Revista Online Conexao Afro

O coco irresistível de Galo Preto – Matéria do jornal Diário de Pernambuco 24 de junho de 2011.

In negritude on Julho 1, 2011 at 1:39 pm
N°1- 01 de junho ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

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Publicado

Galo Preto faz show após sessão do filme

O coco irresistível de Galo Preto

Documentário de Wilson Freire sobre o menestrel é exibido hoje, no Nascedouro de Peixinhos

Anna Cavalcanti – Especial para o Diário

Fotos: Alexandre L’Omi/Divulgação.

O documentário Galo Preto, o menestrel do coco, dirigido pelo cineasta e roteirista Wilson Freire, ganha exibição especial nesta sexta-feira, às 19h, dentro da programação de São João da Refinaria Multicultural de Peixinhos. O filme aborda de maneira surpreendente e cativante a história e o trabalho de Tomaz Aquino Leão Cavalcanti, popularmente conhecido como Galo Preto.

O artista, que é um verdadeiro patrimônio vivo da cultura brasileira, unindo os títulos de cantador, coquista, repentista, embolador, músico, compositor, percussionista e jazz man…, dará seu show após o filme.

O documentário passa por todas as etapas da vida de mestre, desde seu nascimento em 1935, no hoje conhecido Quilombo de Santa Isabel, no município de Bom Conselho de Papa Caças, até a retomada da carreira. Inclui ainda o longo período em que passou afastado dos palcos.

Com depoimentos de amigos e pessoas importantes ligadas ao artista, a narrativa prende, emociona, diverte e embala com suas canções. Revela a admiração e o respeito devotados a Galo, como artista e como pessoa.

“Ele não é um cantor de coco. Ele é um mestre coquista”, é dessa forma que Alexandre L’Omi L’Odò se refere a Galo Preto. A diferença entre as duas denominações é que cantor de coco, escreve, decora e canta, mas Galo Preto não, ele é autêntico improvisador, seus temas são selecionados na hora, frequentemente sugeridos pela platéia, e, a partir daí, surgem letras rápidas e bem elaboradas.

O filme, que tem 46 minutos de duração, levou três anos para ser totalmente concluído. Surgiu dos esforços do diretor Wilson Freire e do produtor Alexandre L’Omi L’Odò em eternizar e destacar a história do Mestre Galo Preto e, conseqüentemente, a história e o legado do próprio coco. L’Odò ainda pretende lançar um livro sobre a vida do artista, porém ainda não há previsão de lançamento.

O local da estréia, o Nascedouro de Peixinhos foi escolhido pelo fato do mestre ter sido um dos fundadores da área por volta da década de 1950. Como resposta a essa ligação, o público espera ansioso o tão aguardado documentário.

Galo Preto também está bastante empolgado com o resultado do DVD. Sempre bem humorado, o coquista improvisa na hora uma embolada, fazendo graça com a situação: “Fizeram um documentário com o Mestre Galo Preto/ o que foi dito e aceito sem ter contradição/ daqui o que é claro e o que tenho feito/ é tratar com tal respeito a cultura nordestina/ por isso que não se subestima a ida do povo ao Nascedouro/ vai ser conveniente cabra cantar o repente/ com versos que são um estouro!”.

No palco também haverá apresentações dos grupos O Coco e a Resposta, Coco de Mazurca e o Coco Raízes de Arcoverde, todos farão homenagens ao coquista. O DVD Galo Preto, o menestrel do coco será vendido por R$ 20.

Aos 75 anos e no momento se apresentando com o grupo O Tronco da Jurema, o mestre pernambucano continua cheio de disposição e criatividade, provas de que ainda há muita estrada pela frente; a cultura agradece… Então, vida longa ao mestre!

 

“O que eu tenho feito é tratar com respeito a cultura nordestina”

Galo Preto, mestre coquista que se apresenta hoje em Peixinhos.

Diário de Pernambuco – Recife, sexta-feira, 24 de junho de 2011. E8 – VIVER.

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Publico aqui matéria feita por Anna Cavalcanti, que com suas palavras e pesquisa, descreveu o mestre e seu trabalho com muita atenção e respeito. Adoramos a matéra. Como o link na internet, no site do Diário só est acessível para acinantes do Jornal, decidi colocar aqui o texto integral. Agradecemos também à André Dib, por ter dado atenção às minhas insistências em solicitar uma cobertura a este evento de cinema pernambucano. Axé e salve a nossa fumaça sagrada da Jurema. O evento foi lindo e com um grande público participante.


Capturas de tela do site www.diariodepernambuco.com.br, do dia 24 de junho de 2011 – Caderno VIVER.
Alexandre L’Omi L’Odò

Produtor

alexandrelomilodo@gmail.com

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caracolesFALAR com Mãe Carmen de Oxalá

 

Fone: (51) 30556655 / 97010303 e 84945770

 

maecarmendeoxala@hotmail.com

 

CampanhaAno Internacional afrodescendente

 

 

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