Revista Online Conexao Afro

A CARTA ABERTA ÀS COMUNIDADES BRASILEIRAS DE TERREIRO

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Janeiro 26, 2012 at 1:22 am

N°o1- 26  de Janeiro – Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

Porto Alegre, 25 de Janeiro de 2012.

Agô – Saravá – Motumbá – Nossos Respeitos às autoridades religiosas de todo país.

DSC04831Os participantes da Oficina Juventude X Terreiros, enfrentamento as drogas, DSTs/Aids realizada pelo MOPS/RS – Movimento Popular de Saúde do Rio Grande do Sul, na tarde deste dia, reunidos pelo Forum Social Temático no Quilombo Oliveira Silveira, vem participar aos Srs. e Sras. que discutimos o papel dos Povos de Terreiro no enfrentamento às drogas assim como questões relativas às doenças sexualmente transmissíveis, entre outras demandas. A questão da prevenção vem lincada a uma questão social mais ampla, o que sucitou um aprofundamento do debate sobre saúde , educação, vulnerabilidade social, racismo institucional, segurança pública e alimentar, tendo, dessa maneira, gerado demandas a fim de que a sociedade de um modo geral tomem conhecimento, as comunidades de matriz africana tomem ciência e o poder público encaminhe providências.

Neste sentido, providenciamos esta carta para denunciar o processo de intolerancia religiosa oriunda da negligencia gerencial da política de distribuição das cestas alimentícias entregues neste município e demais do estado do Rio Grande do Sul pelo FORMA/RS – Forum de Religiosos de Matriz Africana/RS.

Religiosos de Matriz Africana, presentes nesta oficina, posicionaram total apoio à criação daComissão dos Desassistidos pela Política de Segurança Alimentar e Nutricional conduzida pela entidade acima referenciada, onde o Babalorixá Xandeco de Xangô, conselheiro do CONSEA – Coordenador do MOPS/RS, presidente da Associação Clara Nunes, tomou a iniciativa, questionando com veemência estas práticas anti-democráticas do ponto de vista do processo histórico defendido pelas Comunidades Tradicionais de Matriz Africana.O grupo atuará dentro do quarto eixo relativo as políticas públicas para as Comunidades Tradicionais do CONSEA RS.

O fator da insatisfação das 200 pessoas presentes, em grande parte de entidades representativas dos Movimentos Sociais e de Terreiro (devidamente credenciadas pelas listas de presença e registros em ata), deriva da suspenção arbitrária,sectária e corporativista das cestas, com motivações que desconhecemos e que questionadas, jamais foram declaradas. Não é possível que em um estado que promove fomentos para a erradicação da fome e da miséria, tal situação se instale na contra-mão da história,e da universalização do acesso a alimentação.

A manifestação aqui formulada não pretende e nem deve ferir pessoalmente a nenhum irmão ou irmã religiosa.Porém, a ingerência de políticas públicas deve ser fiscalizada e denunciada sob pena de estarmos incorrendo em omissão,conivência e violação desta legislação nutricional vigente e específica . Outrossim, nesta mesma tarde apresentamos denúncia formal à Ministra Luiza Bairros que se encontrava presente e acolheu a manifestação encaminhando para que sejam tomadas as providências cabíveis.

Desta feita, fica instalada no CONSEA/RS a Comissão dos Desassistidos da Política de Segurança Alimentar e Nutricional a partir desta data e presenciada pelas entidades abaixo citadas participantes da Oficina.

Associação Clara Nunes

Associação Cultural beneficente Cultura Africana Templo de Yemanjá

Associação de Comunicação Conexão Comunitária

CONSEA/RS

MOPS /RS

MOPS Nacional

IACOREQ/ RS

SEPPIR

CEAG – Bahia

MONABANTU

SER – Cut/RS

CM Mulher

MOCAMBO

Frente Nacional de Mulheres do HIP HOP

Quilombo Raça e Classe CONLUTAS

Quilombo de Palmas – Bagé

Quilombo Candiota

Quilombo Várzea das Bahiana

Quilombo solidão das Pedras Altas

Coletivo Afronta

ministério da Saúde/ Secretaria Gestão Estratégia e Participativa

SMED Porto Alegre

Gabinete de Politicas Pública para o Povo Negro POA/RS

SMED Alvorada

COPPIR

UNEGRO Minas Gerais

UNEGRO/RS

ACBANTU

MNU/RS

Secretaria Municipal de Saude – PMPA/POA

IBGE Solidário

SECOM – Secretaria Estadual de Comunicação e Inclusão Digital

UNESCO

Conselho Fiscal de Saúde

Escola Estadual IBA Ilha Moreira

Arquipedra – Coletivo de Comunicação

CSP Conlutas

Ministério das Relações Exteriores

Bilioteca do Negro de Viamão

Ka Te Espero

SBCA

Instituto Refloresta

Instituto Nova Vida

Quilombo Barra do Cadinta

CDS Partenon

Ylê Mãe Oxum


Enviar noticias :  REVISTA
CONEXÃO AFRO conexaoafro@gmail.com
Falar com Mãe
Carmen de Oxala :
caracoles
  (51) 81810404 / (51)  30556655

maecarmendeoxala@hotmail.com

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