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Casa de Oxumarê festeja tombamento pelo Iphan e ganha placa comemorativa.

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Janeiro 17, 2014 at 12:02 am
logo Revista Conexão Afro   17 janeiro – Guaíba- RS –Brasil

REVISTA CONEXÃO AFRO

Casa de Oxumarê festeja tombamento pelo Iphan e ganha placa comemorativa. 

Com 180 anos de existência, o terreiro de candomblé Ilê Axé Oxumarê, localizado no bairro da Federação, em Salvador, ganhou nesta quarta-feira (15) a placa comemorativa do reconhecimento do espaço como patrimônio do Brasil. Um dos mais antigos centros de culto afro-brasileiro, ele foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em novembro de 2013.
A cerimônia teve a presença de religiosos e autoridades baianas e nacionais e filhos e filhas-de-santo da casa. Prestigiaram o momento, comemorado com muito axé, o governador Jaques Wagner; a primeira-dama do Estado, Fátima Mendonça; a ministra da Cultura, Marta Suplicy; a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros; o secretário estadual de Promoção da Igualdade Racial, Elias Sampaio; dentre outras autoridades e convidados.
Para o governador, é difícil mensurar a importância do tombamento de um terreiro como o Casa de Oxumarê, que reúne pessoas dedicadas à manutenção da religião e da cultura africana, promovendo dentro da Casa e fora dela a igualdade racial, a diversidade religiosa e a paz como instrumentos para uma sociedade pacífica e harmoniosa. “E agora este terreiro tem este reconhecimento do Iphan e do Ministério da Cultura, que tornam esta casa um patrimônio histórico do Brasil. Para a Bahia é algo grandioso”.
O babalorixá do Ilê Axé Oxumaré, Silvanilton Encarnação da Mata, o Baba Pecê, afirma que o tombamento é um reconhecimento nacional de um esforço cotidiano do terreiro e dos seus frequentadores para quebrar preconceitos e disseminar o respeito entre as religiões. Ressaltou, no entanto, que é mais uma etapa vencida de uma luta que está longe de terminar. “Batalhamos dez anos para que tivessemos esse reconhecimento. Somos, assim como muitos outros terreiros, um espaço  que tem o objetivo de acolher a todos, de ajudar, de incentivar e dar acalento. Nosso cotidiano, nosso dia-a-dia é a continuação da resistência do povo negro, do povo que teve papel fundamental na civilização de nosso país. Dentro dessa casa, todos os dias discutimos como combater o racismo, como  preservar a cultura afro-brasileira.E fazemos isso por amor ao próximo. A nossa luta, na verdade, está recomeçando”.
Babá Pecê espera que o tombamento incentive o Iphan a tornar patrimônio nacional outros espaços religiosos, que ao longo dos anos exercem atividades e ações que coloaboram com a promoção da igualdade racial, da união e da fraternidade.
O secretário Elias Sampaio lembrou que  esta é uma demonstração de que o governo federal, em parceria com o governo estadual, sempre teve conhecimento da importância dos terreiros de candomblé na construção de uma sociedade sem desigualdade racial e sem intolerância religiosa. “O tombamento é um reflexo do esforço que temos pela garantia de direitos  e pela valorização da cultura afro-brasileira, cujo papel civilizatório no nosso país foi fundamental. Muito além da religião, são espaços que desenvolvem ações sociais visando promover a igualdade”, afirmou.
Baba Pecé destaca, por exemplo, o compromisso social como slogan e afirma que todos na casa estão cientes dos seus papéis político-social. Todo ano são realizadas diversas atividades como oficinas, debates e diálogos sobre  temas referentes ao promoção da igualdade racial, valorizaçao da cultura afro-brasileira e ensino da História da Àfrica para crianças. Em 2013, por exemplo, ocorreu no Ilê Axé Oxumaré uma roda de diálogos sobre o planejamento da cidade e a conjuntura econômica do país. Os debates fizeram parte do Curso Participação Cidadã e Controle Social, organizado pelo Movimento Vozes de Salvador e a Rede de Profissionais Solidários pela Cidadania.
De acordo com Babá Pecê todos precisam ficar atentos sobre o que acontece na sua cidade e por isso aconcedeu autorização para que os debates ocorressem no espaço. “Babá Pecê é um sacerdote que tem uma visão macro. Ele traz para o candomblé discussões que são contemporâneas porque valoriza o conhecimento como instrumento de mudança”, declarou Ordep Serra, em um dos ciclos ocorridos.
A ministra Marta Suplicy disse que o tombamento é um processo complexo. “Este terreiro é algo que vai além da religião, faz parte da história do Brasil, é um lugar de resistência da cultura afrobrasileira”. O Ylê Axé Oxumarê é um dos sete terreiros já tombados no Brasil, dos quais seis estão na Bahia – Casa Branca, Ilê Axé Opô Afonjá, Gantois, Alaketu e Bate-folha – e um em São Luís do Maranhão, o Casa das Minas Jejê.
oxumare alegriaAdeptos do candomblé, filhas e filhos-de-santo do Oxumarê festejam o tombamento do terreiro que existe há mais de 180 anos
Legado ancestral
O Ilé Òsùmàrè Aràká Àse Ògòdó, conhecido como Casa de Òsùmàrè, foi fundado há 180 anos e há 110 está localizado na Federação, sendo um dos mais antigos e tradicionais terreiros de candomblé da Bahia. Ao longo de sua história, contribuiu de modo significativo para preservar e difundir a cultura africana no Brasil.
Guardiã e detentora de tradição milenar, a casa perpetua o legado ancestral do culto aos Òrìsà, lançando as sementes do que hoje representa o candomblé para o país e o mundo. Faz parte do panteão das casas matrizes responsáveis pela construção da religiosidade afro-brasileira.
A história da Casa de Òsùmàrè remete à formação do candomblé no Brasil. Sua origem remonta ao início do século 19 e foi marcada pela luta e resistência de africanos escravizados que, obrigados a abandonarem suas terras e laços familiares, não renunciaram a sua cultura e fé.
Em 15 de abril de 2002, a Fundação Cultural Palmares reconheceu a Casa de Òsùmàrè como território cultural afro-brasileiro, atestando sua permanente contribuição pela preservação da história dos povos africanos no Brasil. Dois anos depois, em 15 de dezembro de 2004, foi registrado em livro de tombo do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) como patrimônio material e imaterial do Estado.

