Revista Online Conexao Afro

III Roda de Conversa abolição não conclusa para as mulheres negras

In Comunidade Tradicional de Terreiros on Maio 16, 2013 at 11:21 am

REVISTA CONEXÃO AFRO

logo Revista Conexão Afro  16  de maio  – Guaíba- RS –Brasil

Roda de Conversa da Assobecaty

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IV Encontro Nacional da Rede Mocambos:

 

Fortalecimento dos Núcleos de Formação e Comunicação Quilombola

Para “fazer um mundo mais do nosso jeito”!

 

Edital Capacitação de Lideranças e o Fortalecimento Institucional Junto às Comunidades Tradicionais de Matriz Africana no Brasil – Chamada Pública nº 001/2012 – Secretaria de Políticas de Promoção da igualdade racial.

 

 

Entre os dias 27 de maio e 03 de junho de 2013, a Casa de Cultura Tainã (Campinas SP) sediará o IV Encontro Nacional da Rede Mocambos, reunindo griôs da cultura negra, quilombolas, colaboradores diversos e integrantes dos Núcleos de Formação Continuada da Rede. Já estão confirmadas participações de 8 estados: São Paulo, Bahia, Pará, Amapá, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Maranhão.

 

O evento dará início aos encontros do Projeto Núcleos de Formação e Comunicação Quilombola, realizando a partir disso, um conjunto de oficinas e debates para efetivação de ações através de uma rede de produção, que irá organizar e difundir conteúdos históricos, artísticos, culturais, técnicos e linguísticos, produzidos por comunidades tradicionais por meio da comunicação comunitária.

 

A Rede Mocambos, ao acumular uma trajetória de quase uma década de articulação negra e

quilombola, traz em suas experiências para o contexto atual de seus encontros, no campo da cultura negra e de pesquisa e desenvolvimento em cultura digital, a possibilidade de estruturação de acervos digitais a partir de servidores de baixo custo. Esses servidores deverão permitir a criação, organização e difusão de conteúdos de saberes ancestrais em comunidades com ou sem acesso à Internet, através de textos, das artes e do áudio visual.

 

Essa é uma das tentativas de intervir no cenário preocupante de desmantelamento dos saberes afro comunitários, como reflexo de um contexto que associa uma história de invisibilização e opressão pautada no “supremacismo branco” com as eficazes articulações entre capitalismo, racismo e dominação dos meios de comunicação pelas elites.

 

Esse projeto que permeia o IV Encontro Nacional é um contraponto, consequência de anos de acúmulo, pesquisa e articulação, gira em torno de questões centrais que entendem a apropriação da comunicação numa perspectiva ancestral, não apenas como a ruptura do indivíduo em ser mero receptor de informação, mas também como uma estratégia de poder com capacidade de redefinir e ampliar uma filosofia do ser e suas infinitas possibilidades de intervenção na realidade. Casa de Cultura Tainã

Rua Inhambu, 645 – Praça dos Trabalhadores – Vila Castelo Branco

13.061.300 Campinas – SP

taina@mocambos.net / www.mocambos.org – telefones : 19 3228.299319 3324.39100_3566Na tarde da última segunda-feira, 13 de Maio de 2013, reuniram-se na Assembléia Legislativa do Estado Rio Grande do Sul mulheres negras e parceiros que responderam ao chamado da ASSOBECATY – Associação Beneficente Cultural Africanista Templo de Yemanja para uma roda de conversas sobre ab100_3565olição não conclusa para as mulheres negras. Estiveram presentes ao encontro Mãe Carmen de Oxalá, presidente da Assobecaty e responsável pelo chamamento; as entidades Conselho Nacional Afro Brasileiro – CNAB – RS, Associação de Mulheres Unidas Pela Esperança – AMUE, do Morro da Polícia em Porto Alegre e Grupo de Ação Afirmativa Afrodescendente – GAAA; quinze mulheres interessadas em debater a temática e o antropólogo Marcello Múscari a acompanhar as atividades desenvolvidas.

    Conforme relatado ao início do encontro por Mãe Carmen de Oxalá, o objetivo daquela tarde era justamente criar espaços de visibilidade no seio do poder público estadual para a temática da abolição inconclusa das mulheres negras, e oportunizar que elas próprias se coloquem nestes lugares e deles exponham suas percepções sobre o tema.

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  Ao início das conversas Mãe Carmen de Oxalá apresentou um breve relato da trajetm contribuir com a temática. Ao final, foram debatidos tópicos relativos particularmente à realidade de alguns dos grupos ali presentes, do que se concluiu que a melhor estratégia para o fortalecimento de cada um dos componentes do movimento seja seu apoio e ancoragem no coletivo. Conforme foi dito, “o sistema nos induz a trabalhar sozinhos e é por isto que temos que nos unir para termos mais força”.ória do evento, narrando sua primeira realização no ano de 2011 e articulação do “1 encontro nacional de Iás”, realizado no município de Guaíba no mesmo ano. A proponente desenvolveu também uma breve reconstituição acerca da história de inserção social das mulheres negras no Brasil, do período que imediatamente se seguiu à abolição formal da escravidão, até as modernas formas de exclusão que se impõem sobre estas mulheres. Ao final, resta a idéia de que apesar de muitas vezes terem sido mulheres negras as protagonistas de importantes mudanças no contexto socioeconômico nacional, ainda hoje estas figuras históricas e contemporâneas não logram reconhecimento por suas trajetórias de força e luta por melhores condições de vida para si próprias e seus grupos sociais de origem.

    Após sua fala, um a um os participantes puderam se apresentar e, conforme a disposição, desenvolver falar sobre suas percepções e contato com o tema. Amplamente, as falas giraram em torno de casos em que mulheres negras, mesmo quando ocupam espaços de visibilidade e decisão, tem suas ações expropriadas por outros atores; foi criticada a reincidente invisibilizadão, por parte do poder público, das ações protagonizadas por estas mulheres, e também debatido os modos como a promoção do protagonismo negro feminino pode se articular e contar com a colaboração de outros atores sociais, especificamente, de homens interessados em contribuir com a temática. Ao final, foram debatidos tópicos relativos particularmente à realidade de alguns dos grupos ali presentes, do que se concluiu que a melhor estratégia para o fortalecimento de cada um dos componentes do movimento seja seu apoio e ancoragem no coletivo. Conforme foi dito, “o sistema nos induz a trabalhar sozinhos e é por isto que temos que nos unir para termos mais força”.

Ao final da tarde, foram elaborados três encaminhamentos que devem pautar a continuidade do debate deste dia em diante. São eles:

        – Organização de um Grupo de Trabalho para atuar na organização do seminário 25 de julho  de 2013.

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CONEXÃO AFRO conexaoafro@gmail.com
Falar com Mãe
Carmen de Oxala :
  (51) 81810404 / (51)  30556655

maecarmendeoxala@hotmail.com

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