorações do dia  08 de março 2013, Mãe Carmen de Oxalá com a Secretaria Políticas Mulheres Marcia Santana.


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Bons Presságios : Mãe Carmen de Oxalá–ASSOBECATY , Richard Serraria e Joner Produções, parceria que aponta só uma saída, dará frutos mais à frente.

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Março 7, 2013 at 9:26 am

REVISTA CONEXÃO AFRO

7 de março  – Guaíba- RS –Brasil

Aqui imagens do primeiro encontro com o músico gaúcho Richard Serraria e Mãe Carmen de Oxalá na Joner Produções. Essa parceria aponta, que só existe uma saida, dará frutos mais à frente.

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É só uma questão de tempo, aguardem !

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Realizamos  uma reunião de trabalho,  onde afinamos uma perspectiva de realizar um projeto. Aguardem !

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