Fonte: http://www.portalafricas.com.br/casa-de-oxumare-festeja-tombamento-pelo-iphan-e-ganha-placa-comemorativa/#.UtgOKNKwJSQ

 

Casa de Oxumarê festeja tombamento pelo Iphan e ganha placa comemorativa. Com 180 anos de existência, o terreiro de candomblé Ilê Axé Oxumarê, localizado no bairro da Federação, em Salvador, ganhou nesta quarta-feira (15) a placa comemorativa do reconhecimento do espaço como patrimônio do Brasil. Um dos mais antigos centros de culto afro-brasileiro, ele foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em novembro de 2013. A cerimônia teve a presença de religiosos e autoridades baianas e nacionais e filhos e filhas-de-santo da casa. Prestigiaram o momento, comemorado com muito axé, o governador Jaques Wagner; a primeira-dama do Estado, Fátima Mendonça; a ministra da Cultura, Marta Suplicy; a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros; o secretário estadual de Promoção da Igualdade Racial, Elias Sampaio; dentre outras autoridades e convidados. Para o governador, é difícil mensurar a importância do tombamento de um terreiro como o Casa de Oxumarê, que reúne pessoas dedicadas à manutenção da religião e da cultura africana, promovendo dentro da Casa e fora dela a igualdade racial, a diversidade religiosa e a paz como instrumentos para uma sociedade pacífica e harmoniosa. “E agora este terreiro tem este reconhecimento do Iphan e do Ministério da Cultura, que tornam esta casa um patrimônio histórico do Brasil. Para a Bahia é algo grandioso”. O babalorixá do Ilê Axé Oxumaré, Silvanilton Encarnação da Mata, o Baba Pecê, afirma que o tombamento é um reconhecimento nacional de um esforço cotidiano do terreiro e dos seus frequentadores para quebrar preconceitos e disseminar o respeito entre as religiões. Ressaltou, no entanto, que é mais uma etapa vencida de uma luta que está longe de terminar. “Batalhamos dez anos para que tivessemos esse reconhecimento. Somos, assim como muitos outros terreiros, um espaço que tem o objetivo de acolher a todos, de ajudar, de incentivar e dar acalento. Nosso cotidiano, nosso dia-a-dia é a continuação da resistência do povo negro, do povo que teve papel fundamental na civilização de nosso país. Dentro dessa casa, todos os dias discutimos como combater o racismo, como preservar a cultura afro-brasileira.E fazemos isso por amor ao próximo. A nossa luta, na verdade, está recomeçando”. Babá Pecê espera que o tombamento incentive o Iphan a tornar patrimônio nacional outros espaços religiosos, que ao longo dos anos exercem atividades e ações que coloaboram com a promoção da igualdade racial, da união e da fraternidade. O secretário Elias Sampaio lembrou que esta é uma demonstração de que o governo federal, em parceria com o governo estadual, sempre teve conhecimento da importância dos terreiros de candomblé na construção de uma sociedade sem desigualdade racial e sem intolerância religiosa. “O tombamento é um reflexo do esforço que temos pela garantia de direitos e pela valorização da cultura afro-brasileira, cujo papel civilizatório no nosso país foi fundamental. Muito além da religião, são espaços que desenvolvem