Revista Online Conexao Afro

Lançamento do documentário Ser Quilombola

In Conexão Afro, negritude on Maio 28, 2011 at 10:43 pm
N°1- 28   de maio  ano 2011 -Guaíba- RS –Brasil
REVISTA CONEXÃO AFRO

CEAO – Centro de Estudos Afro-Orientais

O evento ocorrerá em 7 de junho, às 10hs, no Saguão da Assembléia Legislativa da Bahia, localizada no CAB

O documentário Ser Quilombola discorre sobre os principais elementos que constituem a identidade quilombola a partir das comunidades de São Francisco do Paraguaçu e Porteiras, localizadas, respectivamente, nos municípios de Cachoeira e Entre Rios. Ao discorrer sobre os aspectos identitários, traz à tona o debate sobre os critérios da autodefinição e territorialidade do decreto 4.887/03 que está sob ameaça no Supremo Tribunal Federal.

Esse decreto foi criado pelo Governo Federal para regulamentar o processo de regularização fundiária e funciona como importante aliado no processo de efetivação de políticas públicas dessas comunidades. A produção audiovisual, dirigida pela jornalista Jaqueline Barreto, conta com a participação dos historiadores Ubiratan Castro e João José Reis, da socióloga e professora da Universidade Federal da Bahia, Lídia Cardel, da representante da Fundação Cultural Palmares, Luciana Mota, e do sociólogo Walter Altino.

As comunidades apresentadas pelo documentário possuem aspectos singulares: Porteiras possui um documento do Séc. XIX de doação da terra pelo ex-proprietário da Fazenda Porteiras aos escravos, mas, mesmo assim, após mais de 100 anos de tentativas, o território ainda não foi titulado e São Francisco do Paraguaçu ganhou repercussão internacional devido a uma reportagem exibida em 2007 pelo Jornal Nacional que, por sinal, resultou na paralisação de todos os processos da Fundação Cultural Palmares e do Instituto de Colonização e Reforma Agrária(INCRA).

Segundo essa reportagem, a comunidade de São Francisco do Paraguaçu não se constituiria como uma comunidade quilombola. O documentário “SER QUILOMBOLA, ao abordar as nuances da identidade quilombola, surge também como um direito de resposta dessa comunidade às denúncias equivocadas da maior emissora do Brasil. Além disso, tem como finalidade contribuir com a elevação da auto-estima dos descendentes dos quilombos e, acima de tudo, como material didático a ser utilizado pelas diversas instituições de ensino. As comunidades de Porteiras e São Francisco do Paraguaçu participarão do lançamento e o público será contemplado com distribuição gratuita do documentário. O evento conta com o apoio da Comissão Especial da Promoção da Igualdade da Assembléia Legislativa, ONG& nbsp; Omi-DùDú, Instituo Mídia Étnica e CMA Hip Hop.

Quando: 7 de junho

Horário: às 10hs

Local: Saguão da Assembléia Legislativa da Bahia, CAB

CEAO – Centro de Estudos Afro-Orientais

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caracolesFALAR com Mãe Carmen de Oxalá

Fone: (51) 30556655 / 97010303 e 84945770

maecarmendeoxala@hotmail.com

CampanhaAno Internacional afrodescendente

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