ações sociais visando promover a igualdade”, afirmou. Baba Pecé destaca, por exemplo, o compromisso social como slogan e afirma que todos na casa estão cientes dos seus papéis político-social. Todo ano são realizadas diversas atividades como oficinas, debates e diálogos sobre temas referentes ao promoção da igualdade racial, valorizaçao da cultura afro-brasileira e ensino da História da Àfrica para crianças. Em 2013, por exemplo, ocorreu no Ilê Axé Oxumaré uma roda de diálogos sobre o planejamento da cidade e a conjuntura econômica do país. Os debates fizeram parte do Curso Participação Cidadã e Controle Social, organizado pelo Movimento Vozes de Salvador e a Rede de Profissionais Solidários pela Cidadania. De acordo com Babá Pecê todos precisam ficar atentos sobre o que acontece na sua cidade e por isso aconcedeu autorização para que os debates ocorressem no espaço. “Babá Pecê é um sacerdote que tem uma visão macro. Ele traz para o candomblé discussões que são contemporâneas porque valoriza o conhecimento como instrumento de mudança”, declarou Ordep Serra, em um dos ciclos ocorridos. A ministra Marta Suplicy disse que o tombamento é um processo complexo. “Este terreiro é algo que vai além da religião, faz parte da história do Brasil, é um lugar de resistência da cultura afrobrasileira”. O Ylê Axé Oxumarê é um dos sete terreiros já tombados no Brasil, dos quais seis estão na Bahia – Casa Branca, Ilê Axé Opô Afonjá, Gantois, Alaketu e Bate-folha – e um em São Luís do Maranhão, o Casa das Minas Jejê. oxumare alegriaAdeptos do candomblé, filhas e filhos-de-santo do Oxumarê festejam o tombamento do terreiro que existe há mais de 180 anos Legado ancestral O Ilé Òsùmàrè Aràká Àse Ògòdó, conhecido como Casa de Òsùmàrè, foi fundado há 180 anos e há 110 está localizado na Federação, sendo um dos mais antigos e tradicionais terreiros de candomblé da Bahia. Ao longo de sua história, contribuiu de modo significativo para preservar e difundir a cultura africana no Brasil. Guardiã e detentora de tradição milenar, a casa perpetua o legado ancestral do culto aos Òrìsà, lançando as sementes do que hoje representa o candomblé para o país e o mundo. Faz parte do panteão das casas matrizes responsáveis pela construção da religiosidade afro-brasileira. A história da Casa de Òsùmàrè remete à formação do candomblé no Brasil. Sua origem remonta ao início do século 19 e foi marcada pela luta e resistência de africanos escravizados que, obrigados a abandonarem suas terras e laços familiares, não renunciaram a sua cultura e fé. Em 15 de abril de 2002, a Fundação Cultural Palmares reconheceu a Casa de Òsùmàrè como território cultural afro-brasileiro, atestando sua permanente contribuição pela preservação da história dos povos africanos no Brasil. Dois anos depois, em 15 de dezembro de 2004, foi registrado em livro de tombo do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) como patrimônio material e imaterial do Estado. Fonte: http://www.portalafricas.com.br/casa-de-oxumare-festeja-tombamento-pelo-iphan-e-ganha-placa-comemorativa/#.UtgOKNKwJSQ

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